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terça-feira, 2 de maio de 2017

Abril 2017: pequenas mudanças e um desafio

Andei a adiar esta publicação para que fosse feita no fim de Abril e acabei por só a conseguir publicar em Maio. No entanto, agora que penso melhor, talvez faça mesmo mais sentido falar de Abril quando o mês já findou. Vou falar assim, sobre as minhas alterações de Abril.

Não foram grandes mudanças
, mas aos poucos foram algumas:


  • Deixar de passar a ferro: esta mudança já está a ser implementada desde Março, mas em Abril é que foi realmente consolidada. Devo confessar que é sobretudo uma medida para me dar sanidade mental. Eu odeio passar a ferro, mas foi acostumada a passar tudo a ferro (excepto meias e cuecas), algumas coisas já não passava como lençóis e toalhas, mas continuava a passar toda a roupa pessoal. Contudo, a questão é que tinha sempre uma pilha enorme de roupa para passar. Acabou-se. Isto era mais a ideia de "deve-se passar a ferro" que me foi enraizada desde a infância do que realmente achar que há sempre essa necessidade. Claro que peças como camisas ou alguma coisa mais amarrotada irei passar na mesma.

    A nível ambiental há a vantagem de gastar muito menos eletricidade. Mas não é a única vantagem
    , ao ter a roupa mais arrumada e orientada, percebo muito melhor a roupa que existe e não existe, o que é óptimo sobretudo com a roupa do bebé que está sempre a deixar de ser usada.

  • Café de cafeteira: em Fevereiro o meu marido foi à Costa Rica e trouxe café. Lá não bebem café expresso como cá, mas sim o tradicional café de cafeteira. O café é óptimo e é uma alternativa excelente para beber em casa quando não me apetece ir beber um café ao café. Assim já não tenho qualquer desculpa para usar alguma cápsula. Mas claro, para ser ecológico não podia ir comprar uma cafeteira eléctrica, mas por sorte a minha sogra tinha lá uma encostada a um canto que agora tem sido usada cá em casa.

  • Iogurtes: no mês de Março referi que um dos principais produtos que contribuíam para o meu lixo eram os iogurtes. Por isso mesmo, em Abril decidi fazer pela primeira vez iogurtes, fiz iogurtes líquidos e acho que correram mais ou menos. Mas não estavam no ponto ideal, mas bebi-os. Para ver se consigo fazer iogurtes com mais qualidade decidi pedir uma iogurteira emprestada, mas ainda não voltei a experimentar. No entanto, tenho noção que vai ser algo que não vou fazer sempre. Mas qualquer iogurte caseiro é uma poupança de recurso, é nisso que tenho de pensar. Em Maio espero contar-vos se tenho feito muitos ou poucos iogurtes.
    Imagem própria
  • Desodorizante caseiro e redução do uso de champô: tal como referi na última publicação comecei a fazer o meu próprio desodorizante e ando a tentar reduzir o uso de champô, acho que tenho sido bastante bem sucedida neste aspecto.

  • Cotonetes: eu sei que isto não é de todo um produto essencial, eu uso muito esporadicamente, no entanto tenho alguém em casa que usa bastante e não o consigo convencer a deixar de usar. Há algum tempo que andava à procura de cotonetes com pauzinho de papel, uma vez que os pauzinhos de plástico dos cotonetes comuns não são recicláveis e são dos resíduos que mais aparecem no ambiente devido a serem incorrectamente descartados (no ambiente em geral e nas ruas de Lisboa em particular, é incrível a quantidade de cotonetes que eu vejo na rua, incrível e nojento). Todavia, nunca tinha encontrado à venda, mas como os vi à venda no site do Celeiro, decidi encomendar numa das suas lojas, demoraram a chegar, mas chegaram. Acredito que se a procura for maior, torna-se cada vez mais fácil encontrar este tipo de produtos.

    Claro que o ideal seria não descartar estes cotonetes no lixo comum
    , penso que possam ser postos na compostagem, uma vez que o algodão é biológico e o pauzinho é de papel. No entanto, temos posto no lixo comum, uma vez que não tenho um pequeno contentor de compostagem, mas um grande monte de estrume um pouco distante de casa. Tenho de agilizar isto para reduzir o número de cotonetes e de guardanapos de papel (não meus!!!!) que pomos no lixo comum.
    Imagem retirada de https://www.celeiro.pt/produtos/100830-cotonetes-bio-200-gramas-kg-douce-nature


  • Remendar e arranjar: este tem sido uma consequência directa de ter deixado de passar a ferro e de estar muito mais organizada com a roupa. Como tenho tudo mais controlado, tenho tempo para olhar e remendar e arranjar pequenas coisas. Não que seja uma perita, bem pelo contrário, mas olho o problema e tento solucionar ou pago para me fazerem o arranjo. Cozer pequenos buraquinhos da roupa do Luís, cozer um botão ou pôr um elástico numas calças é recuperar peças de roupa e poupar, o ambiente e a carteira. Finalmente dei uso a um ovo de pedra que tinha cá em casa há anos.
    Imagem própria
    Em roupa em estado muito deteriorado, é sempre possível cortar aos bocados e ainda dão para limpar algo durante algum tempo. Quando até para panos estiverem velhos, é a altura ideal para pôr no saco dos trapos para reciclagem.

    Um antigo toalhão de banho ainda deu para uns oito panos de limpeza
    Imagem própria

  • Recusa de sacos, mais um passo: a minha recusa constante de sacos já começou há bastante tempo (como se pode verificar aqui) e tem vindo a aprofundar-se. Mas em Abril ultrapassei um constrangimento pessoal, quando me distraia e não tinha tempo de recusar saco, acabava por o trazer. Mas recentemente consegui superar este constrangimento e se me distraio tiro o produto do saco e digo ao lojista que não preciso e que pode reutilizar para outro cliente, já aconteceu duas ou três vezes. Isto às vezes custa é começar, depois é sempre a melhorar.

    Um dia da semana passada fiz uma contagem por alto e recusei cerca de dez sacos num dia. É imenso.

  • Remodelações em casa: sobre este assunto quero fazer uma publicação especial, mas tal como tinha referido na publicação de Março, tenho estado em processo de destralhe. Este processo também passou por uma alteração de mobiliário e pelo reutilizar e transformar alguns móveis. Mas disso falarei mais tarde, acho que merece uma publicação única.
      
E penso que consegui falar de todas as minhas pequenas mudanças ou pelo menos referir o que me parece mais importante, vamos ver o que Maio me reserva. Já agora, neste primeiro de Maio fomos até à praia e estava cheia, mas completamente cheia de lixo. Mesmo perto de mim quando olhei estavam imensas garrafas, decidi apanhar, mas não consegui apanhar tudo. Mas nuns segundos apanhei cinco garrafas de vidro, uma garrafa de plástico e vários copos de plástico. Não consegui apanhar mais porque não conseguia trazer mais. O resto lá ficou à espera que a maré subisse e levasse o lixo consigo. Eu já costumo apanhar lixo do chão, mas decidi fazer um desafio a mim própria, contar as garrafas de vidro que vou apanhar da via e lugares públicos durante o mês de Maio. Vamos ver quantas (podia contar outro tipo de resíduo qualquer, mas desta vez serão as garrafas de vidro, para pensarmos se houvesse tara recuperável quantas destas garrafas não chegariam às ruas, praias ou parques).


E deixo-vos também um desa
fio, nesta época balnear em cada ida à praia, deixem a praia mais limpa do que a encontraram.

Só mais um aparte
, em Abril fui a Viseu e fiquei deslumbrada com a limpeza da cidade, espectacular.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Experiências - champô, pasta de dentes, desodorizante

Há bastante tempo escrevi a publicação Produtos de higiene e cosmética, na qual falei sobre alguns dos problemas associados aos produtos comuns de higiene e cosmética e consequentemente sobre a minha procura por soluções mais saudáveis, ecológicas e sustentáveis. No entanto, embora tenha mudado os produtos que consumo, continuei a usar produtos que usam embalagem e consequentemente produzem lixo.

Todavia, tinha alguma relutância em me decidir por receitas caseiras. Mas a ler o livro Desperdício Zero fiquei empolgada para reduzir de vez o meu consumo de produtos de higiene comerciais e consequentemente diminuir a quantidade de resíduos deste tipo. Contudo, as minhas experiências não correram exactamente como eu desejava. Mas vamos por partes.


Sem champô ou pouco champô

Das várias ideias que li, a ideia de deixar de usar champô foi a que me pareceu mais interessante. Neste caso, decidi experimentar a ideia de deixar de lavar o cabelo com champô de compra e passar a lavar com bicabornato de sódio e depois passar com vinagre de sidra. Produtos acessíveis,os quais tinha em casa, nada me parecia mais simples. E assim foi, durante uma semana lavei a cabeça com bicabornato de sódio, a seguir passava com água, passava o vinagre de sidra e voltava a passar por água. O meu cabelo estava lindo, sedoso, devido sobretudo ao vinagre calculo eu. Mas comecei a reparar que me estava a cair bastante cabelo, mais do que alguma vez tinha caído. No grupo Lixo Zero li alguns depoimentos sobre o assunto e quase todas as pessoas não se deram bem com esta solução. Pelo que explicaram o bicabornato de sódio é demasiado alcalino e por isso existem reacções nem sempre positivas. Decidi parar, não quis chegar a um ponto que fosse irreversível. Voltei ao meu champô sem parabenos e coisas que tais. Neste momento, a minha pretensão é aos poucos ir reduzindo o uso de champô, tentar que o meu cabelo se adapte a ser lavado menos vezes. Vamos ver como corre.

Posteriormente já li outras receitas que podem ser usadas para se lavar a cabeça sem champô. Mas acho que ainda não estou preparada para experimentar.


Sem pasta de dentes


Outra das ideias que está no livro Desperdício Zero é deixar de usar pasta de dentes e fazermos o nosso próprio pó dentrifico. O pó dentrifico consiste também em bicabornato de sódio, ao qual podemos juntar stevia. Eu experimentei e gostei bastante da sensação, aquela sensação salgada, mas só experimentei um dia. Entretanto decidi pesquisar sobre os efeitos do bicabornato de sódio nos dentes e cheguei à conclusão que não são lá muito positivos. Pelo que li,o uso continuado prejudica o esmalte dos dentes, enfim. Acabei logo com a experiência e voltei para a minha Pasta de Dentifrica Couto (às vezes outra qualquer, quando a Couto acaba e ainda não comprei uma nova). Depois disto, numa conversa do grupo Lixo Zero,uma das participantes referiu que ao fazer esta experiência danificou bastante os dentes. Logo por aqui, nunca mais.

Como podem ver, isto estava a correr mal o suficiente. Devo dizer que fiquei bem chateada por um livro aconselhar a utilizar produtos que acabam por ser prejudiciais com utilização continuada (o que não significa que alguém não se possa dar bem com eles). Mas foi,então que me decidi a fazer desodorizante, mas não segui nenhuma receita presente no livro,mas uma que me deram pessoalmente.

Desodorizante caseiro

Já foi há algum tempo que deixei de usar desodorizante comum, aqueles anti-transpirantes com alumínio, comecei a comprar desodorizantes mais ecológicos e saudáveis, mas claro com embalagem e certamente com alguns ingredientes não tão naturais como sendo feito em casa. Mas entretanto, decidi experimentar a seguinte receita:

  • Óleo de coco;
  • Amido de milho;
  • Bicabornato de Sódio;
  • Óleo de amêndoas doces ou outro óleo à escola (opcional).
Juntam-se medidas iguais (em volume) de óleo de coco (derreti um pouco), amido de milho e bicabornato de sódio e umas gotas do óleo de âmendoas doces, mexe-se tudo e voilá. Como derreti o óleo de coco, depois pus um bocadinho no frigorífico para solidificar.


Imagem própria
Imagem própria

Imagem própria
Aqui está ele. Para aplicar, uso um utensílio de tirar manteiga e depois aplico com os dedos. Devo dizer que este é o meu desodorizante preferido de sempre, nunca me dei muito bem com desodorizantes e este tem sido impecável, mesmo em dias de calor mais intenso, vamos ver como se porta mesmo no Verão. Entretanto a quantidade que fiz já acabou, tenho de ir fazer novamente.

Relativamente às embalagens e consequente lixo. É verdade que não uso embalagem para desodorizante, mas uso as outras todas. Mas o bicabornato de sódio e o óleo de amêndoas doces são coisas que tenho sempre em casa. Comprei apenas o óleo de coco (a embalagem é de vidro e vai ser reutilizada) e o amido de milho (embalagem de papel e plástico e não encontrei biológico), a vantagem destes produtos é que podem ser também usados na alimentação, ainda ontem o jantar levou óleo de coco.

É caso para dizer que temos produtos com várias funções. Se pensarmos bem é muito mais interessante termos três ou quatro produtos para vários fins, do que um produto para cada fim. Claro que para ser mais sustentável o ideal é comprar estes produtos a granel e reutilizar embalagens.

E fico-me por aqui sobre as minhas experiências, nem todas bem sucedidas, mas vamos aos poucos.
 

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Viva as fraldas de pano (oito meses depois)

Imagem própria

Falta um semana para o Luís completar nove meses e aqui continuo à volta das fraldas de pano, com os meus altos e baixos. A boa notícia é que parece que  isto está a correr melhor, sobretudo porque me lembrei (porque não experimentei antes?) de usar as pré-dobradas como absorventes. A questão é que o meu Luís faz muito xixi e com dois absorventes, passado pouco tempo a fralda fica encharcada (neste momento está a dormir com uma fralda com dois absorventes e já a sinto húmida). Seja que tipo de absorvente for, microfibra, cânhamo, bambu, bem se forem os dois de microfibra ainda é pior.

Depois lembrei-me que tenho uns absorventes em cânhamo que se dobram ao meio da B´bies (ver imagem abaixo). Com um absorvente deste mais um absorvente dos outros, já começou a correr melhor. Mas só passado uns dias é que me lembrei de experimentar as pré-dobradas (ver imagem abaixo) como absorventes e é fantástico. Assim, juntando uma pré-dobrada e um absorvente dos outros, a fralda resulta mesmo bem, até porque é um rabiosque cheio de camadas de absorção.

Absorventes de cânhamo
Imagem retirada de http://www.bientot-maman.fr/content/6-fonctionnement-de-la-couche-lavable

Fraldas Pré-dobradas
Imagem retirada de http://www.mita.pt/pages/onde_comprar

O problema é que tenho poucas pré-dobradas e poucos absorventes duplos de cânhamo, então volta e meia tenho de usar dois absorventes normais e a fralda não aguenta tanto. Acho que tenho de comprar mais fraldas pré-dobradas.

Outra coisa que mudei foi a limpeza das fraldas. Ao contrário do que dizem as"regras", quando tiro a fralda ao Luís passo-as por água para tirar o máximo do xixi. O cheiro das fraldas sujas dentro do saco (ainda por cima com calor) era algo que eu não estava a gostar e decidi seguir o conselho da minha sogra, não as deixo de molho, mas passo-as por água.

Por falar na minha sogra, ela está fã das fraldas de pano, ela já gostava da ideia, mas quando foi comigo ao encontro da semana de aleitamento materno e percebeu que eu não sou a única a usar fraldas de pano (nesse dia o Luís tinha uma descartável) ficou mesmo super animada. Tanto que agora estou a passar uns dias na casa dela e o Luís tem usado só fraldas de pano.

O que me chateia é que agora que isto parece estar novamente no melhor caminho, vamos de férias. E em férias longe de casa, sem máquina de lavar, acho difícil usar fraldas de pano (não é que seja impossível). Mas o objectivo não é passar as férias a lavar fraldas à mão. E depois o Luís vai para a creche e aí também não aceitam fraldas de pano, nem toalhitas. Isso é que vai ser produzir lixo a sério. Mas bem nove meses quase exclusivamente de toalhitas de pano e nove meses com bastante uso de fraldas de pano, já não me parece mal de todo. Em casa, posso sempre continuar a usar estes produtos mais ecológicos.

E já agora, hoje no café, estava o meu Luís com uma fralda de pano e um senhor que eu conheço, pensou que ele tinha uns calções, depois quando lhe dissemos que era fralda, ele disse "Ah é uma boa ideia, pelo menos não fazem tanto lixo". Devo confessar que os meus olhos até brilharam de alegria pelo comentário.

Fraldas de pano Urra! Às vezes tenho vontade de comprar mais, algumas de melhor qualidade do que aquelas que tenho. Mas se o meu objectivo é ser ecológica e se as que tenho chegam, acho que não faz muito sentido (sem contar com as pré-dobradas que preciso para usar como absorventes). Quando tiver outro filho, espero bem ter, como já tenho algum stock, já posso investir noutras melhores.

domingo, 31 de julho de 2016

Discos de amamentação, escolha os reutilizáveis

Estava eu a coser os meus discos de amamentação, os quais sofreram uma esfrega no tanque porque alguém (não fui eu) decidiu lavá-los à mão e para sair a lanolina (algo super gorduroso) com água fria só mesmo a esfregar, de tal forma que os meus discos ficaram todos enfrangalhados... Mas bem, como eu ia dizer, estava a cosê-los e lembrei-me que nunca falei aqui sobre os discos de amamentação reutilizáveis.

Quando engravidei, na dúvida se havia de utilizar discos ou conchas de amamentação, comprei as duas coisas. As conchas são de silicone e são mesmo um produto reutilizável, os discos existem os reutilizáveis e os descartáveis. Mas se o meu objectivo era usar o menor número de produtos descartáveis possíveis (nomeadamente tinha o objectivo de usar toalhitas e fraldas reutilizáveis), claro que não ia usar discos de amamentação descartáveis. Assim, além das conchas, comprei dois pares de discos de amamentação da Medela (chamam-se Protector de seio lavável), os quais custaram cerca de 14€ (acredito que haja mais baratos de outras marcas). Por sua vez, uma caixa de 30 discos de amamentação descartáveis, na Well's, custa 4,80€. Mas o barato faz-se caro e faz lixo, gasta energia e recursos escusados. Logo continuo a achar que é mesmo melhor escolher os reutilizáveis.

Já que estou a falar disto, relativamente ao que é melhor, as conchas ou os discos de amamentação, acho que varia conforme as pessoas e conforme a fase de amamentação. No início, quando a produção de leite ainda não estava estabilizada preferi sem dúvida as conchas. No entanto com o passar do tempo e a produção de leite mais constante prefiro os discos. Bem, no fundo, eu prefiro mesmo é não usar nada, aliás é mesmo o mais saudável, deixar os seis apanharem ar. No entanto, quando tenho de sair para algum sítio que não pareça muito bem ficar toda molhada de leite ou que saiba que vou estar bastante tempo sem dar mama (algumas vezes que me tive de me ausentar de perto do meu bebé) uso os discos de amamentação.

Agora vamos ver é se estes discos continuarão a funcionar normalmente depois de terem sido esfrangalhados, espero que sim. Já tenho dúvidas é que os consiga aproveitar quando tiver o próximo bebé.

Mas bem, esta tem sido a minha escolha nestes oito meses de amamentação. Muitos mais meses virão, espero.

Imagem própria

Mas já que falei das toalhitas e fraldas reutilizáveis, tantas vezes mencionadas aqui no blogue, vou fazer o ponto da situação. A utilização de tolhitas reutilizáveis continua imaculada, não quero outra coisa, acho é que vou precisar de comprar mais ou de fazer novas, porque algumas já estão num estado lastimável. Por sua vez, as fraldas reutilizáveis têm tido altos e baixos, há uns tempos achei que estavam a cheirar muito a xixi, fartei-me de as lavar, depois ele é um mijão e a fralda quase não aguenta, por isso vou usando muito mais fraldas descartáveis do que era suposto. Mas pronto, depois tenho uns dias em que me organizo decentemente e Viva as Fraldas de Pano.
Imagem própria

Entretanto, em Setembro o Luís vai entrar na creche, das fraldas como eu própria às vezes não acerto bem com aquilo, nem perguntei se aceitavam fraldas de pano, mas perguntei se aceitavam as toalhitas e a resposta foi negativa. Mas bem, aceitam em vez das toalhitas descartáveis que se opte por compressas, acho que as compressas sempre são mais sustentáveis e saudáveis que as toalhitas descartáveis, por isso acho que a minha escolha vai recair pelas compressas.

Mas não se esqueçam cada vez que optamos por produtos reutilizáveis, em vez de descartáveis, o planeta agradece.

domingo, 24 de julho de 2016

Papel higiénico - uma história

Já não é a primeira vez que falo do papel higiénico (falei aqui), na altura expliquei que deixar de usar este produto não é uma coisa que eu pretenda fazer na prática (na teoria é mais fácil), mas também referi que só compro papel higiénico 100% reciclado (costumo comprar o papel higiénico reciclado do continente ou o Renova Green, o qual encontrei em promoção há pouco tempo). Mas no outro dia, o meu pai foi às compras e ele que nunca compra este tipo de coisas, lembrou-se de comprar um pacote de 40 rolos de papel higiénico de folha tripla da Scottex. Caso para dizer, é tudo mau, a Scottex não é portuguesa e a folha tripla é completamente desnecessária. Aliás, folha tripla até parece que nem limpa bem, minha rica folha simples. Mas pronto, já que se comprou tem de ser gasto. Pior que comprar produtos pouco sustentáveis é desperdiçá-los.

Mas isto fez-me lembrar de uma história que queria partilhar convosco, quando saiu a colecção da Renova às cores, primeiro só com o papel higiénico preto e vermelho, devo confessar que fiquei fascinada. Aliás, ainda hoje acho que visualmente é um produto apetecível, embora completamente inútil. Adorava, sobretudo o papel preto até porque ficava (teria ficado, se eu alguma vez o tivesse comprado) muito bem na minha casa-de-banho que é preta. Mas claro, nunca o comprei porque era caríssimo, vi agora no site da Renova que seis rolos custam 7,15€ (tal disparate!).

Agora mesmo que tivesse dinheiro, nunca o compraria, porque o aumento da minha consciência ambiental impede-me de comprar coisas que acho completamente inúteis, tendo em conta os recursos utilizados. Afinal, é o facto de estarmos a utilizar uma dada percentagem de fibras de papel novas, é utilizar tinta, utilizar perfume, tudo uma inutilidade pegada (na minha opinião), tendo em conta o fim para que serve. É que, eventualmente, até posso comprar papel higiénico de folha dupla/tripla e que não seja 100% reciclado, caso o sítio onde compro não tenha papel higiénico de folha simples 100% reciclado. Mas comprar papel higiénico às cores ou com perfume, jamais!


Imagem retirada de http://www.forbes.com.br/negocios/2016/01/conheca-o-homem-por-tras-do-papel-higienico-mais-famoso-do-mundo/

Mas é lindo não é? Eu acho lindo. Mas nem toda a gente o acha. E é agora que vos vou contar uma história sobre este papel higiénico.

Tenho um primo que anda a vender de aldeia em aldeia no interior de Portugal, ele tem uma carrinha onde vende tudo o que são produtos de mercearia. Quando saiu esta gama de produtos, a Renova fez uma campanha qualquer, onde ele teve direito a pacotes de papel higiénico destes na compra de outros produtos da marca. E como vimos acima, estes rolos que cada um custa mais de 1€, ele não os conseguiu vender. Os habitantes das aldeias, na sua maioria velhotes, não queriam papel higiénico preto, não o queriam quando era mais caro que o branco, não quiseram quando ele o tentou vender ao preço do branco, nem sequer quando o tentou vender mais barato que o papel branco. A verdade é que o papel que eu acho bonito, mas inútil e um desperdício de recursos era para a população destas aldeias simplesmente "mau, um produto que nem pensar usar".

Nessas aldeias, na altura, havia muitos imigrantes búlgaros que trabalhavam na agricultura e foram eles que acabaram por comprar o papel todo, mas só o compraram porque o meu primo o começou a vender a um preço muito inferior ao papel branco. Esta foi a única forma de alguém querer o papel.

E assim, um papel higiénico conhecido pelo seu design e que utilizou demasiados recursos acabou por ser vendido baratíssimo porque ninguém o queria. Aqui, está a prova que o valor que estamos dispostos a pagar depende de muitas coisas, sobretudo das nossas ideias sobre o que é bonito ou feio e sobre a nossa necessidade de estatuto social ou não. No meu caso, das características ecológicas, claro.

Gosto desta história. Queria partilhar convosco e já sabem, escolham papel reciclado e de folha simples.

domingo, 10 de julho de 2016

Inquéritos sobre hábitos ecológicos em crianças: resultados (1ª parte)

Considerações iniciais

No dia 10 de Maio, nesta publicação pedi a que os leitores respondessem a um inquérito sobre os hábitos ecológicos em crianças, ou seja, se os pais e principais cuidadores têm preocupações ambientais nas escolhas diárias que fazem na vida dos seus filhos.

Desde já e tal como referi na altura, este inquérito não pretende ser uma amostra fidedigna da sociedade, uma vez que para tal teria de ter uma amostra bastante heterogénea e como devem calcular quem vem a um blogue sobre questões de sustentabilidade responder a um inquérito é desde logo uma pessoa com algumas preocupações ambientais. Por isso, infelizmente, tenho a noção que esta amostra está muito enviezada. É pena.

Para concluir, tive 48 respostas ao inquérito, mas a pergunta se tinha filhos era uma pergunta de despiste que não permitia que se continuasse o inquérito, por isso decidi não considerar três inquéritos. Assim, apenas serão avaliadas as 45 pessoas que responderam ao inquérito completo.

Os inquéritos foram respondidos entre o dia 10 de Maio e o dia 19 de Maio.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Made in Thailand

No outro dia fui a uma mercearia aqui perto de casa comprar a minha querida Pasta Couto, sem flúor e outras porcarias (quase há um ano que apenas uso Pasta Couto, ver aqui, eventualmente já usei de outras em contextos muito específicos). O meu marido é ao contrário, só usa a Pasta Couto em contextos específicos e, por isso, continua a contaminar-se de Colgate. Mas fui à mercearia e ele já me tinha pedido para comprar pasta Colgate que ia lá estar em promoção. Assim fiz, mas quando estava a pagar saltou-me logo à vista que na caixa além da descrição do produto estar em inglês, francês e português, também estava escrita em árabe.

Vim para casa e lá está, a pasta é fabricada na Tailândia para o mercado africano. Nada contra a Tailândia (até tenho um marcador de livros que uma amiga me trouxe de lá, feito a partir de fezes de elefantes que é muito giro e ecológico), mas importar pasta de dentes da Tailândia não me parece nada sustentável.

Entretanto, andava a pesquisar sobre pasta de dentes feitas na Tailândia e descobri que há uns anos havia pasta de dentes da Colgate contrafeitas a vender em algumas lojas em Portugal, podem ver aqui. Fiquei curiosa, será que esta seria contrafeita? Contactei a Colgate com a minha dúvida, disseram-me que provavelmente era pasta de dentes feita para outros mercados e não para Portugal (olha a novidade), mas para eu lhes enviar a pasta (se não acham que seja contrafeita porque lhes hei-de enviar a pasta, importar pasta de dentes não é proibido). Neste momento, estou à espera que me respondam ao email em que perguntei porque lhes hei-de enviar a pasta, se acham que não é contrafeita.


Imagem retirada de https://www.peeks.co.uk/thailand

A minha questão é: como é possível que uma pasta de dentes Colgate feita na Tailândia seja mais barata que a pasta de dentes da mesma marca feita para o mercado nacional, a qual não sei se é feita em Portugal ou Espanha. Isto, além de aspectos relacionados com custo de mão-de-obras, também está relacionado com taxas e coisas para mim imperceptíveis de exportações e importações. Uma vez um amigo explicava-me que Portugal ganha mais em importar determinado produto e exportar um produto semelhante, porque os impostos funcionam de forma diferente. Mas e os custos ambientais associados a tanta importação e exportação, isso alguém contabiliza?

E não é só nas pastas de dentes e em produtos fabricados em países com mão-de-obra mais barata. Na minha loja costumamos ir às compras a um armazém de chocolates, onde o Kinder Bueno nacional é mais caro que o Kinder Bueno inglês. Da mesma forma que sei que há cafés e restaurantes que vendem Coca-Cola embalada em países do leste europeu porque é mais barata que a Coca-Cola embalada em Palmela. Para mim isto não tem explicação.

Por estas e por outras, Pasta Couto continua a ser a minha favorita, o meu marido diz que é produzida por "gunas" do Porto. Já lhe disse: "Antes gunas do Porto que gunas da Tailândia". Eu não sei bem o que significa "guna", cá em baixo não se usa esse termo ou então sou eu que não uso.

terça-feira, 29 de março de 2016

Quatro meses de fraldas e toalhitas reutilizáveis

Um estendal de fraldas e toalhitas de pano
Imagem própria

As fraldas e as toalhitas reutilizáveis, ou seja de material têxtil, têm sido um assunto que frequentemente abordo aqui no blogue. Embora, no momento em que escrevo, as publicações sobre o assunto não estejam nas dez mais vistas do blogue, a verdade é que pelas estatísticas reparo que são das publicações mais frequentemente acedidas.

Quando o Luís fez dois meses fiz um balanço sobre a utilização destes produtos, das toalhitas e das fraldas, e este último não era muito animador. Passado mais dois meses, o tempo passa rápido, tudo melhorou.

Neste momento, já consigo utilizar quase todas as fraldas de pano, sem fugas, bem às vezes acontece, mas isso também acontece nas descartáveis. No entanto, para dormir de noite e para sair continuo a usar descartáveis, isto porque de noite ele dorme muitas horas seguidas e quando saio (estou a falar de saídas grandes, não de ir ao café ou à mercearia) tenho receio de não lhe conseguir mudar logo a fralda. Na verdade, pela minha experiências as descartáveis são bem mais absorventes que as de pano. Para termos a mesma absorvência numa fralda de pano temos de conjugar absorventes extra e o meu menino como é magro com muitos absorventes parece um chouriço. Todavia, o ser mais absorvente em si não é uma mais-valia, penso eu, sobretudo quando estamos em casa, uma vez que não me parece muito saudável a criança andar com a fralda cheia de urina. No entanto, confesso que não uso apenas fraldas de pano, mas se em oito fraldas diárias, por exemplo, uso três descartáveis e cinco reutilizáveis, já não acho nada mau.

Em relação às toalhitas continuo a usar quase em exclusivo as de pano e não quero outra coisa. Tenho um pacote de 70 toalhitas descartáveis aberto há quatro meses e dura, dura, dura.


Mas e em viagem?


Desde que nasceu, o Luís já foi duas vezes à terra do pai e foi ao Algarve. Nestas ocasiões nunca usei fraldas reutilizáveis, não que não o consiga fazer, mas porque passando poucos dias fora, terei que trazer todas as fraldas sujas para lavar em casa. O que significaria que depois ficava basicamente sem fraldas para usar no dia seguinte. No entanto, as toalhitas uso das de pano, na casa dos meus sogros, eles têm algumas, logo nem preciso de levar. Quando fomos ao Algarve levei um saco e no hotel usei sempre toalhitas de pano, mas confesso que quando mudei a fralda no carro usei descartáveis.


E se alguém ficar a tomar conta do Luís?

Aqui o caso muda de figura, aprendi que não posso obrigar ninguém a ser ecológico, se já me fazem o favor de tomar conta dele, não vou pedir que usem as fraldas e as toalhitas reutilizáveis. Até porque a maioria das pessoas não entende porque prefiro usar estes produtos e sinceramente, cada vez, tenho menos paciência para explicar. O que vale é que até hoje ainda só o deixei com alguém duas vezes e isso significa poucas fraldas e toalhitas descartáveis.

Mas afinal porque continuo a preferir usar os produtos reutilizáveis?

Sobretudo pela causa ambiental, sinceramente custa-me imenso deitar um saco de fraldas descartáveis no lixo comum. Claro que vejo a praticidade das coisas descartáveis, e como disse anteriormente também as uso, mas nem por isso sou uma adepta destas. Mas acho que é o facto de eu dizer que uso sobretudo por uma questão ambiental que ainda deixa as pessoas mais incrédulas. Afinal, as pessoas percebem que alguém queira poupar dinheiro, as pessoas percebem que alguém queira cuidar do seu filho, usando coisas mais saudáveis. Mas poucas pessoas percebem que alguém queira cuidar do ambiente e consequentemente do planeta, esse espaço que é de todos.

Digo mais, as pessoas em vez de criticarem e gozarem com quem usa fraldas de pano, deviam era agradecer porque há quem esteja a contribuir para um bem maior. E eu sei que para muitos isto nem sequer é compreensível, porque não pensam em todos os processos até um produto ser fabricado e em toda a realidade após o produto ser descartado.

E para finalizar, ainda no outro dia uma amiga que por acaso até é das que concorda mais com a minha ideia disse-me: "Tens noção que gastas muita água a lavar as fraldas e as toalhitas?"; lá tive de responder: "Qualquer produto novo, na sua produção e transporte, gasta muito mais água do que lavar um produto semelhante em casa".

sábado, 26 de março de 2016

E por falar em sabão

Imagem retirada de http://www.serrote.com/caderno_sabao.htm

Há uns dias publiquei sobre o Sabão de Marselha e lembrei-me de uma coisa relativamente ao sabão e às embalagens. O famoso sabão azul e branco, sabão macaco ou sabão offenbach, seja como for que o chamem, era (será que ainda é?) vendido nestas barras grandes e sem embalagem. Lembro-me bem da minha avó me pedir para ir comprar estas barras de sabão a uma loja que vendia coisas a granel e lá vinha eu com a barra de sabão embrulhada num bocadinho de papel, apenas o suficiente para que a minha mão o conseguisse agarrar.

A minha avó cortava-o em vários pedaços e ficavam vários "sabões" que davam para tudo, desde lavar as cuecas até lavar a cabeça. No entanto, devo referir que o sabão azul e branco não é assim muito benéfico para a nossa pele, sobretudo se o usarmos regularmente. No fundo, o sabão azul e branco é um desinfectante poderoso, por isso não devemos lavar-nos constantemente com ele (bem na realidade não nos devemos lavar constantemente com nada, mas pronto). Mas como desinfectante é óptimo, enquanto produto de limpeza. Quando o meu pai era um rapaz novo e trabalhava nas oficinas da APL davam-lhes sabão azul e branco para lavarem a roupa suja, penso que é daí que advém o nome sabão macaco.

Há uns anos, a ex-ministra da saúde Ana Jorge veio relembrar que o sabão azul e branco pode ser uma solução barata para combater vírus (podem ver aqui) e sim ela tinha razão. Mas devo confessar que quando entrei na faculdade em 2004 e em vez de sabonete líquido, as casas-de-banho tinham sabão azul e branco, pensei que aquilo tinha muito ar de avó. Bem, as casas-de-banho naquela altura tinham mesmo ar de que não viam um remodelação desde o tempo que a minha avó era nova.

Por estas coisas todas e não sendo o melhor produto para a nossa higiene pessoal, gosto do sabão azul e branco com um certo saudosismo. Aquela ideia de infância de ir comprar aquela barra enorme e depois ver o sabão no tanque.

A nível ecológico, embora não seja um produto natural (não consegui encontrar os ingredientes aqui na internet) ganha por ser vendido em barras de 400gr (isto para não falar das barras maiores que mencionei acima) e no meu caso, ganha por ser fabricado perto da minha casa. É que grande parte do sabão azul e branco que se vende por aqui é fabricado na Sovena no Barreiro, a mesma empresa que fabrica o óleo Fula, o azeite Oliveira da Serra entre outros. Os restos destes produtos alimentares servem para fazer o famoso sabão, o que é algo positivo, claro.

Mas continuo a achar que as grande superfícies deviam era continuar a vender as barras grandes de sabão azul e branco sem embalagem, sem dúvida muito mais ecológico.




Mas não se deixem levar por cantigas, o rio deve queixar-se, sim.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Sabão de Marselha

Logo no início do blogue fiz duas publicações: Sabonetes e Produtos de higiene e cosmética, nas quais falo sobre a problemática das embalagens dos produtos de higiene e sobre os químicos nocivos destes produtos. Por isso, na altura decidi começar a usar champô e desodorizante da marca Dr Organic. E gostei tanto que continuo a usá-los, a estes já juntei também o creme de dia da mesma marca. Os produtos são realmente mais caros, mas gosto mesmo muito deles.

No entanto,os sabonetes continuava a usar um qualquer, mas há uns dias, fui ao Celeiro comprar champô e decidi experimentar também os sabonetes da Dr Organic, são bons, mas ligeiramente caros para o tempo que duram. Mas decidi também experimentar o Sabão Verde de Marselha da marca Emma Noel feito com azeite e não com óleo de palma (falei do problema do óleo de palma nesta publicação). E pronto, acho que é uma óptima opção. É um produto natural, com pouquíssimos ingredientes, logo sem aqueles químicos todos nocivos. Tem ainda a vantagem de pesar 300gr, o que é bem mais que o peso dos sabonetes comuns, isso torna o produto mais durável e se o produto é maior, usamos menos embalagens. Comparativamente com os sabonetes, os sabões são mais baratos, o que também é uma vantagem.

Claro que cheira a sabão, sim não é perfumado, mas isso para mim não é um problema, logo gostei da minha escolha.

Imagem retirada de http://www.emmanoel.fr/cosmetique-beaute-soin-bio/fr/product-detail/cat/savonnettes-savons/savon-vert-marseille-36

Se relativamente ao champô tenho sido muito fiel à minha escolha, desde que o comecei a usar, só devo ter usado outro, umas quatro ou cinco vezes, quando não tenho este, acho que relativamente aos sabonetes e sabões não vou ser tão fiel. Mas tentarei usá-los o mais possível, é que além de todas as vantagens acima referidas, existe ainda o facto de não poluirmos tanto a água.

Por isso, de vez em quando, comprem sabão natural em barra, não é mais caro que gel de banho e dura, dura e dura.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Toalhitas de bebé reutilizáveis - balanço ecológico positivo

Ao contrário das fraldas de pano, as toalhitas têm sido um sucesso. Vamos ver, no fundo, toalhitas reutilizáveis não passam de tecido com que limpamos o rabiosque do bebé, não há grande ciência na coisa. Simples e prático.

Já tinha referido que ia utilizar de toalhitas de pano (nesta postagem), depois das primeiras que comprei e das que fiz, o meu sogro comprou a um fornecedor do hospital, onde ele trabalha, umas 60 toalhinhas pequenas e depois disso já me comprou mais umas 40. O que significa que neste momento tenho uma imensidão de toalhitas. As toalhitas de pano são muito práticas e mais saudáveis para o bebé. Quando estive no hospital usei toalhitas descartáveis da Dodot, mas quando saí do hospital, o meu bebé assou logo (talvez pela mudança da minha alimentação) e na farmácia disseram-me logo para não usar toalhitas descartáveis. Se eu já estava convencida que seria melhor utilizar o pano, o meu marido ficou logo convencido também e cá em casa toalhitas descartáveis não se usam. Há quem molhe as toalhitas numa mistura de água e óleo essencial, eu molho simplesmente em água. Em casa tenho dois muda fraldas, um na casa de banho, nesse caso molho na torneira, outro no meu quarto, aí molho com um borrifador.

Quando estou fora de casa levo toalhitas de pano, mas também levo descartáveis e depois uso uma ou outra coisa conforme as condições do local. Mas bem, diga-se passagem que até hoje, fora de casa, ainda só mudei a fralda do Luís nos consultórios médicos. Mas estamos a preparar-nos para ir passar o fim-de-semana fora, a casa de familiares, e vou levar muitas de pano.

Imagem própria

Na imagem acima estão as toalhitas que uso em dois ou três dias. Depois de usadas guardo-as juntamente com as fraldas de pano sujas num saco impermeável. Lavo mais ou menos a cada três dias.

Como agora é Inverno e tenho sempre os estendais cheios, seco as toalhitas na máquina e depois já não passo a ferro. Sim porque se as secar no estendal tenho de as passar a ferro, tenho paranoia com bicharocos em coisas que vão limpar o rabinho do Luís.

Embora quando saiu de casa também leve toalhitas descartáveis, sei que posso usar sempre de pano. Bastaria levar sempre uma garrafa com água. Como é que acham que a minha mãe me mudava a fralda há 30 anos? Sim, ela nunca usou nada descartável e qualquer sítio era bom para mudar a fralda. E a Sónia de rabinho ao léu.

Eu, a minha mãe e a minha avó em 1987 (provavelmente)
Imagem própria


sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Dois meses de fraldas - balanço ecológico negativo

O meu Luís tem dois meses, uma semana e dois dias e esse é exactamente o tempo em que lido com fraldas. Sim antes de ser mãe só tinha mudado uma fralda na vida e não correu muito bem, saiu xixi por todo o lado. Mas bem, agora já mudo há dois meses e às vezes ainda sai xixi por todo o lado.

Como tinha anteriormente referido no blogue, em Fraldas reutilizáveis - a minha escolha e O meu stock de fraldas reutilizáveis decidi escolher fraldas de pano para o Luís. Mas como já expliquei em Blogue meu, blogue meu, existirá alguém mais poluidor que o meu filho? tenho usado muitas fraldas descartáveis, aliás nos últimos tempos são as que uso na maioria das vezes para minha tristeza.

Ao início usava bastantes descartáveis porque não tinha investido em stock de recém-nascido, o meu marido convenceu-me que não devia comprar destas porque as usaria pouco tempo. E sinceramente, ele tinha razão as de recém-nascido usei cerca de um mês. De notar que o meu Luís nasceu pesadote, bem dois meses depois, embora o corpo tenha mudado, o peso não é assim tão diferente.

Agora o problema é que as de recém-nascido já não servem e as tamanho único na sua maioria estão grandes. Embora ele tenha mais de 4,5kg, as fraldas mesmo sendo a partir de 3 ou 4kg ficam largas, é ainda muito corpo de bebé como me tinham explicado. Por isso, neste momento só tenho seis fraldas de pano que lhe servem decentemente, o que não impede uns xixis, volta e meia, para fora. Mas isso também me acontece com as descartáveis.

Sei que a maioria das pessoas escolhe outras soluções, capas de lã e tal, até acredito que sejam melhores, mas eu preciso de coisas práticas. É que se já tenho pouco tempo para fazer o que seja, não me estou a ver a lanolizar capas. Sei que também posso tentar comprar outro tipo de fraldas de pano, mas o dinheiro não abunda e agora também não ando com muito tempo para pesquisar.

Aos problemas do tamanho das fraldas junta-se a logística, tenho as máquinas de lavar e secar roupa numa casinha no quintal e como passo quase todo o dia sozinha com o bebé só tenho três hipóteses: levo-o para o quintal comigo; deixo-o sozinho dentro de casa; fico com ele em casa e a roupa que espere. Normalmente escolho a terceira opção e à noite não me apetece ir para o frio. Devo confessar que não tinha pensado nestes constrangimentos logísticos.

Mas creio que daqui a um ou dois meses já consiga usar mais e melhor as fraldas reutilizáveis, primeiro conforme o tempo tem passado isto de ser mãe tem-se tornado mais fácil, segundo ele há-de crescer e as fraldas vão-se adaptar melhor (espero), terceiro quando chegar a Primavera posso trazê-lo para apanhar solinho no quintal (ele gosta de apanhar solinho, mas agora ainda está frio). Por isso, acho que isto vai melhorar.

Por enquanto, vou usando muitas descartáveis e as de pano que vou conseguindo. Cada vez que uso uma de pano penso "Ao menos tu não vais não vais para o lixo".

O que eu acho mais engraçado é que das seis fraldas de tamanho único que já consigo usar, quatro foram compradas em segunda mão. O que me leva a pensar que talvez por já terem sido mais usadas se adaptem melhor.

Mas embora ainda não use tanto como gostaria, adoro ver o meu pirolito com fraldas de pano. Agora, claro que dá mais trabalho, mas nem é assim tanto, acho é que se tivesse a máquina de lavar, a de secar e o estendal dentro de casa seria mais fácil.

Imagem própria

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O enterro da escova de dentes

Há uns meses, mais precisamente há três meses, contei as minhas dúvidas sobre as escovas de dentes, na publicação Escovas de dentes - a dúvida continua. Na qual expliquei que decidi experimentar uma escova de dentes biodegradável de bambo. E aqui estou eu para vos contar a experiência. E digo já, não aconselho, não que tenha nada contra a sua utilização, à terceira ou quarta escovagem já nem se sente o sabor do bambo e lava tão bem como qualquer outra escova, o problema é que é biodegradável demais. Sobretudo, numa casa cheia de humidade como é o caso da minha. Quando voltei do hospital depois do Luís nascer encontrei a escova meio esverdeada no cabo, na parte do fim que fica dentro do copo. Mas depois o tempo começou a estar mais húmido e pronto ficou o que se pode ver na foto. E sejamos sinceros, não há sustentabilidade que deixe alguém com vontade de utilizar uma escova de dentes cheia de bolor.

Imagem própria

Como sou exagerada, na altura comprei logo duas para aproveitar os portes de envio, mas bem acho que só posso pôr a uso a outra lá para o Verão. Neste momento vou recorrer à tradicional escova de plástico que anda comigo quando vou para algum lado. Entretanto, vou ver se encontro escovas de dentes de plástico reciclado ou qualquer coisa do género. Já vi que no Celeiro vendem escovas de dentes, mas não sei qual é a diferença entre as de lá e as do supermercado, tenho de pesquisar.

Mas bem, mas já que usei uma escova de bambo (sem experimentar nunca sabemos se as coisas são boas) fiz o que me competia, enterrei-a. E aqui estão as fotos a provar, neste momento a escova jaz no canteiro das flores entre borras de café. Pelo menos desta vez não mandei a escova de dentes para o lixo, mas usei-a menos tempo que costumo usar as de plástico, não sei o que é mais sustentável.



Imagem própria
Imagem própria
Mas bem, não comprem escovas de dentes de bambo, sobretudo se viverem nos Açores.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Blogue meu, blogue meu, existirá alguém mais poluidor que o meu filho?

Sou mãe há um mês e tenho de fazer a retrospectiva do lixo que o meu bebé faz. Como disse em muitas postagens cá em casa fazíamos cerca de um saco de lixo indiferenciado por semana, bem neste momento fazemos cerca de quatro sacos no mesmo espaço de tempo. Sim, três pessoas faziam um saco, quatro pessoas quatro sacos, ou seja há uma pessoa com cerca de quatro quilos que faz três sacos de lixo. Isto é um exagero.

Na primeira semana de vida do Luís como estive internada no hospital usei tudo descartável, minha culpa, minha culpa, mas acho que não teria aguentado se fosse de outra forma. Quando chegámos a casa começámos a usar toalhitas de pano (sempre, sempre, sempre) e às vezes fraldas de pano (só algumas vezes, porque só tenho dez fraldas de pano que posso usar com a máxima confiança, ou seja tamanho recém-nascido, as restantes são muito grandes).

Assim até este momento, toalhitas descartáveis só usou no hospital, tenho ainda aqui em casa uns três pacotes que foram oferecidos e serão usados em qualquer eventualidade, mas pouco usados que o meu bebé tem tendência a assar. Relativamente às fraldas descartáveis até este momento, pelas nossas contas em trinta dias usámos cerca de 120 fraldas descartáveis. Sim é mesmo imenso, dá uma média de quatro por dia. Não esquecer que a primeira semana foi só a descartáveis. Mesmo assim quatro fraldas descartáveis por dia, significa que uso em média quatro fraldas de pano por dia, contando que mudo a fralda no mínimo oito vezes por dia. Às vezes é bem mais.

Além disto, o aumento no meu lixo deve-se ainda ao facto de utilizar para o bebé alguns discos de algodão e compressas (sobretudo quando ainda não tinha caído o cordão umbilical, agora raramente uso). E também os meus pensos higiénicos, sim tenho de me decidir a usar mesmo pensos de pano, mas queria passar esta primeira fase pós-parto.

Relativamente às toalhitas e fraldas de pano, lavo de dois em dois dias, máximo três em três. Mas normalmente tenho mesmo de lavar de dois em dois porque gasto as toalhitas todas nesse período, o meu stock são cerca de 70 toalhitas, ou seja gasto cerca de 35 toalhitas num dia. Será que sou eu que as uso demais? Se isto fosse em descartáveis, o meu lixo seria impensável.

O problema é que como depois as sujo todas e agora a roupa não seca tão rápido, a maioria das vezes tenho de as pôr na máquina de secar. Também não é muito sustentável, não é? Mas bem não é todas as vezes, muitos dias secam no estendal.

Mas bem, o meu Luís tem mesmo de crescer mais um bocadinho para usar em exclusivo as fraldas de pano de tamanho único, afinal tenho cerca de umas trinta, serão mais que suficientes. Talvez o meu lixo volte à normalidade.

Já agora a nível prático e para quem tem dúvidas, usar toalhitas de pano não dá mesmo qualquer trabalho. Aliás, acho que limpo o rabinho mais rápido do que com as descartáveis, pelo menos com as toalhitas que tenho. Em relação às fraldas de pano, depende do sistema das de pano, as descartáveis dão menos trabalho é verdade, mas as de pano também não dão trabalho por aí além e para mim a causa ambiental compensa.

Imagem retirada de http://tiniestsocks.com/2013/02/02/the-diaper-dilemma/


Para finalizar, além do aumento do lixo indiferenciado, também a reciclagem aumentou imenso com a chegada do Luís. Não que ele utilize diariamente embalagens. Mas só as prendas que tem recebido têm sido suficientes para aumentar a nossa quantidade de resíduos para a reciclagem. Afinal não há roupa ou brinquedo que não venha envolvida em milhares de embalagens, sem contar com os papéis de embrulho. Para o Natal do próximo ano acho que vou ser contra os embrulhos, neste acho que já não vou a tempo.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O meu stock de fraldas reutilizáveis

O meu stock de fraldas reutilizáveis está feito, apenas uns dias antes do bebé nascer, mas está feito. Já tinha referido esta minha escolha na publicação Fraldas reutiliáveis - a minha escolha. Na qual referi os tipos de fraldas, as vantagens e os grupos de facebook que me ajudaram a perceber melhor este mundo.

E assim fui fazendo o meu stock. E aqui está ele preparadinho.

Imagem própria
Adoro vê-las assim todas arrumadinhas. Agora vamos ver é se fiz o investimento certo, tenho um grande receio que não.

Porque basicamente comprei todas do mesmo tipo. Eu sei que devia ter diversificado, mas a verdade é que na teoria, as minha fraldas preferidas são as de Bolso.

Existem vários tipos de fraldas:
  • Planas (musselinas) e pré-dobradas: mais idênticas às antigas têm de ser usadas com capa;
  • Ajustadas e de contorno: uma fralda completa, mas sem impermeável têm de ser usadas com capa;
  • Bolso: fralda com um bolso onde se introduz um ou mais absorventes;
  • Tudo em um: idênticas às de bolso, mas o absorvente está cosido à fralda.
  • Híbridas: estas são as que ainda não entendi muito bem, mas penso que é tipo uma capa com um absorvente próprio que preenche todo o espaço da capa.

Mas que teoricamente me parecem melhor são as de bolso e porquê? São fáceis de pôr, podemos secar a fralda e o absorvente em separado (o absorvente demora mais tempo a secar que a fralda). Mas pelo que percebi algumas pessoas têm bastantes fugas. Mas como eu sou cabeça dura, não consegui resistir às minhas ideias que as de bolso são as melhores, vamos ver senão me arrependo.

Então o meu stock consiste em:


Recém-nascido
  • 8 fraldas híbridas da marca Close (mais 4 absorventes extra);
  • 1 fralda de bolso da marca Alva;
  • 1 fralda de bolso da marca Fuzzibunz.

Estas fraldas não vão dar para todos os dias de recém-nascido, mas não quis investir mais dinheiro nesta fase, porque tenho receio que o bebé nasça bastante grande e as use pouco tempo. Mas pronto, acho que vou ter de usar umas descartáveis também durante os primeiros tempos.



Maiores  

Neste caso são basicamente fraldas de tamanho único, as quais se ajustam através de molas, velcro ou elásticos.

  • 3 fraldas pré-dobradas Mita (estas são de um tamanho intermédio);
  • 2 fraldas ajustadas de bambu Alva;
  • 1 fralda ajustada InseVimse;
  • 15 fraldas de bolso B'bies;
  • 1 fralda tudo em um, em bambu da B´bies;
  • 1 fralda tudo em um da Totsbots;
  • 1 fralda de bolso da Wizard;
  • 7 fraldas de bolso da Alva;
  • 2 fraldas de bolso  da Little Lamb;
  • 2 fraldas de bolso da FuzziBunz (estas ajustam com elástico e parecem possíveis de usar num recém-nascido);
  • 1 capa Alva (acho que tenho de comprar mais umas duas capas).

Além das fraldas comprei vários absorventes extra em bambu, cânhamo, carvão de bambu, ou seja para todos os gostos. Espero é não ter feito uma grande burrice nestas minhas compras, a ver vamos. Comprei as fraldas todas em lojas online, com excepção das 2 fraldas de bolso Little Lamb; 2 fraldas de bolso FuzziBunz e da ajustada InseVimse que comprei em 2ª mão, mas que basicamente estão novas. É isso que me dá algum alento, se vir que o meu bebé não se adapta a estas fraldas posso sempre vendê-las como praticamente novas.

Devo ainda dizer que há umas capas lindas e dizem que super saudáveis e sustentáveis de lã. Lindas, lindas, mas têm de ser constantemente lanolizadas e bem não me senti preparada para tal. Quem sabe se tiver um 2º filho.

E agora deixo-vos umas imagens mas pormenorizadas das fraldas. Para quem vai ter filhos ou já teve e não usa fraldas reutilizáveis, pensem se as mais-valias para a saúde do bebé, para o ambiente e para a vossa economia não são suficientes para escolher este tipo de fraldas. Além disso são lindas. Querem ver?

A minha preferida, a fralda de Londres da Totsbots (eu adoro a cidade de Londres e apaixonei-me por esta fralda):

Imagem própria

E já que estamos no mês de Novembro, o qual é o mês da prevenção do cancro da próstata e que muitos homens se associam à ideia de deixar crescer o bigode para fazer sensibilização, mostro-vos esta fralda. A qual acho super fofinha e comprei em "honra" do bigode do meu pai:

Imagem própria

E agora, uma capa que não contabilizei acima. Esta capa de fralda era do meu namorado, ou seja já tem 31 anos e eu quero usá-la. Poucas vezes provavelmente, porque o tipo de tecido utilizado naquele tempo é demasiado plastificado, não deixando a pele do bebé a respirar tão bem. Mas se há 30 anos todos os bebés usavam este tipo de capa, acho que também a posso usar algumas vezes.

Imagem própria

E aqui estão as minhas fraldas para um bebé ecológico e giro. Aproveito para mostrar uma parte do stock de toalhitas que falei em Toalhitas reutilizáveis para bebés, tenho duas caixas de toalhitas destas grandes e a caixa pequena que é para levar na mala do bebé.

Imagem própria

 E já que estamos a falar de usar produtos reutilizáveis, também os protectores de mamilos podem e devem ser reutilizáveis, mas depois falo disso.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Guardanapos, lenços e papel higiénico

Quando acabei de ler o livro Dormir Nu é Ecológico cheguei a pensar durante alguns dias seguir os passos da autora e também deixar de usar qualquer coisa que fosse de papel para limpar. Nomeadamente, lenços de papel, guardanapos e papel higiénico (este nunca deixei de pensar usar completamente diga-se passagem). A autora começa a usar lenços de pano, guardanapos de pano e normalmente lava-se com água depois de urinar.

A ideia de deixar de utilizar estes produtos que não são recicláveis por razões óbvias teria como objectivo diminuir a produção de papel que só servem para usar e deitar fora. Por outro lado, poupa-se na energia, água e transportes. E também reduzir a quantidade de lixo produzido, embora todos estes produtos sejam biodegradáveis e possam ser decompostos, mas quantos são postos na compostagem? Mas então vamos ver como isto me correu... Vou começar pelo mais difícil.


Papel higiénico

Bem a minha ideia não era deixar de usar papel higiénico, sobretudo fora de casa. Mas pensei que se calhar realmente quando urino fosse uma boa ideia lavar-me. Além de não gastar papel higiénico, estaria sempre limpinha, mas sinceramente não me dá jeito nenhum. Sobretudo, agora que estou grávida e passo a vida na casa de banho. Logo desisti. Assim a solução não passa por deixar de usar o papel higiénico, mas por contar sempre muito bem os quadradinhos que gasto. E desde que comecei a pensar nisso, gasto muito menos papel higiénico. Claro que acho que quando vamos mesmo tomar banho ou lavar-nos é completamente dispensável usar o papel higiénico, mas isso eu já sabia e fazia. Nesta questão do papel higiénico, os homens são bem mais ecológicos que as mulheres.

Guardanapos

Esta seria muito fácil, deixar de usar guardanapos, mas o meu namorado disse-me logo que se eu quisesse que eu deixasse de usar, mas que ele não deixava. Assim, fui um bocadinho fraca e pronto também não uso guardanapos de pano. E assim continuo a usar guardanapos de papel. Bem pelo menos não uso rolos de cozinha, quer dizer tenho sempre em casa para qualquer eventualidade, mas o rolo está ali meses e meses na cozinha até ser gasto. Para limpar algo na cozinha uso sempre esponja e panos.

Lenços de papel

Esta não custaria muito, porque já há bastantes anos que uso os lenços de pano em casa. Talvez há uns dez anos que olhei para os lenços que tinha por cá e pensei "Mas porque ando a assoar-me a lenços de papel?" e comecei em casa a usar lenços de pano. E claro que têm de ser lavados, mas cabem em qualquer buraquinho na máquina de lavar. Agora  decidi usar os lenços também fora de casa, ando sempre com um lenço de pano dentro de uma bolsinha na mala. Todavia, devo referir que ando na mesma com um pacote de lenços de papel para qualquer emergência. Sim que o mais comum é apanhar casas de banho sem papel higiénico. Mas bem tenho gasto pouquíssimos lenços de papel.

Em jeito de conclusão, a verdade é que não mudei grande coisa, simplesmente comecei a usar os lenços de pano fora de casa e a contar a quantidade de quadradinhos de papel higiénico. Talvez isso não faça assim uma diferença gigantesca.

Assim, o que tenho em conta é sobretudo quais os produtos que compro, normalmente compro sempre os de folha simples reciclados. Geralmente compro da marca branca continente (espero que sejam feitos em Portugal), também há a RenovaGreen, esses tenho certeza que são feitos cá, mas compro menos devido ao preço. Têm folha simples e para mim servem bem para o uso que lhes dou. Tanto o papel higiénico como os guardanapos podem ser o mais simples possíveis, fininhos, não preciso de nada suave ou extra-suave.


Em geral, o papel higiénico e os guardanapos têm sempre uma percentagem de papel reciclado, mas estes que dizem ser reciclados são feitos 100% de papel reciclado, o que me parece óptimo. Coisas que não compro de todo são este tipo de produtos às cores, super suaves, com cheiro, acho um desperdício de recursos.

Relativamente aos meus lenços de assoar, tenho um certo problema, sempre me lembro de ter estes lenços em casa, o que significa que têm provavelmente mais de 30 anos. Aliás, tenho uns que acho que ainda vieram de uma tia-bisavó. O que significa que com o uso e as lavagens, os lenços têm-se vindo a romper aos poucos. Assim aos poucos, lá vão para o meu saco de roupa para reciclar. Tenho um lençol velho do qual espero fazer uns quantos lenços, não sei é quando que agora as minhas costas já não aguentam estar na máquina de costura. Mas bem até que todos os meus lencinhos se rompam ainda deve faltar um tempo.

Outra opção que me agradaria muito era que no Natal e nos anos alguém em vez de me dar qualquer coisa que eu nunca vou usar, me desse uns lenços de pano, mas nem ouso pedir para não ouvir qualquer coisa como "Sabes que os tempos evoluem".

Mas olhem bem como há lenços tão lindos no mundo.

Imagem retirada de http://clindoeil.ca/blogues/debbie/tshu-des-mouchoirs-en-tissu-bien-la-mode

Para terminar, acho realmente que neste ponto podia ser bem mais ecológica. Sobretudo, nos guardanapos, mas pronto.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Toalhitas reutilizáveis para bebés

Toalhitas reutilizáveis para bebés não são mais que panos mais ou menos do tamanho da mão para limpar o rabiosque da criança. Já na postagem Fraldas reutilizáveis - a minha escolha tinha referido que estava a pensar utilizar este tipo de toalhitas ou panos como preferirem chamar.

Quase que nem é preciso dizer o motivo porque as quero utilizar, mas aqui vai:
  • Grande parte dos médicos e enfermeiros aconselha a limpar o bebé com tecidos e não com toalhitas com aditivos, perfumes e coisas do género, por causa da pele do bebé;
  • Toalhitas descartáveis são mais um resíduo e eu prefiro não contribuir para os resíduos;
  • Questão económica, toalhitas Dodot Sensitive (as mais recomendadas para bebés porque quase não têm perfume e outros aditivos) custam cerca de 0,05€ cada uma, ok, 0,05€ é quase nada, mas quantas toalhitas usa um bebé?

E depois não é estranho que as toalhitas descartáveis mais recomendadas e mais caras sejam basicamente muito parecidas com panos molhados? Eu cá acho curioso.

Nas minhas aulas de preparação para o parto foi uma demonstradora das Dodot mostrar-nos as fraldas e toalhitas descartáveis e eu não fiquei nada, mas nada convencida. De qualquer forma, ela deu-nos uma pacote que é o que vou levar para a maternidade e como nunca digo que desta água não beberei, não significa que não compre mais algumas toalhitas descartáveis para alguma eventualidade ou alguma saída mais prolongada. Mas para usar diariamente não.

É que além do resíduo da toalhita em si, ainda estamos a falar das embalagens e de todo o trajecto anterior do produto.

Mas bem, ainda antes de começar as aulas de preparação para o parto, comprei este conjunto de 12 toalhitas reutilizáveis.

Toalhitas da marca ImseVimse, acho que foram feitas na Lituânia (já não tenho a certeza, mas era num país báltico, hmmm)
Imagem retirada de http://www.miminhosdamaria.com/#!acessorios/c1j7


Entretanto, encontrei cá em casa duas camisolas interiores antigas que deviam ser da minha mãe ou da minha avó, sempre detestei camisolas interiores é daquelas coisas que não uso mesmo, logo utilizá-las estava fora de questão. As que estavam cá em casa são daquelas que por dentro são muito fofinhas. E decidi fazer umas toalhitas assim rudimentares na máquina de costura.


De notar (sim estou a desculpar-me) que eu nunca aprendi a usar uma máquina de costura, herdei uma da minha mãe, mas ela tinha tanto medo que eu lhe estragasse a máquina que nunca me deixou mexer-lhe. Herdei uma Refrey Transforma com mais de trinta anos em que o motor não funciona (então é super sustentável, tudo com energia de pedal) e eu não sei mudar o tipo de ponto. A solução era pedir a alguém que me explicasse e pedi, mas farta de ouvir "ah temos de ver isso um dia", "Depois venho cá um dia ensinar-te". Tomei a atitude certa, começar a costurar por tentativa e erro. Mais torto ou mais direito. Mesmo que da primeira vez tenha demorado imenso tempo a acertar como se punham as linhas, a de baixo, a de cima.

E assim cortei as camisolas em quadrados não muito uniformes, diga-se passagem, e fiz umas bainhas, decidi fazer com linhas às cores para animar a coisa. Mas claro que as linhas às cores ainda demonstram mais a imperfeição das minhas toalhitas, mas bem é para limpar o rabiosque do bebé, não é preciso ser nada demasiado perfeito. O carinho com que fiz compensa a imperfeição, acho eu.

As duas camisolas interiores
Imagem própria


As minhas toalhitas
Imagem própria

Pelas minhas contas as duas camisolas interiores teriam dado para fazer doze toalhitas pelo menos, mas a mim só deu para fazer dez. Porque as duas primeiras andei a experimentar pontos. Embora estejam um bocadinho (muito) tortas são bem fofinhas, mais do que as que eu tinha comprado.

Os restos de tecido estão naquele saco de restos de tecido que a H&M recebe, naquela iniciativa que falei na postagem Roupa o que lhe fazer.... Ah, a loja agora já vende roupa feita de fibras recicladas da roupa que eles recolhem, mas por curiosidade fui ver e eram feitas no Paquistão. Será assim muito sustentável mandar tecidos velhos da Europa para fazer roupa nova no Paquistão? Bem não sei onde os tecidos são reciclados...

Mas voltando ao tema da postagem, estas toalhitas, quer as que comprei, quer as que fiz darão mais tarde para outro bebé. Caso a pessoa não tenha mais filhos ou ache que as toalhitas estão num estado lastimável poderá sempre utilizar para aquelas limpezas que deixam os panos tão sujos que só apetece mandar fora. Actualmente, uso como panos de limpeza, uns paninhos que há uns anos a minha mãe me tinha feito para outra das minhas manias de sustentabilidade, um dia falo disso.

Por fim, tomei uma decisão, tenho de ir fazer um workshop de costura, é fundamental.

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