sábado, 17 de setembro de 2016

Semana europeia da mobilidade e as pessoas de mobilidade reduzida

Começou ontem, dia 16 de Setembro a 15ª Semana Europeia da Mobilidade, a qual traz muitas actividades a diversos municípios portugueses. Este ano, o tema-chave é a mobilidade sustentável e inteligente, considerando que uma mobilidade inteligente promove uma economia forte (ler mais aqui). Quer dizer, eles consideram que uma mobilidade inteligente promove uma economia local forte e consequentemente um melhor ambiente urbano e melhor qualidade de vida, concordo completamente.

Todavia, eu pensei nos outros, aqueles que já de si têm uma mobilidade reduzida e era sobre esses que eu queria falar. Em Lisboa, ainda é difícil para algumas pessoas se movimentarem sem a ajuda de terceiros. E quem diz Lisboa, diz o país inteiro. Actividades simples como atravessar a rua, entrar num autocarro, apanhar o metro são quase impossíveis para pessoas com mobilidade reduzida. Quantas estações de metro em Lisboa têm acesso para cadeiras de rodas? Pouquíssimas.

Pensei para esta publicação fazer um percurso fotográfico dos obstáculos que as pessoas com mobilidade reduzida encontram desde de casa até ao trabalho (como exemplo usaria o meu percurso). Mas não tive oportunidade de o fazer, talvez o faça um dia com mais calma, Mas podem ter a certeza que são muitos degraus. Quando forem para o trabalho pensem nisso, nas escadas do metro, nos pilaretes dos passeios, na rampa do barco, entre outros tantos.

Entretanto lembrei-me de um vídeo que já vi há muitos anos, não concretamente sobre a mobilidade, mas sobre as dificuldades que as pessoas com as variadíssimas deficiências encontram diariamente. Neste vídeo, nós, "os normais" somos os "diferentes". Acho que dá que pensar.




Uma mobilidade inteligente é também uma mobilidade inclusiva e só isso faz sentido. Em Lisboa foi aprovado um Plano de acessibilidade pedonal que se encontra em fase de execução. É assim, pequenas acções aqui e acolá podem fazer a diferença na vida de muita gente.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Falta de civismo: Portugal não é só teu

Há muitos anos havia um programa na televisão chamado Portugal não é só teu (podem ver aqui um episódio), basicamente o programa mostrava situações de falta de civismo com o lema: Portugal é de nós todos, Portugal não é só teu.

Parece que já se passaram muitos anos, mas a falta de civismo continua. E eu continuo a denunciá-la. Isto tira-me do sério, o lixo perto da minha casa é tanto, mas tanto, que às vezes chego a perguntar-me se é possível:

"É possível que a Junta de Freguesia não veja?"
"É possível que a Câmara Municipal não veja?"
"É possível que os cidadãos gostem de viver nesta imundice?"

Pois, não sei. Mas sei que o Monte de Caparica tem uma enormidade de lixo que é uma vergonha. Já falei disso em O lixo perdido no Monte de Caparica, Almada e em Na minha rua... o caixote de lixo indiferenciado, mas tenho de falar novamente.

É que desta vez, num descampado que tenho perto de casa (um terreno daqueles que espera há anos por um projecto ou será pel'O projecto) existe um verdadeiro "nascer" de objectos inesperados. O que aconteceu é que o terreno tinha muita erva, bastante alta, a erva foi cortada e deixou à vista o lixo todo... e não é pouco.

Uma impressora...

Imagem própria

Um ovo de bebé (está mais distante)...

Imagem própria


Um garrafão com qualquer líquido lá dentro (gasóleo, gasolina, óleo, quem saberá?)

Imagem própria

Isto para não falar da imensidão de plásticos já partidos em imensas partes

Imagem própria

E já quando se vem do descampado para a minha casa, não é que alguém se lembrou de deixar, ali na rua, pedaços de um ESTORE... (ainda hoje fui deitar um pedaço de estore no lixo)

Imagem própria
Nisto de encontrar lixo no chão, admito que ainda consigo ser surpreendida... desagradavelmente surpreendida. Eu pergunto sinceramente:

Como é que há pessoas que são capazes de deixar o lixo assim em qualquer lugar?
Será que gostam de ver a rua onde passam neste estado? 
Será que gostam de viver num sítio assim?



quarta-feira, 14 de setembro de 2016

21ª campanha de reciclagem de radiografias

Começou ontem, dia 13 de Setembro, a 21ª campanha de reciclagem de radiografias promovida pela AMI (Assistência Médica Internacional). Nesta iniciativa pode entregar em qualquer farmácia as suas radiografias com mais de cinco anos ou sem valor de diagnóstico. Poderá entregar as radiografias até dia 4 de Outubro.

Ao entregar as suas radiografias estará a reciclar um material poluente, dando-lhe o destino adequado e salvando a prata que é um material valioso (ao reciclar estes materiais, não se esqueça que está a contribuir para a menor necessidade de extracção de novos minérios e consequentemente para uma maior sustentabilidade) e ainda ajuda a AMI na sua missão.

Imagem retirada de http://www.cm-arganil.pt/noticias/ambiente-e-saude/21a-campanha-reciclagem-radiografias-ami/

Já agora, se for à farmácia aproveite e deixei lá os seus medicamentos fora de validade, há imenso tempo que estou para referir isto, todos os medicamentos que não usa devem ser entregues na farmácia para que tenham o destino adequado, não devem ser colocados no lixo comum. Para mais informações sobre o tema consulte o site da valormed.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Câmara Municipal de Lisboa apoia o Aleitamento Materno

Com o lema  Aleitamento Materno: Presente Saudável, Futuro Sustentável, a Câmara Municipal de Lisboa em conjunto com a ACES - Lisboa Ocidental e Oeiras lançou no passado dia 10 de Setembro uma campanha de promoção do aleitamento materno (ver mais informações aqui e aqui).



Aleitamento Materno from Câmara Municipal de Lisboa on Vimeo.

No meu entender, uma entidade pública tomar uma posição de incentivo e divulgação ao aleitamento materno é algo bastante importante. Esta campanha terá a duração de dois meses e espero que seja muito enriquecedora e incentive muitas pessoas a seguir este caminho.
"Tendo como objetivo realçar a importância do aleitamento materno, tanto para o bebé como para a mãe, a campanha estará patente durante dois meses, integrando as comemorações da Semana Mundial dedicada a este tema (em Outubro).
O apoio da comunidade local e a participação de famílias envolvidas neste movimento de sensibilização para a prática do aleitamento materno foi fundamental para esta campanha pública, a primeira realizada no país e que, entre outras ações, contará com uma Conferência sobre aleitamento materno, destinada a profissionais de saúde e utentes, no dia 15 de outubro." (in http://www.cm-lisboa.pt/noticias/detalhe/article/campanha-aleitamento-materno-presente-saudavel-futuro-sustentavel).
E sem dúvida além de ser um presente saudável, contribui para uma maior sustentabilidade de todos.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Açorda para o bebé

Há poucas publicações atrás (aqui) referi que tinha de vos deixar a receita da açorda para os bebés. E como o prometido é devido, aqui está ela. Esta receita não é da minha autoria, faço a açorda mais ou menos como consta no livro Cozinha Vegetariana para bebés e crianças de Gabriela Oliveira. Mas vou deixar a forma como faço e não exactamente a receita que está no livro. Esta receita é aconselhada a bebés a partir dos oito meses.

Ingredientes:
- 1 cebola
- alhos (2 ou 3 dentes)
- 3 colheres de sopa de flocos de aveia (demolhados previamente)
- feijão-verde
- courgette ou beringela (ou as duas)
- azeite
- salsa (na receita original estão coentros, mas como não tenho tido, tenho usado salsa)


Preparação:
Pico a cebola e o alho muito finamente e cozo-os em cerca de 200ml de água. Entretanto junto o feijão-verde com a courgette ou a beringela (já fiz só com courgette, só com beringela e já fiz com as duas) também tudo cortado finamente. Depois de estar tudo muito bem cozido, junto os flocos de aveia, deixo ferver e ponho a salsa por cima, mexo bem e está pronta a servir. Sem nos esquecermos do azeite, claro.





Imagem própria


O Luís gosta muito, na primeira vez que comeu, quando acabou começou a rir à gargalhada. Até há poucos dias, eu dava-lhe duas refeições por dia (sopa+fruta ao almoço e papa ao fim da tarde, às vezes trocava a açorda pela papa), actualmente desde que ele entrou na creche (esta semana) come três refeições (sopa+fruta ao almoço, papa ao lanche e sopa ao jantar, penso que se lhe der agora a açorda será ao jantar em vez da sopa). Bem estas trocas e refeições são genéricas, um bebé não é uma máquina e há alguns dias que come mais e outros em que salta alguma refeição.

Mas aqui fica, mais uma ideia para um refeição saudável para os vossos bebés.

domingo, 11 de setembro de 2016

A bolsa de valores e os tomateiros

Quando fui para o 10ºano escolhi o agrupamento 3 - Económico-Social (ou seria Sócioeconómico?). E ainda andei uns tempos a pensar seguir economia (era louca, só pode). Embora deva confessar que olhando para a definição que encontrei de economia, continue a ser uma área que me atrai (ver definição aqui, talvez existam definições melhores). No entanto, o actual sistema económico e financeiro para mim é incompreensível, de tal modo que acho que simplesmente não existe. Ratings, taxas de juro, dívida, défices, nada existe, porque tudo se baseia em coisas que não existem, não são palpáveis, especulação, atrás de especulação.

Como é que a libra pode ter desvalorizado tanto depois do Brexit? Como é que as bolsas da Europa desvalorizaram também nessa altura? Qual foi o motivo? Coisas abstratas, porque no concreto não aconteceu nada. Logo, o sistema pode ter muita lógica para diversas pessoas, mas para mim é completamente ilógico. Antes de existir um problema real que pode prejudicar a economia local, já o problema potencial está a prejudicar essa economia e depois é uma bola de neve.

Por isso, para mim, bolsa de valores e coisas do género são, simplesmente, fantochadas, afinal os tomateiros crescem independentemente dos índices da bolsa, não é?

Imagem retirada de https://www.facebook.com/170525249682773/photos/br.Abp3yykYgP7RzGgN9Lmfhlik5W9VrEndEyGL-10zxCseltlXfvKroogmDE8NHIqsiWMAT0V9VxIf5rLcbbx7YujxycKMWltcZEkbksiiEfWjJ0u3eL9ECKpV95t1-N48uWeACqB4DP9lk8MIu2zOKdjVG7bxIz_BlN5cyctaFzwF86SZfr8U--Nb84BtmjJ8R8Y/387681224633840/?type=3&theater



sábado, 10 de setembro de 2016

Roupa e a sua lógica de mercado incompreensível

Sempre achei algo ridículo estar em Agosto, um calor abrasador e nas lojas só se verem camisolas. Bem como estar em Janeiro e só encontrar t-shirts, talvez eu seja a estranha, mas parece-me algo difícil de entender. É que a última coisa que me apetece se estiverem 40 graus é experimentar uma camisola de lã. Mas bem, tudo em prole da moda e dessas coisa fantástica que são as novas colecções, em quase tudo idênticas às colecções velhas. O problema é que as novas colecções aparecem cada vez mais cedo nas lojas, e se em adulto isso ainda é tolerável, num bebé é simplesmente parvo.

Vejamos o meu caso em específico. Tenho um bebé de nove meses que até aos seis meses estava nos percentis 3-15 e que agora está acima do percentil 50. E isso significa que cresceu uma enormidade em cerca de três meses, logo não houve logística de t-shirts e calções que funcionasse. Aliás, as t-shirts ainda vão funcionando, mas os calções estão todos apertados. Logo, a minha necessidade é comprar calções. No entanto, e embora tenham estado 30 e tal graus nestes últimos dias, as roupas que existem de bebé a vender são para locais em que um bebé tem de ser vestido como na imagem em baixo para não ter frio (exagerando um bocadinho, claro).

Imagem retirada de http://www.infohoje.com.br/como-esquentar-o-bebe-no-inverno-modelos-e-dicas.html

Assim, antes de irmos de férias tentámos comprar calções para o Luís porque os dele estavam a ficar apertados. Mas como já não encontrámos nada de jeito não comprámos. Contudo, agora tinhamos mesmo de comprar. Assim, dado que nas lojas nos centros comerciais "normais" já só há nova colecção fomos ao Freeport (supostamente é um outlet, não é?), mas o sucesso não foi grande. Ainda encontramos um calções perdidos no meio de várias lojas, mas pouquíssima roupa de Verão. Na Blue Kids, a rapariga foi muito simpática, mas disse que para a idade do Luís já não havia quase nada de Verão, embora ainda fosse receber algum material de fim de colecção de outras lojas. Depois acrescentou, uma frase muito parecida com o que se segue: "Sabe é que nós até Novembro vendemos muita roupa de Verão, é o que vendemos mais, mas só mesmo restos de colecção, mas temos muita procura". Eu sorri, mas apeteceu-me dizer, "sabem porque é que até Novembro vendem muitas roupa de Verão para crianças? Porque até Outubro está imenso calor e já não se encontra roupa de Verão em nenhum sítio sem ser num Outlet (e mesmo assim pouca)". Sinceramente parece-me tão lógico.

Ainda fui à Kid to Kid, mas calções para o tamanho dele também já não havia nada, mas bem uma loja de roupa em segunda mão deve reger-se por aquilo que vão lá vender, penso eu.

Mas isto tudo, o que eu quero dizer com esta história é: tem algum jeito com tanta loja de roupa que existe, não conseguirmos encontrar roupa para a estação em que estamos. Sobretudo para bebés que crescem de forma inconstante. Será que quem gere as lojas/marcas, pensa mesmo na estupidez de vender macacões destes em pleno Verão?

Imagem retirada de http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-707190456-macaco-inverno-beb-acolchoado-_JM

São muito fofos para o frio e é isso. Talvez isto sejam estratégias de venda ou mesmo moda (o que interessa a um bebé a moda?). Mas só imagino o desperdício de recursos de andarmos a comprar roupa com antecedência, e depois porque o bebé cresceu mais do que era esperado ou cresceu menos, porque está mais calor ou mais frio, por diversas razões a roupa ali estagnada sem nunca ter sido usada. Cá em casa aconteceu com diversas peças e só não acontece mais porque desisti de comprar com antecedência. Compro quando é necessário, ou seja quando já não há na loja, o que significa que não compro, anda o miúdo sempre com a mesma roupa (enquanto os calções lhe servirem).

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