domingo, 31 de julho de 2016

Discos de amamentação, escolha os reutilizáveis

Estava eu a coser os meus discos de amamentação, os quais sofreram uma esfrega no tanque porque alguém (não fui eu) decidiu lavá-los à mão e para sair a lanolina (algo super gorduroso) com água fria só mesmo a esfregar, de tal forma que os meus discos ficaram todos enfrangalhados... Mas bem, como eu ia dizer, estava a cosê-los e lembrei-me que nunca falei aqui sobre os discos de amamentação reutilizáveis.

Quando engravidei, na dúvida se havia de utilizar discos ou conchas de amamentação, comprei as duas coisas. As conchas são de silicone e são mesmo um produto reutilizável, os discos existem os reutilizáveis e os descartáveis. Mas se o meu objectivo era usar o menor número de produtos descartáveis possíveis (nomeadamente tinha o objectivo de usar toalhitas e fraldas reutilizáveis), claro que não ia usar discos de amamentação descartáveis. Assim, além das conchas, comprei dois pares de discos de amamentação da Medela (chamam-se Protector de seio lavável), os quais custaram cerca de 14€ (acredito que haja mais baratos de outras marcas). Por sua vez, uma caixa de 30 discos de amamentação descartáveis, na Well's, custa 4,80€. Mas o barato faz-se caro e faz lixo, gasta energia e recursos escusados. Logo continuo a achar que é mesmo melhor escolher os reutilizáveis.

Já que estou a falar disto, relativamente ao que é melhor, as conchas ou os discos de amamentação, acho que varia conforme as pessoas e conforme a fase de amamentação. No início, quando a produção de leite ainda não estava estabilizada preferi sem dúvida as conchas. No entanto com o passar do tempo e a produção de leite mais constante prefiro os discos. Bem, no fundo, eu prefiro mesmo é não usar nada, aliás é mesmo o mais saudável, deixar os seis apanharem ar. No entanto, quando tenho de sair para algum sítio que não pareça muito bem ficar toda molhada de leite ou que saiba que vou estar bastante tempo sem dar mama (algumas vezes que me tive de me ausentar de perto do meu bebé) uso os discos de amamentação.

Agora vamos ver é se estes discos continuarão a funcionar normalmente depois de terem sido esfrangalhados, espero que sim. Já tenho dúvidas é que os consiga aproveitar quando tiver o próximo bebé.

Mas bem, esta tem sido a minha escolha nestes oito meses de amamentação. Muitos mais meses virão, espero.

Imagem própria

Mas já que falei das toalhitas e fraldas reutilizáveis, tantas vezes mencionadas aqui no blogue, vou fazer o ponto da situação. A utilização de tolhitas reutilizáveis continua imaculada, não quero outra coisa, acho é que vou precisar de comprar mais ou de fazer novas, porque algumas já estão num estado lastimável. Por sua vez, as fraldas reutilizáveis têm tido altos e baixos, há uns tempos achei que estavam a cheirar muito a xixi, fartei-me de as lavar, depois ele é um mijão e a fralda quase não aguenta, por isso vou usando muito mais fraldas descartáveis do que era suposto. Mas pronto, depois tenho uns dias em que me organizo decentemente e Viva as Fraldas de Pano.
Imagem própria

Entretanto, em Setembro o Luís vai entrar na creche, das fraldas como eu própria às vezes não acerto bem com aquilo, nem perguntei se aceitavam fraldas de pano, mas perguntei se aceitavam as toalhitas e a resposta foi negativa. Mas bem, aceitam em vez das toalhitas descartáveis que se opte por compressas, acho que as compressas sempre são mais sustentáveis e saudáveis que as toalhitas descartáveis, por isso acho que a minha escolha vai recair pelas compressas.

Mas não se esqueçam cada vez que optamos por produtos reutilizáveis, em vez de descartáveis, o planeta agradece.

sábado, 30 de julho de 2016

Cozer leguminosas em casa - melhor em todos os aspectos

Uma das memórias mais longínquas que tenho de infância é mergulhar as mãos num pote gigantesco de grão de bico na loja perto da casa da minha avó. Bem, não mergulhava só as mãos no grão de bico, também mergulhava no feijão, mas o grão de bico era o meu preferido. Depois comprava-se dois quilos de grão de bico ou qualquer outra quantidade, lavava-se, escolhia-se e ficava de molho e posteriormente era cozido.

Imagem retirada de http://www.valencyinternational.com/chick-peas-kabuli-specifications.php
É isso, hoje vou falar de leguminosas, quero dizer, vou falar de cozer leguminosas em casa. Eu sei que esta é daquelas dicas de economia doméstica que todos conhecemos. Pelo menos é das dicas de economia doméstica mais faladas. Mas nem por isso vou deixar de falar sobre ela.

Quando me juntei, decidi que cá em casa íamos consumir leguminosas cozidas em casa. Quer das que temos no quintal (normalmente apenas feijoca e algum feijão vermelho), quer das de compra. No entanto, sempre reconheci a praticidade de comprar feijão ou grão enlatado, é sempre útil ter em casa para uma emergência. O problema é que a ideia de ter em casa para alguma emergência, se tornou num hábito de consumo, sobretudo depois do Luís nascer. Ele veio mudar a nossa vida e hábitos, nem sempre para melhor, o tempo é escasso.

No entanto, cozer leguminosas não custa nada, podemos pôr uma grande quantidade de molho e cozer vários quilos de uma só vez e depois guardar as leguminosas, congelando-as. E foi isso que fiz recentemente, cozi imensa feijoca e tenho cinco caixas plásticas congeladas (eu tenho espaço para tal).


Recipientes com feijocas cozidas para congelar
Imagem própria

A nível económico, cozer feijão ou grão em casa fica muito mais barato do que comprar em frascos ou latas. A nível de saúde, o grão e o feijão enlatado já têm adicionados conservantes e sal, por exemplo os bebés quando começam a comer leguminosas não devem comer das que se compram já cozidas por este motivo. A nível ambiental, obviamente que também tem vantagens, sobretudo se como a feijoca que cozi vier do quintal, mas mesmo que se tenha de comprar as leguminosas, em cru ocupam muito menos espaço, logo as embalagens usadas são menos (melhor ainda se forem compradas a granel em grandes quantidades), sem contar com todos os processos industriais por que passam as leguminosas antes de serem enlatadas. No entanto, se comprarem leguminosas já cozidas embaladas, quer para questões de emergência, quer para uso habitual, escolham os frascos de vidro em detrimento das latas (estou a preparar uma publicação sobre latas para breve). Afinal, os frascos são facilmente reutilizáveis como podem ver abaixo.

No entanto, há algo sobre o feijão que vos queria contar, nas latas e frascos normalmente não vem a origem do produto. Mas nos pacotes que vendem as leguminosas cruas costuma constar essa informação, há umas semanas fui comprar feijão no Jumbo e originário de Portugal só havia um feijão a granel e biológico (tudo coisas boas), mas que era carissímo. Todo o outro feijão tinha as seguintes origens: Brasil, Estados Unidos da América, México, Canadá, Irão e Azerbeijão (é capaz de me faltar mais algum país de origem do feijão, mas não havia nenhum de Portugal, nem da Europa próxima). E pronto eu comprei um quilo de um feijão distante em vez de comprar o feijão português biológico caríssimo. Eu sei que a escolha não devia ter sido esta, mas pronto.

Por isso, sem dúvida que é mesmo melhor eu ter feijão no quintal do que comprar feijão de países tão distantes.

Mas bem, por falar em frascos, tal como o ano passado já comecei a fazer a minha polpa de tomate anual e a reutilizar os frascos.

Imagem própria

terça-feira, 26 de julho de 2016

Embalagens: uma infinidade de recursos deitados fora

Longe vai o tempo em que eu acreditava que ser ecológico era separar o lixo e pô-lo na reciclagem. Claro que é algo importante, mas o mais sustentável é mesmo reduzir o lixo que fazemos. Mas não é de todo fácil, embora eu saiba que há casos de sucesso de pessoas que estão um ano sem fazerem praticamente lixo, como este Como 2 famílias encheram cada uma, apenas um frasco, com o lixo de um ano, não acho uma tarefa muito simples.

No caso acima apresentado, tudo o que não dava para ser reutilizado ou compostado era considerado lixo. Está certo, independentemente se é possível reciclar ou não, acho certo que aquilo que deitamos na reciclagem seja considerado lixo, afinal foram recursos que utilizamos e mandamos fora.  E já há muito tempo que acho que utilizo embalagens demais, algumas se calhar são possíveis de reutilizar, mas também não vou guardar coisas infinitas à espera de serem reutilizadas. E quando eu penso que gasto muitas embalagens, sei que mesmo assim, gasto provavelmente bem menos que muitas pessoas. Por exemplo, o meu almoço hoje foi uma omelete de cebola e cenoura com salada de tomate a acompanhar e bebi água. Só comprei as cenouras, logo só este produto usou embalagens, tudo o resto é cá do quintal. Por isso, neste caso utilizei muito menos embalagens do que uma pessoas que tivesse de comprar os ovos, as cebolas e o tomate.

Mas andava eu a considerar a quantidade de embalagens que gastamos cá em casa e decidi fazer uma experiência este fim-de-semana. Desde Sábado à hora do almoço até Domingo à tarde, esta foi a quantidade de resíduos que separei para a reciclagem (de notar que tive visitas e éramos seis pessoas cá em casa). Por um lado, acredito que haja quem faça bem mais resíduos no mesmo espaço de tempo, por outro lado é triste saber a quantidade de matéria-prima, energia, trabalho humano e custos ambientais que foram necessários para produzir estas embalagens que foram usadas uma vez e deitadas na reciclagem (apenas algumas destas garrafas de vinho, já tinham sido reutilizadas antes de serem mandadas fora). De seguida para estes resíduos serem reciclados vão ser gastos mais recursos, mais energia, mais água e consequentemente existirão mais custos ambientais.

Imagem própria

A ideia da reciclagem mascara-nos, conheço muitas pessoas que acham que ser amigo do ambiente passa por separar os resíduos e reciclar. Claro que é melhor que nada, mas o mais necessário é sem dúvida reduzir o consumo e reutilizar o que é possível. No entanto, isso deve ser um passo pessoal, mas devia ser sobretudo uma questão política. A reutilização de embalagens devia ser incentivada pelo estado. De certeza que já falei neste blogue sobre o que penso da maioria das garrafas de vidro neste momento serem de tara perdida, é ridículo.

Enquanto não há respostas governativas para a quantidade de resíduos que fazemos, cabe a cada um tentar reduzir os seus resíduos. No entanto, para mim não é tarefa fácil, primeiro porque não vivo sozinha, segundo porque há um conjunto de hábitos difíceis de deixar, terceiro porque muitas vezes não temos alternativas às embalagens. Tudo, mas tudo está embalado, pouco se vende a granel.

E vocês, costumam olhar para a vossa reciclagem e pensar "Porquê é que gasto tantas embalagens?".

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Paradigma - O crescimento económico

Hoje vou voltar a um assunto que já tentei abordar aqui no blogue. Nomeadamente, nas publicações 100ª publicação - balanço e Quando não se acredita na sociedade, qual a solução? 

As minhas dúvidas continuam a ser as mesmas. Basicamente, "Qual a razão para as pessoas aceitarem tão facilmente as regras da sociedade?",  "Qual o motivo para acharmos que este sistema é o certo?". No mundo ocidental, é fácil acharmos isso, afinal nunca os nossos antepassados viveram com tantos bens materiais como nós. A grande maioria deles além da escassez material, nem sequer tinham as necessidades básicas satisfeitas. Todavia, o mundo não se cinge apenas ao mundo ocidental. Nos restantes países, as pessoas sofrem o pior do capitalismo, o pior do sistema. Mas eu acho que no mundo ocidental também sofremos de outra forma, as pessoas matam-se a trabalhar para ganharem dinheiro para o gastarem, ganham dinheiro com o objectivo de consumirem. O consumo dá estatuto, mas acima de tudo dá dinheiro aos grandes empresários. Pergunto-me muitas vezes, se no fundo, as pessoas têm tanto prazer nos bens materiais para trabalharem horas a fio para comprarem certas coisas. Trabalharem um vida inteira, prisioneiras do sistema. Mas, o que é estranho não é as pessoas acharem que isso é a solução para todos os seus problemas, o que é estranho é as pessoas não se questionarem sobre isso. Eu questiono-me porque não sei se isso é a felicidade, tenho muitas dúvidas que seja.

Há uns tempos, uma amiga dizia-me que a nossa geração não tem a sorte da geração dos nossos pais, os quais viram as suas condições de vida melhorar bastante, nós não vamos ver as nossas condições de vida melhorar à mesma velocidade. Epá! Ainda bem! A verdade é que os nossos pais (nascidos na década de 1950 em Portugal) viveram uma pobreza extrema, onde não tinham comida, água potável, electricidade, a escolaridade era reduzida e os cuidados de saúde quase inexistentes. Todavia, a minha geração (nascida nos anos de 1980) não passou por esta escassez, mesmo quem viveu pior, já tinha um mínimo mais aceitável. No fundo, nós começamos a nossa vida num patamar muito mais alto que o dos nossos pais, se o nosso nível de vida (o que quer que isso seja) aumentasse à velocidade que aumentou o deles, acho que o mundo já tinha colapsado. Se calhar está quase.

A questão principal é que os recursos não são inesgotáveis, em 2015, no dia 13 de Agosto já tinhamos consumido todos os recursos que o planeta consegue repôr num ano (A partir de amanhã começamos a viver acima das possibilidades da terra), o que significa que no ano passado quatro meses e meio foram vividos usando as reservas acumuladas anteriormente. Todos os anos, isso acontece mais cedo.

Então se os recursos se esgotam, não tem muita lógica continuarmos a achar que viver bem tem de ter implícito um crescimento económico constante. Afinal, esse crescimento económico só é possível se usarmos cada vez mais recursos. Mas, no nosso sistema, é o crescimento económico que mede se um país está bem ou se está mal e as pessoas parecem concordar que apenas o crescimento sem fim é a forma de ter qualidade de vida. Esta ideia está tão enraizada que é o paradigma que define o nosso mundo, nem sequer o questionamos, pois acreditamos nele como verdade absoluta.

No sistema/paradigma que vivemos parece que o nosso sucesso é definido pelos outros. Se é um gestor renomeado e bem assalariado tem sucesso e que mais pode ele querer na vida. Se é varredor de lixo, não venceu na vida. E se calhar o segundo é mais feliz que o primeiro, o sucesso no fundo devia ser medido pelo nosso sentimento sobre a nossa vida e não pelo que é estipulado pela sociedade.
Imagem retirada de http://eusouapolitica.no.comunidades.net/capitalismo-o-antagonista-do-planeta


Imagem retirada de http://legio-victrix.blogspot.pt/2012/02/escravidao-do-consumo.html

"Que se passa? Porque é que há tão poucas pessoas dispostas a contestar, ou mesmo discutir com espírito crítico, um modelo económico que, nitidamente não está a ser bom para o planeta e para a maioria da sua população? Creio que uma razão é o facto de o modelo económico ser praticamente invisível aos nossos olhos." (Annie Leonard in A História das Coisas)

"Se a sua estrutura diz que o crescimento económico é a chave para acabar com a pobreza e proporcionar felicidade, então irá proteger o crescimento a todo o custo, mesmo quando este torna muitas pessoas mais pobres e menos felizes." (Annie Leonard in A História das Coisas).

Na realidade e já não estando a considerar as pessoas que vivem na pobreza absoluta, mesmo considerando um europeu médio que vive uma vida aceitável, se pensarmos bem, o que ele trabalha é para lhe garantir um melhor nível de vida, mas é sobretudo para enriquecer milionários (só eu é que penso isto?). Enriquecemos milionários quando trabalhamos para eles e quando consumimos os produtos que eles vendem. (Já dizia Almeida Garrett).

No entanto, existe algo contraditório em mim. Quando abri a loja, mais que uma vez, disseram-me qualquer coisa do género "Agora és capitalista, já deixaste de ser comunista?". Embora, eu não seja capitalista, o capital é coisa que não abunda por aqui, percebo o que queriam dizer. Todavia, acho que uma das formas mais fáceis de não estarmos completamente dependentes do sistema é termos um negócio próprio (ou seja alimentamos o sistema). No fundo, é uma forma de transição para não nos tornarmos dependentes das regras dos patrões, mas continuo a bem ou a mal a alimentar a acumulação de riqueza de alguns, em detrimento dos outros. Logo não sei bem, mas sei que ser pequeno empresário no nosso país está mais ao nível de ser um louco anti-sistema do que de ser alguém que quer alimentar o sistema constantemente. Não sei se me faço entender, eu própria não entendo bem o que penso, logo não posso explicar.




domingo, 24 de julho de 2016

Papel higiénico - uma história

Já não é a primeira vez que falo do papel higiénico (falei aqui), na altura expliquei que deixar de usar este produto não é uma coisa que eu pretenda fazer na prática (na teoria é mais fácil), mas também referi que só compro papel higiénico 100% reciclado (costumo comprar o papel higiénico reciclado do continente ou o Renova Green, o qual encontrei em promoção há pouco tempo). Mas no outro dia, o meu pai foi às compras e ele que nunca compra este tipo de coisas, lembrou-se de comprar um pacote de 40 rolos de papel higiénico de folha tripla da Scottex. Caso para dizer, é tudo mau, a Scottex não é portuguesa e a folha tripla é completamente desnecessária. Aliás, folha tripla até parece que nem limpa bem, minha rica folha simples. Mas pronto, já que se comprou tem de ser gasto. Pior que comprar produtos pouco sustentáveis é desperdiçá-los.

Mas isto fez-me lembrar de uma história que queria partilhar convosco, quando saiu a colecção da Renova às cores, primeiro só com o papel higiénico preto e vermelho, devo confessar que fiquei fascinada. Aliás, ainda hoje acho que visualmente é um produto apetecível, embora completamente inútil. Adorava, sobretudo o papel preto até porque ficava (teria ficado, se eu alguma vez o tivesse comprado) muito bem na minha casa-de-banho que é preta. Mas claro, nunca o comprei porque era caríssimo, vi agora no site da Renova que seis rolos custam 7,15€ (tal disparate!).

Agora mesmo que tivesse dinheiro, nunca o compraria, porque o aumento da minha consciência ambiental impede-me de comprar coisas que acho completamente inúteis, tendo em conta os recursos utilizados. Afinal, é o facto de estarmos a utilizar uma dada percentagem de fibras de papel novas, é utilizar tinta, utilizar perfume, tudo uma inutilidade pegada (na minha opinião), tendo em conta o fim para que serve. É que, eventualmente, até posso comprar papel higiénico de folha dupla/tripla e que não seja 100% reciclado, caso o sítio onde compro não tenha papel higiénico de folha simples 100% reciclado. Mas comprar papel higiénico às cores ou com perfume, jamais!


Imagem retirada de http://www.forbes.com.br/negocios/2016/01/conheca-o-homem-por-tras-do-papel-higienico-mais-famoso-do-mundo/

Mas é lindo não é? Eu acho lindo. Mas nem toda a gente o acha. E é agora que vos vou contar uma história sobre este papel higiénico.

Tenho um primo que anda a vender de aldeia em aldeia no interior de Portugal, ele tem uma carrinha onde vende tudo o que são produtos de mercearia. Quando saiu esta gama de produtos, a Renova fez uma campanha qualquer, onde ele teve direito a pacotes de papel higiénico destes na compra de outros produtos da marca. E como vimos acima, estes rolos que cada um custa mais de 1€, ele não os conseguiu vender. Os habitantes das aldeias, na sua maioria velhotes, não queriam papel higiénico preto, não o queriam quando era mais caro que o branco, não quiseram quando ele o tentou vender ao preço do branco, nem sequer quando o tentou vender mais barato que o papel branco. A verdade é que o papel que eu acho bonito, mas inútil e um desperdício de recursos era para a população destas aldeias simplesmente "mau, um produto que nem pensar usar".

Nessas aldeias, na altura, havia muitos imigrantes búlgaros que trabalhavam na agricultura e foram eles que acabaram por comprar o papel todo, mas só o compraram porque o meu primo o começou a vender a um preço muito inferior ao papel branco. Esta foi a única forma de alguém querer o papel.

E assim, um papel higiénico conhecido pelo seu design e que utilizou demasiados recursos acabou por ser vendido baratíssimo porque ninguém o queria. Aqui, está a prova que o valor que estamos dispostos a pagar depende de muitas coisas, sobretudo das nossas ideias sobre o que é bonito ou feio e sobre a nossa necessidade de estatuto social ou não. No meu caso, das características ecológicas, claro.

Gosto desta história. Queria partilhar convosco e já sabem, escolham papel reciclado e de folha simples.

sábado, 23 de julho de 2016

A história das coisas

Como já referi no blogue, recentemente, comprei o livro A história das coisas da norte-americana Annie Leonard. Este livro foi escrito na sequência de um vídeo que a autora fez sobre a cadeia por que passam as nossas coisas: extracção; produção; distribuição; consumo; e eliminação. Estou a ler o livro aos poucos e estou a adorar, a autora analisa os processos do modo que eu acho necessário analisar, mas com os conhecimentos que eu não tenho. Este livro tem-me feito aprender muito, confirmar algumas suspeitas que eu já tinha e pensar em coisas em que nunca tinha pensado. É isso, este livro tem-me feito pensar ainda mais, acho que vai ser outro passo para a minha sustentabilidade e para o meu blogue. A verdade é, se eu tivesse tempo para escrever tudo o que tenho vontade, já tinha enchido este blogue com publicações com base em "revelações" e outros factos importantes que tenho lido. Por isso, espero conseguir, farei muitas publicações sobre assuntos que li neste livro, afinal o conhecimento deve ser partilhado.

Por enquanto, deixo-vos o filme que foi o impulsionador do livro, futuramente espero partilhar convosco mais informações, mas se quiserem mesmo saber muito mais, leiam o livro (eu ainda só li a parte da extracção e produção e estou fascinada).



quinta-feira, 21 de julho de 2016

R E V O L U Ç Ã O

Revoluciona-te!

Imagem retirada de https://www.facebook.com/newanarchygreen/photos/a.532380976817563.1073741828.532194050169589/1048133305242325/?type=3&theater

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