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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Água - fonte de vida (cada vez menos)

A água é provavelmente o recurso natural mais importante que existe. É-nos essencial. Podemos viver sem tudo o resto, mas a água não pode faltar. Não é por acaso que as antigas civilizações começaram todas perto de grandes rios, porque precisavam de água e porque os solos em leito de cheia estavam carregados de nutrientes o que permitia uma agricultura fértil (antes de se porem os adubos, pesticidas e herbicidas).

Muitos desses solos com o avançar dos tempos e do crescimento das cidades foram sendo urbanizados. Em Portugal, alguns dos solos mais férteis, caso da região da Grande Lisboa estão todos ocupados por aglomerados urbanos, mas a isso não há volta a dar. Mas também não é disso que pretendo falar.

Nós gastamos muita água, acho que mesmo quem se preocupa em poupa-la, gasta imensa, porque o abrir da torneira se tornou um gesto demasiado banal. Acho que só damos conta de quantas vezes o fazemos quando nos falta a água em casa.

Portugal é um país muito rico em recursos hídricos, com destaque para o Minho e partes do Pinhal Interior, onde as nascentes se multiplicam. Se formos a ver, a água sim é uma verdadeira riqueza para um país, mais que o ouro, os diamantes ou o petróleo, mas parece que ninguém se dá conta disso.

Se gastássemos muita água e não a poluíssemos, o problema não seria tão elevado. Mas, gastamos muita água, poluímos muita água, gastamos recursos a limpar a água nas ETARs, continuamos a fazer descargas de água poluídas para os rios. Depois, assim de uma forma bem resumida, a água evapora, condensa e precipita, em muitos sítios Chuva ácida (o que se deve à poluição atmosférica) depois a água infiltra-se e os solos que são excepcionais filtros de água, nem sempre conseguem filtrar tudo, e isto é um ciclo que nunca mais acaba.

O planeta tem capacidade para absorver os nossos erros e corrigi-los, apenas não o consegue fazer à velocidade que nós os cometemos.E por mais que o conhecimento avance, não paramos de cometer erros, cada vez mais.

Olhem estas notícias de dois rios bem nossos conhecidos: Metais pesados acima do recomendado no rio Zêzere junto às minas da Panasqueira e Tejo, o rio perdido.

Devemos poupar água, tentar polui-la menos e reaproveita-la quando é possível. Não reaproveito muita água, mas tento sempre reaproveitar a água onde cozo os alimentos, onde os lavo e onde esterilizo os fracos. Normalmente, deixo a água arrefecer de um dia para o outro para regar as plantas, a água da cozedura dos legumes é especialmente boa porque fica com os nutrientes dos alimentos. Ás vezes também reaproveito a água de cozer peixe, mas não tenho a certeza se o devo fazer.

Outra coisa, tenho por hábito ver se os ovos estão em bom-estado, essa água como é limpa costumo guardar para o ferro de engomar.

E ainda uma coisa que não faço, mas sei que devia fazer é aproveitar água da chuva, quer dizer acabamos sempre por aproveitar a que cai no momento, uma vez que se infiltra logo no solo, mas sempre seria possível aproveitar mais alguma.

Claro que antes de reaproveitá-la, um passo essencial é reduzir o seu consumo, ter atenção às torneiras, se estas pingam, não as deixar a correr. Ter atenção ao autoclismo, será sempre necessário despejá-lo? Bem quer dizer, também não estou a sugerir que acumulem coisas infinitas lá dentro, não convém.

O ciclo da água

Imagem retirada de http://explorarasciencias.yolasite.com/5%C2%BA-ano-cn-%C3%A1gua.php

O ciclo da água quando é contaminada pelas actividades humanas

Imagem retirada de http://explorarasciencias.yolasite.com/5%C2%BA-ano-cn-%C3%A1gua.php

Nisto há um meio termo, a contaminação é elevada, mas a existência de ETAs (Estação de Tratamento de Águas) e de ETARs (Estação de Tratamento de Água Residuais) têm contribuído para a melhoria das condições da água. Todavia, não nos podemos esquecer que nem todas as águas são tratadas, nem em Portugal, quanto mais no mundo.

Imagem retirada de http://explorarasciencias.yolasite.com/5%C2%BA-ano-cn-%C3%A1gua.php
Por isso devemos:
- Gastar menos água;
- Reutilizar a água;
- Poluir menos a água que gastamos.

Conseguiremos na nossa vida diária fazer isto? Acho que se pensarmos nem que seja uma vez por semana nisto, ao fim de algo tempo já será alguma coisa.

Por fim, para as pessoas que me dizem que utilizar produtos descartáveis é melhor porque não se gasta tanta água. Nunca podemos ver somente a água que gastamos em casa, o fabrico de novos produtos gasta uma imensidão de água, muito superior à que utilizamos para lavar um produto idêntico.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Solarizar a Grécia

Isto já tem alguns meses, mas só agora vi esta notícia Solarizing Greece is way out of the crisis. Basicamente a pretensão da Greenpeace é aproveitar a energia solar na Grécia como forma de impulsionar a saída da crise.

Realmente não se compreende muito bem porque actualmente com a quantidade de energias renováveis existentes, ainda continuamos, nós, os gregos e quase toda a Europa a ser dependente das energias fósseis, as quais não temos. Porquê importar matéria-prima para produzir energia ou importar a energia já transformada, se temos tantos recursos. Isto sem contar que os combustíveis fósseis além de não serem renováveis, a sua transformação liberta diversos gases com efeito estufa. Até parece que há interesses mundiais para que continuemos a ser dependentes destas formas de energia.

Segundo a Greenpeace, a "solarização" da Grécia permite:
- Poupar milhões em importações de energia;
- Potencializar o crescimento sustentável;
- Voltar a dar poder às pessoas, as quais podem produzir a sua própria energia e vendê-la (o que é possível em Portugal).


Em Portugal, segundo as facturas da EDP, as fontes de energia (dados de 2014) com distribuição na rede são:
- 54,8% - energia eólica
- 12,7% - energia hídrica
- 10,7% - energia de cogeração fóssil
- 9% - outras energias
- 6,7% - energia de outras fontes renováveis
- 6,1% - carvão

Como podemos ver as energias renováveis em Portugal encontram-se em posição de destaque. Gostaria de perceber é porque é que as belas barragens com tantas outras desvantagens ambientais não fazem com que a energia hídrica ainda assuma maior destaque. Será que afinal a produção de energia pelas barragens não é assim tão importante? A verdade é que as infra-estruturas para a produção de energia eólica e solar não me chateiam nada e as de energia hídrica, dependendo do contexto já é outra história.

Seria, ainda, interessante saber qual a contabilidade de energias renováveis utilizadas sem ser por distribuição na rede. Cá em casa, apenas temos a iluminação do quintal por energia solar, mas é algo um bocado amador, mas já é uma ajuda para nós e para o ambiente.

Para terminar e ao fim de tantos anos, finalmente passei na Amareleja e vi a sua bela central solar fotovoltaica. Vamos "solarizar" mais um bocadinho o Alentejo? Vá lá...

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Vidro - o meu material preferido

Quando fiz a postagem sobre o cartão, O cartão e a China, referi que as minhas embalagens favoritas são as de vidro. Acho o vidro um material fantástico. Existem vários tipos de vidros, mas aqui vou considerar o vidro das embalagens (frascos, garrafas e potes) e os vidros domésticos (copos, taças, tigelas).

O vidro é feito de areia, a qual é extraída da natureza, o que causa muitas vezes problemas ambientais, uma vez que a extracção de areia em excesso, quer do leito dos rios ou do solo propriamente dito, pode contribuir para a alteração do solo, diminuição de vegetação, entre outros problemas. Além disto, o vidro tem outro problema já que não se decompõe de forma natural, a decomposição do vidro pode levar até 1 milhão de anos, na verdade nem se sabe muito bem quanto tempo pode demorar o vidro a decompor-se, é como se fosse eterno.

Então se o vidro tem estes problemas porque gosto tanto dele? Exactamente porque é quase eterno.

A utilização de vidro é quase infinita, a não ser que se parta. Ao escolhermos embalagens de vidro podemos reduzir bastante a utilização de novas embalagens, uma vez que podemos reutilizar as embalagens de vidro para o mesmo fim ou para outros fins. Além disso, a reciclagem do vidro é muito mais eficiente que a reciclagem de qualquer outro material.

O vidro é um material ideal para a reciclagem, uma vez que pode ser infinitamente reciclado (o que não acontece nem com o papel, nem com os plásticos), a quantidade de vidro velho a reciclar vai permitir produzir novamente a mesma quantidade de vidro novo. Com a vantagem que a reciclagem de vidro gasta muito menos energia e água do que se fazer vidro novo.

O vidro é também um material ideal para reutilizar, ao contrário do plástico que com o tempo se vai modificando e libertando toxinas, o vidro é inerte. Basta lavar e o vidro está como novo. Por isso acho óptima a ideia de garrafas com tara, as quais existem cada vez menos (não era suposto que as preocupações ambientais fizessem com que a garrafas com tara fossem cada vez mais usados?), haverá coisa melhor que as próprias empresas produtoras de bebidas voltarem a encher as mesmas garrafas sem necessidade de as reciclar?

Depois nós próprios a nível doméstico podemos reutilizar eternamente as nossas embalagens de vidro. Cá em casa costumo guardar os frascos, nos quais guardo compotas, conservas, ervas aromáticas, sementes, etc, etc. Os frascos também são óptimos para outras arrumações, botões, parafusos ou simplesmente para fazer porta canetas (os da loja são antigos frascos de doce). Relativamente às garrafas não as reutilizo tanto, a maioria acaba na reciclagem, mas vou sempre guardando algumas nas quais o meu namorado engarrafa algum vinho que lhe dão. Também reutilizo muitas vezes as garrafas de azeite ou groselha para guardar óleo de fritar batatas que tenha sido utilizado uma vez (acho mais seguro guardar em garrafas de vidro do que de plástico).

Com frascos e garrafas também se podem fazer excelentes peças de decoração, mas confesso que não costumo fazer.

Basicamente estas são as razões porque prefiro embalagens de vidro. Cá em casa, as embalagens de vidro que costumamos comprar são: alguns enlatados (enfrascados neste caso); vinho; cerveja; água com gás; groselha; azeite (as garrafas de plástico de azeite não me convencem). E eventualmente algum doce ou polpa de tomate (raramente tenho de comprar estas coisas porque faço-as).



Alguns dos frascos que tinha há uns tempos na minha arrecadação
Imagem própria

No que toca ao meu stock de frascos de vidro, ao início foi complicado arranjar frascos, andei a pedir a toda a gente. Até que o meu tio que tem um restaurante começou a guardar frascos e pronto, agora tenho sempre uma imensidão, de tal forma que por vezes tenho mesmo de deitar uns para a reciclagem que já não tenho onde os guardar. Por isso se alguém precisar de frascos, fale comigo.

Relativamente aos vidros domésticos, os quais não podem ir para a reciclagem de vidro, infelizmente, também têm a minha preferência. Neste além dos copos e jarros que acho que todos normalmente usamos, adoro caixas de guardar alimentos de vidro. Porque mais uma vez são inertes, sempre impecavelmente limpas e sem problemas de libertar toxinas. Além disso tanto são boas caixas para guardar restos no frigorífico como para ir à mesa ou mesmo ao micro-ondas (eu não gosto muito de utilizar este electrodoméstico, mas com materiais plásticos nunca utilizo mesmo).

E pronto aqui está o meu material preferido para embalagens. Comprem embalagens de vidro, reutilizem-nas e depois reciclem-nas. Mas por favor não as ponham no lixo comum, nem as larguem por aí na natureza.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

O cartão e a China

O meu primeiro trabalho foi numa empresa de estudos ambientais, o que tem muito mais que ver com a minha formação do que qualquer outra coisa que eu tenha feito depois. Um dos trabalhos em que participei foi para a empresa EGEO - Tecnologia e Ambiente que é basicamente um gestor de resíduos. Este trabalho possibilitou-me conhecer várias instalações de triagem e tratamento de resíduos, desde os mais banais, por assim dizer, aos resíduos perigosos. Um mundo desconhecido para a grande maioria das pessoas e que para mim continua a ter muito que descobrir.

Mas houve algo que eu nunca mais esqueci e não tem nada a ver com o processo da triagem ou reciclagem propriamente dita. Estávamos no meio dos fardos de papel e cartão quando quem nos estava a fazer a visita guiada perguntou se sabíamos para onde ia quase todo aquele cartão. O resíduo é recolhido por eles, mas depois é vendido a quem o vai voltar a transformar em novo produto. Como não sabíamos, o senhor explicou-nos que grande parte seria exportado para a China. Fiquei algo incrédula. Isto não significa que a grande parte do cartão recolhido em Portugal seja exportado para a China, isso não sei, mas naquele caso concreto pelo menos parece que sim.


O senhor percebeu a nossa admiração e disse-nos "Se a China é a grande produtora mundial são eles que mais precisam de ter novas embalagens para os seus produtos". Se formos a ver tem bastante lógica.

Mas a minha questão é: Se exportamos os nossos resíduos para o outro lado do mundo para serem transformados em novos produtos isto também não contribuí grandemente para o aumento de mais resíduos e gastos em transporte e energia. Acho que sim. Seja como for, acho que mais vale se reciclar o papel e cartão do que não se reciclar, mas podia ser um bocadinho mais perto.

As embalagens de papel e cartão são das minhas preferidas, já que é uma matéria-prima renovável e biodegradável, acho que melhor que este tipo de embalagens só mesmo as de vidro. Quem se interessar pelo Ciclo do Papel pode ler esta pequena explicação O ciclo da vida do papel assenta essencialmente nas 7 etapas abaixo descritas

A desvantagem do papel relativamente ao vidro é que a sua reciclagem não é infinita, ou seja a reciclagem das fibras recuperadas é limitada, não se podendo reciclar as fibras mais que 4 a 6 vezes. Por isso será sempre necessário, utilizar fibras virgens (até porque melhora a qualidade de algum papel), mas se reciclássemos todo o papel e cartão que consumimos já imaginaram a quantidade de fibras virgens que pouparíamos. Isto para não falar de água e energia utilizada na transformação de matérias-primas virgens, sempre superior à das matérias-primas recuperadas.

O grande motivo de alegria relativamente ao papel é que actualmente a grande maioria do papel que utilizamos diariamente já tem um grande percentagem de fibras recuperadas. Embora para mim nalguns usos poderia ser papel 100% composto de fibras recuperadas.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Caixas de ovos: papelão ou plástico?

Como já referi algumas vezes, nós temos ovos cá em casa, aliás temos tantos que normalmente damos às pessoas que conhecemos. Quer dizer, no Verão damos muitos, no Inverno há sempre menos galinhas a pôr, por isso normalmente são apenas para o nosso consumo.

Assim, como devem calcular senão compro ovos, não tenho o problema de que caixa de ovos devo escolher. As pessoas costumam guardar e dar-nos as suas caixas de ovos e nós reutilizamos, voltando muitas vezes a dar-lhes cheias.

No outro dia apareceram cá em casa umas caixas de ovos de plástico, eu fiquei a olhar e bem cumprem a sua função guardar ovos. Mas não entendo o porquê de se utilizar caixas de plástico. Porque no meu entender a caixa de cartão é um produto perfeito para guardar ovos, primeiro o papelão pode ser reciclado (sim o plástico também) e é biodegradável. Em segundo lugar, eu quero acreditar que grande parte das embalagens de ovos de papelão já são feitas com recurso a cartão reciclado.

O plástico além de ser proveniente de uma matéria-prima não renovável, o petróleo, é muito mais difícil de reciclar. O processo de reciclagem do plástico é bem mais complicado, tal como a sua separação, uma vez que há uma imensidão de tipos de plástico.

Reciclagem de papel/cartão

"O processo inicial da reciclagem dá-se na separação do lixo do papel, de seguida existe um banho de detergentes e solventes para retirar a tinta. O papel é transformado numa pasta. As impurezas são removidas com uma série de lavagens. Depois a pasta é misturada com cloro, que a torna branca." (in http://www.goncalves-marques.pt/reciclagem-de-papel-e-cartao-reciclamos-papel-e-cartao.html)

Reciclagem de plástico (já depois da sua divisão por tipo)

"Para se reciclar o plástico, é preciso separar, moer e lavar o material, secar com batedores e sopradores (que farão uma secagem parcial) e depois com aglutinadores (que farão a secagem definitiva). Depois esse material será fundido, resfriado, granulado e transformado, enfim, em matéria-prima." (in http://www.goncalves-marques.pt/reciclagem-de-plastico-fazemos-reciclagem-de-plastico.html)


Por isto tudo, as caixas de ovos de cartão parecem-me muito mais sustentáveis, embora nesta notícia, Retalhista inglesa troca cartão por plástico nas caixas de ovos, leve a crer o contrário. Mas bem não fiquei convencida. Será que alguém me convence?

Eu até percebia que se escolhesse embalagens de plástico se estas protegessem mais os ovos, mas pela minha pequena experiência em caixas de ovos plásticas, acho que as caixas de papelão protegem muito mais. Até parecem que têm uns pequenos amortecedores. 


Logo penso que as caixas de cartão continuam a ser as que protegem melhor os ovos e são mais sustentáveis. Além disso, se procurarem pela internet são muito boas para fazer trabalhos manuais, há imensas coisas que se podem fazer com estas caixas.

domingo, 23 de agosto de 2015

Madeira - o caso das molas de roupa

Gosto de artigos em madeira, tudo o que possa ser em madeira em vez de plástico tem a minha preferência. Assim, se for comprar utensílios para a cozinha e a escolha for entre plástico e madeira, escolho as colheres de pau e as tábuas de madeira, etc. Se precisar de comprar cabides para a roupa, compro de madeira também, embora não compre há imensos anos.

Os produtos de madeira são feitos de uma matéria-prima renovável, as árvores felizmente mesmo sendo cortadas crescem durante a vida de uma pessoa (claro que depende do tipo de árvore e não estou a falar de eucaliptos). Além disso a madeira é biodegradável, se a deixarmos abandonada na natureza, esta encarrega-se de a desfazer sem que para isso demore centenas de anos. Além disso, quem usa aquecimentos que usem lenha pode sempre pôr lá a velha colher de pau (não tenho a certeza das vantagens e desvantagens ambientais de uma lareira, por isso não posso entrar por aí).

Os produtos de plástico são feitos a partir de petróleo, recurso não renovável. O qual, no caso de Portugal nem existe em território nacional, mas a nossa dependência do petróleo é algo incrível. Além disso, o plástico não é biodegradável, embora se parta muitas vezes em pedaços minúsculos devido por exemplo à exposição solar e vá poluir os solos e mares pelo planeta fora, sem contar com os problemas associados à ingestão destas pequenas partículas plásticas por alguns animais. Além disso existem imensos tipos de plásticos, nem todos fácil e viavelmente recicláveis. Depois ainda há aquela história da libertação de dioxinas e substâncias cancerígenas por alguns plásticos, não é uma coisa em que eu pense muito, nem sequer deixo de usar algo de plástico por isso, mais é mais um motivos para escolher matérias-primas como a madeira e em outros casos o vidro.

Acho que isto já são razões suficientes para preferir comprar produtos de madeira.

Mas o que eu queria falar realmente são das molas de roupa de madeira, há uns anos decidi comprar apenas molas de madeira (é raro comprar molas, mas quando é necessário, a minha escolha recai sobre a madeira). Decidi por um motivo simples, a madeira é biodegradável, se uma mola cair no quintal e for parar ao solo não vai daí grande problema. E não se partem aos bocadinhos como algumas molas de plástico deixando aquela particulas minúsculas que a seguir podem ser comidas pelas minhas galinhas.

Claro que me disseram que as molas de madeira deixam marcas na roupa e não sei o quê. Bem até hoje ainda nenhuma mola de madeira me estragou nenhuma peça de roupa, logo ainda não entendi ao que as pessoas se referem. Se uma mola começar a estar demasiado velha e com bolor que possa manchar a roupa, ponho-a de parte.


Imagem retirada de https://pt.wikipedia.org/wiki/Prendedor

Obviamente como em tudo, não deixei de utilizar as molas de plástico que tenho cá em casa, as quais ainda continuam a ser maioritárias. Aliás quando ando na rua e vejo alguma mola de roupa, seja plástico ou madeira, que caiu de algum estendal costumo apanhá-las. É isso, se uma mola está abandonada na rua a fazer mais lixo na via pública, o melhor sem dúvida é apanhá-la e reutilizar.

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