quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Cresce girassol cresce entre açucenas

Depois de uns dias de publicações constantes lá voltei ao hiato blogueiro. Mas um dia desta semana, estava a ouvir uma das minhas músicas favoritas e lembrei-me que já há uns tempos que andava para fazer uma publicação sobre os meus girassóis.


Os girassóis que ia plantar como referi nesta publicação cresceram, não fizeram o efeito de cortina como eu pretendia, mas cresceram e ficaram lindos como qualquer girassol. Passado uns tempos, a minha irmã veio cá a casa e perguntou ao meu pai se havia algum herbicida que se pudesse pôr nos girassóis para eles não serem comidos pelos bichos, porque os girassóis do namorado estavam todos comidos, o meu pai disse qualquer coisa como:

"Haver há, mas se eu gosto dos girassóis, é normal que os bichos também gostem", devo confessar-vos que até fiquei comovida com esta resposta. Afinal, as flores existem para fazem parte de um ecossistema, não é verdade?

Eu gosto que os girassóis cresçam livremente e que também sirvam de alimento aos bichos e aos pássaros. Sabem que há quem ate sacos de plástico à volta dos girassóis para que os pássaros não comam as sementes, assim as sementes ficam para o ano seguinte. Mas dado que as pessoas que eu sei que fazem isso não vivem da comercialização de sementes de girassol, qual a razão para fazerem isto? Ficarem com as sementes, eu sei. Mas em compensação nunca podem apreciar a beleza dos girassóis.

Em geral, as pessoas que conheço que têm agricultura de subsistência, embora gostem de ter as coisas parece que não conseguem apreciar o global da natureza na sua plenitude. Os pássaros são sempre uns animais cruéis que lhes vão comer a fruta e estragar as flores.

Mas o que será da nossa vida quando os pássaros em liberdade deixarem de cantar?



Canta rouxinol canta
não me dês penas,
cresce girassol cresce
entre açucenas


A música também é alimento, não se esqueçam disso...


quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Copos descartáveis: o rescaldo de uma festa de aldeia

Lembram-se das minhas publicações Verão: festas, festivais e lixo no chão e Super Bock Super Rock e o Ecocup? Hoje volto à temática dos copos descartáveis em festas de Verão, mais precisamente para fazer um espécie de balanço da festa da terra do meu marido, na qual ele foi festeiro este ano.

A festa começou na 6ªfeira, dia 12 de Agosto e acabou ontem, dia 16 de Agosto e como podem calcular foram gastos milhares de copos de plástico. Se não têm ideia de quantos, vejamos, foram vendidos 60 barris de cerveja, os quais têm uma capacidade de 50 litros cada. Cada copo leva 25cl, por isso por cada litro de cerveja são utilizados 4 copos. Então 60*50*4=12000.

Doze mil copos numa festa relativamente pequena, imaginem numa festa grande, e isto são só contas de copos de cerveja, não nos podemos esquecer que havia outras bebidas a vender, embora a sua venda seja quase residual.

Este ano, eles tiveram a ideia de incentivarem as pessoas a porem os copos à volta de um mastro. Claro que a ideia é um bocadinho naquele sentido de se gabarem do que se bebeu na festa (não gosto muito destas gabarolices), mas também para não terem tanto trabalho a varrerem e limparem o recinto da festa. Achei uma boa ideia, ao menos incentivaram as pessoas a não deixarem os copos no chão (embora claro que muitos ficaram no chão, nas ruas da aldeia e nos terrenos agrícolas). Todavia, passei agora por lá e já tinham tirado os copos e posto todos no caixote do lixo comum. Tipo!!! A sério???? Plástico tão bem separado e põem no lixo comum, mesmo com um plasticão à porta... A falta de consciência ambiental é algo que não compreendo. Do mal, o menos, acredito que este ano, pelo menos os copos que ficaram à deriva foram em muito menor número.

Imagem própria

Imagem própria

Sabem quantos resíduos foram separados nesta festa para a reciclagem? Nenhum! Foi tudo para o lixo comum. Há coisas incompreensíveis para mim, eu bem que tentei incentivar o meu marido para que tivessem contentores de separação do lixo, mas a resposta dele foi qualquer coisa como "ninguém está para isso". Cuidar do bem comum nunca é muito valorizado. A minha esperança é que alguns destes copos que já estão triados acabem por ser salvos antes de ir para aterro. Afinal há locais onde mesmo o lixo comum passa por uma triagem e ainda aproveitam alguns resíduos. Pelo menos estes copos não estão todos partidos no meio da natureza como costuma acontecer.

E quero relembrar novamente o número: 12 000 copos numa festa de aldeia. Imaginam quantos copos se deitam fora em todas as festas de aldeia por este país fora, por este mundo fora? Quando usarem um copo descartável, lembrem-se que o custo ambiental dele é muito superior aos cêntimos do seu preço (sim, os copos de café na minha loja também).

No meu caso pessoal, as duas garrafas de água e a lata de ice tea que bebi na festa trouxe-as comigo, pelo menos trato do meu lixo, e ainda, salvei umas quantas tampinhas.

E só mesmo para acabar:
  • Ponto 1 - se fizerem uma festa, sigam o exemplo deles e incentivem as pessoas a separar os copos, poupa trabalho e o ambiente, mas já agora, depois ponham-nos no contentor amarelo;
  • Ponto 2 - ao menos a loiça utilizada nada era descartável, foram sempre pratos de loiça ou inox, acho que agora estão a lavá-los.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Incêndios florestais - uma dura realidade para o ambiente

Estava à procura de informação sobre os impactes dos incêndios florestais no ambiente e não sabia muito bem o que publicar. Basicamente os impactes no ambiente são a perda da fauna e da flora, ou seja da biodiversidade (perda e alteração de habitats para as espécies sobreviventes), o empobrecimento do solo (e sua consequente erosão) e as elevadas emissões de CO2. A juntar aos impactes ambientais, estão também os impactes sociais e económicos.

O ambiente, a sociedade e a economia são ainda mais afectados quando os incêndios, além de florestais, passam para áreas urbanas. A nível ambiental podemos calcular como as emissões de CO2 são ainda mais prejudiciais quando estamos a falar da quantidade de produtos tóxicos, plásticos, resíduos, borrachas entre outros produtos que ardem em meios urbanos.

Mas estava aqui a pesquisar e praticamente já sem vontade de fazer esta publicação, uma vez que acho que não ia trazer nada de novo, quando encontrei esta imagem. A qual explica a sucessão ecológica após um evento que reduz a fauna e/ou a flora de determinada área. Neste caso, a imagem mostra mesmo a questão de um incêndio, como se pode verificar, as condições de partida vão ser repostas, a questão é: Quando?

Isto se fosse uma sucessão natural, sabemos que em muitos casos, certos tipos de matas acabam por ser depois substituidas por outro tipo de vegetação por intervenção humana.


Imagem retirada de https://en.wikipedia.org/wiki/Secondary_succession

Um problema ambiental, social e económico que todos os anos é uma realidade no nosso país, algo que me faz uma enorme confusão. Afinal, acho que por mais que a culpa seja muitas vezes de incendiários, a culpa tem uma base mais ampla. No meu entender, a falta de limpeza de áreas florestais, os problemas relativos ao ordenamento do território (ou será ao desordenamento?), a falta de meios de prevenção, supervisão e acção (estes termos foram escolhidos por mim) e um corpo de bombeiros que é em grande parte voluntário (não consigo entender, enalteço o seu trabalho, mas acho que todos os bombeiros deviam ser profissionais).

É demasiado triste, todos os Verões assistirmos a esta destruição com diversas implicações. As quais marcam a paisagem, a biodiversidade, a vida de diversas pessoas, a agricultura e a economia local. E o que este ano senti mais, a qualidade do ar. A semana passada, num dos piores dias, estava em Lisboa, não se via nenhum incêndio, mas mal se conseguia respirar, parece que foi assim em todo o país.

A dimensão dos incêndios é tão elevada que se podem ver do espaço, podem ler mais em Portugal a arder. O mapa "negro" dos incêndios visto do espaço.

Imagem retirada de https://www.noticiasaominuto.com/pais/636047/portugal-a-arder-o-mapa-negro-dos-incendios-visto-do-espaco
 

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Viva as fraldas de pano (oito meses depois)

Imagem própria

Falta um semana para o Luís completar nove meses e aqui continuo à volta das fraldas de pano, com os meus altos e baixos. A boa notícia é que parece que  isto está a correr melhor, sobretudo porque me lembrei (porque não experimentei antes?) de usar as pré-dobradas como absorventes. A questão é que o meu Luís faz muito xixi e com dois absorventes, passado pouco tempo a fralda fica encharcada (neste momento está a dormir com uma fralda com dois absorventes e já a sinto húmida). Seja que tipo de absorvente for, microfibra, cânhamo, bambu, bem se forem os dois de microfibra ainda é pior.

Depois lembrei-me que tenho uns absorventes em cânhamo que se dobram ao meio da B´bies (ver imagem abaixo). Com um absorvente deste mais um absorvente dos outros, já começou a correr melhor. Mas só passado uns dias é que me lembrei de experimentar as pré-dobradas (ver imagem abaixo) como absorventes e é fantástico. Assim, juntando uma pré-dobrada e um absorvente dos outros, a fralda resulta mesmo bem, até porque é um rabiosque cheio de camadas de absorção.

Absorventes de cânhamo
Imagem retirada de http://www.bientot-maman.fr/content/6-fonctionnement-de-la-couche-lavable

Fraldas Pré-dobradas
Imagem retirada de http://www.mita.pt/pages/onde_comprar

O problema é que tenho poucas pré-dobradas e poucos absorventes duplos de cânhamo, então volta e meia tenho de usar dois absorventes normais e a fralda não aguenta tanto. Acho que tenho de comprar mais fraldas pré-dobradas.

Outra coisa que mudei foi a limpeza das fraldas. Ao contrário do que dizem as"regras", quando tiro a fralda ao Luís passo-as por água para tirar o máximo do xixi. O cheiro das fraldas sujas dentro do saco (ainda por cima com calor) era algo que eu não estava a gostar e decidi seguir o conselho da minha sogra, não as deixo de molho, mas passo-as por água.

Por falar na minha sogra, ela está fã das fraldas de pano, ela já gostava da ideia, mas quando foi comigo ao encontro da semana de aleitamento materno e percebeu que eu não sou a única a usar fraldas de pano (nesse dia o Luís tinha uma descartável) ficou mesmo super animada. Tanto que agora estou a passar uns dias na casa dela e o Luís tem usado só fraldas de pano.

O que me chateia é que agora que isto parece estar novamente no melhor caminho, vamos de férias. E em férias longe de casa, sem máquina de lavar, acho difícil usar fraldas de pano (não é que seja impossível). Mas o objectivo não é passar as férias a lavar fraldas à mão. E depois o Luís vai para a creche e aí também não aceitam fraldas de pano, nem toalhitas. Isso é que vai ser produzir lixo a sério. Mas bem nove meses quase exclusivamente de toalhitas de pano e nove meses com bastante uso de fraldas de pano, já não me parece mal de todo. Em casa, posso sempre continuar a usar estes produtos mais ecológicos.

E já agora, hoje no café, estava o meu Luís com uma fralda de pano e um senhor que eu conheço, pensou que ele tinha uns calções, depois quando lhe dissemos que era fralda, ele disse "Ah é uma boa ideia, pelo menos não fazem tanto lixo". Devo confessar que os meus olhos até brilharam de alegria pelo comentário.

Fraldas de pano Urra! Às vezes tenho vontade de comprar mais, algumas de melhor qualidade do que aquelas que tenho. Mas se o meu objectivo é ser ecológica e se as que tenho chegam, acho que não faz muito sentido (sem contar com as pré-dobradas que preciso para usar como absorventes). Quando tiver outro filho, espero bem ter, como já tenho algum stock, já posso investir noutras melhores.

domingo, 14 de agosto de 2016

Amanhã, Tomorrow, Morgen, Demain, Mañana, Domani

Amanhã, o dia depois de hoje. Amanhã pode ser também todos os dias depois de hoje, o futuro.

Se a nível individual acho que devemos centrar a nossa vida no presente, a nível global o nosso olhar tem de estar no futuro.

Nesse sentido e para partilhar convosco uma mensagem de esperança (mesmo quando o futuro parece catastrófico) quero sugerir-vos o documentário Amanhã ou no título original Tomorrow.


O documentário está em exibição no cinema, fui vê-lo na semana passada e é bastante interessante. Aborda os problemas de sustentabilidade do mundo, mas transmite sobretudo uma mensagem de esperança, uma vez que dá a conhecer acções e visões de várias pessoas pelo mundo que ajudam diariamente o ambiente e a comunidade. Acho que a mensagem que passa é a seguinte, o futuro irá ser catastrófico, mas antes disso há muito que podemos fazer.

Tenho pena que o documentário não foque tanto como eu gostaria o consumo excessivo, mas a verdade é que mostra formas de como podemos consumir menos e isso é essencial.

Infelizmente como tudo o que é bom e interessante não tem projecção, em Portugal, o filme apenas se encontra em exibição em Lisboa no Medeia Monumental (pelo menos foi o que conclui da minha pesquisa). Mas se conseguirem vejam, vale a pena, adorei sobretudo a parte da permacultura, da moeda local e do lixo, quer dizer, no fundo adorei tudo.


Se a palavra amanhã estiver mal escrita em alguma língua é culpa do google tradutor.

sábado, 13 de agosto de 2016

Amamentar é ser feliz e ecológica

A semana passada (1 de Agosto a 7 de Agosto) foi a Semana Mundial do Aleitamento Materno e esta publicação está a ser feita porque quero partilhar convosco, o meu sentimento sobre este bem precioso, o nosso leite.

Acho que não vale a pena voltar a falar do que se passou comigo relativamente á amamentação, já fiz várias publicações sobre isso. Mas digo a todos o início da amamentação, para mim, não foi fácil. Nem sempre fiz o que a Organização Mundial de Saúde recomenda, cheguei a dar suplemento ao Luís (ao qual ele fez reacção) e introduzi-lhe a alimentação complementar antes dos seis meses. Mas houve algo que sempre me acompanhou, foi a confiança que iria amamentar o meu bebé durante muito tempo, por isso mesmo quando introduzi suplemento, nunca lhe dava mais do que 60ml ou 90ml diário, insistindo sempre com a mama, por isso sofri até ele fazer a pega correcta. Mas por isso tudo me sinto feliz, porque a sensação de ter vencido é enorme, a sensação de ter conseguido chegar onde eu quis, a sensação maravilhosa de me sentir um mamífero. Neste momento, amamentar já não é apenas uma necessidade do Luís, é também uma necessidade minha, se fico muito tempo sem lhe dar mama, sinto falta. De tal forma, que já com a amamentação completamente estabelecida, ao oitavo mês, tive outra mastite (bem complicada) e só a ideia de pensar que se podia complicar e pôr em causa a amamentação, me fez chorar, não sei se mais por ele ou se mais por mim.

Mas relativamente à semana mundial de aleitamento materno, no Domingo passado, em várias cidades, houve encontros de amamentação. Fui a um desses encontros e não podia ter vindo mais satisfeita, é recompensador ir a um sítio onde sentimos que há mais quem pense como nós. Onde as pessoas defendem a amamentação, não apenas em bebés pequenos, acabados de nascer, mas durante mais tempo. Pela primeira vez, estive num grupo onde as pessoas admitem que deram mama até aos três ou quatro anos e esse facto não foi criticado. E estar rodeada de bebés e de pais que sei que partilham algumas das mesmas ideias que eu, fez-me ficar realmente FELIZ.

No dia a dia, embora oiça algumas palavras de incentivo sobre a amamentação, oiço sobretudo pessoas admiradas por eu ainda dar mama (ele tem oito meses), e se o facto de eu lhe dar mama ainda não é de todo mal visto, quando eu digo que vou dar mama até ele querer, ai as coisas mudam de figura. Para a maioria das pessoas, um bebé com dois, três ou quatro anos que mama é motivo de vergonha. Da mesma forma, uma mulher que amamenta em público é mal vista por muita gente. No entanto, o que pode ter de mal uma pessoa amamentar em público? Acho que é uma das melhores formas de demonstrar e transmitir amor, só uma sociedade muito podre pode ver um acto de amor, sobrevivência como algo mau. É vergonhoso uma mulher na rua amamentar um filho, mas não é vergonhoso as nossas cidades estarem cheias de publicidade de mulheres semi-nuas (eu não tenho nada contra, aliás sou bem a favor do nudismo, embora tenha algum pudor devido sobretudo a uma educação que não transmitiu a nudez como algo comum no dia a dia, mas os cartazes publicitários não se relacionam com a ideia de nudismo como liberdade, são na maioria das vezes uma forma de objectificar o corpo feminino e também o masculino). O que quero dizer é que a nossa sociedade está trocada, afinal fisiologicamente as mamas servem para amamentar, não servem para serem expositores de soutiens. Mas a sociedade aceita melhor que sejam expositores de soutiens do que fonte de alimento para os seus filhos. (algumas imagens fantásticas)

Ecologicamente correcto, mas mais que isso socialmente justo, o leite materno possibilita a igualdade social.

Imagem retirada de https://www.facebook.com/WomansLoungeBR/photos/a.1581063608813461.1073741828.1574375652815590/1733522046900949/?type=3&theater

No entanto, e infelizmente, pela minha experiência são sobretudo as pessoas mais pobres e com menos conhecimentos que amamentam por menos tempo (sem contar com as pessoas de classes sociais favorecidas que não amamentam por uma questão de escolha). Mas uma coisa é a escolha pessoal, por mais que eu a questione, cada um está no seu direito. Mas o que sinto é que nas classes mais desfavorecidas não é uma questão de escolha, os mitos existentes de leite fraco, relacionados com problemas que as pessoas não sabem resolver, aliás nem sabem que se podem resolver (por exemplo, a má pega como era o caso do Luís) empurra as pessoas para os leites artificiais. É verdade que vivemos na era da informação, basta pegar num computador e podemos ter acesso a todo o conhecimento, no entanto quando as pessoas têm pouca formação têm mais dificuldade em aceder a mais informação e sejamos sinceros, os médicos, enfermeiros e outros profissionais em vez de esclarecerem, só querem dar soluções rápidas e o leite artificial é uma solução facílima.

Facílima, mas pior a nível de saúde (e também ecológico), mas também na parte económica e são as famílias com mais carências que pela minha percepção o compram mais. Ou seja as família mais pobres, menos informadas, têm a sua disposição um bem (o leite materno) natural, saudável e gratuito, mas andam a gastar dinheiro que não têm a comprar leite artificial (e a enriquecer, os que as fazem ser pobres, mas isso é outra questão, tenho de fazer uma publicação sobre a Nestlé, mas ainda tenho muito a pesquisar).

O que eu quero dizer é que é URGENTE informar, é urgente haver quem explique às mães os benefícios e que não há leite fraco e que os problemas se podem resolver que há profissionais para isso, nomeadamente as conselheiras de aleitamento materno. Acho que só mães bens informadas tem realmente poder de decisão, digam-me "Não amamento por escolha pessoal", mas não me digam "Não amamento porque não tenho leite", porque isso não é escolha pessoal, é falta de informação. Mas devia ser a sociedade, o estado, os médicos, os enfermeiros, a informar, a ajudar e a aconselhar estas mães. Seria positivo para todos, para as famílias, para o ambiente e mesmo para o próprio sistema de saúde, afinal além de alimento, carinho e amor, o leite materno é uma verdadeira vacina.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

8 de Agosto: Dia de sobrecarga da Terra

Hoje, dia 8 de Agosto de 2016, já consumimos todos os recursos que o Planeta Terra consegue repor num ano, a partir de agora vamos viver com o que foi acumulado durante anos, comprometendo, assim o futuro dos nossos filhos e netos.

O dia de sobrecarga da Terra tem sido cada vez mais cedo.





Imagem retirada de http://www.footprintnetwork.org/en/index.php/GFN/page/earth_overshoot_day/

Para quem quiser saber mais sobre este assunto, consulte o site. Como geógrafa, dentro do site gostaria de destacar esta página, onde se vê a diferença entre o gasto de recursos dos cidadãos consoante os seus países de origem.

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