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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Móveis novos, mas em segunda mão

Na publicação referente ao mês de Abril expliquei que no meu processo de destralhe fiz alguma mudança de móveis, o que incluiu a transformação de alguns. Infelizmente também incluiu a compra de um móvel novo, é um bocadinho contraproducente querer reduzir e comprar um móvel novo, eu sei, mas passo a explicar.

No quarto onde dormem as visitas, tratamos da roupa e arrumamos a tralha quase toda, tínhamos duas estantes deste género (esqueci de tirar fotografias antes da transformação), as quais são de madeira não tratada. O problema da madeira não tratada é que é mais difícil de limpar, o que num quarto cheio de roupa e tralha, ainda se torna um problema maior, o qual ainda era mais agravado porque tinha as estantes cheias de livro. Por isso, chegámos à conclusão que precisávamos de um móvel, tipo vitrine, para os livros não ganharem pó constantemente. E não fomos nada sustentáveis e fomos comprar um móvel novo que se adaptasse ao pretendido.  No entanto, sobravam duas estantes que não cabiam, nem ficavam bem em lado nenhum e que a solução mais fácil parecia dar a alguém ou levar para algum sítio em que ficassem lá a um canto (leia-se casa da terra do meu pai). Mas há algum tempo que andávamos a pensar comprar um móvel para o quarto do meu pai, já que ele não tinha sítio para pôr a televisão, mas nunca encontramos móvel nenhum com as medidas exactas para pôr no pouco espaço disponível. E também já tínhamos pensado que mais cedo ou mais tarde daria jeito uma estante para o quarto do nosso filho.

E acabamos por transformar duas estantes em três estantes, cortámos, pintámos (além da questão estética, precisavam do tratamento para não acumularem tanto pó). Cortámos e pintámos é como quem diz, cortou o meu pai, pintou o meu marido.

Uma das estantes foi cortada ao meio em altura, fazendo assim duas estantes pequenas, uma ficou para o quarto do Luís e a segunda ficou à entrada da cozinha com os livros de receitas.

Imagem própria
Imagem própria
A outra estante foi cortada em largura para caber exactamente no lugar disponível no quarto do meu pai (por favor não liguem à decoração do quarto).

Imagem própria
E assim reaproveitamos duas estantes que para nós não tinham utilidade em três novas estantes. Sei contudo que há quem defenda que não devemos transformar um objecto reciclável ou que se decompõe, num objecto que já não se consegue reciclar ou decompor. Neste caso, a madeira como não era tratada podia voltar para a natureza, agora como foi pintada, já não deve voltar. No entanto, sendo um objecto para uso prolongado acho que a mudança faz todo o sentido. Claro que tivemos de comprar as tintas, mas hão-de ser usadas até ao fim.

Por fim, da estante que foi cortada em largura sobrou alguns pedaços de madeira, os quais podem voltar para a natureza, mas nesta altura na creche do Luís pediram para os pais fazerem um bicho que aludisse à Primavera. Aproveitei mais um pedaço de madeira para fazer uma abelha, há bicho mais belo da Primavera? Podia ter ficado mais bonita, mas foi feita de coração.

Imagem própria

E já que estou a falar de abelhas, convido-vos a relerem a minha publicação A importância das abelhas e de vos dizer que este ano tenho o quintal com tantas abelhas devido sobretudo à minha gigante alfazema, fico com o coração consolado de esperança com a quantidade de abelhas que vejo diariamente.

Imagem própria
 

terça-feira, 2 de maio de 2017

Abril 2017: pequenas mudanças e um desafio

Andei a adiar esta publicação para que fosse feita no fim de Abril e acabei por só a conseguir publicar em Maio. No entanto, agora que penso melhor, talvez faça mesmo mais sentido falar de Abril quando o mês já findou. Vou falar assim, sobre as minhas alterações de Abril.

Não foram grandes mudanças
, mas aos poucos foram algumas:


  • Deixar de passar a ferro: esta mudança já está a ser implementada desde Março, mas em Abril é que foi realmente consolidada. Devo confessar que é sobretudo uma medida para me dar sanidade mental. Eu odeio passar a ferro, mas foi acostumada a passar tudo a ferro (excepto meias e cuecas), algumas coisas já não passava como lençóis e toalhas, mas continuava a passar toda a roupa pessoal. Contudo, a questão é que tinha sempre uma pilha enorme de roupa para passar. Acabou-se. Isto era mais a ideia de "deve-se passar a ferro" que me foi enraizada desde a infância do que realmente achar que há sempre essa necessidade. Claro que peças como camisas ou alguma coisa mais amarrotada irei passar na mesma.

    A nível ambiental há a vantagem de gastar muito menos eletricidade. Mas não é a única vantagem
    , ao ter a roupa mais arrumada e orientada, percebo muito melhor a roupa que existe e não existe, o que é óptimo sobretudo com a roupa do bebé que está sempre a deixar de ser usada.

  • Café de cafeteira: em Fevereiro o meu marido foi à Costa Rica e trouxe café. Lá não bebem café expresso como cá, mas sim o tradicional café de cafeteira. O café é óptimo e é uma alternativa excelente para beber em casa quando não me apetece ir beber um café ao café. Assim já não tenho qualquer desculpa para usar alguma cápsula. Mas claro, para ser ecológico não podia ir comprar uma cafeteira eléctrica, mas por sorte a minha sogra tinha lá uma encostada a um canto que agora tem sido usada cá em casa.

  • Iogurtes: no mês de Março referi que um dos principais produtos que contribuíam para o meu lixo eram os iogurtes. Por isso mesmo, em Abril decidi fazer pela primeira vez iogurtes, fiz iogurtes líquidos e acho que correram mais ou menos. Mas não estavam no ponto ideal, mas bebi-os. Para ver se consigo fazer iogurtes com mais qualidade decidi pedir uma iogurteira emprestada, mas ainda não voltei a experimentar. No entanto, tenho noção que vai ser algo que não vou fazer sempre. Mas qualquer iogurte caseiro é uma poupança de recurso, é nisso que tenho de pensar. Em Maio espero contar-vos se tenho feito muitos ou poucos iogurtes.
    Imagem própria
  • Desodorizante caseiro e redução do uso de champô: tal como referi na última publicação comecei a fazer o meu próprio desodorizante e ando a tentar reduzir o uso de champô, acho que tenho sido bastante bem sucedida neste aspecto.

  • Cotonetes: eu sei que isto não é de todo um produto essencial, eu uso muito esporadicamente, no entanto tenho alguém em casa que usa bastante e não o consigo convencer a deixar de usar. Há algum tempo que andava à procura de cotonetes com pauzinho de papel, uma vez que os pauzinhos de plástico dos cotonetes comuns não são recicláveis e são dos resíduos que mais aparecem no ambiente devido a serem incorrectamente descartados (no ambiente em geral e nas ruas de Lisboa em particular, é incrível a quantidade de cotonetes que eu vejo na rua, incrível e nojento). Todavia, nunca tinha encontrado à venda, mas como os vi à venda no site do Celeiro, decidi encomendar numa das suas lojas, demoraram a chegar, mas chegaram. Acredito que se a procura for maior, torna-se cada vez mais fácil encontrar este tipo de produtos.

    Claro que o ideal seria não descartar estes cotonetes no lixo comum
    , penso que possam ser postos na compostagem, uma vez que o algodão é biológico e o pauzinho é de papel. No entanto, temos posto no lixo comum, uma vez que não tenho um pequeno contentor de compostagem, mas um grande monte de estrume um pouco distante de casa. Tenho de agilizar isto para reduzir o número de cotonetes e de guardanapos de papel (não meus!!!!) que pomos no lixo comum.
    Imagem retirada de https://www.celeiro.pt/produtos/100830-cotonetes-bio-200-gramas-kg-douce-nature


  • Remendar e arranjar: este tem sido uma consequência directa de ter deixado de passar a ferro e de estar muito mais organizada com a roupa. Como tenho tudo mais controlado, tenho tempo para olhar e remendar e arranjar pequenas coisas. Não que seja uma perita, bem pelo contrário, mas olho o problema e tento solucionar ou pago para me fazerem o arranjo. Cozer pequenos buraquinhos da roupa do Luís, cozer um botão ou pôr um elástico numas calças é recuperar peças de roupa e poupar, o ambiente e a carteira. Finalmente dei uso a um ovo de pedra que tinha cá em casa há anos.
    Imagem própria
    Em roupa em estado muito deteriorado, é sempre possível cortar aos bocados e ainda dão para limpar algo durante algum tempo. Quando até para panos estiverem velhos, é a altura ideal para pôr no saco dos trapos para reciclagem.

    Um antigo toalhão de banho ainda deu para uns oito panos de limpeza
    Imagem própria

  • Recusa de sacos, mais um passo: a minha recusa constante de sacos já começou há bastante tempo (como se pode verificar aqui) e tem vindo a aprofundar-se. Mas em Abril ultrapassei um constrangimento pessoal, quando me distraia e não tinha tempo de recusar saco, acabava por o trazer. Mas recentemente consegui superar este constrangimento e se me distraio tiro o produto do saco e digo ao lojista que não preciso e que pode reutilizar para outro cliente, já aconteceu duas ou três vezes. Isto às vezes custa é começar, depois é sempre a melhorar.

    Um dia da semana passada fiz uma contagem por alto e recusei cerca de dez sacos num dia. É imenso.

  • Remodelações em casa: sobre este assunto quero fazer uma publicação especial, mas tal como tinha referido na publicação de Março, tenho estado em processo de destralhe. Este processo também passou por uma alteração de mobiliário e pelo reutilizar e transformar alguns móveis. Mas disso falarei mais tarde, acho que merece uma publicação única.
      
E penso que consegui falar de todas as minhas pequenas mudanças ou pelo menos referir o que me parece mais importante, vamos ver o que Maio me reserva. Já agora, neste primeiro de Maio fomos até à praia e estava cheia, mas completamente cheia de lixo. Mesmo perto de mim quando olhei estavam imensas garrafas, decidi apanhar, mas não consegui apanhar tudo. Mas nuns segundos apanhei cinco garrafas de vidro, uma garrafa de plástico e vários copos de plástico. Não consegui apanhar mais porque não conseguia trazer mais. O resto lá ficou à espera que a maré subisse e levasse o lixo consigo. Eu já costumo apanhar lixo do chão, mas decidi fazer um desafio a mim própria, contar as garrafas de vidro que vou apanhar da via e lugares públicos durante o mês de Maio. Vamos ver quantas (podia contar outro tipo de resíduo qualquer, mas desta vez serão as garrafas de vidro, para pensarmos se houvesse tara recuperável quantas destas garrafas não chegariam às ruas, praias ou parques).


E deixo-vos também um desa
fio, nesta época balnear em cada ida à praia, deixem a praia mais limpa do que a encontraram.

Só mais um aparte
, em Abril fui a Viseu e fiquei deslumbrada com a limpeza da cidade, espectacular.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Experiências - champô, pasta de dentes, desodorizante

Há bastante tempo escrevi a publicação Produtos de higiene e cosmética, na qual falei sobre alguns dos problemas associados aos produtos comuns de higiene e cosmética e consequentemente sobre a minha procura por soluções mais saudáveis, ecológicas e sustentáveis. No entanto, embora tenha mudado os produtos que consumo, continuei a usar produtos que usam embalagem e consequentemente produzem lixo.

Todavia, tinha alguma relutância em me decidir por receitas caseiras. Mas a ler o livro Desperdício Zero fiquei empolgada para reduzir de vez o meu consumo de produtos de higiene comerciais e consequentemente diminuir a quantidade de resíduos deste tipo. Contudo, as minhas experiências não correram exactamente como eu desejava. Mas vamos por partes.


Sem champô ou pouco champô

Das várias ideias que li, a ideia de deixar de usar champô foi a que me pareceu mais interessante. Neste caso, decidi experimentar a ideia de deixar de lavar o cabelo com champô de compra e passar a lavar com bicabornato de sódio e depois passar com vinagre de sidra. Produtos acessíveis,os quais tinha em casa, nada me parecia mais simples. E assim foi, durante uma semana lavei a cabeça com bicabornato de sódio, a seguir passava com água, passava o vinagre de sidra e voltava a passar por água. O meu cabelo estava lindo, sedoso, devido sobretudo ao vinagre calculo eu. Mas comecei a reparar que me estava a cair bastante cabelo, mais do que alguma vez tinha caído. No grupo Lixo Zero li alguns depoimentos sobre o assunto e quase todas as pessoas não se deram bem com esta solução. Pelo que explicaram o bicabornato de sódio é demasiado alcalino e por isso existem reacções nem sempre positivas. Decidi parar, não quis chegar a um ponto que fosse irreversível. Voltei ao meu champô sem parabenos e coisas que tais. Neste momento, a minha pretensão é aos poucos ir reduzindo o uso de champô, tentar que o meu cabelo se adapte a ser lavado menos vezes. Vamos ver como corre.

Posteriormente já li outras receitas que podem ser usadas para se lavar a cabeça sem champô. Mas acho que ainda não estou preparada para experimentar.


Sem pasta de dentes


Outra das ideias que está no livro Desperdício Zero é deixar de usar pasta de dentes e fazermos o nosso próprio pó dentrifico. O pó dentrifico consiste também em bicabornato de sódio, ao qual podemos juntar stevia. Eu experimentei e gostei bastante da sensação, aquela sensação salgada, mas só experimentei um dia. Entretanto decidi pesquisar sobre os efeitos do bicabornato de sódio nos dentes e cheguei à conclusão que não são lá muito positivos. Pelo que li,o uso continuado prejudica o esmalte dos dentes, enfim. Acabei logo com a experiência e voltei para a minha Pasta de Dentifrica Couto (às vezes outra qualquer, quando a Couto acaba e ainda não comprei uma nova). Depois disto, numa conversa do grupo Lixo Zero,uma das participantes referiu que ao fazer esta experiência danificou bastante os dentes. Logo por aqui, nunca mais.

Como podem ver, isto estava a correr mal o suficiente. Devo dizer que fiquei bem chateada por um livro aconselhar a utilizar produtos que acabam por ser prejudiciais com utilização continuada (o que não significa que alguém não se possa dar bem com eles). Mas foi,então que me decidi a fazer desodorizante, mas não segui nenhuma receita presente no livro,mas uma que me deram pessoalmente.

Desodorizante caseiro

Já foi há algum tempo que deixei de usar desodorizante comum, aqueles anti-transpirantes com alumínio, comecei a comprar desodorizantes mais ecológicos e saudáveis, mas claro com embalagem e certamente com alguns ingredientes não tão naturais como sendo feito em casa. Mas entretanto, decidi experimentar a seguinte receita:

  • Óleo de coco;
  • Amido de milho;
  • Bicabornato de Sódio;
  • Óleo de amêndoas doces ou outro óleo à escola (opcional).
Juntam-se medidas iguais (em volume) de óleo de coco (derreti um pouco), amido de milho e bicabornato de sódio e umas gotas do óleo de âmendoas doces, mexe-se tudo e voilá. Como derreti o óleo de coco, depois pus um bocadinho no frigorífico para solidificar.


Imagem própria
Imagem própria

Imagem própria
Aqui está ele. Para aplicar, uso um utensílio de tirar manteiga e depois aplico com os dedos. Devo dizer que este é o meu desodorizante preferido de sempre, nunca me dei muito bem com desodorizantes e este tem sido impecável, mesmo em dias de calor mais intenso, vamos ver como se porta mesmo no Verão. Entretanto a quantidade que fiz já acabou, tenho de ir fazer novamente.

Relativamente às embalagens e consequente lixo. É verdade que não uso embalagem para desodorizante, mas uso as outras todas. Mas o bicabornato de sódio e o óleo de amêndoas doces são coisas que tenho sempre em casa. Comprei apenas o óleo de coco (a embalagem é de vidro e vai ser reutilizada) e o amido de milho (embalagem de papel e plástico e não encontrei biológico), a vantagem destes produtos é que podem ser também usados na alimentação, ainda ontem o jantar levou óleo de coco.

É caso para dizer que temos produtos com várias funções. Se pensarmos bem é muito mais interessante termos três ou quatro produtos para vários fins, do que um produto para cada fim. Claro que para ser mais sustentável o ideal é comprar estes produtos a granel e reutilizar embalagens.

E fico-me por aqui sobre as minhas experiências, nem todas bem sucedidas, mas vamos aos poucos.
 

quarta-feira, 15 de março de 2017

Março 2017: o regresso

Primeiro que tudo, quero pedir desculpa aos leitores que me leem por ter desaparecido do mundo virtual, assim sem nenhuma explicação.

A verdade é que comecei a ficar assoberbada de coisas para fazer, sem tempo para me dedicar ao blogue e devo confessar que também sem muita paciência. Nos tempos livres apenas pensava em dormir, pensava e ainda penso, que continuo sem dormir noites seguidas. Mas bem, decidi retomar o blogue, numa versão mais slow. Quero apenas me comprometer a fazer uma publicação por mês, onde pretendo contar alguns avanços e recuos sobre a minha luta ecológica. Posso eventualmente fazer mais algumas publicações, mas não será esse o meu objectivo.

A minha última publicação foi no dia que o meu filho fez um ano, queria contar-vos que a festa de anos dele correu bem e sem descartáveis (só os guardanapos). Mas copos, pratos foi tudo de loiça e isso deixou-me extremamente feliz. Também fiz limonada e refresco de chá, o que diminuiu o número de refrigerantes. A comida foi quase toda feita em casa ou comprada a particulares e o número de embalagens a ir para a reciclagem foi reduzido. Fiquei verdadeiramente feliz.


Mas que mais coisas mudaram nestes três meses e meio? 

Estar afastada do blogue não significou estar afastada da sustentabilidade. E muitas foram as alterações positivas.

  • Comprar produtos biológicos: aumentei em grande número a compra de produtos biológicos, compro sobretudo frutas e legumes no mercado de agricultura biológica que é feito à 4ª feira em Cacilhas (não compro tudo biológico, mas já é um passo);
  • Levar sacos para frutas e legumes: agora levo sempre, sempre, os meus sacos reutilizados para a fruta e os legumes, mesmo quando os compro em supermercados convencionais, tiro o saco da mala e está o assunto arrumado (os moradores da casa continuam a trazer muitos sacos plásticos transparentes, já que não os consigo convencer a deixarem de utilizar, reutilizo-os);
  • Iogurtes: os iogurtes ainda são provavelmente os maiores culpados da quantidade de resíduos que vão para a reciclagem cá em casa. Então como não quero deixar de comer/beber iogurtes decidi apostar nos iogurtes em embalagem de vidro, embalagens com mais de uma dose e nos iogurtes biológicos (neste caso não pela embalagem);
  • Café: deixei de beber café na minha loja (copos de plástico) e em casa (capsulas de café). Ok já estive desesperada por café e bebi em casa. Mas a norma é ir ao café beber café. Quero aderir a outra ideia, mas ainda não aderi, a seu tempo conto;
  • Roupa do bebé: estou constantemente a precisar de comprar roupa para o Luís, neste caso e com todo o problema da indústria têxtil do mundo, decidi algumas coisas, nomeadamente baixar consideravelmente a roupa que lhe compro nova (não estou a dizer que nunca mais irei à H&M). Mas decidi começar a pedir roupa usada às pessoas que conheço, depois quando ele precisar de roupa antes de tudo, tentar comprar em 2ª mão (as lojas Kid to Kid têm sido uma grande opção). Quando posso, tento comprar roupa ecológica que infelizmente é carissima, mas em saldos já comprei algumas peças nesta loja;
  • Sumos e refrigerantes: acabei de vez com a compra de refrigerantes e sumos, ter em casa para quando nos apetece dá sempre mais vontade de beber, se um dia tenho mesmo vontade vou à mercearia comprar, é mais caro, mas ter de me deslocar para comprar faz-me ver se realmente tenho vontade (só aconteceu uma vez que estava muito mal disposta e sentia que precisava de beber 7up). Se almoçar ou jantar fora e me apetecer um sumo, bebo um néctar que é em garrafa de vidro;
  • Destralhar e a minha roupa: finalmente ganhei coragem e destralhei grande parte do meu roupeiro, separei imensas coisas que já não usava (algumas há uns dez anos), é verdade que me servem, mas se em dez anos usei uma ou duas vezes, será que preciso delas? Não! Como a maioria já estavam bastantes gastas enviei para a minha tia para os trabalhos em agricultura (para o que quiserem, mas sobretudo com esse fim). No entanto, havia coisas em muito bom estado que consegui oferecer e que sei que vão ser bastante usados. Devo acrescentar que também ofereci a minha saia dos escuteiros, a qual já tem uns 17 anos. Isso mesmo, 17 anos a ocupar uma gaveta, já a podia ter dado antes, talvez tivesse dado jeito a alguém. Dei também os lenços e echarpes que eram da minha mãe, eu guardava-os como recordação, mas estavam escondidos no fundo de uma gaveta, dei a uma tia que adora essas coisas e fiquei feliz de a ver a usar estas coisas que eram da minha mãe, acho que assim os verei mais do que quando estavam no fundo da gaveta.

Acho que estas foram as minha principais alterações nos últimos meses, mas ainda estou em processo de destralhar, não só a roupa, mas tudo. Mas com duas grandes máximas: o objectivo do destralhe é encontrar novo dono para as coisas, todas as compras que fizer de roupa têm de ser muito bem pensadas. Preciso disto? Vou usar isto?

Comecei também recentemente a ler o livro Desperdício Zero ainda estou no início, mas já me está a inspirar. Às vezes tenho a sensação que não estou a ler nada de novo, nada que já não soubesse, mas ao ler dá-me energia para continuar a tentar reduzir o lixo.

E por falar em reduzir o lixo, nestes meses, tive mais ou menos noção do volume de resíduos que envio para a reciclagem dos plásticos, é cerca de um saco de 50L por semana. Enfim, podia ser pior, mas podia ser melhor. Neste momento, é nisto que quero trabalhar, na redução deste número (não sei se vai ser fácil porque não vivo sozinha e acho que nos devemos respeitar). Mas, o objectivo passa então por comprar mais coisas a granel, levando os meus sacos e por ter sempre atenção à embalagem.


Como escolher as embalagens?
Dependendo dos produtos, preferir vidro ou papel:

  • O vidro porque é facilmente reutilizável, sem libertação de toxinas e porque é 100% reciclável;
  • O papel porque é biodegradável.

Se as opções forem entre o metal e o plástico, embora o metal tenha associado o problema da extracção de minério, devemos preferir o metal ao plástico, afinal o metal é reciclável "nele próprio", uma lata pode novamente ser uma lata, enquanto um produto plástico raramente se consegue voltar a transformar no mesmo produto. O que significa que para alguns tipos de produtos de plástico temos de recorrer sempre a matérias-primas virgens. Além disso, não esquecer da quantidade de plásticos que facilmente se partem e se dispersam pelo ambiente.

Por falar nisso, no outro dia o meu pai lavrou a terra e depois eu fui semear girassóis e enfim, a quantidade de bocadinhos minúsculos de plásticos são imensos. Alguns podem ser por algum desleixo, mas a maioria não, a maioria devem-se certamente a plásticos que voam de um lado para o outro. A solução podemos dizer que passa pelas pessoas terem mais cuidado e porem sempre tudo na reciclagem, mas sinceramente acho que mesmo que todas as pessoas fossem cumpridoras, haveria sempre este problema, mesmo que a menor escala. A solução passa, sem dúvida, por comprar o menos número de plásticos possíveis, por exemplo em vez de molas de roupa de plástico, comprar molas de roupa de madeira. Se uma mola de roupa de madeira cair no solo, mais cedo ou mais tarde, desfaz-se, entranha-se no solo e é parte dele. No plástico, não é assim.
E aqui está uma revisão dos meus últimos três meses. Agora que melhorou o tempo e voltei a ir buscar o Luís à creche a pé, antes de chegarmos a casa damos uma volta maior e apanhamos muitos plásticos pelo caminho. Ontem foi dia de apanhar pacotes de iogurte e latas de Ice Tea. Grão a grão enche o ecoponto o papo.

Mas esqueci-me de dizer, o pior destes meses que estive afastada do blogue: as fraldas de pano estão paradas, enfim, muita roupa para lavar e para estender, dias de chuva e a máquina de secar avariou. Ao menos as toalhitas reutilizáveis continuam de pedra e cal. Mas as fraldas, este Inverno foram um fiasco. Sou ecológica, mas às vezes nem tanto.

Até Abril, boas práticas ecológicas e vamos todos lutar por um mundo em que os nossos filhos possam andar com as mãos na terra. A estrela vermelha não foi escolhida ao acaso.

Imagem própria

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Quão desumanos podemos ser?

Eu sei que o mundo está chocado por o Donald Trump ter sido eleito. Mas o que podemos esperar de seres humanos que diariamente fazem isto.





Eu estava a amamentar quando vi pela primeira vez este vídeo e isto não me saiu da cabeça. Se não tivesse já reduzido o meu consumo de leite substancialmente, acho que depois disto, o teria feito. Eu sei que ainda não falei sobre a decisão de diminuir o consumo de leite, mas hei-de falar um dia.

sábado, 22 de outubro de 2016

Trash me

Trash me é o nome de um dos projectos de Rob Greenfield, no qual o activista tinha como objectivo mostrar a quantidade de lixo que um americano médio faz num mês. Com esse intuito, a fazer uma vida de consumo de um americano médio (sim, porque Rob leva uma vida de lixo zero) foi juntando todo o lixo que fez no seu corpo. Isso mesmo, durante um mês Rob juntou todo o lixo em sacos à volta do seu corpo, o objectivo foi/é mostrar visualmente a quantidade que uma simples pessoa pode fazer de lixo num mês. O desafio acabou dia 20 de Outubro e Rob juntou mais de 84kg de lixo e o resultado foi este:

Imagem retirada de https://www.facebook.com/RobGreenfield/photos/a.278209438972808.66220.276444342482651/1008724265921318/?type=3&theater

Acho que é devastador, não acham? Em Portugal e na Europa em geral, a quantidade de lixo per capita é inferior à de um norte-americano, mas mesmo assim há-de ser enorme. Já imaginaram se cobrissem o vosso corpo com todo o lixo que fazem num mês? Acham que conseguiam aguentar o peso? Também não sei se a natureza aguenta o nosso peso.

Acho que esta imagem é poderosa e que devemos verdadeiramente reflectir sobre o que andamos a fazer ao mundo.

Deixo-vos também o filme de apresentação do projecto, podem saber mais sobre este projecto e outros de Rob Greenfield na sua página pessoal e/ou segui-lo no seu facebook.


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Recipientes para congelar leite materno: escolha os frascos

Na minha recente publicação Movimento Lixo Zero dei-vos a conhecer um ficheiro em excel sobre o que podemos fazer para reduzir o nosso lixo, bem como o grupo do facebook no qual trocamos ideias sobre o assunto. E a verdade é que no meu caso já está a ter efeitos, estava a completar algumas dicas na secção bebés/maternidade quando pensei "Mas eu uso sacos de plástico para congelar o leite materno". Na realidade, eu nunca tirei muito leite para congelar, acho que em onze meses de amamentação (é hoje, é hoje) ainda não utilizei vinte sacos, mas seja como for é um produto usado e deitado fora.

Actualmente, todos os dias tiro leite, mas deixo logo no biberão para levar para a creche no dia a seguir, mas convém sempre ter algum congelado para uma eventualidade. E foi por isso que ontem fui comprar três frascos da Medela (pode vê-los aqui), agora posso congelar o leite nos frascos e depois posso reutilizá-los. Mas porque é que só agora me lembrei de algo tão básico? Mais vale tarde do que nunca.

Estes frascos são óptimos porque posso tirar da bomba directamente para o frasco (a minha bomba não é da Medela, mas a abertura é igual, falei da bomba aqui, aluguei-a cinco meses seguidos e fiquei com ela) e o biberão que uso é o da Medela, por isso precisava de frascos compatíveis com a tetina. Mas há frascos de outras marcas.

Também me deram a ideia de congelar o leite em boiões de vidro ou nas garrafas de néctar de vidro, ai sim, seria extremamente sustentável, mas como às vezes no dia anterior não consigo tirar leite e ainda levo o leite para a creche congelado, prefiro usar os frascos apropriados.

Imagem própria

Estes devem ser os últimos sacos que usei para congelar leite (bem, provavelmente acabo de usar os que estão na embalagem) e viva os frascos para guardar e congelar o leite.

Já agora para terminar para quem tem pouco espaço no congelador e quer/precisa fazer um grande stock de leite materno, os frascos não são a melhor opção, pois ocupam mais espaço. Mas felizmente para mim isso não é um problema, dado que tenho bastante espaço na arca.

Ahh, não sei se já disse (disse, disse), hoje o meu Luís faz onze meses... Possa!!! Como o tempo passa. E onze meses significam onze meses de amamentação em qualquer lado, até na festa do Avante a ouvir Jorge Palma e Sérgio Godinho.


Imagem própria

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Movimento Lixo Zero

O mês passado foi editado em Portugal o livro Desperdício Zero da autora Bea Johnson, o qual pretende mostrar como uma vida com menos lixo pode ser uma vida melhor e o que devemos fazer para tal (ainda não li o livro). Inspirando-se neste caso, a Ana do blogue Ana, Go Slowly fez um maravilhoso ficheiro em excel com várias dicas sobre produtos e hábitos que podemos alterar para reduzirmos o nosso lixo. Podem consultar a publicação onde explica o que a fez tomar esta iniciativa ou consultar directamente o ficheiro excel, o qual está partilhado na rede e é editável por todos (podem incluir as vossas dicas).

Além do ficheiro, gostaria também de vos convidar a fazer parte do grupo de facebook Lixo Zero Portugal, no qual partilhamos dicas, conhecimentos e ideias sobre como reduzir o nosso lixo, pelo bem de todos.

Imagem retirada de https://plataformaituiutabalixozero.wordpress.com/category/plataforma-ituiutaba-lixo-zero-2/

Claro que nem todos temos de chegar ao objectivo de lixo zero, eu estou bem longe dele, no entanto é dia-a-dia que caminhamos para essa meta. É com pequenas acções que chegamos lá ou quase lá. Vamos começar hoje?

Pense: Quanto lixo consumiu hoje?

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Amigos, amigos, guardanapos à parte

Este é o meu novo lema, amigos, amigos, guardanapos à parte. Já há algum tempo partilhei convosco a minha questão sobre os guardanapos (aqui). Na altura escrevi o seguinte sobre o assunto:

"Guardanapos

Esta seria muito fácil, deixar de usar guardanapos, mas o meu namorado disse-me logo que se eu quisesse que eu deixasse de usar, mas que ele não deixava. Assim, fui um bocadinho fraca e pronto também não uso guardanapos de pano. E assim continuo a usar guardanapos de papel. Bem pelo menos não uso rolos de cozinha, quer dizer tenho sempre em casa para qualquer eventualidade, mas o rolo está ali meses e meses na cozinha até ser gasto. Para limpar algo na cozinha uso sempre esponja e panos."

Pois, na altura decidi que ia começar a comprar sempre guardanapos de papel reciclado e fiquei uns largos meses assim. No entanto, é um bocadinho ridículo usar toalhitas de pano e fraldas de pano no bebé (isto quando ele não está na creche) e depois usar guardanapos de papel, mesmo que reciclado. Por isso, acabou-se! Posso ser a única a usar guardanapos de pano cá em casa e daí? Mais vale uma que nenhuma.

A nível anual, estimo que a poupança ambiental seja de cerca de 580 guardanapos de papel (faço duas refeições em casa logo 365*2=720 guardanapos usados, se não comer em casa 20% das vezes [uma estimativa por alto], 720*0,2=146, logo 720-146=584 guardanapos). Costumo comprar guardanapos em embalagens de 100 unidades, o que significa que ao longo de um ano vou deixar de consumir entre 5 a 6 embalagens de plástico. Ok! Reconheço que o plástico poupado anualmente não é substancial, mas é algum. Além do papel e do plástico poupado, acresce o transporte (sim daqui a um anos foi menos um camião de guardanapos, eheheh), a água e a energia para produzir os produtos. E claro, não foi preciso comprar guardanapos de pano, porque tenho aqui uns com mais de trinta anos, provavelmente.

Imagem própria

De notar que os guardanapos de papel que tenho em casa neste momento, os da imagem, não são de papel reciclado, uma vez que na mercearia de Castro Laboreiro não havia muita escolha de guardanapos.

A questão é simples, eu quero ser o mais sustentável possível, embora ache que os outros deviam seguir os meus passos não os posso obrigar, assim sendo os guardanapos de pano são apenas para mim. Pode ser que consiga convencer pelo exemplo, assim espero.

No entanto, houve dois produtos que quando me juntei avisei logo que cá em casa não entravam: sacos de plástico para o gelo; e toalhitas descartáveis para limpar o pó. O meu marido achava que eram duas coisas que se deviam comprar. Mas essas ideias foram logo banidas. O gelo pode muito bem ser feito nos recipientes de gelo que duram anos e para limpar a casa usam-se sempre panos, quer comprados ou reaproveitados.

No entanto, quando tive o Luís, devido ao ingurgitamento mamário disseram para fazer massagens com sacos de gelo. Salvou-me a minha irmã que me trouxe uns sacos de gelo que ainda estão para aí, porque no dia a dia o gelo é feito sem lixo.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Viva as fraldas de pano (oito meses depois)

Imagem própria

Falta um semana para o Luís completar nove meses e aqui continuo à volta das fraldas de pano, com os meus altos e baixos. A boa notícia é que parece que  isto está a correr melhor, sobretudo porque me lembrei (porque não experimentei antes?) de usar as pré-dobradas como absorventes. A questão é que o meu Luís faz muito xixi e com dois absorventes, passado pouco tempo a fralda fica encharcada (neste momento está a dormir com uma fralda com dois absorventes e já a sinto húmida). Seja que tipo de absorvente for, microfibra, cânhamo, bambu, bem se forem os dois de microfibra ainda é pior.

Depois lembrei-me que tenho uns absorventes em cânhamo que se dobram ao meio da B´bies (ver imagem abaixo). Com um absorvente deste mais um absorvente dos outros, já começou a correr melhor. Mas só passado uns dias é que me lembrei de experimentar as pré-dobradas (ver imagem abaixo) como absorventes e é fantástico. Assim, juntando uma pré-dobrada e um absorvente dos outros, a fralda resulta mesmo bem, até porque é um rabiosque cheio de camadas de absorção.

Absorventes de cânhamo
Imagem retirada de http://www.bientot-maman.fr/content/6-fonctionnement-de-la-couche-lavable

Fraldas Pré-dobradas
Imagem retirada de http://www.mita.pt/pages/onde_comprar

O problema é que tenho poucas pré-dobradas e poucos absorventes duplos de cânhamo, então volta e meia tenho de usar dois absorventes normais e a fralda não aguenta tanto. Acho que tenho de comprar mais fraldas pré-dobradas.

Outra coisa que mudei foi a limpeza das fraldas. Ao contrário do que dizem as"regras", quando tiro a fralda ao Luís passo-as por água para tirar o máximo do xixi. O cheiro das fraldas sujas dentro do saco (ainda por cima com calor) era algo que eu não estava a gostar e decidi seguir o conselho da minha sogra, não as deixo de molho, mas passo-as por água.

Por falar na minha sogra, ela está fã das fraldas de pano, ela já gostava da ideia, mas quando foi comigo ao encontro da semana de aleitamento materno e percebeu que eu não sou a única a usar fraldas de pano (nesse dia o Luís tinha uma descartável) ficou mesmo super animada. Tanto que agora estou a passar uns dias na casa dela e o Luís tem usado só fraldas de pano.

O que me chateia é que agora que isto parece estar novamente no melhor caminho, vamos de férias. E em férias longe de casa, sem máquina de lavar, acho difícil usar fraldas de pano (não é que seja impossível). Mas o objectivo não é passar as férias a lavar fraldas à mão. E depois o Luís vai para a creche e aí também não aceitam fraldas de pano, nem toalhitas. Isso é que vai ser produzir lixo a sério. Mas bem nove meses quase exclusivamente de toalhitas de pano e nove meses com bastante uso de fraldas de pano, já não me parece mal de todo. Em casa, posso sempre continuar a usar estes produtos mais ecológicos.

E já agora, hoje no café, estava o meu Luís com uma fralda de pano e um senhor que eu conheço, pensou que ele tinha uns calções, depois quando lhe dissemos que era fralda, ele disse "Ah é uma boa ideia, pelo menos não fazem tanto lixo". Devo confessar que os meus olhos até brilharam de alegria pelo comentário.

Fraldas de pano Urra! Às vezes tenho vontade de comprar mais, algumas de melhor qualidade do que aquelas que tenho. Mas se o meu objectivo é ser ecológica e se as que tenho chegam, acho que não faz muito sentido (sem contar com as pré-dobradas que preciso para usar como absorventes). Quando tiver outro filho, espero bem ter, como já tenho algum stock, já posso investir noutras melhores.

sábado, 6 de agosto de 2016

Resultado do passatempo - Dormir Nú é Ecológico

No passado dia 11 de Julho lancei este passatempo, o qual tinha como prémio o livro Dormir Nú é Ecológico. Este passatempo tinha como objectivo inspirar mais uma pessoa para a ecologia e para a sustentabilidade. No total foram contabilizadas 43 participações, acho que não é nada mau. E o site Random.org decidiu contemplar a participação número 30. A vencedora é a leitora Sandra Maia.

Imagem retirada de https://www.random.org/

Um dos requisitos para participar era deixar na caixa de comentários, uma pequena mensagem de sustentabilidade. Aqui fica um resumo das mensagens:

  • Reduzir o consumo;
  • Reflectir sobre o nosso impacto no ambiente;
  • 3Rs: Reduzir, Reutilizar e Reciclar
  • Pensar no mundo que queremos deixar para as nossas crianças, um mundo seguro e limpo;
  • Reduzir o uso de produtos descartáveis;
  • Reutilizar a água da chuva e das cozeduras das frutas/legumes;
  • Recusar o que não necessitamos;
  • Fazer compostagem;
  • Dar um segundo uso a tudo (por exemplo, os livros escolares);
  • Separar tampinhas para acções de solidariedade;
  • Reparar o que está estragado;
  • Partilhar livros;
  • Reduzir poluentes;
  • Dar o destino adequado e legislado aos resíduos;
  • Racionalizar o consumo da água;
  • Andar a pé, de bicicleta e de transportes públicos;
  • Analisar os nossos actos e mudá-los, se queremos um mudança global;
  • Dar o exemplo com as nossas acções para inspirarmos os outros;
  • Escolher criteriosamente o que consumimos, tendo em conta a protecção ambiental e ética;
  • Colocar um programador no termoacumulador para reduzir o consumo;
  • Usar todos os resíduos orgânicos no compostor, utilizar o composto para adubar a terra;
  • Ensinar as crianças a reciclar e reutilizar.
Aqui ficam as ideias dos leitores, espero que ao participarem tenham reflectido sobre as suas acções e ao partilharem as suas ideias tenham feito os outros pensarem também.

Todos a pensarmos no que podemos fazer, rumo a um mundo mais sustentável.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Embalagens: uma infinidade de recursos deitados fora

Longe vai o tempo em que eu acreditava que ser ecológico era separar o lixo e pô-lo na reciclagem. Claro que é algo importante, mas o mais sustentável é mesmo reduzir o lixo que fazemos. Mas não é de todo fácil, embora eu saiba que há casos de sucesso de pessoas que estão um ano sem fazerem praticamente lixo, como este Como 2 famílias encheram cada uma, apenas um frasco, com o lixo de um ano, não acho uma tarefa muito simples.

No caso acima apresentado, tudo o que não dava para ser reutilizado ou compostado era considerado lixo. Está certo, independentemente se é possível reciclar ou não, acho certo que aquilo que deitamos na reciclagem seja considerado lixo, afinal foram recursos que utilizamos e mandamos fora.  E já há muito tempo que acho que utilizo embalagens demais, algumas se calhar são possíveis de reutilizar, mas também não vou guardar coisas infinitas à espera de serem reutilizadas. E quando eu penso que gasto muitas embalagens, sei que mesmo assim, gasto provavelmente bem menos que muitas pessoas. Por exemplo, o meu almoço hoje foi uma omelete de cebola e cenoura com salada de tomate a acompanhar e bebi água. Só comprei as cenouras, logo só este produto usou embalagens, tudo o resto é cá do quintal. Por isso, neste caso utilizei muito menos embalagens do que uma pessoas que tivesse de comprar os ovos, as cebolas e o tomate.

Mas andava eu a considerar a quantidade de embalagens que gastamos cá em casa e decidi fazer uma experiência este fim-de-semana. Desde Sábado à hora do almoço até Domingo à tarde, esta foi a quantidade de resíduos que separei para a reciclagem (de notar que tive visitas e éramos seis pessoas cá em casa). Por um lado, acredito que haja quem faça bem mais resíduos no mesmo espaço de tempo, por outro lado é triste saber a quantidade de matéria-prima, energia, trabalho humano e custos ambientais que foram necessários para produzir estas embalagens que foram usadas uma vez e deitadas na reciclagem (apenas algumas destas garrafas de vinho, já tinham sido reutilizadas antes de serem mandadas fora). De seguida para estes resíduos serem reciclados vão ser gastos mais recursos, mais energia, mais água e consequentemente existirão mais custos ambientais.

Imagem própria

A ideia da reciclagem mascara-nos, conheço muitas pessoas que acham que ser amigo do ambiente passa por separar os resíduos e reciclar. Claro que é melhor que nada, mas o mais necessário é sem dúvida reduzir o consumo e reutilizar o que é possível. No entanto, isso deve ser um passo pessoal, mas devia ser sobretudo uma questão política. A reutilização de embalagens devia ser incentivada pelo estado. De certeza que já falei neste blogue sobre o que penso da maioria das garrafas de vidro neste momento serem de tara perdida, é ridículo.

Enquanto não há respostas governativas para a quantidade de resíduos que fazemos, cabe a cada um tentar reduzir os seus resíduos. No entanto, para mim não é tarefa fácil, primeiro porque não vivo sozinha, segundo porque há um conjunto de hábitos difíceis de deixar, terceiro porque muitas vezes não temos alternativas às embalagens. Tudo, mas tudo está embalado, pouco se vende a granel.

E vocês, costumam olhar para a vossa reciclagem e pensar "Porquê é que gasto tantas embalagens?".

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Super Bock Super Rock e o Ecocup

Não, este ano não vou ao Super Bock, Super Rock, e também não, eu não bebo cerveja... e ainda outro não, ninguém me pagou para fazer publicidade, eu gosto mesmo de fazer publicidade gratuita a coisas que não consumo. É tipo isso.

Mas bem, no outro dia fiz uma publicação, intitulada Verão: festas, festivais e lixo no chão e tal como referi na altura enviei email às duas maiores marcas de cerveja em Portugal (Sagres e Super Bock). No email referi a minha preocupação e dei algumas ideias de redução de resíduos que acho que podiam aproveitar. Da Sagres não obtive resposta, mas a Super Bock respondeu-me e foram simpáticos, disseram-me que já utilizam o Ecocup em alguns festivais e que algumas ideias que eu dei irão ser analisadas (a ver vamos).

Na sequência de não ter recebido resposta da Sagres até disse ao meu marido que ele devia passar só a comprar Super Bock porque são mais simpáticos. Mas ele relembrou-me que é mais sustentável comprar Sagres que é produzida no Sul do país, enquanto a Super Bock é produzida no Norte. Ele tem razão, de qualquer modo, ele costuma comprar a que está em promoção, essa é que é a realidade. Mas bem eu lá lhe disse: "Quando formos à tua terra compra Super Bock, a distância das duas fábricas é idêntica e a Super Bock é mais simpática."

Mas voltando ao Ecocup, nem de propósito (ou de propósito que isto dos algoritmos tem muito que se lhe diga - BIG BROTHER IS WATCHING YOU), ontem apareceu-me um anúncio patrocinado no facebook sobre o Ecocup. E aqui está ele.

Imagem retirada de https://www.facebook.com/sbsr/photos/a.113343035402950.15079.112908165446437/1135256459878264/?type=3&theater



Sobre o Ecocup:

"A sustentabilidade tem tido um lugar especial nas preocupações do Super Bock Super Rock e este ano não é exceção. Os novos copos ecológicos reutilizáveis Super Bock, fruto da parceria com a multinacional francesa Ecocup, serão personalizados para o Super Bock Super Rock com três temas diferentes, um para cada dia do Festival. Uma edição de colecionador que contribuirá para a diminuição significativa destes resíduos no recinto e para as quantidades enviadas para reciclagem.

No momento de consumo da primeira cerveja será solicitado o valor simbólico de 2€, não se tratando de uma venda, mas sim de uma “caução” que poderá ser recuperada no próprio evento, caso o consumidor queira devolver o copo “amigo do ambiente”. Ao longo das várias horas de música, a cerveja é sempre servida num copo reutilizável novo, devendo o consumidor preservar e entregar o copo utilizado nos bares e quiosques existentes no recinto, sendo que quem quiser os poderá guardar para a posteridade. Vão estar disponíveis nos dois formatos habituais (25 cl e 50 cl)." (in http://www.superbocksuperrock.pt/pt/pt/info-%C3%BAtil/#info-util/all?open=gi-1955)

Por isso, se forem ao Super Bock Super Rock, começa hoje, em vez de gastarem copos de plástico descartáveis, escolham o Ecocup. Mesmo em outros festivais em que a cerveja seja a Super Bock, procurem para ver se têm, pelo que me disseram no email, no Rock in Rio também havia destes copos.

domingo, 3 de julho de 2016

Verão: festas, festivais e lixo no chão

Verão é sinónimo de festas, feiras e festivais, desde dos mega-eventos até às festas de aldeia, todo o país é inundado pelas mais diversas festividades. As mesmas, obviamente, trazem consigo imenso lixo, as pessoas estão a ver um concerto, a beber uma cerveja e a forma mais fácil é mesmo deitar os copos no chão. Na realidade, nem sempre há caixotes perto e no dia seguinte ou na própria noite é óbvio que alguém vai varrer o chão e apanhar toda a lixarada.

Mas também é óbvio que o lixo, sobretudo o plástico, não fica ali à espera de ser apanhado. A realidade é que poucas horas, poucos minutos, podem fazer com que o lixo voe para qualquer outro local. Para áreas naturais, quer seja florestas, dunas ou mesmo para o oceano e nesses casos já não há nada a fazer. Além disso, com tantas vezes que já foram pisados, os copos tornam-se frequentemente numa quantidade de partes infinitas impossíveis de apanhar. Como já referi diversas vezes, o plástico perdido em meio natural é uma grande ameaça sobretudo para as espécies que acabam por ingerir estes produtos.

Por isso, este ano quando se estiverem a divertir à grande, não se esqueçam que divertir não significa não pensar no ambiente. Não mandem copos de plástico e outro tipo de coisas para o chão, procurem um plasticão (nem tenho bem certeza se reciclam os copos de plástico), se não houver ponham um contentor normal, mas no chão, NÃO!

Imagem retirada de http://www.meucopoeco.com.br/site/tag/copos-reutilizaveis/

E para não dizerem que sou fundamentalista, nem estou a dizer para não beberem em copos de plástico descartáveis, estou simplemente a pedir que tenham cuidado quando os descartam. De qualquer maneira, estou com umas ideias para enviar uns emails a algumas das grandes fornecedoras de copos descartáveis das festas que ocorrem por esse país fora.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Pague com trocos pelo ambiente

Ultimamente tenho tido um grande problema na minha loja, a falta de moedas de um euro e de dez cêntimos. De repente, nós que estávamos acostumados a ter bastantes moedas, deixámos de ter, os nossos clientes começaram a pagar mais com notas do que era costume. No nosso caso, embora isso nos poupe a chatice de contar moedas para depositar, tem dois factores negativos: a falta de trocos nas máquinas podem fazer com que deixemos de vender alguns produtos; a dificuldade arranjar dinheiro em moedas, mesmo pedindo no banco, eles não têm assim tantas moedas para todos os comerciantes que precisam.

Mas porque nos faltam tantas moedas? É simples, se num dia dez pessoas forem com notas de dez euros comprar um produto de um euro, só nessas dez pessoas vamos dar noventa moedas de um euro de troco. Sim, noventa moedas não é brincadeira.

Mas afinal o que tem isto a ver com ambiente? Tem mais do que parece. Quando li o livro Dormir nú é ecológico, uma das medidas da autora era pagar com dinheiro trocado sempre que possível. Facilitar o troco e não acumular moedas, faz com que existam mais moedas em circulação efectiva e, por isso, a necessidade de cunhar nova moeda é menor. Logo, ao cunhar menos moeda poupa-se recursos e energia. Na altura, não pensei muito na profundidade desta medida, mas também já sou ecológica neste aspecto. A realidade é que sou daquelas pessoas que paga sempre trocado (a não ser que não tenha) e antes de me pedirem para facilitar o troco já eu estou a procura de um, dois ou sete cêntimos.

Todavia, sei que há quem nunca tenha cêntimos para facilitar o troco porque todos os dias tira essas moedas da carteira para não andar pesado. Nunca entendi esta ideia, mas tenho uma amiga e uma tia que fazem isso, o que me tem dado muito jeito, pois são duas boas fornecedoras de moedas de dez cêntimos. Mas nem quero imaginar a imensidão de moedas de um e dois cêntimos que têm em casa.

No fundo, a questão é a seguinte, um determinado país (ou a zona euro, por exemplo) pode ter x moedas em circulação, mas as moedas em circulação efectiva são num número muito menor, por isso faltam moedas, as quais existem, mas acumuladas por aí. Claro que as moedas que não circulam são sobretudo as de pequeno valor.

Sobre a questão ambiental associada a isto podem ler esta publicação que talvez explique a questão melhor do que eu fiz. A acumulação de moedas por parte de pessoas comuns também tem criado problemas em diversos países, como por exemplo no Brasil, onde a crise de trocos foi realmente intensa como se pode ver aqui e aqui. Na realidade, o país foi obrigado a produzir mais moedas, não porque haja poucas, mas porque estas não circulam, o que faz com que não cumpram a sua função. O que cria problemas para quem compra que não quer ficar sem o seu troco e problemas para o comerciante que não consegue arranjar trocos. Por isso, existe a necessidade de produzir moeda e gastar recursos que no fundo são desnecessários. E não sei se a produção de moeda sem necessidade efectiva se cria problemas económicos, tipo inflação ou assim, alguém que perceba de economia que me explique. Mas obviamente que além da questão dos recursos gastos a nível ambiental, existe ainda a questão do dinheiro que o estado gasta na produção de moeda, dinheiro de todos os contribuintes que podia ser canalizado para outros sectores.


Imagem retirada de http://karicatiras.blogspot.pt/2012/01/9-troco-em-bala.html


Por isso, já sabem facilitem sempre o troco, pelo comerciante e pelo ambiente. Mas bem, o problema também são os mealheiros, afinal quem não tem um? Eu tenho, mas estou sempre a ir tirar moedas de lá e troco por notas. Mas o Luís também tem um mealheiro do Montepio, daquelas que só se abrem no banco, já está cheio, amanhã vamos ao banco abri-lo. Ena, ena, mais moedas pequenas em circulação.

Digam lá se os mealheiros não são super fofinhos? O do Luís é azul.

Imagem retirada de http://ei.montepio.pt/es-jovem-o-montepio-complementa-tua-poupanca/

terça-feira, 7 de junho de 2016

Breves: ser ecológica é... (2ª parte)

...ir a uma festa e dividir com alguém a taça de plástico descartável, primeiro come um a sobremesa, depois come o outro e usa a mesma taça... não é que o faça sempre, mas se fizermos é menos lixo... esta ideia de fazerem festas só com loiça descartável cria uma quantidade de lixo inconcebível.

Imagem retirada de http://www.americanas.com.br/produto/9783403/pote-de-plastico-descartavel-para-alimentos-redondo-com-tampa-500ml-com-24-unidades-prafesta

É caso para dizer: é PRAFESTA é PROLIXO

terça-feira, 31 de maio de 2016

Destralhar, o minimalismo e as canetas

Nos últimos tempos tenho lido bastante sobre o minimalismo, a ideia que ter menos é melhor. Ter pouco, o essencial, deixa-nos tempo livre. Afinal ter muitos objectos normalmente ocupa-nos mais tempo e atenção, a limpar, organizar, etc, etc. Todavia, para mim, a solução não passa por descartar os objectos para o lixo, mas sim por os maximizar e, dando tempo ao tempo, ter cada vez menos. O que quer dizer, usar tudo até ao fim da vida ou reencaminhar os objectos para alguém que precise e depois não cair na tentação de comprar outros para o lugar destes. A não ser que seja realmente necessário.

Quem conhecia a minha mãe e conhece o meu pai sabe que é difícil ter poucos objectos estando perto deles, a não ser que mande as coisas fora e isso não está em questão. Deste modo, este processo vai levar muito tempo e requer muita paciência. Por isso mesmo, acho que irei continuar a almoçar durante os próximos 40 anos nos mesmos pratos que já têm 40 anos e ainda estão impecáveis. Sim, já não se usam, mas almoço em pratos das loiças de Coimbra (já não existem estas fábricas) que já devem ser peças vintage. Certamente uma mais valia ou talvez não.

E claro vou continuar a usar panos da loiça com o calendário de 1995 e a usar as toalhas de mesa que a minha mãe costurou para o café da minha avó há uns vinte anos atrás. Claro que só uso porque quero, sei que há coisas mais bonitas no mercado, mas sinceramente não me faziam mais feliz e não quero descartar estas coisas só porque não se usam mais.


Até os acho bem giros
Imagem própria


Então o meu lema é destralhar, mas sem deitar coisas em bom estado no lixo, por isso ou as dou a quem precisa ou uso até ao fim da vida. Mas o mais importante para ajudar a destralhar é não comprar, nem aceitar mais tralha.

Relativamente às canetas que menciono no título, quando era miúda fazia colecção, o que significava que a minha mãe comprava imensas canetas para me oferecer e o meu pai pedia canetas em todo o lado (acho que nunca perdeu esse vício). Mas deixei de fazer colecção para aí quando acabei a escola primária, ou seja há uns vinte anos.

Acho que tinha uma quantidade de canetas como as desta foto que encontrei no olx.

Imagem retirada de https://olx.pt/lazer/coleccoes-antiguidades/guarda-guarda/#from404

O que significou que durante o ensino básico, secundário e universitário nunca tive de comprar canetas, até porque volta e meia iam aparecendo umas novas, sobretudo na faculdade quando ia a conferências. Depois levei canetas para os meus empregos (nenhuma das empresas tinha canetas próprias e na segunda empresa em que estive pedir uma caneta era quase cometer um crime) e posteriormente para a minha loja. Entretanto pelo meio mandei muitas canetas fora porque secaram. Mas mesmo assim, ainda tenho bastantes, mesmo já tendo deixado de aceitar brindes há algum tempo.

Mas no outro dia, o meu marido que ultimamente tem tido umas ideias muito sustentáveis de que muito me orgulho, decidiu levar várias canetas para a empresa onde trabalha. De notar que ele trabalha numa multinacional com milhões de lucro, onde tem canetas disponíveis quando quer. Aquela empresa típica de onde as pessoas trazem canetas, mas que ele deciciu levar canetas para não usar mais recursos e para destralhar mais um bocadinho a casa. Bem bom! Até porque as canetas não são recicladas, logo precisamos mesmo de consumir/produzir menos destes produtos.

Mas ando eu em processo de destralhar quando chega o meu pai e diz "O B. deu-me um fato de mergulho e material de pesca submarina que ia deitar fora", respondo "Oh pai, mas para que tu queres isso?", "Então ele ia deitar fora e estava em bom estado. Mas o primo J. já meteu no olx à venda". Ao menos já está a venda.

Ponto positivo do meu pai: não gosta de mandar nada que esteja em bom estado para o lixo; ponto negativo: não se importa de acumular o "lixo" dos outros, porque pode dar jeito algum dia. Pelo menos neste caso foi logo posto à venda.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

A história de um(dos) morango(s)

Quem é que não gosta de morangos? Bem deve haver bastantes pessoas, mas acho que os morangos são das frutas favoritas de muitas pessoas. Gosto bastante de morangos, mas é daquelas frutas que não compro (não devo comprar há anos) porque é das frutas com mais agrotóxicos. Pelo que li em diversos sites, os alimentos com mais agrotóxicos geralmente são: morangos, tomates, papaias, pêssegos, pimentos, uvas, entre outros. Claro que tudo depende da origem do produto, se é da sua época ou não. Normalmente quanto maiores são e se os encontramos a vender fora de época, mais agrotóxicos têm.

Mas a verdade é que os alimentos que falei anteriormente costumo compra-los, quer dizer tomates compro poucos porque costumo ter (tenho polpa de tomate caseira também, a que fiz o Verão passado ainda dura), pimentos costumo congelar para guardar durante o ano, mas o resto em geral compro. Mas os morangos são um caso à parte, é que saber que estão cheios de agrotóxicos e que não sabem a nada (poucos morangos que se vendem por aí sabem a morangos) são dois motivos fortes para não os comprar. Por este motivo só costumo comer os morangos que tenho no quintal. Todavia, isso significa que nunca ou quase nunca consigo comer uma taça cheia de morangos, mas mais vale poucos, mas bons. Mas queria mostrar-vos os belos morangos que tenho por aqui.

Imagem própria

Imagem própria

Imagem própria

Imagem própria

E porque todos merecemos comer morangos, aqui está a prova que também chegam para os melros e outros passaritos.

Imagem própria

Saborosos, caseiros, sem químicos, mas picados pelos melros, estes são os meus morangos. E claro morangos do quintal não produzem lixo. E por falar em lixo e em morangos, vejam esta triste história, acho que este vídeo é excepcional (encontrei-o neste blogue).




É triste como se gastam tantos recursos para termos comida em casa e depois a desperdiçamos.
E confesso que não costumo comprar morangos, mas se alguém me der um morango de compra ou se vier numa salada de frutas, por exemplo, claro que o como, desperdiçar é que não.

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