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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Experiências - champô, pasta de dentes, desodorizante

Há bastante tempo escrevi a publicação Produtos de higiene e cosmética, na qual falei sobre alguns dos problemas associados aos produtos comuns de higiene e cosmética e consequentemente sobre a minha procura por soluções mais saudáveis, ecológicas e sustentáveis. No entanto, embora tenha mudado os produtos que consumo, continuei a usar produtos que usam embalagem e consequentemente produzem lixo.

Todavia, tinha alguma relutância em me decidir por receitas caseiras. Mas a ler o livro Desperdício Zero fiquei empolgada para reduzir de vez o meu consumo de produtos de higiene comerciais e consequentemente diminuir a quantidade de resíduos deste tipo. Contudo, as minhas experiências não correram exactamente como eu desejava. Mas vamos por partes.


Sem champô ou pouco champô

Das várias ideias que li, a ideia de deixar de usar champô foi a que me pareceu mais interessante. Neste caso, decidi experimentar a ideia de deixar de lavar o cabelo com champô de compra e passar a lavar com bicabornato de sódio e depois passar com vinagre de sidra. Produtos acessíveis,os quais tinha em casa, nada me parecia mais simples. E assim foi, durante uma semana lavei a cabeça com bicabornato de sódio, a seguir passava com água, passava o vinagre de sidra e voltava a passar por água. O meu cabelo estava lindo, sedoso, devido sobretudo ao vinagre calculo eu. Mas comecei a reparar que me estava a cair bastante cabelo, mais do que alguma vez tinha caído. No grupo Lixo Zero li alguns depoimentos sobre o assunto e quase todas as pessoas não se deram bem com esta solução. Pelo que explicaram o bicabornato de sódio é demasiado alcalino e por isso existem reacções nem sempre positivas. Decidi parar, não quis chegar a um ponto que fosse irreversível. Voltei ao meu champô sem parabenos e coisas que tais. Neste momento, a minha pretensão é aos poucos ir reduzindo o uso de champô, tentar que o meu cabelo se adapte a ser lavado menos vezes. Vamos ver como corre.

Posteriormente já li outras receitas que podem ser usadas para se lavar a cabeça sem champô. Mas acho que ainda não estou preparada para experimentar.


Sem pasta de dentes


Outra das ideias que está no livro Desperdício Zero é deixar de usar pasta de dentes e fazermos o nosso próprio pó dentrifico. O pó dentrifico consiste também em bicabornato de sódio, ao qual podemos juntar stevia. Eu experimentei e gostei bastante da sensação, aquela sensação salgada, mas só experimentei um dia. Entretanto decidi pesquisar sobre os efeitos do bicabornato de sódio nos dentes e cheguei à conclusão que não são lá muito positivos. Pelo que li,o uso continuado prejudica o esmalte dos dentes, enfim. Acabei logo com a experiência e voltei para a minha Pasta de Dentifrica Couto (às vezes outra qualquer, quando a Couto acaba e ainda não comprei uma nova). Depois disto, numa conversa do grupo Lixo Zero,uma das participantes referiu que ao fazer esta experiência danificou bastante os dentes. Logo por aqui, nunca mais.

Como podem ver, isto estava a correr mal o suficiente. Devo dizer que fiquei bem chateada por um livro aconselhar a utilizar produtos que acabam por ser prejudiciais com utilização continuada (o que não significa que alguém não se possa dar bem com eles). Mas foi,então que me decidi a fazer desodorizante, mas não segui nenhuma receita presente no livro,mas uma que me deram pessoalmente.

Desodorizante caseiro

Já foi há algum tempo que deixei de usar desodorizante comum, aqueles anti-transpirantes com alumínio, comecei a comprar desodorizantes mais ecológicos e saudáveis, mas claro com embalagem e certamente com alguns ingredientes não tão naturais como sendo feito em casa. Mas entretanto, decidi experimentar a seguinte receita:

  • Óleo de coco;
  • Amido de milho;
  • Bicabornato de Sódio;
  • Óleo de amêndoas doces ou outro óleo à escola (opcional).
Juntam-se medidas iguais (em volume) de óleo de coco (derreti um pouco), amido de milho e bicabornato de sódio e umas gotas do óleo de âmendoas doces, mexe-se tudo e voilá. Como derreti o óleo de coco, depois pus um bocadinho no frigorífico para solidificar.


Imagem própria
Imagem própria

Imagem própria
Aqui está ele. Para aplicar, uso um utensílio de tirar manteiga e depois aplico com os dedos. Devo dizer que este é o meu desodorizante preferido de sempre, nunca me dei muito bem com desodorizantes e este tem sido impecável, mesmo em dias de calor mais intenso, vamos ver como se porta mesmo no Verão. Entretanto a quantidade que fiz já acabou, tenho de ir fazer novamente.

Relativamente às embalagens e consequente lixo. É verdade que não uso embalagem para desodorizante, mas uso as outras todas. Mas o bicabornato de sódio e o óleo de amêndoas doces são coisas que tenho sempre em casa. Comprei apenas o óleo de coco (a embalagem é de vidro e vai ser reutilizada) e o amido de milho (embalagem de papel e plástico e não encontrei biológico), a vantagem destes produtos é que podem ser também usados na alimentação, ainda ontem o jantar levou óleo de coco.

É caso para dizer que temos produtos com várias funções. Se pensarmos bem é muito mais interessante termos três ou quatro produtos para vários fins, do que um produto para cada fim. Claro que para ser mais sustentável o ideal é comprar estes produtos a granel e reutilizar embalagens.

E fico-me por aqui sobre as minhas experiências, nem todas bem sucedidas, mas vamos aos poucos.
 

quarta-feira, 15 de março de 2017

Março 2017: o regresso

Primeiro que tudo, quero pedir desculpa aos leitores que me leem por ter desaparecido do mundo virtual, assim sem nenhuma explicação.

A verdade é que comecei a ficar assoberbada de coisas para fazer, sem tempo para me dedicar ao blogue e devo confessar que também sem muita paciência. Nos tempos livres apenas pensava em dormir, pensava e ainda penso, que continuo sem dormir noites seguidas. Mas bem, decidi retomar o blogue, numa versão mais slow. Quero apenas me comprometer a fazer uma publicação por mês, onde pretendo contar alguns avanços e recuos sobre a minha luta ecológica. Posso eventualmente fazer mais algumas publicações, mas não será esse o meu objectivo.

A minha última publicação foi no dia que o meu filho fez um ano, queria contar-vos que a festa de anos dele correu bem e sem descartáveis (só os guardanapos). Mas copos, pratos foi tudo de loiça e isso deixou-me extremamente feliz. Também fiz limonada e refresco de chá, o que diminuiu o número de refrigerantes. A comida foi quase toda feita em casa ou comprada a particulares e o número de embalagens a ir para a reciclagem foi reduzido. Fiquei verdadeiramente feliz.


Mas que mais coisas mudaram nestes três meses e meio? 

Estar afastada do blogue não significou estar afastada da sustentabilidade. E muitas foram as alterações positivas.

  • Comprar produtos biológicos: aumentei em grande número a compra de produtos biológicos, compro sobretudo frutas e legumes no mercado de agricultura biológica que é feito à 4ª feira em Cacilhas (não compro tudo biológico, mas já é um passo);
  • Levar sacos para frutas e legumes: agora levo sempre, sempre, os meus sacos reutilizados para a fruta e os legumes, mesmo quando os compro em supermercados convencionais, tiro o saco da mala e está o assunto arrumado (os moradores da casa continuam a trazer muitos sacos plásticos transparentes, já que não os consigo convencer a deixarem de utilizar, reutilizo-os);
  • Iogurtes: os iogurtes ainda são provavelmente os maiores culpados da quantidade de resíduos que vão para a reciclagem cá em casa. Então como não quero deixar de comer/beber iogurtes decidi apostar nos iogurtes em embalagem de vidro, embalagens com mais de uma dose e nos iogurtes biológicos (neste caso não pela embalagem);
  • Café: deixei de beber café na minha loja (copos de plástico) e em casa (capsulas de café). Ok já estive desesperada por café e bebi em casa. Mas a norma é ir ao café beber café. Quero aderir a outra ideia, mas ainda não aderi, a seu tempo conto;
  • Roupa do bebé: estou constantemente a precisar de comprar roupa para o Luís, neste caso e com todo o problema da indústria têxtil do mundo, decidi algumas coisas, nomeadamente baixar consideravelmente a roupa que lhe compro nova (não estou a dizer que nunca mais irei à H&M). Mas decidi começar a pedir roupa usada às pessoas que conheço, depois quando ele precisar de roupa antes de tudo, tentar comprar em 2ª mão (as lojas Kid to Kid têm sido uma grande opção). Quando posso, tento comprar roupa ecológica que infelizmente é carissima, mas em saldos já comprei algumas peças nesta loja;
  • Sumos e refrigerantes: acabei de vez com a compra de refrigerantes e sumos, ter em casa para quando nos apetece dá sempre mais vontade de beber, se um dia tenho mesmo vontade vou à mercearia comprar, é mais caro, mas ter de me deslocar para comprar faz-me ver se realmente tenho vontade (só aconteceu uma vez que estava muito mal disposta e sentia que precisava de beber 7up). Se almoçar ou jantar fora e me apetecer um sumo, bebo um néctar que é em garrafa de vidro;
  • Destralhar e a minha roupa: finalmente ganhei coragem e destralhei grande parte do meu roupeiro, separei imensas coisas que já não usava (algumas há uns dez anos), é verdade que me servem, mas se em dez anos usei uma ou duas vezes, será que preciso delas? Não! Como a maioria já estavam bastantes gastas enviei para a minha tia para os trabalhos em agricultura (para o que quiserem, mas sobretudo com esse fim). No entanto, havia coisas em muito bom estado que consegui oferecer e que sei que vão ser bastante usados. Devo acrescentar que também ofereci a minha saia dos escuteiros, a qual já tem uns 17 anos. Isso mesmo, 17 anos a ocupar uma gaveta, já a podia ter dado antes, talvez tivesse dado jeito a alguém. Dei também os lenços e echarpes que eram da minha mãe, eu guardava-os como recordação, mas estavam escondidos no fundo de uma gaveta, dei a uma tia que adora essas coisas e fiquei feliz de a ver a usar estas coisas que eram da minha mãe, acho que assim os verei mais do que quando estavam no fundo da gaveta.

Acho que estas foram as minha principais alterações nos últimos meses, mas ainda estou em processo de destralhar, não só a roupa, mas tudo. Mas com duas grandes máximas: o objectivo do destralhe é encontrar novo dono para as coisas, todas as compras que fizer de roupa têm de ser muito bem pensadas. Preciso disto? Vou usar isto?

Comecei também recentemente a ler o livro Desperdício Zero ainda estou no início, mas já me está a inspirar. Às vezes tenho a sensação que não estou a ler nada de novo, nada que já não soubesse, mas ao ler dá-me energia para continuar a tentar reduzir o lixo.

E por falar em reduzir o lixo, nestes meses, tive mais ou menos noção do volume de resíduos que envio para a reciclagem dos plásticos, é cerca de um saco de 50L por semana. Enfim, podia ser pior, mas podia ser melhor. Neste momento, é nisto que quero trabalhar, na redução deste número (não sei se vai ser fácil porque não vivo sozinha e acho que nos devemos respeitar). Mas, o objectivo passa então por comprar mais coisas a granel, levando os meus sacos e por ter sempre atenção à embalagem.


Como escolher as embalagens?
Dependendo dos produtos, preferir vidro ou papel:

  • O vidro porque é facilmente reutilizável, sem libertação de toxinas e porque é 100% reciclável;
  • O papel porque é biodegradável.

Se as opções forem entre o metal e o plástico, embora o metal tenha associado o problema da extracção de minério, devemos preferir o metal ao plástico, afinal o metal é reciclável "nele próprio", uma lata pode novamente ser uma lata, enquanto um produto plástico raramente se consegue voltar a transformar no mesmo produto. O que significa que para alguns tipos de produtos de plástico temos de recorrer sempre a matérias-primas virgens. Além disso, não esquecer da quantidade de plásticos que facilmente se partem e se dispersam pelo ambiente.

Por falar nisso, no outro dia o meu pai lavrou a terra e depois eu fui semear girassóis e enfim, a quantidade de bocadinhos minúsculos de plásticos são imensos. Alguns podem ser por algum desleixo, mas a maioria não, a maioria devem-se certamente a plásticos que voam de um lado para o outro. A solução podemos dizer que passa pelas pessoas terem mais cuidado e porem sempre tudo na reciclagem, mas sinceramente acho que mesmo que todas as pessoas fossem cumpridoras, haveria sempre este problema, mesmo que a menor escala. A solução passa, sem dúvida, por comprar o menos número de plásticos possíveis, por exemplo em vez de molas de roupa de plástico, comprar molas de roupa de madeira. Se uma mola de roupa de madeira cair no solo, mais cedo ou mais tarde, desfaz-se, entranha-se no solo e é parte dele. No plástico, não é assim.
E aqui está uma revisão dos meus últimos três meses. Agora que melhorou o tempo e voltei a ir buscar o Luís à creche a pé, antes de chegarmos a casa damos uma volta maior e apanhamos muitos plásticos pelo caminho. Ontem foi dia de apanhar pacotes de iogurte e latas de Ice Tea. Grão a grão enche o ecoponto o papo.

Mas esqueci-me de dizer, o pior destes meses que estive afastada do blogue: as fraldas de pano estão paradas, enfim, muita roupa para lavar e para estender, dias de chuva e a máquina de secar avariou. Ao menos as toalhitas reutilizáveis continuam de pedra e cal. Mas as fraldas, este Inverno foram um fiasco. Sou ecológica, mas às vezes nem tanto.

Até Abril, boas práticas ecológicas e vamos todos lutar por um mundo em que os nossos filhos possam andar com as mãos na terra. A estrela vermelha não foi escolhida ao acaso.

Imagem própria

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Mangas: proveniência portuguesa e espanhola

Quando o Luís começou a comer, além das frutas que estamos mais acostumados a dar aos bebés, pera, banana e maça, aconselharam-me a dar também papaia e manga. Confesso que não era frutas que eu costumasse comprar, primeiro porque não adoro papaia e não gostava de manga, segundo porque são frutas importadas e tento ao máximo comprar fruta nacional. Mas para variar a dieta do bebé lá comprei papaias e mangas. No que se refere às mangas, comecei sempre a comprar a de via aérea. Afinal, as mangas que chegam até nós por via marítima são apanhadas verdes para posteriormente amadurecerem, enquanto que as de via aérea ainda amadurecem na árvore (digo eu). O facto é que as de via aérea são sem dúvida muito mais saborosas e responsáveis por muito mais emissões de CO2 do que as outras devido ao seu transporte, o que não é nada positivo.

Mas com o facto de começar a comprar mangas descobri uma coisa, afinal eu gosto de mangas, a gravidez e a amamentação alteraram um bocadinho os meus gostos alimentares. E agora só me apetece comer mangas, mas continuava a controlar-me devido à sua proveniência. No entanto, com poucos dias de diferença descobri as mangas das Canárias e as mangas do Algarve.

As mangas das Canárias, ainda mais as do Algarve, têm uma grande vantagem relativamente às outras, gastam muito menos recursos a chegarem à nossa mesa. Além disso devido à proximidade são bem docinhas e nada fibrosas porque não são apanhadas verdes.

Imagem retirada de http://newsaboutbananas.blogspot.pt/

Manga das Canárias

Se calhar até são bem conhecidas, mas eu não sabia que existiam mangas nas Canárias para comercialização, descobri-as na mercearia que abriu perto da minha loja. Basicamente olhei para as mangas e questionei "Mangas de Espanha?", "Sim, são das Canárias". Na realidade tem bastante lógica que existam mangas nas Canárias, mas nunca tal me tinha ocorrido. Agora tornei-me uma consumidora de mangas das Canárias e da mercearia em específico, até porque eles têm sacos para a fruta feitos a partir de cana de açúcar em vez dos habituais sacos de plástico convencional (mas eu nem os de cana de açúcar tenho usado porque tenho levado sacos para a fruta). Mas acho óptimo uma pequena mercearia usar sacos mais sustentáveis. Sobre os sacos:


Imagem retirada de http://www.bigtower.pt/news/

Já andava eu fascinada com as mangas das Canárias quando descobri as mangas do Algarve.


Mangas do Algarve


Há uma ou duas semanas a minha sogra estava cá em casa e foi comprar mangas ao mercado aqui perto, eu já lhe tinha dito para comprar mangas espanholas ou então via aérea, mas ela ainda comprou melhor, comprou mangas algarvias. E digo-vos, comi a melhor manga da minha vida, uma verdadeira delícia. Entretanto falei com uma algarvia que me confirmou que por lá as mangas nascem e crescem em fartura, eu não fazia a mínima ideia. Mas não é de admirar de todo, afinal eu também tenho no quintal anonas e tamarilhos.

O único problema é que não há mangas nacionais e espanholas sempre (o que é normal), apenas as encontramos no início do Outono (mais ou menos), também a altura que costumo ter as anonas e os tamarilhos (que estão quase a ficar maduros). Por isso, a comer manga só conseguimos ser sustentáveis nesta altura do ano. No resto do ano temos três opções: não comer mangas; comer mangas via aérea que contribuem com emissões de CO2; comer mangas via marítima menos doces e mais fibrosas e que também gastaram bastante recursos para cá chegar. Por isso, agora ando a desforrar-me com mangas e depois quero ver se descanso desta fruta.

Já agora para terminar podem ver aqui os benefícios das mangas para a saúde, mas resumidamente:
  • Fortalecem o sistema imunológico;
  • Cuidam da pele;
  • Fazem bem ao coração;
  • Têm acção antioxidante;
  • Previnem o cancro;
  • Facilitam a digestão.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Recipientes para congelar leite materno: escolha os frascos

Na minha recente publicação Movimento Lixo Zero dei-vos a conhecer um ficheiro em excel sobre o que podemos fazer para reduzir o nosso lixo, bem como o grupo do facebook no qual trocamos ideias sobre o assunto. E a verdade é que no meu caso já está a ter efeitos, estava a completar algumas dicas na secção bebés/maternidade quando pensei "Mas eu uso sacos de plástico para congelar o leite materno". Na realidade, eu nunca tirei muito leite para congelar, acho que em onze meses de amamentação (é hoje, é hoje) ainda não utilizei vinte sacos, mas seja como for é um produto usado e deitado fora.

Actualmente, todos os dias tiro leite, mas deixo logo no biberão para levar para a creche no dia a seguir, mas convém sempre ter algum congelado para uma eventualidade. E foi por isso que ontem fui comprar três frascos da Medela (pode vê-los aqui), agora posso congelar o leite nos frascos e depois posso reutilizá-los. Mas porque é que só agora me lembrei de algo tão básico? Mais vale tarde do que nunca.

Estes frascos são óptimos porque posso tirar da bomba directamente para o frasco (a minha bomba não é da Medela, mas a abertura é igual, falei da bomba aqui, aluguei-a cinco meses seguidos e fiquei com ela) e o biberão que uso é o da Medela, por isso precisava de frascos compatíveis com a tetina. Mas há frascos de outras marcas.

Também me deram a ideia de congelar o leite em boiões de vidro ou nas garrafas de néctar de vidro, ai sim, seria extremamente sustentável, mas como às vezes no dia anterior não consigo tirar leite e ainda levo o leite para a creche congelado, prefiro usar os frascos apropriados.

Imagem própria

Estes devem ser os últimos sacos que usei para congelar leite (bem, provavelmente acabo de usar os que estão na embalagem) e viva os frascos para guardar e congelar o leite.

Já agora para terminar para quem tem pouco espaço no congelador e quer/precisa fazer um grande stock de leite materno, os frascos não são a melhor opção, pois ocupam mais espaço. Mas felizmente para mim isso não é um problema, dado que tenho bastante espaço na arca.

Ahh, não sei se já disse (disse, disse), hoje o meu Luís faz onze meses... Possa!!! Como o tempo passa. E onze meses significam onze meses de amamentação em qualquer lado, até na festa do Avante a ouvir Jorge Palma e Sérgio Godinho.


Imagem própria

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Breves: não ser ecológico é...

Como comerciante até é algo que eu poderia considerar bom... mas não há argumento algum que me leve a ver algo de positivo em ter clientes que constantemente compram uma lata de refrigerante, bebem um golo e mandam o resto fora. Isto acontece diariamente na minha loja, vários adolescentes compram uma lata de bebida e mandam-na fora quase inteira, passado uma hora ou duas voltam a fazer o mesmo.

Desperdiçam o dinheiro que os pais lhes dão (fruto supostamente do seu trabalho) e desperdiçam uma quantidade de recursos. Já os chamei à atenção, mas ainda fui olhada com aquele ar de "nós pagámos e estás a reclamar de quê?". Resta-me continuar a salvar as latas que eles deixam no caixote do lixo e no chão e reencaminhá-las para a reciclagem.

Se quiserem saber mais sobre as latas de alumínio, já falei delas aqui.

A facilidade com que adquirimos e descartamos as coisas assusta-me, ainda mais quando nem sequer as utilizamos.

Acho que o Papai Tucano e o Tucano Júnior também agradeciam se não lhes causássemos tantos danos ao seu habitat.

Imagem própria

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Movimento Lixo Zero

O mês passado foi editado em Portugal o livro Desperdício Zero da autora Bea Johnson, o qual pretende mostrar como uma vida com menos lixo pode ser uma vida melhor e o que devemos fazer para tal (ainda não li o livro). Inspirando-se neste caso, a Ana do blogue Ana, Go Slowly fez um maravilhoso ficheiro em excel com várias dicas sobre produtos e hábitos que podemos alterar para reduzirmos o nosso lixo. Podem consultar a publicação onde explica o que a fez tomar esta iniciativa ou consultar directamente o ficheiro excel, o qual está partilhado na rede e é editável por todos (podem incluir as vossas dicas).

Além do ficheiro, gostaria também de vos convidar a fazer parte do grupo de facebook Lixo Zero Portugal, no qual partilhamos dicas, conhecimentos e ideias sobre como reduzir o nosso lixo, pelo bem de todos.

Imagem retirada de https://plataformaituiutabalixozero.wordpress.com/category/plataforma-ituiutaba-lixo-zero-2/

Claro que nem todos temos de chegar ao objectivo de lixo zero, eu estou bem longe dele, no entanto é dia-a-dia que caminhamos para essa meta. É com pequenas acções que chegamos lá ou quase lá. Vamos começar hoje?

Pense: Quanto lixo consumiu hoje?

sábado, 1 de outubro de 2016

Uma segunda vida para os óculos

Hoje, dado que estava em Coimbra decidi ir procurar no Jumbo se tinham cotonetes biodegradáveis (isto porque há uns tempos me tinham dito que costumava haver destes cotonetes no Jumbo de Coimbra e Leiria), mas não encontrei. Mas estava a sair do Jumbo e algo chamou a minha atenção, junto aos contentores de recolha de diversos materiais, está este:

Imagem própria
 E lá dentro isto:

Imagem própria
Eu não sabia que existiam contentores de recolha de óculos usados. Sabia que eram reciclados porque numa visita a uma estação de triagem de resíduos mostraram-me um "produto" que pareciam umas aparas que é o resultado da transformação/reciclagem dos óculos. Eu não sei bem para que servem essas aparas. Mas pensava que apenas as lentes que ficam nos oculistas eram recicladas. Não conhecia este tipo de recolha de óculos usados.

Esta ideia é diferente, não é tanto a reciclagem, mas sim a reutilização. Basicamente os óculos recolhidos vão ser triados e os que estiverem em bom estado vão ser dados a pessoas em carência socioeconómica, sobretudo em países com populações mais empobrecidas. Os restantes óculos seguem para reciclagem propriamente dita.

Esta iniciativa é realizada pela organização Lions Club International e no site podem ver a seguinte informação:
"Mudando vidas, um par de cada vez 
Em quase toda casa é possível encontrar um par de óculos que não é mais usado. Esse mesmo par de óculos pode mudar a vida de outra pessoa.

Reciclagem em Prol da Visão do Lions
 
Foi por isso que iniciamos o programa Reciclagem em Prol da Visão do Lions. Todos podem ajudar.
Durante o ano, Leões, Leos e outros voluntários coletam óculos usados e os entregam aos Centros de Reciclagem de Óculos do Lions (LERC) regionais. Os voluntários do LERC limpam, classificam por prescrição e embalam os óculos. Os óculos reciclados são distribuídos a pessoas carentes em comunidades de baixa e média renda, onde terão o maior impacto."

É mesmo verdade, todos temos uns óculos perdidos no fundo da gaveta, eu tenho dois pares que permanecem lá, guardados porque eu não sabia o que lhes fazer. Agora já sei.

Entretanto andei à procura na internet, mas não encontrei uma lista dos sítios com contentores para recolha de óculos em Portugal. Por isso, só sei que existe este contentor no Alma Shopping em Coimbra (junto ao Jumbo), mas acredito que haja mais por aí espalhados. Alguém conhece mais algum sítio com estes contentores? Se sim partilhem. Talvez o mais fácil seja para quem tiver óculos para entregar enviar um email para o Lions Club International mais perto da sua casa a perguntar onde pode entregar os óculos. Eu já sei, da próxima vez que vier a Coimbra trago os que lá tenho.

Esta iniciativa ajuda a destralhar as nossas gavetas, ajuda alguém no mundo e claro, ajuda o ambiente.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Pastilhas elásticas, uma compra inconsciente e as caixas dos supermercados

Lembro-me de ver uns documentários, há uns anos, sobre consumo e como a nossa mente se modifica quando entramos em lugares de consumo. A necessidade de consumir e o consumo por impulso. Vi esses documentários na cadeira de Geografia do Comércio e do Consumo e confesso que foram muito importantes para me sentir mais fortalecida nesta luta Pessoa vs Consumo. A partir daí, fui aumentado o meu conhecimento e o meu controlo sobre o que compro, nomeadamente a decifrar se realmente devo aproveitar ou não uma promoção e a não me deixar levar por publicidade ou pela disposição dos artigos nas lojas. Quer dizer, isto achava eu!

Há uns tempos, fui fazer umas compras ao Continente e tinha um talão daqueles de desconto de 5€ em 20€ de compras. É de aproveitar não é? Ainda por cima são mesmo coisas que eu tinha de comprar. Logo se posso poupar 5€ devo aproveitar. Até acho que sim, mas...

Cheguei à caixa e tinha-me enganado a fazer as contas, o total não chegava a 20€, eram 19 euros e tal... e assim não podia passar o desconto... e naquela ânsia de supermercado, pensei "deixa estar não faço o desconto", "mas ainda são 5€", "mais vale não fazer", "mas", "MAS" "MAS"... A rapariga da caixa disse-me, "porque não leva uma caixa de pastilhas" e eu, "ah sim", peguei nas pastilhas e pronto já fazia 20€. E com o desconto que ficou em cartão, no fundo só paguei 15€. Mas na realidade, eu não queria as pastilhas e sim, elas só estão ali junto à caixa devido às compras por impulso. E eu que ando aqui contra o consumismo comprei as pastilhas, só para ter um desconto.

Comprei um produto que não queria, que não precisava, um produto que obviamente teve de ser feito e para tal tiveram de ser gastos recursos. Em vez das pastilhas, mais valia ter comprado um pacote de arroz ou massa, algo com utilidade e que não se estraga. Mas não! Foi logo ali, o primeiro produto que me apareceu à frente. Só quando cheguei ao carro é que pensei "Que estupidez! Quantos milhares de pacotes de pastilhas no mundo inteiro se vendem por impulso?".

Sobre estas armadilhas que os supermercados têm, encontrei esta publicação e cá está cai numa delas. Esta publicação refere-a como armadilha nº6, basicamente consiste nas guloseimas de baixo preço que estão perto da caixa (local onde as pessoas estão algum tempo paradas) e quando adicionadas às compras, não fazem com que a conta aumente muito e parece que nem gastámos dinheiro. Mas vejam aqui, Armadilhas do varejo elevam conta em 15%.


É! Isto são caixas "demoníacas", cheias de coisas que não precisamos...
Imagem retirada de http://umserpai.blogspot.pt/2016/02/jovem-delinquente.html

Depois de pensar e repensar nesta história das pastilhas (se calhar acham que estou a exagerar), o que mais me chateou é que comprei um produto que não necessitava, que não me apetecia, que não faz bem nenhum à minha saúde, que utilizou energia e água para ser feito, transportado, etc, etc., e que faz mal ao ambiente, uma vez que as pastilhas são feitas a partir de derivados do petróleo. E para completar que aumentam a quantidade de lixo e quando deixadas na natureza são perigosas para os animais, nomeadamente para os pássaros.

No meu caso, o pior é que eu depois de uma infância é que engolia pastilhas elásticas, já tive uma fase de não as consumir. Quando andava no 9º ano fui a uma visita de estudo à fábrica da Gorila e conheci os processos de fabrico, na altura achei aquilo tão nojento, aquela pasta peganhenta e gigantesca, que decidi nunca mais mascar daquilo. O nunca mais ainda durou uns anos, pois só voltei a mascar pastilhas já andava na faculdade e sinceramente não sei qual a razão para ter voltado a consumir o produto. Devo ter-me esquecido daquele cheiro horrivel, exageradamente doce, que inundava a fábrica das pastilhas. De qualquer modo, nunca fui uma consumidora assídua, mas volta e meia, lá iam umas pastilhas.

Mas agora acabou-se, depois de ter caído nas armadilhas dos supermercados e ter pensado novamente a sério nas pastilhas, já decidi que não as volto a mascar novamente (vamos ver se a decisão desta vez é para sempre).

Entretanto, e só por curiosidade, descobri que existe uma Gum Wall em Seattle e a Bubblegum Alley em San Luis Obispo, ambas nos Estados Unidos da América. Basicamente são paredes cobertas de pastilhas elásticas usadas que se tornaram em grandes atracções turísticas. A mim, devo confessar que só de pensar me mete nojo.


Bubblegum Alley
Imagem retirada de https://en.wikipedia.org/wiki/Bubblegum_Alley

Entretanto, a fazer esta publicação encontrei umas boas notícias, nomeadamente Suiça: chega de guloseimas nos caixas de supermercado. Frutas no lugar delas.. Basicamente, os conhecidos supermercado Lidl trocaram em várias caixas as guloseimas por fruta, na notícia fala dessa realidade na Suiça e Reino Unido. Já que é para comprar por impulso mais vale que seja fruta do que guloseimas. Acho que está na altura de falarmos com os supermercados que operam em Portugal a pedir uma medida idêntica.

Neste sentido redigi a seguinte mensagem:

"Bom dia

Estou a contactar-vos, uma vez que como vossa cliente gostaria de fazer uma sugestão, relativamente aos produtos que se encontram próximos das caixas dos vossos hiper e supermercados.
Os produtos que se encontram próximos das caixas são essencialmente guloseimas, pastilhas, chocolates e outros produtos pouco saudáveis. Este tipo de produto como vocês sabem melhor que eu são comprados sobretudo por impulso. As pessoas ao estarem paradas nas filas acabam por os comprar, não necessitando deles e dado as suas características não são muito recomendados. Isto piora como se sabe quando se tem crianças nas filas, as crianças são alvos mais fáceis destes produtos e estes só prejudicam a sua saúde.
Neste sentido, gostaria de sugerir que nos vossos hipermercados existam caixas de produtos saudáveis (todas ou algumas), caixas onde os produtos sejam, por exemplo, fruta em vez de chocolates, iogurtes em vez de refrigerantes, sumos naturais, snacks biológicos, etc, etc. A ideia como devem saber não é minha, já existe em alguns supermercados de alguns países.
Acredito que numa primeira fase, sintam alguma perda de vendas, mas seguramente terão clientes mais saudáveis. E nesse sentido, agradecemos todos, os clientes e numa última perpectiva também agradece o ambiente. Afinal produtos mais saudáveis são quase sempre produtos mais sustentáveis.
Obrigada pela atenção"

Enviei para o Continente, Jumbo, Lidl, Intermache, Aldi, Eleclerc, Minipreço, todos têm nos seus sites um formulário onde podemos deixar sugestões. Em contrapartida, no site do Pingo Doce nem encontrei formulário, nem email de contacto, tenho de voltar a procurar melhor. (editado posteriormente, também já encontrei o formulário).

Se alguém quiser enviar também mensagem com este propósito, pode se assim o entender, usar a minha mensagem.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Compras em 2ª mão: uma poupança de recursos

Já faz mais de um ano que fiz uma publicação intitulada Reutilizar na era da internet, na qual referi que achava que a massificação da internet veio potenciar bastante a utilização de artigos em 2ª mão, e consequentemente ajudar o ambiente. E passado um tempo tive mesmo a confirmação quando li OLX permite a poupança de 3,1 milhões de toneladas de CO2 por ano.

"Em 2015, os utilizadores do OLX, plataforma de classificados online, contribuíram para a redução das emissões de CO2 em cerca 3,1 milhões de toneladas – o equivalente ao consumo do oxigénio produzido por 136 milhões de árvores num ano – ao optar por comprar e vender artigos usados em vez de novos.
Os cálculos foram desenvolvidos e apresentados pela própria plataforma com base na pegada de carbono dos produtos anunciados durante o ano de 2015. A pegada de carbono corresponde à soma da emissão de gases com efeito de estufa em cada fase da produção de um bem. No caso de um frigorífico novo, por exemplo, ao somar a matéria-prima (325,5 kg CO2) com a produção (53,2 kg CO2) e o transporte (11kg CO2), pode-se considerar que tem uma pegada correspondente a 389,7 kg de CO2.
“Os 3,1 milhões de toneladas de emissão de gases com efeito de estufa evitados pela actividade do OLX, corresponde ao consumo anual de 2,6 milhões de portugueses com as suas viaturas automóveis”, explica a empresa." (in http://greensavers.sapo.pt/2016/06/01/olx-permite-poupar-31-milhoes-de-toneladas-de-emissoes-de-co2-por-ano-com-infografia/)

E claro, isto foram as contas do OLX, mas para além deste, existem outros sites, grupos de discussão, fóruns, etc., onde se vende muita coisa em 2ª mão. Claro que nada nos garante que as pessoas que compraram estas coisas em 2ª mão teriam ido comprar o mesmo tipo de produtos novos, mas provavelmente teriam.

Cá em casa, a melhor compra que fizemos no OLX foi um frigorífico (nem por acaso, é o exemplo que está em cima, logo sei que poupamos cerca de 390kg de CO2). O frigorífico onde costumamos guardar as coisas da horta (não é o frigorífico da casa, aliás até está junto ao forno de lenha debaixo do telheiro no quintal) avariou. E comprar um frigorífico novo para ter ali pareceu-nos um bocado demais. Então foi no OLX que encontramos o frigorífico ideal por 50€, os donos queriam vendê-lo porque iam mudar de casa e precisavam de se livrar dele rapidamente. Só tinha dois problemas, não tinha luz e não tinha puxador. O que não foi difícil de resolver, tirou-se a lâmpada e o puxador do antigo e ficamos com um frigorífico a trabalhar em excelente estado. Noutra altura, este frigorífico teria ido para o lixo e nós teríamos comprado um novo.

Mas, às vezes, até podemos não encontrar o produto que queremos à venda e nessas ocasiões não há nada como perguntar (nos sítios certos). Foi o que fiz depois de ter publicado Viva as fraldas de pano (oito meses depois), onde referi que tinha de comprar mais fraldas pré-dobradas. Na altura, estava a pensar comprar novas e, portanto, estava a pensar comprar da Mita (marca portuguesa, produzidas em Portugal). Mas decidi perguntar no grupo das fraldas no facebook, se ninguém tinha fraldas pré-dobradas para vender e como esperava, havia alguém. Assim, por dez fraldas pré-dobradas paguei muito menos do que ia pagar por seis fraldas pré-dobradas novas e poupei o ambiente em variadíssimos recursos. Se fosse agora, acho que teria comprado todas as fraldas em 2ª mão, arrependo-me de não o ter feito, ainda comprei algumas, mas gastei muito dinheiro em fraldas novas e tenho pouca diversidade.

As fraldas pré-dobradas que comprei em 2ª mão
Imagem própria

A verdade é que até no embalamento se poupa, até agora todas as fraldas que comprei em 2ª mão vinham embrulhadas em sacos reutilizados. Nesta última compra, desembrulhei o saco com muito cuidado e está ali guardado para ser novamente reutilizado.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Amigos, amigos, guardanapos à parte

Este é o meu novo lema, amigos, amigos, guardanapos à parte. Já há algum tempo partilhei convosco a minha questão sobre os guardanapos (aqui). Na altura escrevi o seguinte sobre o assunto:

"Guardanapos

Esta seria muito fácil, deixar de usar guardanapos, mas o meu namorado disse-me logo que se eu quisesse que eu deixasse de usar, mas que ele não deixava. Assim, fui um bocadinho fraca e pronto também não uso guardanapos de pano. E assim continuo a usar guardanapos de papel. Bem pelo menos não uso rolos de cozinha, quer dizer tenho sempre em casa para qualquer eventualidade, mas o rolo está ali meses e meses na cozinha até ser gasto. Para limpar algo na cozinha uso sempre esponja e panos."

Pois, na altura decidi que ia começar a comprar sempre guardanapos de papel reciclado e fiquei uns largos meses assim. No entanto, é um bocadinho ridículo usar toalhitas de pano e fraldas de pano no bebé (isto quando ele não está na creche) e depois usar guardanapos de papel, mesmo que reciclado. Por isso, acabou-se! Posso ser a única a usar guardanapos de pano cá em casa e daí? Mais vale uma que nenhuma.

A nível anual, estimo que a poupança ambiental seja de cerca de 580 guardanapos de papel (faço duas refeições em casa logo 365*2=720 guardanapos usados, se não comer em casa 20% das vezes [uma estimativa por alto], 720*0,2=146, logo 720-146=584 guardanapos). Costumo comprar guardanapos em embalagens de 100 unidades, o que significa que ao longo de um ano vou deixar de consumir entre 5 a 6 embalagens de plástico. Ok! Reconheço que o plástico poupado anualmente não é substancial, mas é algum. Além do papel e do plástico poupado, acresce o transporte (sim daqui a um anos foi menos um camião de guardanapos, eheheh), a água e a energia para produzir os produtos. E claro, não foi preciso comprar guardanapos de pano, porque tenho aqui uns com mais de trinta anos, provavelmente.

Imagem própria

De notar que os guardanapos de papel que tenho em casa neste momento, os da imagem, não são de papel reciclado, uma vez que na mercearia de Castro Laboreiro não havia muita escolha de guardanapos.

A questão é simples, eu quero ser o mais sustentável possível, embora ache que os outros deviam seguir os meus passos não os posso obrigar, assim sendo os guardanapos de pano são apenas para mim. Pode ser que consiga convencer pelo exemplo, assim espero.

No entanto, houve dois produtos que quando me juntei avisei logo que cá em casa não entravam: sacos de plástico para o gelo; e toalhitas descartáveis para limpar o pó. O meu marido achava que eram duas coisas que se deviam comprar. Mas essas ideias foram logo banidas. O gelo pode muito bem ser feito nos recipientes de gelo que duram anos e para limpar a casa usam-se sempre panos, quer comprados ou reaproveitados.

No entanto, quando tive o Luís, devido ao ingurgitamento mamário disseram para fazer massagens com sacos de gelo. Salvou-me a minha irmã que me trouxe uns sacos de gelo que ainda estão para aí, porque no dia a dia o gelo é feito sem lixo.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Falta de civismo: Portugal não é só teu

Há muitos anos havia um programa na televisão chamado Portugal não é só teu (podem ver aqui um episódio), basicamente o programa mostrava situações de falta de civismo com o lema: Portugal é de nós todos, Portugal não é só teu.

Parece que já se passaram muitos anos, mas a falta de civismo continua. E eu continuo a denunciá-la. Isto tira-me do sério, o lixo perto da minha casa é tanto, mas tanto, que às vezes chego a perguntar-me se é possível:

"É possível que a Junta de Freguesia não veja?"
"É possível que a Câmara Municipal não veja?"
"É possível que os cidadãos gostem de viver nesta imundice?"

Pois, não sei. Mas sei que o Monte de Caparica tem uma enormidade de lixo que é uma vergonha. Já falei disso em O lixo perdido no Monte de Caparica, Almada e em Na minha rua... o caixote de lixo indiferenciado, mas tenho de falar novamente.

É que desta vez, num descampado que tenho perto de casa (um terreno daqueles que espera há anos por um projecto ou será pel'O projecto) existe um verdadeiro "nascer" de objectos inesperados. O que aconteceu é que o terreno tinha muita erva, bastante alta, a erva foi cortada e deixou à vista o lixo todo... e não é pouco.

Uma impressora...

Imagem própria

Um ovo de bebé (está mais distante)...

Imagem própria


Um garrafão com qualquer líquido lá dentro (gasóleo, gasolina, óleo, quem saberá?)

Imagem própria

Isto para não falar da imensidão de plásticos já partidos em imensas partes

Imagem própria

E já quando se vem do descampado para a minha casa, não é que alguém se lembrou de deixar, ali na rua, pedaços de um ESTORE... (ainda hoje fui deitar um pedaço de estore no lixo)

Imagem própria
Nisto de encontrar lixo no chão, admito que ainda consigo ser surpreendida... desagradavelmente surpreendida. Eu pergunto sinceramente:

Como é que há pessoas que são capazes de deixar o lixo assim em qualquer lugar?
Será que gostam de ver a rua onde passam neste estado? 
Será que gostam de viver num sítio assim?



quarta-feira, 14 de setembro de 2016

21ª campanha de reciclagem de radiografias

Começou ontem, dia 13 de Setembro, a 21ª campanha de reciclagem de radiografias promovida pela AMI (Assistência Médica Internacional). Nesta iniciativa pode entregar em qualquer farmácia as suas radiografias com mais de cinco anos ou sem valor de diagnóstico. Poderá entregar as radiografias até dia 4 de Outubro.

Ao entregar as suas radiografias estará a reciclar um material poluente, dando-lhe o destino adequado e salvando a prata que é um material valioso (ao reciclar estes materiais, não se esqueça que está a contribuir para a menor necessidade de extracção de novos minérios e consequentemente para uma maior sustentabilidade) e ainda ajuda a AMI na sua missão.

Imagem retirada de http://www.cm-arganil.pt/noticias/ambiente-e-saude/21a-campanha-reciclagem-radiografias-ami/

Já agora, se for à farmácia aproveite e deixei lá os seus medicamentos fora de validade, há imenso tempo que estou para referir isto, todos os medicamentos que não usa devem ser entregues na farmácia para que tenham o destino adequado, não devem ser colocados no lixo comum. Para mais informações sobre o tema consulte o site da valormed.

sábado, 10 de setembro de 2016

Roupa e a sua lógica de mercado incompreensível

Sempre achei algo ridículo estar em Agosto, um calor abrasador e nas lojas só se verem camisolas. Bem como estar em Janeiro e só encontrar t-shirts, talvez eu seja a estranha, mas parece-me algo difícil de entender. É que a última coisa que me apetece se estiverem 40 graus é experimentar uma camisola de lã. Mas bem, tudo em prole da moda e dessas coisa fantástica que são as novas colecções, em quase tudo idênticas às colecções velhas. O problema é que as novas colecções aparecem cada vez mais cedo nas lojas, e se em adulto isso ainda é tolerável, num bebé é simplesmente parvo.

Vejamos o meu caso em específico. Tenho um bebé de nove meses que até aos seis meses estava nos percentis 3-15 e que agora está acima do percentil 50. E isso significa que cresceu uma enormidade em cerca de três meses, logo não houve logística de t-shirts e calções que funcionasse. Aliás, as t-shirts ainda vão funcionando, mas os calções estão todos apertados. Logo, a minha necessidade é comprar calções. No entanto, e embora tenham estado 30 e tal graus nestes últimos dias, as roupas que existem de bebé a vender são para locais em que um bebé tem de ser vestido como na imagem em baixo para não ter frio (exagerando um bocadinho, claro).

Imagem retirada de http://www.infohoje.com.br/como-esquentar-o-bebe-no-inverno-modelos-e-dicas.html

Assim, antes de irmos de férias tentámos comprar calções para o Luís porque os dele estavam a ficar apertados. Mas como já não encontrámos nada de jeito não comprámos. Contudo, agora tinhamos mesmo de comprar. Assim, dado que nas lojas nos centros comerciais "normais" já só há nova colecção fomos ao Freeport (supostamente é um outlet, não é?), mas o sucesso não foi grande. Ainda encontramos um calções perdidos no meio de várias lojas, mas pouquíssima roupa de Verão. Na Blue Kids, a rapariga foi muito simpática, mas disse que para a idade do Luís já não havia quase nada de Verão, embora ainda fosse receber algum material de fim de colecção de outras lojas. Depois acrescentou, uma frase muito parecida com o que se segue: "Sabe é que nós até Novembro vendemos muita roupa de Verão, é o que vendemos mais, mas só mesmo restos de colecção, mas temos muita procura". Eu sorri, mas apeteceu-me dizer, "sabem porque é que até Novembro vendem muitas roupa de Verão para crianças? Porque até Outubro está imenso calor e já não se encontra roupa de Verão em nenhum sítio sem ser num Outlet (e mesmo assim pouca)". Sinceramente parece-me tão lógico.

Ainda fui à Kid to Kid, mas calções para o tamanho dele também já não havia nada, mas bem uma loja de roupa em segunda mão deve reger-se por aquilo que vão lá vender, penso eu.

Mas isto tudo, o que eu quero dizer com esta história é: tem algum jeito com tanta loja de roupa que existe, não conseguirmos encontrar roupa para a estação em que estamos. Sobretudo para bebés que crescem de forma inconstante. Será que quem gere as lojas/marcas, pensa mesmo na estupidez de vender macacões destes em pleno Verão?

Imagem retirada de http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-707190456-macaco-inverno-beb-acolchoado-_JM

São muito fofos para o frio e é isso. Talvez isto sejam estratégias de venda ou mesmo moda (o que interessa a um bebé a moda?). Mas só imagino o desperdício de recursos de andarmos a comprar roupa com antecedência, e depois porque o bebé cresceu mais do que era esperado ou cresceu menos, porque está mais calor ou mais frio, por diversas razões a roupa ali estagnada sem nunca ter sido usada. Cá em casa aconteceu com diversas peças e só não acontece mais porque desisti de comprar com antecedência. Compro quando é necessário, ou seja quando já não há na loja, o que significa que não compro, anda o miúdo sempre com a mesma roupa (enquanto os calções lhe servirem).

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Frascos de sopa, uma ideia para dias de férias

Neste momento estou de férias, aquelas mesmo que vamos passear, viajar, tão bom. E se para os adultos a alimentação em férias não é um problema, para bebés a coisa complica mais um bocadinho. Claro que não faltam soluções comerciais de sopas e frutas em boiões, mas não tem de ser uma opção obrigatória.

Como não viemos de férias apenas para um sítio, eu não sabia muito bem como ia gerir a sopa do Luís. Primeiro, porque nem todos os sítios que vamos ficar têm cozinha. Segundo, porque provavelmente na hora do almoço estaríamos a viajar e principalmente no primeiro dia, sem cozinha, não conseguiria fazê-la. Estava a comentar isto com uma pessoa que me sugeriu que fizesse sopa no dia antes da viagem e depois a guardasse em frascos esterilizados e com vácuo (ver como se faz aqui). E assim fiz.

Na sexta-feira de manhã, antes de começar a viagem fiz sopa e enchi dois frascos, fiz uma sopa básica porque tinha algum receio que mesmo com o vácuo se estragasse (sobretudo se juntasse carne ou peixe), já que ia estar sem refrigeração e podia estar calor durante a viagem. A sopa que fiz foi com cebola, cenoura, batata, courgette e feijão-verde.

Assim, no Sábado decidimos parar em Ponte de Lima para almoçar e lá tinha eu, o meu frasquinho reutilizado com sopa caseira para o Luís (a fruta comprámos no restaurante). No Domingo, o almoço do Luís foi o segundo frasco de sopa, entretanto previa fazer sopa agora à noite para voltar a acondicionar nos frascos para ter sopa para o almoço de Segunda-feira (já que vamos voltar à estrada), mas os espanhóis (ou será melhor dizer galegos?) "enganaram-me". Parece que ao Domingo não há nada aberto que venda vegetais. Logo, quando acordarmos, temos de ir ao mercado local e o almoço será uma açorda de bebé que penso que já não terei tempo para fazer a sopa (tenho de partilhar a receita da açorda convosco).

E assim, os bebés podem comer sopa caseira, mesmo em viagem. Não sei bem quantos dias aguenta, mas pelo menos para dois ou três dias acho que se mantém perfeita, sem necessidade de frigorífico (claro que convem provar primeiro). Mas não se esqueçam, o frasco tem de estar bem cheio e têm de fazer todos os procedimentos.

Aqui está o meu frasco de sopa, antes de ser aberto, no restaurante onde almoçámos no Sábado.

Imagem própria

É sobretudo uma vantagem porque é mais saudável, mas também é uma forma de sermos mais poupados e ecológicos. Embora, ecologia e férias sejam palavras quase impossíveis de conciliar para mim, as fraldas e toalhitas descartáveis usadas e as garrafas pequenas de água (porque não havia nenhum sítio onde pudesse comprar um garrafão) têm determinado um nível de consumo de embalagens muito elevado para o que estou habituada. Até porque com tanta coisa que trouxe de viagem, esqueci-me da minha garrafa de água reutilizável.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Copos descartáveis: o rescaldo de uma festa de aldeia

Lembram-se das minhas publicações Verão: festas, festivais e lixo no chão e Super Bock Super Rock e o Ecocup? Hoje volto à temática dos copos descartáveis em festas de Verão, mais precisamente para fazer um espécie de balanço da festa da terra do meu marido, na qual ele foi festeiro este ano.

A festa começou na 6ªfeira, dia 12 de Agosto e acabou ontem, dia 16 de Agosto e como podem calcular foram gastos milhares de copos de plástico. Se não têm ideia de quantos, vejamos, foram vendidos 60 barris de cerveja, os quais têm uma capacidade de 50 litros cada. Cada copo leva 25cl, por isso por cada litro de cerveja são utilizados 4 copos. Então 60*50*4=12000.

Doze mil copos numa festa relativamente pequena, imaginem numa festa grande, e isto são só contas de copos de cerveja, não nos podemos esquecer que havia outras bebidas a vender, embora a sua venda seja quase residual.

Este ano, eles tiveram a ideia de incentivarem as pessoas a porem os copos à volta de um mastro. Claro que a ideia é um bocadinho naquele sentido de se gabarem do que se bebeu na festa (não gosto muito destas gabarolices), mas também para não terem tanto trabalho a varrerem e limparem o recinto da festa. Achei uma boa ideia, ao menos incentivaram as pessoas a não deixarem os copos no chão (embora claro que muitos ficaram no chão, nas ruas da aldeia e nos terrenos agrícolas). Todavia, passei agora por lá e já tinham tirado os copos e posto todos no caixote do lixo comum. Tipo!!! A sério???? Plástico tão bem separado e põem no lixo comum, mesmo com um plasticão à porta... A falta de consciência ambiental é algo que não compreendo. Do mal, o menos, acredito que este ano, pelo menos os copos que ficaram à deriva foram em muito menor número.

Imagem própria

Imagem própria

Sabem quantos resíduos foram separados nesta festa para a reciclagem? Nenhum! Foi tudo para o lixo comum. Há coisas incompreensíveis para mim, eu bem que tentei incentivar o meu marido para que tivessem contentores de separação do lixo, mas a resposta dele foi qualquer coisa como "ninguém está para isso". Cuidar do bem comum nunca é muito valorizado. A minha esperança é que alguns destes copos que já estão triados acabem por ser salvos antes de ir para aterro. Afinal há locais onde mesmo o lixo comum passa por uma triagem e ainda aproveitam alguns resíduos. Pelo menos estes copos não estão todos partidos no meio da natureza como costuma acontecer.

E quero relembrar novamente o número: 12 000 copos numa festa de aldeia. Imaginam quantos copos se deitam fora em todas as festas de aldeia por este país fora, por este mundo fora? Quando usarem um copo descartável, lembrem-se que o custo ambiental dele é muito superior aos cêntimos do seu preço (sim, os copos de café na minha loja também).

No meu caso pessoal, as duas garrafas de água e a lata de ice tea que bebi na festa trouxe-as comigo, pelo menos trato do meu lixo, e ainda, salvei umas quantas tampinhas.

E só mesmo para acabar:
  • Ponto 1 - se fizerem uma festa, sigam o exemplo deles e incentivem as pessoas a separar os copos, poupa trabalho e o ambiente, mas já agora, depois ponham-nos no contentor amarelo;
  • Ponto 2 - ao menos a loiça utilizada nada era descartável, foram sempre pratos de loiça ou inox, acho que agora estão a lavá-los.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Viva as fraldas de pano (oito meses depois)

Imagem própria

Falta um semana para o Luís completar nove meses e aqui continuo à volta das fraldas de pano, com os meus altos e baixos. A boa notícia é que parece que  isto está a correr melhor, sobretudo porque me lembrei (porque não experimentei antes?) de usar as pré-dobradas como absorventes. A questão é que o meu Luís faz muito xixi e com dois absorventes, passado pouco tempo a fralda fica encharcada (neste momento está a dormir com uma fralda com dois absorventes e já a sinto húmida). Seja que tipo de absorvente for, microfibra, cânhamo, bambu, bem se forem os dois de microfibra ainda é pior.

Depois lembrei-me que tenho uns absorventes em cânhamo que se dobram ao meio da B´bies (ver imagem abaixo). Com um absorvente deste mais um absorvente dos outros, já começou a correr melhor. Mas só passado uns dias é que me lembrei de experimentar as pré-dobradas (ver imagem abaixo) como absorventes e é fantástico. Assim, juntando uma pré-dobrada e um absorvente dos outros, a fralda resulta mesmo bem, até porque é um rabiosque cheio de camadas de absorção.

Absorventes de cânhamo
Imagem retirada de http://www.bientot-maman.fr/content/6-fonctionnement-de-la-couche-lavable

Fraldas Pré-dobradas
Imagem retirada de http://www.mita.pt/pages/onde_comprar

O problema é que tenho poucas pré-dobradas e poucos absorventes duplos de cânhamo, então volta e meia tenho de usar dois absorventes normais e a fralda não aguenta tanto. Acho que tenho de comprar mais fraldas pré-dobradas.

Outra coisa que mudei foi a limpeza das fraldas. Ao contrário do que dizem as"regras", quando tiro a fralda ao Luís passo-as por água para tirar o máximo do xixi. O cheiro das fraldas sujas dentro do saco (ainda por cima com calor) era algo que eu não estava a gostar e decidi seguir o conselho da minha sogra, não as deixo de molho, mas passo-as por água.

Por falar na minha sogra, ela está fã das fraldas de pano, ela já gostava da ideia, mas quando foi comigo ao encontro da semana de aleitamento materno e percebeu que eu não sou a única a usar fraldas de pano (nesse dia o Luís tinha uma descartável) ficou mesmo super animada. Tanto que agora estou a passar uns dias na casa dela e o Luís tem usado só fraldas de pano.

O que me chateia é que agora que isto parece estar novamente no melhor caminho, vamos de férias. E em férias longe de casa, sem máquina de lavar, acho difícil usar fraldas de pano (não é que seja impossível). Mas o objectivo não é passar as férias a lavar fraldas à mão. E depois o Luís vai para a creche e aí também não aceitam fraldas de pano, nem toalhitas. Isso é que vai ser produzir lixo a sério. Mas bem nove meses quase exclusivamente de toalhitas de pano e nove meses com bastante uso de fraldas de pano, já não me parece mal de todo. Em casa, posso sempre continuar a usar estes produtos mais ecológicos.

E já agora, hoje no café, estava o meu Luís com uma fralda de pano e um senhor que eu conheço, pensou que ele tinha uns calções, depois quando lhe dissemos que era fralda, ele disse "Ah é uma boa ideia, pelo menos não fazem tanto lixo". Devo confessar que os meus olhos até brilharam de alegria pelo comentário.

Fraldas de pano Urra! Às vezes tenho vontade de comprar mais, algumas de melhor qualidade do que aquelas que tenho. Mas se o meu objectivo é ser ecológica e se as que tenho chegam, acho que não faz muito sentido (sem contar com as pré-dobradas que preciso para usar como absorventes). Quando tiver outro filho, espero bem ter, como já tenho algum stock, já posso investir noutras melhores.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Sistema de reciclagem, o que falha? O caso das latas de alumínio

Como prometi há duas publicações atrás, cá estou eu para falar de latas de alumínio e para, por muito que me custe, dar razão ao meu pai. A história é a seguinte, embora o meu pai separe o lixo (talvez por ser coagido por mim), a verdade é que ele não concorda com este sistema de darmos o material assim de graça. Segundo ele, isto é uma forma de eles (as empresas de gestão de resíduos) ganharem dinheiro, quando antigamente havia gente a vender estes materiais. Bem, ainda há quem venda sucata (o meu pai junta e vende), na qual se podem incluir as latas de bebidas ou de outros alimentos (eu costumo pôr na mesma na reciclagem para não ficarem acumuladas pelo quintal, mais xiu, ninguém sabe). Mas há materiais que antes se vendiam e havia quem os juntasse e agora não se vendem como por exemplo o cartão, ainda me lembro de existirem pessoas a apanhar cartão na rua. E nessa perspectiva, é verdade, por um lado nós damos os materiais sem pedir nada em troca, por outro lado isso faz com que as pessoas na generalidade não se interessem do destino a dar aos materiais. Mas eu penso que é pelo bem de todos, logo é melhor existirem os sistema de reciclagem. No entanto...

Imagem retirada de http://www.setorreciclagem.com.br/reciclagem-de-metal/reciclagem-das-latas-de-aluminio/

... é, existe sempre um mas... estava eu a ler o meu livro adorado, A História das Coisas quando atravês de uma comparação de dados sobre a reciclagem de latas de bebidas no Brasil e nos Estados Unidos da América percebi que realmente o meu pai tem razão.

"O que é isso então? Estão a acenar com a bandeira branca da reciclagem? Bem, o facto é que com toda a atenção que foi dada à reciclagem nos últimos anos deu aos Americanos uma ideia inflacionadas da quantidade de alumínio que está a ser reciclada. Isso é uma manipulação inteligente dos números por parte da indústria de alumínio.
Embora seja verdade que as latas são 100 por centro recicláveis há décadas que a reciclagem de alumínio nos Estados Unidos está em declínio. Actualmente estamos a reciclar cerca de 44 por cento das latas, taxa inferior aos 54,5 por cento de 2000 e à taxa máxima de 65 por cento de 1992.

Em parte isso deve-se ao facto de os Americanos passarem cada vez mais tempo nos transportes e a consumirem bebidas pelo caminho, aliado ao facto de haver poucos recipientes de reciclagem longe de casa, como o centro comercial, o cinema, o aeroporto, etc. E também porque ainda só é aplicada taxa de depósito de garrafas, de entre 2,5 a 10 cêntimos por lata em apenas dez estados de todo o país. Enquanto isso, no Brasil há uma impressionante taxa de reciclagem de 87 por cento dos recipientes de bebidas, porque muitas pessoas dependem do que ganham com a sua recolha." (Annie Leonard in A História das Coisas)

A questão é um pouco o que já referi anteriormente na publicação Lixo: compensação ou punição monetária, quando temos um sistema de reciclagem que não "obriga" as pessoas a separarem o lixo, grande parte do mesmo acaba por ficar perdido. Mas como a recolha, venda e transformação destes produtos pertence às entidades gestoras dos resíduos, deixou de ser viável para o cidadão comum andar a apanhar determinados resíduos para vender (o que pelos vistos ainda acontece no Brasil). Mais, uma vez digo que quem separa o lixo devia ter direito a contrapartidas positivas e quem não o faz devia ser punido. Afinal, isto é um assunto que diz respeito a todos.

Mas continuando, não me vou debruçar sobre os impactes da extracção de minérios da natureza até porque não sei explicar bem, mas também podem ler sobre o assunto no livro. Quero só transcrever mais umas passagens sobre as latas de bebidas.

"Com efeito, estima-se que mais de um bilião de latas de alumínio tenha ido parar a aterros desde 1972, quando começou a haver registos. Se estas latas fossem desenterradas, valeriam aproximadamente 21 mil milhões de dólares em preços actuais de sucata. Só em 2004, mais de 800 000 toneladas de latas foram eliminadas em aterros nos Estados Unidos (e 300 000 toneladas no resto do mundo). Como salientou um relatório da organização Worlwatch, «é como se cinco fornos de fundição deitassem toda a sua produção anual - um milhão de toneladas de metal - directamente para um buraco no chão. Se essas latas tivessem sido recicladas, ter-se-iam poupado 16 mil milhões de quilowatts-hora - electricidade suficiente para mais de dois milhões de lares europeus durante um ano." (Annie Leonard in A História das Coisas)
São muitos números, não é? Muita energia gasta escusadamente, muita natureza da qual foram extraídos minérios, porque as pessoas não se interessam em separar o seu lixo. Da próxima vez que beberem uma bebida de lata lembrem-se que aquele material é 100% reciclável, mas que se não o separarem provavelmente vai contribuir para encher um aterro e em algum local do mundo há mais alumínio a ser extraído para produzir mais uma lata, mais dezenas de latas, mais milhões de latas. Se perto de si não houver um recipiente de reciclagem, guarde a lata e depois ponha-a no sítio correcto mais tarde.

Para terminar, só referir algo que me fez pensar:

"Após tudo isso, os conteúdos da lata são consumidos numa questão de minutos e a lata é deitada fora numa questão de segundos. «Não entendo os meus concidadãos. Importam este produto, bebem o lixo e depois deitam fora o recurso valioso», afirma o activista porto-riquenho Juan Rosario, lamentando os níveis elevados de consumo de refrigerantes e o baixo nível de reciclagem na sua ilha." (Annie Leonard in A História das Coisas)

E tal como o meu pai diz, talvez antigamente antes de toda a gente falar em reciclagem, se reciclasse mais. Nada era descartado, tudo era valioso. Claro que todo era valioso porque viviam em pobreza, agora vivemos em abundância, mas o planeta Terra não é uma máquina de produção constante de matérias-primas. É preciso parar, reduzir, reutilizar e reciclar de forma a não ser necessários estar a extrair constantemente minérios. Acredito que se todo o alumínio fosse reciclado e o seu uso repensado, talvez não fosse preciso continuar a extrair, pelo menos não na actual escala.

domingo, 31 de julho de 2016

Discos de amamentação, escolha os reutilizáveis

Estava eu a coser os meus discos de amamentação, os quais sofreram uma esfrega no tanque porque alguém (não fui eu) decidiu lavá-los à mão e para sair a lanolina (algo super gorduroso) com água fria só mesmo a esfregar, de tal forma que os meus discos ficaram todos enfrangalhados... Mas bem, como eu ia dizer, estava a cosê-los e lembrei-me que nunca falei aqui sobre os discos de amamentação reutilizáveis.

Quando engravidei, na dúvida se havia de utilizar discos ou conchas de amamentação, comprei as duas coisas. As conchas são de silicone e são mesmo um produto reutilizável, os discos existem os reutilizáveis e os descartáveis. Mas se o meu objectivo era usar o menor número de produtos descartáveis possíveis (nomeadamente tinha o objectivo de usar toalhitas e fraldas reutilizáveis), claro que não ia usar discos de amamentação descartáveis. Assim, além das conchas, comprei dois pares de discos de amamentação da Medela (chamam-se Protector de seio lavável), os quais custaram cerca de 14€ (acredito que haja mais baratos de outras marcas). Por sua vez, uma caixa de 30 discos de amamentação descartáveis, na Well's, custa 4,80€. Mas o barato faz-se caro e faz lixo, gasta energia e recursos escusados. Logo continuo a achar que é mesmo melhor escolher os reutilizáveis.

Já que estou a falar disto, relativamente ao que é melhor, as conchas ou os discos de amamentação, acho que varia conforme as pessoas e conforme a fase de amamentação. No início, quando a produção de leite ainda não estava estabilizada preferi sem dúvida as conchas. No entanto com o passar do tempo e a produção de leite mais constante prefiro os discos. Bem, no fundo, eu prefiro mesmo é não usar nada, aliás é mesmo o mais saudável, deixar os seis apanharem ar. No entanto, quando tenho de sair para algum sítio que não pareça muito bem ficar toda molhada de leite ou que saiba que vou estar bastante tempo sem dar mama (algumas vezes que me tive de me ausentar de perto do meu bebé) uso os discos de amamentação.

Agora vamos ver é se estes discos continuarão a funcionar normalmente depois de terem sido esfrangalhados, espero que sim. Já tenho dúvidas é que os consiga aproveitar quando tiver o próximo bebé.

Mas bem, esta tem sido a minha escolha nestes oito meses de amamentação. Muitos mais meses virão, espero.

Imagem própria

Mas já que falei das toalhitas e fraldas reutilizáveis, tantas vezes mencionadas aqui no blogue, vou fazer o ponto da situação. A utilização de tolhitas reutilizáveis continua imaculada, não quero outra coisa, acho é que vou precisar de comprar mais ou de fazer novas, porque algumas já estão num estado lastimável. Por sua vez, as fraldas reutilizáveis têm tido altos e baixos, há uns tempos achei que estavam a cheirar muito a xixi, fartei-me de as lavar, depois ele é um mijão e a fralda quase não aguenta, por isso vou usando muito mais fraldas descartáveis do que era suposto. Mas pronto, depois tenho uns dias em que me organizo decentemente e Viva as Fraldas de Pano.
Imagem própria

Entretanto, em Setembro o Luís vai entrar na creche, das fraldas como eu própria às vezes não acerto bem com aquilo, nem perguntei se aceitavam fraldas de pano, mas perguntei se aceitavam as toalhitas e a resposta foi negativa. Mas bem, aceitam em vez das toalhitas descartáveis que se opte por compressas, acho que as compressas sempre são mais sustentáveis e saudáveis que as toalhitas descartáveis, por isso acho que a minha escolha vai recair pelas compressas.

Mas não se esqueçam cada vez que optamos por produtos reutilizáveis, em vez de descartáveis, o planeta agradece.

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