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terça-feira, 2 de maio de 2017

Abril 2017: pequenas mudanças e um desafio

Andei a adiar esta publicação para que fosse feita no fim de Abril e acabei por só a conseguir publicar em Maio. No entanto, agora que penso melhor, talvez faça mesmo mais sentido falar de Abril quando o mês já findou. Vou falar assim, sobre as minhas alterações de Abril.

Não foram grandes mudanças
, mas aos poucos foram algumas:


  • Deixar de passar a ferro: esta mudança já está a ser implementada desde Março, mas em Abril é que foi realmente consolidada. Devo confessar que é sobretudo uma medida para me dar sanidade mental. Eu odeio passar a ferro, mas foi acostumada a passar tudo a ferro (excepto meias e cuecas), algumas coisas já não passava como lençóis e toalhas, mas continuava a passar toda a roupa pessoal. Contudo, a questão é que tinha sempre uma pilha enorme de roupa para passar. Acabou-se. Isto era mais a ideia de "deve-se passar a ferro" que me foi enraizada desde a infância do que realmente achar que há sempre essa necessidade. Claro que peças como camisas ou alguma coisa mais amarrotada irei passar na mesma.

    A nível ambiental há a vantagem de gastar muito menos eletricidade. Mas não é a única vantagem
    , ao ter a roupa mais arrumada e orientada, percebo muito melhor a roupa que existe e não existe, o que é óptimo sobretudo com a roupa do bebé que está sempre a deixar de ser usada.

  • Café de cafeteira: em Fevereiro o meu marido foi à Costa Rica e trouxe café. Lá não bebem café expresso como cá, mas sim o tradicional café de cafeteira. O café é óptimo e é uma alternativa excelente para beber em casa quando não me apetece ir beber um café ao café. Assim já não tenho qualquer desculpa para usar alguma cápsula. Mas claro, para ser ecológico não podia ir comprar uma cafeteira eléctrica, mas por sorte a minha sogra tinha lá uma encostada a um canto que agora tem sido usada cá em casa.

  • Iogurtes: no mês de Março referi que um dos principais produtos que contribuíam para o meu lixo eram os iogurtes. Por isso mesmo, em Abril decidi fazer pela primeira vez iogurtes, fiz iogurtes líquidos e acho que correram mais ou menos. Mas não estavam no ponto ideal, mas bebi-os. Para ver se consigo fazer iogurtes com mais qualidade decidi pedir uma iogurteira emprestada, mas ainda não voltei a experimentar. No entanto, tenho noção que vai ser algo que não vou fazer sempre. Mas qualquer iogurte caseiro é uma poupança de recurso, é nisso que tenho de pensar. Em Maio espero contar-vos se tenho feito muitos ou poucos iogurtes.
    Imagem própria
  • Desodorizante caseiro e redução do uso de champô: tal como referi na última publicação comecei a fazer o meu próprio desodorizante e ando a tentar reduzir o uso de champô, acho que tenho sido bastante bem sucedida neste aspecto.

  • Cotonetes: eu sei que isto não é de todo um produto essencial, eu uso muito esporadicamente, no entanto tenho alguém em casa que usa bastante e não o consigo convencer a deixar de usar. Há algum tempo que andava à procura de cotonetes com pauzinho de papel, uma vez que os pauzinhos de plástico dos cotonetes comuns não são recicláveis e são dos resíduos que mais aparecem no ambiente devido a serem incorrectamente descartados (no ambiente em geral e nas ruas de Lisboa em particular, é incrível a quantidade de cotonetes que eu vejo na rua, incrível e nojento). Todavia, nunca tinha encontrado à venda, mas como os vi à venda no site do Celeiro, decidi encomendar numa das suas lojas, demoraram a chegar, mas chegaram. Acredito que se a procura for maior, torna-se cada vez mais fácil encontrar este tipo de produtos.

    Claro que o ideal seria não descartar estes cotonetes no lixo comum
    , penso que possam ser postos na compostagem, uma vez que o algodão é biológico e o pauzinho é de papel. No entanto, temos posto no lixo comum, uma vez que não tenho um pequeno contentor de compostagem, mas um grande monte de estrume um pouco distante de casa. Tenho de agilizar isto para reduzir o número de cotonetes e de guardanapos de papel (não meus!!!!) que pomos no lixo comum.
    Imagem retirada de https://www.celeiro.pt/produtos/100830-cotonetes-bio-200-gramas-kg-douce-nature


  • Remendar e arranjar: este tem sido uma consequência directa de ter deixado de passar a ferro e de estar muito mais organizada com a roupa. Como tenho tudo mais controlado, tenho tempo para olhar e remendar e arranjar pequenas coisas. Não que seja uma perita, bem pelo contrário, mas olho o problema e tento solucionar ou pago para me fazerem o arranjo. Cozer pequenos buraquinhos da roupa do Luís, cozer um botão ou pôr um elástico numas calças é recuperar peças de roupa e poupar, o ambiente e a carteira. Finalmente dei uso a um ovo de pedra que tinha cá em casa há anos.
    Imagem própria
    Em roupa em estado muito deteriorado, é sempre possível cortar aos bocados e ainda dão para limpar algo durante algum tempo. Quando até para panos estiverem velhos, é a altura ideal para pôr no saco dos trapos para reciclagem.

    Um antigo toalhão de banho ainda deu para uns oito panos de limpeza
    Imagem própria

  • Recusa de sacos, mais um passo: a minha recusa constante de sacos já começou há bastante tempo (como se pode verificar aqui) e tem vindo a aprofundar-se. Mas em Abril ultrapassei um constrangimento pessoal, quando me distraia e não tinha tempo de recusar saco, acabava por o trazer. Mas recentemente consegui superar este constrangimento e se me distraio tiro o produto do saco e digo ao lojista que não preciso e que pode reutilizar para outro cliente, já aconteceu duas ou três vezes. Isto às vezes custa é começar, depois é sempre a melhorar.

    Um dia da semana passada fiz uma contagem por alto e recusei cerca de dez sacos num dia. É imenso.

  • Remodelações em casa: sobre este assunto quero fazer uma publicação especial, mas tal como tinha referido na publicação de Março, tenho estado em processo de destralhe. Este processo também passou por uma alteração de mobiliário e pelo reutilizar e transformar alguns móveis. Mas disso falarei mais tarde, acho que merece uma publicação única.
      
E penso que consegui falar de todas as minhas pequenas mudanças ou pelo menos referir o que me parece mais importante, vamos ver o que Maio me reserva. Já agora, neste primeiro de Maio fomos até à praia e estava cheia, mas completamente cheia de lixo. Mesmo perto de mim quando olhei estavam imensas garrafas, decidi apanhar, mas não consegui apanhar tudo. Mas nuns segundos apanhei cinco garrafas de vidro, uma garrafa de plástico e vários copos de plástico. Não consegui apanhar mais porque não conseguia trazer mais. O resto lá ficou à espera que a maré subisse e levasse o lixo consigo. Eu já costumo apanhar lixo do chão, mas decidi fazer um desafio a mim própria, contar as garrafas de vidro que vou apanhar da via e lugares públicos durante o mês de Maio. Vamos ver quantas (podia contar outro tipo de resíduo qualquer, mas desta vez serão as garrafas de vidro, para pensarmos se houvesse tara recuperável quantas destas garrafas não chegariam às ruas, praias ou parques).


E deixo-vos também um desa
fio, nesta época balnear em cada ida à praia, deixem a praia mais limpa do que a encontraram.

Só mais um aparte
, em Abril fui a Viseu e fiquei deslumbrada com a limpeza da cidade, espectacular.

terça-feira, 21 de março de 2017

O tesouro desenterrado

Ainda há uns dias disse que o meu objectivo era fazer apenas uma publicação por mês, mas já estou a ir contra o planeado. Mas tinha de vos mostrar o meu achado "arqueológico".

Imagem própria



E agora vou contar-vos a história. O terreno ao lado da minha casa está sem qualquer tipo de actividade. Nesse sentido o dono deixa que as nossas galinhas andem lá à solta, é bom para nós e para ele que assim não tem de gastar dinheiro na manutenção do terreno. O terreno de que estou a falar é bastante grande. Então, raramente vou a alguns sítios do terreno. Mas no outro dia ia ver se andavam plásticos a voar quando encontrei o meu "tesouro".

A história é a seguinte, há bastantes anos, há mais de vinte anos, a pessoa que amanhava aquela parte do terreno mandava todo o lixo para um canto. Após o terreno ter deixado de ser cultivado cresceram silvas por todo o lado. Anos mais tarde, as nossas cabras foram comendo as silvas, deixando o terreno livres para as galinhas esgravatarem à vontade... então elas têm andado num grande achado arqueológico... enfim, o terreno como teve tanto lixo, entre o qual orgânico, a terra ali tem uma textura e muitos restos interessantes para as galinhas. No entanto, pelo meio também aparece muitas garrafas de vidro (intactas) e muitos plásticos (muitíssimo degradados).

Então agora quando consigo, lá vou eu apanhar umas garrafas ou uns plásticos. Mais uma vez temos a prova que o vidro é um material muitíssimo melhor. Na grande maioria dos casos permanece intacto até o poderia reutilizar se quisesse (mas o seu destino vai ser mesmo a reciclagem).

Na fotografia seguinte podem ver as garrafas que apanhei no dia da descoberta, depois disso já lá voltei e já apanhei outras, nomeadamente as da primeira fotografia.



Imagem própria



terça-feira, 15 de novembro de 2016

Fotografias do meu desânimo

Tenho estado algo afastada do blogue, primeiro porque estou verdadeiramente cansada, exausta mesmo... bastante trabalho, loja, casa, casa, loja, um filho de quase um ano que não para quieto, o que é bom, mas me deixa estafada... mas também porque me sinto bastante desanimada com o rumo das coisas.

Acho que o meu grande desânimo começou quando li isto A sexta extinção em massa, pensar que somos a causa principal de uma extinção em massa, a qual poderá significar a nossa própria extinção assusta-me... assusta-me ainda mais pensar que pode ser daqui a duas ou três décadas e ver que continuamos a assistir a tudo impávidos e serenos.

Depois, tenho andado numa luta constante para recusar o maior número de sacos de plástico possíveis. Ainda aceito alguns, até porque às vezes esqueço-me de levar sacos, por exemplo para a fruta, mas tenho quase sempre reutilizado sacos de plástico quando vou comprar fruta à mercearia e mesmo ao supermercado (nos supermercados não aceitam que se pese fruta em sacos de pano, mas aceitam se reutilizarmos sacos de plástico transparentes). Como aqui em casa, o resto das pessoas não recusam os sacos, acabo sempre por ter. Andava eu toda contente, quando percebi que na padaria, a maioria dos clientes além de não recusar, ainda pedem mais sacos. Mais sacos para quê?

Nisto tudo, na madrugada de Sábado decidiram incendiar um caixote do lixo perto da minha casa. Ficou o plástico todo derretido na via pública, no mesmo dia foi posto um caixote de lixo novo no lugar do que estava queimado. Mas os restos do antigo não foram retirados da via pública e ali permanecem até hoje. Compreendo que as equipas que põe caixotes novos não sejam as mesmas que fazem a limpeza, mas poderiam comunicar e serem mais eficientes. Não digo que a culpa seja das equipas e dos funcionários, mas é provavelmente do sistema. Entretanto já telefonei para a Linha Almada Limpa, quando há queixas costumam ser mais rápidos, vamos ver.

Fotografia de 12 de Novembro de 2016
Imagem própria


Fotografia de 15 de Novembro de 2016
Imagem própria

Estas são fotografias do meu desânimo porque olho para isto e penso: Como posso esperar que as pessoas percebam que não podem fazer tanto lixo e consumir tantos recursos, se ainda há quem incendeie caixotes do lixo e se as autarquias locais deixam isto ficar na via pública durante dias.

domingo, 6 de novembro de 2016

A bordo: o lixo viajante

Recentemente veio a público uma notícia que tem deixado muita gente (com razão) indignada. Afinal, Portugal está a receber toneladas de lixo italiano... Pelo que percebi da notícia, o lixo vem para ser depositado em aterro, o que é perfeitamente legal (daí a eu concordar é outra questão). No entanto, parece que a questão do lixo no Sul de Itália tem muito que se lhe diga, nomeadamente por ter sido controlado durante anos pela máfia, por isso mesmo, existe a desconfiança que entre os supostos resíduos urbanos que recebemos também existam resíduos perigosos. Segundo a notícia, a exportação de lixo foi a solução encontrada por Itália para travar a multa imposta pela União Europeia (multa motivada pelos resíduos acumulados sem destino e seus respectivos impactes ambientais).

O que significa que eles vendem o lixo e o problema "resolve-se". Sou contra! O lixo é algo demasiado importante para o andarmos a passear e a transportar de um lado para o outro. Além disso, por uma questão de justiça acho que cada um deve ficar com o seu lixo, não descartar o problema para outro país. Afinal, por mais que pague, nada paga (no meu entender) as implicações referentes aos aterros e à necessidade de mais aterros.

No fundo, eu nem sabia bem que os "países ricos" também recebiam resíduos de outros países, acreditava que apenas os "países pobres" faziam isso.

E agora vamos fazer uma viagem até aos anos 80 do século XX no Khian Sea. Conheci esta história há pouco tempo e fiquei fascinada, quer positiva (atitude da Greenpeace e governos locais), quer negativamente (incineradora de Filadélfia e governo norte-americano).

Como o ano em que nasci é um ano bastante histórico (desastre de Chernobyl) também esta história começou em 1986. Uma incineradora de Filadélfia nos Estados Unidos da América quis "despachar" as suas cinzas (15 mil toneladas). A gestora de resíduos contratada decidiu pôr as cinzas no navio Khian Sea, o qual haveria de levar o lixo americano para bem longe, para algum "país pobre". Durante 16 meses, o navio navegou pelo mundo tentando descarregar as cinzas. Honduras, Panamá, Guiné-Bissau e Antilhas Holandesas foram os destinos em que tentaram descarregar este material. No entanto, as autoridades destes países, avisadas pela Greenpeace, não deixaram.

Entretanto, conseguiram convencer o Haiti a ficar com as cinzas, para tal disseram que as cinzas eram fertiliizante para os solos. Quando as autoridades haitianas foram avisadas da verdadeira carga do navio, já a tripulação tinha descarregado 4 mil toneladas na praia de Gonaives, foram obrigados pelas autoridades haitianas a voltar a carregar as cinzas, mas zarparam deixando lá as cinzas a céu aberto (só no ano 2000, as cinzas voltaram para a origem e finalmente tiveram o "fim" desejado. Como hão-de compreender 4 mil toneladas de cinzas a céu aberto durante 14 anos, significou que uma grande quantidade foi levada pelo vento ou arrastada pela maré).

Depois de deixarem as 4 mil toneladas, o navio continuou à procura de destino para as 11 mil toneladas de cinzas que restaram. Senegal, Ski Lanka, Singapura foram destinos em que tentaram desembarcar a carga, sem sucesso. O navio mudou de nome, mas nunca conseguiu descarregar. Em 1988, algures entre Singapura e o Sri Lanka as cinzas desapareceram.

As cinzas do lixo de Filadélfia foram lançadas ao mar anos depois, numa área geográfica distante, contribuindo para a poluição do oceano e tudo o que aí advém.

Retirei esta informação deste site, para saberem mais pormenores consultem-no.

Imagem retirada de http://resources.gale.com/gettingtogreenr/uncategorized/the-strange-saga-of-the-khian-sea/


Quantas histórias destas existiram/existem?

Talvez não muitas como a que contei. Mas quanto lixo haverá a circular pelo mundo fora? Cada um deve cuidar do seu lixo, isso começa pelo indivíduo, passando pelas autarquias locais, entidades gestoras de resíduos, estados. Se não conseguimos controlar/cuidar/dar o fim adequado ao nosso lixo, a solução não deve ser que outro o faça, a solução deve ser repensarmos o lixo que fazemos.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Varrer para a porta da/o vizinha/o

Uma das minhas memórias de infância é a minha avó, todas as noites, depois de fechar o café ir varrer o chão à frente da porta, varria, apanhava com a pá e metia no caixote do lixo. A minha avó nasceu em 1932, num tempo que não sei se havia recolha de lixo, nunca foi à escola e nem vale a pena contar a vida que teve, mas no meio disso tudo, sabia que se não queremos lixo na porta que o devemos apanhar.

Quando abrimos a loja, a qual é numa arcada, começamos a varrer e lavar o espaço em frente da loja e obviamente a apanhar o lixo que varremos e pôr no caixote (o lixo que consiste maioritariamente em beatas de cigarros, às quais agora no Outono se juntam as folhas secas). Por isso, qual não foi o meu espanto quando percebi que a grande maioria dos outros comerciantes varre de uma forma diferente. Aliás, eu nem considero varrer, afastam o lixo da sua porta para a estrada ou mais para a frente, muitas vezes para as portas dos vizinhos, etc, etc. Não sei bem onde estas pessoas aprenderam a varrer, nem tão pouco sei se sabem o que é o vento. Sim, porque este malandro, sobretudo agora no Outono, gosta de soprar e as pessoas que acabaram de afastar folhas, beatas, papéis e plásticos da sua porta, lá vêem o lixo voltar todo novamente. Depois, lamentam-se que parece impossível, afinal ainda agora varreram e o lixo já está todo novamente ali. Pudera!

A ideia de se varrer o chão é apanhar lixo, a pessoa varre na sua direcção e faz um monte de lixo, depois apanha-o. A ideia não é ter lixo e simplesmente o afastar para longe com a vassoura. É que para isso nem vale a pena terem trabalho.

Mas eu como gosto de pensar e ver os comportamentos das pessoas relativamente a várias coisas, entre elas o lixo, decidi desenhar a cena... e aqui vos mostro o que não é suposto fazer...

Não varra o seu lixo para a porta do vizinho, nem para a estrada, nem mais para a frente... para isso, mais vale estar quieto.


Caricatura dos comerciantes que em vez de varrarem e apanharem o lixo, preferem afastá-lo da sua porta e espanhá-lo por todo o lado
Imagem própria (desenhado por mim)

sábado, 22 de outubro de 2016

Trash me

Trash me é o nome de um dos projectos de Rob Greenfield, no qual o activista tinha como objectivo mostrar a quantidade de lixo que um americano médio faz num mês. Com esse intuito, a fazer uma vida de consumo de um americano médio (sim, porque Rob leva uma vida de lixo zero) foi juntando todo o lixo que fez no seu corpo. Isso mesmo, durante um mês Rob juntou todo o lixo em sacos à volta do seu corpo, o objectivo foi/é mostrar visualmente a quantidade que uma simples pessoa pode fazer de lixo num mês. O desafio acabou dia 20 de Outubro e Rob juntou mais de 84kg de lixo e o resultado foi este:

Imagem retirada de https://www.facebook.com/RobGreenfield/photos/a.278209438972808.66220.276444342482651/1008724265921318/?type=3&theater

Acho que é devastador, não acham? Em Portugal e na Europa em geral, a quantidade de lixo per capita é inferior à de um norte-americano, mas mesmo assim há-de ser enorme. Já imaginaram se cobrissem o vosso corpo com todo o lixo que fazem num mês? Acham que conseguiam aguentar o peso? Também não sei se a natureza aguenta o nosso peso.

Acho que esta imagem é poderosa e que devemos verdadeiramente reflectir sobre o que andamos a fazer ao mundo.

Deixo-vos também o filme de apresentação do projecto, podem saber mais sobre este projecto e outros de Rob Greenfield na sua página pessoal e/ou segui-lo no seu facebook.


quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Breves: não ser ecológico é...

Como comerciante até é algo que eu poderia considerar bom... mas não há argumento algum que me leve a ver algo de positivo em ter clientes que constantemente compram uma lata de refrigerante, bebem um golo e mandam o resto fora. Isto acontece diariamente na minha loja, vários adolescentes compram uma lata de bebida e mandam-na fora quase inteira, passado uma hora ou duas voltam a fazer o mesmo.

Desperdiçam o dinheiro que os pais lhes dão (fruto supostamente do seu trabalho) e desperdiçam uma quantidade de recursos. Já os chamei à atenção, mas ainda fui olhada com aquele ar de "nós pagámos e estás a reclamar de quê?". Resta-me continuar a salvar as latas que eles deixam no caixote do lixo e no chão e reencaminhá-las para a reciclagem.

Se quiserem saber mais sobre as latas de alumínio, já falei delas aqui.

A facilidade com que adquirimos e descartamos as coisas assusta-me, ainda mais quando nem sequer as utilizamos.

Acho que o Papai Tucano e o Tucano Júnior também agradeciam se não lhes causássemos tantos danos ao seu habitat.

Imagem própria

domingo, 16 de outubro de 2016

A música infantil do lixo

Ontem fui despejar a reciclagem e levei o meu Luís comigo, levei-o no carrinho para aproveitar a parte debaixo para pôr os resíduos. Quando vou com o Luís no carrinho aqui na rua costumo ir a cantar-lhe músicas infantis convencionais, músicas do babyoga e/ou músicas inventadas por mim. Ontem, já tinha despejado a reciclagem e enquanto dava a voltar pela rua de trás disse-lhe que íamos apanhar todas as garrafas de plástico que encontrássemos até ao próximo ecoponto (desconfio que ele não entendeu, mas pronto), acho que ainda apanhamos umas doze, e enquanto eu ia apanhando as garrafas e empurrando o carrinho ia cantando:

Uma garrafa
Uma garrafinha
Duas garrafas para apanhar...

Porque as pessoas são porcas
Muito porquinhas
E deixam o lixo em qualquer lugar!


Com nenhum despertígio para os porcos e as porcas (animais), mas a realidade é mesmo como diz a minha musiquinha. Hoje já a cantei novamente, já não havia era garrafas para apanhar, tenho de ir para o outro lado da rua ou esperar mais uns dias.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Movimento Lixo Zero

O mês passado foi editado em Portugal o livro Desperdício Zero da autora Bea Johnson, o qual pretende mostrar como uma vida com menos lixo pode ser uma vida melhor e o que devemos fazer para tal (ainda não li o livro). Inspirando-se neste caso, a Ana do blogue Ana, Go Slowly fez um maravilhoso ficheiro em excel com várias dicas sobre produtos e hábitos que podemos alterar para reduzirmos o nosso lixo. Podem consultar a publicação onde explica o que a fez tomar esta iniciativa ou consultar directamente o ficheiro excel, o qual está partilhado na rede e é editável por todos (podem incluir as vossas dicas).

Além do ficheiro, gostaria também de vos convidar a fazer parte do grupo de facebook Lixo Zero Portugal, no qual partilhamos dicas, conhecimentos e ideias sobre como reduzir o nosso lixo, pelo bem de todos.

Imagem retirada de https://plataformaituiutabalixozero.wordpress.com/category/plataforma-ituiutaba-lixo-zero-2/

Claro que nem todos temos de chegar ao objectivo de lixo zero, eu estou bem longe dele, no entanto é dia-a-dia que caminhamos para essa meta. É com pequenas acções que chegamos lá ou quase lá. Vamos começar hoje?

Pense: Quanto lixo consumiu hoje?

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Boas práticas: pastilhas elásticas e beatas de cigarros

Nas publicações mais recentes falei sobre questões relativas às pastilhas elásticas e às beatas dos cigarros, nomeadamente o problema de serem deixadas em meio natural ou em meio urbano. Mas hoje na página de  facebook Lisboa, capital europeia do lixo (convido-vos a gostarem da página, é sempre bom sabermos o que se passa nas nossas ruas) foi publicada uma fotografia da cidade de Guimarães, a qual pelos vistos tem Papa-Chicletes e EcoPontas.

Imagem retirada de https://www.facebook.com/lisboacapitaldolixo/photos/a.206767729400310.49860.206762056067544/1086916564718751/?type=3&theater

Entretanto fui pesquisar e encontrei esta notícia Guimarães instala Papa-Chicletes e EcoPontas para eliminar resíduos do chão que explica o seguinte:

" Câmara Municipal de Guimarães apresentou o “Papa-Chicletes” e o “EcoPontas”, duas novas estruturas de mobiliário urbano que pretendem contribuir para a redução de chicletes e pontas de cigarro atiradas para o chão, dois dos resíduos mais encontrados nas praças e ruas da cidade. O processo de reciclagem a que serão submetidos, posteriormente, permitirá a sua conversão e valorização científica, transformando-os em novos produtos disponíveis para a comunidade, desde a formação de novos plásticos ou de papel, passando pela energia ou agricultura."

Já é uma boa notícia saber que estes resíduos não vão para ao chão, ainda é melhor saber que vão ser valorizados e não simplesmente deitados no lixo comum e posteriormente em aterro. Uma excelente iniciativa que devia ser imitada por todos os municípios do país.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Fuma? Pense...

Sabem quantas beatas eu tenho varrido nos últimos dias? Nem eu sei, mas muitas, muitas mesmo. Mas são ainda mais as que ficam na natureza. Vamos continuar a deixar beatas em todo o lado?

Imagem retirada de https://www.facebook.com/1MillionWomen/photos/a.10150203177785393.430331.211657000392/10157647414310393/?type=3&theater

domingo, 2 de outubro de 2016

Apanhar lixo no oceano

Ontem fui ver o Pôr-do-Sol à praia, aproveitei, tirei um saco reutilizável da mala e apanhei umas quantas garrafas de plástico, algumas que já pareciam ter ido e vindo com a maré. É romântico, não é? Ver o Pôr-do-Sol e apanhar lixo. Infelizmente foi só o da praia, para o lixo do mar preciso do que se segue.


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Falta de civismo: Portugal não é só teu

Há muitos anos havia um programa na televisão chamado Portugal não é só teu (podem ver aqui um episódio), basicamente o programa mostrava situações de falta de civismo com o lema: Portugal é de nós todos, Portugal não é só teu.

Parece que já se passaram muitos anos, mas a falta de civismo continua. E eu continuo a denunciá-la. Isto tira-me do sério, o lixo perto da minha casa é tanto, mas tanto, que às vezes chego a perguntar-me se é possível:

"É possível que a Junta de Freguesia não veja?"
"É possível que a Câmara Municipal não veja?"
"É possível que os cidadãos gostem de viver nesta imundice?"

Pois, não sei. Mas sei que o Monte de Caparica tem uma enormidade de lixo que é uma vergonha. Já falei disso em O lixo perdido no Monte de Caparica, Almada e em Na minha rua... o caixote de lixo indiferenciado, mas tenho de falar novamente.

É que desta vez, num descampado que tenho perto de casa (um terreno daqueles que espera há anos por um projecto ou será pel'O projecto) existe um verdadeiro "nascer" de objectos inesperados. O que aconteceu é que o terreno tinha muita erva, bastante alta, a erva foi cortada e deixou à vista o lixo todo... e não é pouco.

Uma impressora...

Imagem própria

Um ovo de bebé (está mais distante)...

Imagem própria


Um garrafão com qualquer líquido lá dentro (gasóleo, gasolina, óleo, quem saberá?)

Imagem própria

Isto para não falar da imensidão de plásticos já partidos em imensas partes

Imagem própria

E já quando se vem do descampado para a minha casa, não é que alguém se lembrou de deixar, ali na rua, pedaços de um ESTORE... (ainda hoje fui deitar um pedaço de estore no lixo)

Imagem própria
Nisto de encontrar lixo no chão, admito que ainda consigo ser surpreendida... desagradavelmente surpreendida. Eu pergunto sinceramente:

Como é que há pessoas que são capazes de deixar o lixo assim em qualquer lugar?
Será que gostam de ver a rua onde passam neste estado? 
Será que gostam de viver num sítio assim?



quarta-feira, 14 de setembro de 2016

21ª campanha de reciclagem de radiografias

Começou ontem, dia 13 de Setembro, a 21ª campanha de reciclagem de radiografias promovida pela AMI (Assistência Médica Internacional). Nesta iniciativa pode entregar em qualquer farmácia as suas radiografias com mais de cinco anos ou sem valor de diagnóstico. Poderá entregar as radiografias até dia 4 de Outubro.

Ao entregar as suas radiografias estará a reciclar um material poluente, dando-lhe o destino adequado e salvando a prata que é um material valioso (ao reciclar estes materiais, não se esqueça que está a contribuir para a menor necessidade de extracção de novos minérios e consequentemente para uma maior sustentabilidade) e ainda ajuda a AMI na sua missão.

Imagem retirada de http://www.cm-arganil.pt/noticias/ambiente-e-saude/21a-campanha-reciclagem-radiografias-ami/

Já agora, se for à farmácia aproveite e deixei lá os seus medicamentos fora de validade, há imenso tempo que estou para referir isto, todos os medicamentos que não usa devem ser entregues na farmácia para que tenham o destino adequado, não devem ser colocados no lixo comum. Para mais informações sobre o tema consulte o site da valormed.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Breves: ser ecológica e as visitas

Alguém adivinha o motivo ecológico que me faz gostar de receber visitas em casa?

É que assim tenho a certeza que os seus resíduos vão ser triados e depois vão para a reciclagem. E eu recebo em casa muita gente que não faz reciclagem diariamente, logo é um verdadeiro ganho ambiental, eheh, quero crer nisto.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Copos descartáveis: o rescaldo de uma festa de aldeia

Lembram-se das minhas publicações Verão: festas, festivais e lixo no chão e Super Bock Super Rock e o Ecocup? Hoje volto à temática dos copos descartáveis em festas de Verão, mais precisamente para fazer um espécie de balanço da festa da terra do meu marido, na qual ele foi festeiro este ano.

A festa começou na 6ªfeira, dia 12 de Agosto e acabou ontem, dia 16 de Agosto e como podem calcular foram gastos milhares de copos de plástico. Se não têm ideia de quantos, vejamos, foram vendidos 60 barris de cerveja, os quais têm uma capacidade de 50 litros cada. Cada copo leva 25cl, por isso por cada litro de cerveja são utilizados 4 copos. Então 60*50*4=12000.

Doze mil copos numa festa relativamente pequena, imaginem numa festa grande, e isto são só contas de copos de cerveja, não nos podemos esquecer que havia outras bebidas a vender, embora a sua venda seja quase residual.

Este ano, eles tiveram a ideia de incentivarem as pessoas a porem os copos à volta de um mastro. Claro que a ideia é um bocadinho naquele sentido de se gabarem do que se bebeu na festa (não gosto muito destas gabarolices), mas também para não terem tanto trabalho a varrerem e limparem o recinto da festa. Achei uma boa ideia, ao menos incentivaram as pessoas a não deixarem os copos no chão (embora claro que muitos ficaram no chão, nas ruas da aldeia e nos terrenos agrícolas). Todavia, passei agora por lá e já tinham tirado os copos e posto todos no caixote do lixo comum. Tipo!!! A sério???? Plástico tão bem separado e põem no lixo comum, mesmo com um plasticão à porta... A falta de consciência ambiental é algo que não compreendo. Do mal, o menos, acredito que este ano, pelo menos os copos que ficaram à deriva foram em muito menor número.

Imagem própria

Imagem própria

Sabem quantos resíduos foram separados nesta festa para a reciclagem? Nenhum! Foi tudo para o lixo comum. Há coisas incompreensíveis para mim, eu bem que tentei incentivar o meu marido para que tivessem contentores de separação do lixo, mas a resposta dele foi qualquer coisa como "ninguém está para isso". Cuidar do bem comum nunca é muito valorizado. A minha esperança é que alguns destes copos que já estão triados acabem por ser salvos antes de ir para aterro. Afinal há locais onde mesmo o lixo comum passa por uma triagem e ainda aproveitam alguns resíduos. Pelo menos estes copos não estão todos partidos no meio da natureza como costuma acontecer.

E quero relembrar novamente o número: 12 000 copos numa festa de aldeia. Imaginam quantos copos se deitam fora em todas as festas de aldeia por este país fora, por este mundo fora? Quando usarem um copo descartável, lembrem-se que o custo ambiental dele é muito superior aos cêntimos do seu preço (sim, os copos de café na minha loja também).

No meu caso pessoal, as duas garrafas de água e a lata de ice tea que bebi na festa trouxe-as comigo, pelo menos trato do meu lixo, e ainda, salvei umas quantas tampinhas.

E só mesmo para acabar:
  • Ponto 1 - se fizerem uma festa, sigam o exemplo deles e incentivem as pessoas a separar os copos, poupa trabalho e o ambiente, mas já agora, depois ponham-nos no contentor amarelo;
  • Ponto 2 - ao menos a loiça utilizada nada era descartável, foram sempre pratos de loiça ou inox, acho que agora estão a lavá-los.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Viva as fraldas de pano (oito meses depois)

Imagem própria

Falta um semana para o Luís completar nove meses e aqui continuo à volta das fraldas de pano, com os meus altos e baixos. A boa notícia é que parece que  isto está a correr melhor, sobretudo porque me lembrei (porque não experimentei antes?) de usar as pré-dobradas como absorventes. A questão é que o meu Luís faz muito xixi e com dois absorventes, passado pouco tempo a fralda fica encharcada (neste momento está a dormir com uma fralda com dois absorventes e já a sinto húmida). Seja que tipo de absorvente for, microfibra, cânhamo, bambu, bem se forem os dois de microfibra ainda é pior.

Depois lembrei-me que tenho uns absorventes em cânhamo que se dobram ao meio da B´bies (ver imagem abaixo). Com um absorvente deste mais um absorvente dos outros, já começou a correr melhor. Mas só passado uns dias é que me lembrei de experimentar as pré-dobradas (ver imagem abaixo) como absorventes e é fantástico. Assim, juntando uma pré-dobrada e um absorvente dos outros, a fralda resulta mesmo bem, até porque é um rabiosque cheio de camadas de absorção.

Absorventes de cânhamo
Imagem retirada de http://www.bientot-maman.fr/content/6-fonctionnement-de-la-couche-lavable

Fraldas Pré-dobradas
Imagem retirada de http://www.mita.pt/pages/onde_comprar

O problema é que tenho poucas pré-dobradas e poucos absorventes duplos de cânhamo, então volta e meia tenho de usar dois absorventes normais e a fralda não aguenta tanto. Acho que tenho de comprar mais fraldas pré-dobradas.

Outra coisa que mudei foi a limpeza das fraldas. Ao contrário do que dizem as"regras", quando tiro a fralda ao Luís passo-as por água para tirar o máximo do xixi. O cheiro das fraldas sujas dentro do saco (ainda por cima com calor) era algo que eu não estava a gostar e decidi seguir o conselho da minha sogra, não as deixo de molho, mas passo-as por água.

Por falar na minha sogra, ela está fã das fraldas de pano, ela já gostava da ideia, mas quando foi comigo ao encontro da semana de aleitamento materno e percebeu que eu não sou a única a usar fraldas de pano (nesse dia o Luís tinha uma descartável) ficou mesmo super animada. Tanto que agora estou a passar uns dias na casa dela e o Luís tem usado só fraldas de pano.

O que me chateia é que agora que isto parece estar novamente no melhor caminho, vamos de férias. E em férias longe de casa, sem máquina de lavar, acho difícil usar fraldas de pano (não é que seja impossível). Mas o objectivo não é passar as férias a lavar fraldas à mão. E depois o Luís vai para a creche e aí também não aceitam fraldas de pano, nem toalhitas. Isso é que vai ser produzir lixo a sério. Mas bem nove meses quase exclusivamente de toalhitas de pano e nove meses com bastante uso de fraldas de pano, já não me parece mal de todo. Em casa, posso sempre continuar a usar estes produtos mais ecológicos.

E já agora, hoje no café, estava o meu Luís com uma fralda de pano e um senhor que eu conheço, pensou que ele tinha uns calções, depois quando lhe dissemos que era fralda, ele disse "Ah é uma boa ideia, pelo menos não fazem tanto lixo". Devo confessar que os meus olhos até brilharam de alegria pelo comentário.

Fraldas de pano Urra! Às vezes tenho vontade de comprar mais, algumas de melhor qualidade do que aquelas que tenho. Mas se o meu objectivo é ser ecológica e se as que tenho chegam, acho que não faz muito sentido (sem contar com as pré-dobradas que preciso para usar como absorventes). Quando tiver outro filho, espero bem ter, como já tenho algum stock, já posso investir noutras melhores.

domingo, 14 de agosto de 2016

Amanhã, Tomorrow, Morgen, Demain, Mañana, Domani

Amanhã, o dia depois de hoje. Amanhã pode ser também todos os dias depois de hoje, o futuro.

Se a nível individual acho que devemos centrar a nossa vida no presente, a nível global o nosso olhar tem de estar no futuro.

Nesse sentido e para partilhar convosco uma mensagem de esperança (mesmo quando o futuro parece catastrófico) quero sugerir-vos o documentário Amanhã ou no título original Tomorrow.


O documentário está em exibição no cinema, fui vê-lo na semana passada e é bastante interessante. Aborda os problemas de sustentabilidade do mundo, mas transmite sobretudo uma mensagem de esperança, uma vez que dá a conhecer acções e visões de várias pessoas pelo mundo que ajudam diariamente o ambiente e a comunidade. Acho que a mensagem que passa é a seguinte, o futuro irá ser catastrófico, mas antes disso há muito que podemos fazer.

Tenho pena que o documentário não foque tanto como eu gostaria o consumo excessivo, mas a verdade é que mostra formas de como podemos consumir menos e isso é essencial.

Infelizmente como tudo o que é bom e interessante não tem projecção, em Portugal, o filme apenas se encontra em exibição em Lisboa no Medeia Monumental (pelo menos foi o que conclui da minha pesquisa). Mas se conseguirem vejam, vale a pena, adorei sobretudo a parte da permacultura, da moeda local e do lixo, quer dizer, no fundo adorei tudo.


Se a palavra amanhã estiver mal escrita em alguma língua é culpa do google tradutor.

sábado, 6 de agosto de 2016

Resultado do passatempo - Dormir Nú é Ecológico

No passado dia 11 de Julho lancei este passatempo, o qual tinha como prémio o livro Dormir Nú é Ecológico. Este passatempo tinha como objectivo inspirar mais uma pessoa para a ecologia e para a sustentabilidade. No total foram contabilizadas 43 participações, acho que não é nada mau. E o site Random.org decidiu contemplar a participação número 30. A vencedora é a leitora Sandra Maia.

Imagem retirada de https://www.random.org/

Um dos requisitos para participar era deixar na caixa de comentários, uma pequena mensagem de sustentabilidade. Aqui fica um resumo das mensagens:

  • Reduzir o consumo;
  • Reflectir sobre o nosso impacto no ambiente;
  • 3Rs: Reduzir, Reutilizar e Reciclar
  • Pensar no mundo que queremos deixar para as nossas crianças, um mundo seguro e limpo;
  • Reduzir o uso de produtos descartáveis;
  • Reutilizar a água da chuva e das cozeduras das frutas/legumes;
  • Recusar o que não necessitamos;
  • Fazer compostagem;
  • Dar um segundo uso a tudo (por exemplo, os livros escolares);
  • Separar tampinhas para acções de solidariedade;
  • Reparar o que está estragado;
  • Partilhar livros;
  • Reduzir poluentes;
  • Dar o destino adequado e legislado aos resíduos;
  • Racionalizar o consumo da água;
  • Andar a pé, de bicicleta e de transportes públicos;
  • Analisar os nossos actos e mudá-los, se queremos um mudança global;
  • Dar o exemplo com as nossas acções para inspirarmos os outros;
  • Escolher criteriosamente o que consumimos, tendo em conta a protecção ambiental e ética;
  • Colocar um programador no termoacumulador para reduzir o consumo;
  • Usar todos os resíduos orgânicos no compostor, utilizar o composto para adubar a terra;
  • Ensinar as crianças a reciclar e reutilizar.
Aqui ficam as ideias dos leitores, espero que ao participarem tenham reflectido sobre as suas acções e ao partilharem as suas ideias tenham feito os outros pensarem também.

Todos a pensarmos no que podemos fazer, rumo a um mundo mais sustentável.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Parabéns "pequeno" blogue

Hoje é um dia muito especial, faz um ano que criei este blogue. E um ano é sempre um momento de comemoração e de balanço. Afinal, estamos exactamente no mesmo sítio em relação ao Sol que estávamos quando criei o blogue, o que significa que já "andámos" muito.

Imagem retirada de http://ww1.prweb.com/prfiles/2007/08/08/43310/AYEARONEARTHLogo.jpg

Neste ano, a minha vida mudou imenso, porque além do blogue, aconteceu uma das coisas mais importantes da minha vida, fui mãe. E ser mãe muda completamente o nosso dia a dia.

O facto de ter sido mãe, e ter-me dedicado ao meu bebé, fez com que não conseguisse cumprir o objectivo de fazer uma publicação todos os dias, mas nem por isso, significa que todos os dias não tenha pensado na causa ambiental. Esta é a minha 218ª publicação, o que quer dizer que mesmo assim publiquei em mais de metade dos dias do ano.

Mas voltando ao princípio, revisitando a minha primeira publicação, comecei da seguinte forma:

"O lixo do luxo pretende ser um blogue ou qualquer coisa idêntica que tem como objectivo partilhar ideias e pensamentos sobre o lixo que inunda o nosso mundo, mas como o lixo é demasiado, a ideia será focar-me no lixo produzido diariamente, os resíduos e não noutro qualquer tipo de lixo intelectual."

Bem, ao longo deste ano, além do tema do lixo e dos resíduos, também me debrucei sobre temas ambientais em geral e, contrariamente ao que tinha dito, o lixo intelectual, quero dizer com isto que também falei sobre os problemas que identifico na nossa sociedade.

Descobri também revisitando a primeira publicação que, pelos vistos, o nome inicial que dei ao blogue foi O Lixo do Luxo, depois devo ter mudado para Tanto Lixo, Tanto Luxo. Embora nomes diferentes, o sentido é o mesmo, o exagero do consumo e o exagero do luxo.

Ao longo deste ano, o blogue foi algo que me deu muito prazer, de tal forma que sinto quase uma necessidade/obrigação de pesquisar e tomar atitudes cada vez mais sustentáveis. Tentei pesquisar, mudar (umas vezes com mais sucesso que outras) as minhas escolhas.

Em forma resumida, sem contar com a semana que tive no hospital que era um desperdício de recursos sem fim, acho que tive bastantes melhorias no meu percurso ecológico, social e pessoal.



Aspectos positivos a salientar durante este ano:
  • Comecei a usar produtos de higiene mais saudáveis e sustentáveis;
  • Recusei imensos sacos de papel e plástico (ainda não recuso todos, mas melhorei muito);
  • Penso muito mais antes de comprar qualquer coisa, um pensamento que vai desde as matérias-primas utilizadas, aos processos de fabrico, etc, etc (nem sempre cumpro tudo à risca, mas tento);
  • O meu bebé até agora usou sempre (quase, quase sempre) toalhitas de pano;
  • Tornei-me uma pessoa mais solidária, ajudei mais o próximo;
  • Apanhei muito lixo na rua (mas ainda devia apanhar mais);
  • Enviei muitos emails a alertar para as causas ecológicas;
  • Reutilizei muitos materiais para fins diferentes daqueles para que foram produzidos;
  • Repensei o tipo de roupa que devo utilizar (mas só a partir da que compro nova, não vou deixar de usar a que já tenho);
  • Empenhei-me, ainda mais, na separação de resíduos, por exemplo a roupa também é toda dividida;
  • Tento alertar as outras pessoas para as preocupações ambientais, nem sempre com sucesso.
  • Deixei praticamente de consumir leite de vaca (ando há imenso tempo para escrever sobre o assunto, mas ainda não o fiz).

Aspectos negativos a salientar durante este ano: 
  • A minha utilização de fraldas de pano tem sido intermitente ao contrário do que eu pretendia (sinto-me mesmo mal com isto);
  • Continuo a consumir muito mais carne e peixe do que aquilo que acho que devia consumir.

Metas para o próximo ano: 
  • Reduzir o meu consumo de carne e peixe;
  • Reduzir o lixo que faço;
  • Reutilizar mais produtos em vez de os comprar;
  • Apanhar mais lixo e alertar mais as pessoas e instituições sobre as problemáticas ambientais;
  • Continuar a ler e a pesquisar sobre assuntos que ainda não sei muito para conseguir melhorar o meu impacto no ambiente.

E é assim! Feliz aniversário ao Tanto Lixo, Tanto Luxo e que venha aí mais um ano com menos resíduos. Só uma ressalva, este blogue é um espaço de partilha constante, dessa forma a minha opinião e práticas estão sempre a evoluir, devido ao conhecimento adquirido e às mudanças diárias da nossa vida. Por este motivo, uma publicação é a minha verdade no momento em que foi publicada, não significa que continue a pensar exactamente da mesma forma. Afinal, a nossa vida é uma mudança e aprendizagem constante.

Desafio para os leitores:


Agora que as pessoas andam alucinadas com o jogo Pokemon Go, quer jogue, quer não jogue, lanço o desafio para jogarem o Tampinhas Go. É fácil, quando forem nas ruas e virem tampinhas no chão, apanhem-as (falei das tampinhas aqui) é uma boa acção para com o ambiente e para com as pessoas que necessitam. Uma pequena acção que ajuda a limpar e que ajuda alguém que necessita.

Hoje acaba o passatempo que está a decorrer no blogue. Brevemente será anunciado o vencedor, mas ainda podem participar.

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