Há pessoas que mandam o lixo para o chão... Há quem não o faça, mas o misture todo e o ponha no lixo indiferenciado... Há ainda quem separe os resíduos, mais ou menos, separa a maior parte... Há quem, como eu separe todo e mais algum resíduo... Há muitos tipos de pessoas no que se refere ao lixo que fazem...
Até há quem separe tudo, mas não veja o problema de fazer muito lixo, uma vez que o separa.
E depois há pessoas que separam o lixo, levam-no até aos contentores de reciclagem, mas depois são incapazes de o colocar no contentor... Mas isto tem alguma lógica? Isto acontece, sobretudo, no que se refere aos resíduos de vidro, afinal custa muito colocar garrafa a garrafa... As pessoas devem achar que não podem gastar dois minutos a pôr as garrafas no contentor.
Imagem própria
Não liguem muito à qualidade da fotografia... É que também há pessoas, tipo eu, que se esquecem que estamos na era digital e não reparam que puseram o dedo bem à frente do visor... Mas é uma fotografia meramente ilustrativa.
Os resíduos que separam, mas não são colocados nos sítios correctos (mesmo que os ponham ao lado) não estão garantidamente encaminhados para reciclagem... Além disso, custa-me a compreender como as pessoas gostam de ver as ruas cheias de lixo. Faz-me lembrar uma professora que tive que dizia que nos países do Sul da Europa se limpa e cuida muito do interior das casas, mas se cuida pouco do espaço exterior, o espaço comum. Sem dúvida que ela tinha razão.
Não, este ano não vou ao Super Bock, Super Rock, e também não, eu não bebo cerveja... e ainda outro não, ninguém me pagou para fazer publicidade, eu gosto mesmo de fazer publicidade gratuita a coisas que não consumo. É tipo isso.
Mas bem, no outro dia fiz uma publicação, intitulada Verão: festas, festivais e lixo no chão e tal como referi na altura enviei email às duas maiores marcas de cerveja em Portugal (Sagres e Super Bock). No email referi a minha preocupação e dei algumas ideias de redução de resíduos que acho que podiam aproveitar. Da Sagres não obtive resposta, mas a Super Bock respondeu-me e foram simpáticos, disseram-me que já utilizam o Ecocup em alguns festivais e que algumas ideias que eu dei irão ser analisadas (a ver vamos).
Na sequência de não ter recebido resposta da Sagres até disse ao meu marido que ele devia passar só a comprar Super Bock porque são mais simpáticos. Mas ele relembrou-me que é mais sustentável comprar Sagres que é produzida no Sul do país, enquanto a Super Bock é produzida no Norte. Ele tem razão, de qualquer modo, ele costuma comprar a que está em promoção, essa é que é a realidade. Mas bem eu lá lhe disse: "Quando formos à tua terra compra Super Bock, a distância das duas fábricas é idêntica e a Super Bock é mais simpática."
Mas voltando ao Ecocup, nem de propósito (ou de propósito que isto dos algoritmos tem muito que se lhe diga - BIG BROTHER IS WATCHING YOU), ontem apareceu-me um anúncio patrocinado no facebook sobre o Ecocup. E aqui está ele.
Imagem retirada de https://www.facebook.com/sbsr/photos/a.113343035402950.15079.112908165446437/1135256459878264/?type=3&theater
Sobre o Ecocup:
"A sustentabilidade tem tido um lugar
especial nas preocupações do Super Bock Super Rock e este ano não é
exceção. Os novos copos ecológicos reutilizáveis Super Bock, fruto da
parceria com a multinacional francesa Ecocup, serão personalizados para o Super Bock Super Rock com três temas diferentes, um para cada dia do Festival.
Uma edição de colecionador que contribuirá para a diminuição
significativa destes resíduos no recinto e para as quantidades enviadas
para reciclagem.
No momento de consumo da primeira cerveja
será solicitado o valor simbólico de 2€, não se tratando de uma venda,
mas sim de uma “caução” que poderá ser recuperada no próprio evento,
caso o consumidor queira devolver o copo “amigo do ambiente”.
Ao longo das várias horas de música, a cerveja é sempre servida num
copo reutilizável novo, devendo o consumidor preservar e entregar o copo
utilizado nos bares e quiosques existentes no recinto, sendo que quem
quiser os poderá guardar para a posteridade. Vão estar disponíveis nos
dois formatos habituais (25 cl e 50 cl)." (in http://www.superbocksuperrock.pt/pt/pt/info-%C3%BAtil/#info-util/all?open=gi-1955)
Por isso, se forem ao Super Bock Super Rock, começa hoje, em vez de gastarem copos de plástico descartáveis, escolham o Ecocup. Mesmo em outros festivais em que a cerveja seja a Super Bock, procurem para ver se têm, pelo que me disseram no email, no Rock in Rio também havia destes copos.
No próximo dia 5 de Agosto faz um ano que comecei este blogue. Este percurso de escrita e pesquisa têm-me feito aprender muito sobre a sustentabilidade e tornar-me mais ecológica, mas bem o balanço de um ano de blogue fica para depois.
Para comemorar este primeiro aniversário, quero oferecer a um leitor, um livro que me fez pensar bastante e mudar alguns hábitos. Este livro que já mencionei várias vezes no blogue e que sei que tem inspirado muita gente. O livro Dormir Nú é Ecológico da canadense Vanessa Farquharson.
Imagem retirada de http://www.bulhosa.pt/livro/dormir-nu-e-ecologico-vanessa-farquharson/
Para ganharem este livro têm de ir ao facebook do blogue gostarem da página e comentarem a publicação do passatempo (publicação marcada). No comentário têm de mencionar três amigos e deixarem uma pequena mensagem de sustentabilidade. As pessoas que cumprirem estes três passos estão aptas para o sorteio do livro. Para tal será dado um número de participação e depois atravês do site Random . Org será encontrado o vencedor.
Serão aceites participações até ao dia 5 de Agosto, dia de aniversário do blogue, às 23:59.
(aproveitei que o site da Presença estava com promoções para vos dar este presente e para também comprar um presente para mim, A História das Coisas da autora Annie Leonard, prometo depois ir escrevendo sobre este também)
No dia 10 de Maio, nesta publicação pedi a que os leitores respondessem a um inquérito sobre os hábitos ecológicos em crianças, ou seja, se os pais e principais cuidadores têm preocupações ambientais nas escolhas diárias que fazem na vida dos seus filhos.
Desde já e tal como referi na altura, este inquérito não pretende ser uma amostra fidedigna da sociedade, uma vez que para tal teria de ter uma amostra bastante heterogénea e como devem calcular quem vem a um blogue sobre questões de sustentabilidade responder a um inquérito é desde logo uma pessoa com algumas preocupações ambientais. Por isso, infelizmente, tenho a noção que esta amostra está muito enviezada. É pena.
Para concluir, tive 48 respostas ao inquérito, mas a pergunta se tinha filhos era uma pergunta de despiste que não permitia que se continuasse o inquérito, por isso decidi não considerar três inquéritos. Assim, apenas serão avaliadas as 45 pessoas que responderam ao inquérito completo.
Os inquéritos foram respondidos entre o dia 10 de Maio e o dia 19 de Maio.
Tenho andado um bocadinho intermitente aqui no blogue, infelizmente tenho menos tempo para escrever do que aquilo que gostaria. Tenho imensas ideias, mas é difícil escrever tudo.
Hoje quero simplesmente partilhar convosco a lixeira que é a minha rua (no Monte de Caparica). Já não é a primeira vez que falo no assunto, mas quero que conheçam o estado habitual do caixote de lixo indiferenciado que tenho mais perto da minha residência.
Imagem própria
A questão é: mora pouca gente na rua, mas o caixote está sempre cheio de móveis. Como não me parece que os poucos vizinhos que tenho estejam sempre a mudar de mobília, nem esteja sempre a mudar de vizinhos (embora mudem diversas vezes), pergunto-me se este parece ser o melhor caixote da vila para virem descarregar lixo. É que podia dizer que é poucas vezes recolhido pelos serviços municipais (podia ser mais), mas nem é por aí, diariamente é um local de descarga de lixo. Ainda para mais ao lado da Junta de Freguesia. Não há vergonha.
Como se pode ver, grande parte da rua é descampado, o que faz com que depois o lixo fique durante imenso tempo por ali. Por exemplo, uma parte de uma cadeira no meio da vegetação.
Imagem própria
Há coisas que sinceramente ainda me custam a compreender. E grande parte das vezes as mobílias não me parecem de má qualidade. Será que só eu, das vezes que mudei de casa é que nunca mandei nada fora, mesmo quando não queríamos determinada coisa, havia sempre a mãe da prima do tio do irmão que precisava.
Pergunto-me ainda se as pessoas gostam de ver assim as ruas. Afinal o espaço público é de todos e deve ser bem cuidado por cada cidadão.
Se alguém quiser partilhar verdadeiros problemas relativos ao lixo aqui no blogue, envie-me as fotografias e um pequeno texto com os detalhes da coisa. Terei todo o gosto em publicar, as lixeiras que povoam as nossas cidades, vilas e aldeias.
Verão é sinónimo de festas, feiras e festivais, desde dos mega-eventos até às festas de aldeia, todo o país é inundado pelas mais diversas festividades. As mesmas, obviamente, trazem consigo imenso lixo, as pessoas estão a ver um concerto, a beber uma cerveja e a forma mais fácil é mesmo deitar os copos no chão. Na realidade, nem sempre há caixotes perto e no dia seguinte ou na própria noite é óbvio que alguém vai varrer o chão e apanhar toda a lixarada.
Mas também é óbvio que o lixo, sobretudo o plástico, não fica ali à espera de ser apanhado. A realidade é que poucas horas, poucos minutos, podem fazer com que o lixo voe para qualquer outro local. Para áreas naturais, quer seja florestas, dunas ou mesmo para o oceano e nesses casos já não há nada a fazer. Além disso, com tantas vezes que já foram pisados, os copos tornam-se frequentemente numa quantidade de partes infinitas impossíveis de apanhar. Como já referi diversas vezes, o plástico perdido em meio natural é uma grande ameaça sobretudo para as espécies que acabam por ingerir estes produtos.
Por isso, este ano quando se estiverem a divertir à grande, não se esqueçam que divertir não significa não pensar no ambiente. Não mandem copos de plástico e outro tipo de coisas para o chão, procurem um plasticão (nem tenho bem certeza se reciclam os copos de plástico), se não houver ponham um contentor normal, mas no chão, NÃO!
Imagem retirada de http://www.meucopoeco.com.br/site/tag/copos-reutilizaveis/
E para não dizerem que sou fundamentalista, nem estou a dizer para não beberem em copos de plástico descartáveis, estou simplemente a pedir que tenham cuidado quando os descartam. De qualquer maneira, estou com umas ideias para enviar uns emails a algumas das grandes fornecedoras de copos descartáveis das festas que ocorrem por esse país fora.
Até há um ano atrás, acho que em 80% dos meus dias usava calças de ganga. Se recuar uns anos, acho que até 2011/2012 em 90% dos meus dias usava calças de ganga. Mas, agora, ando decidida a não o fazer mais. O que significa reduzir o uso deste tipo de calças, não estou a dizer que as vou deixar de usar de todo.
Foi ao ler isto (publicação que já anteriormente referi no blogue) que comecei a pensar no peso ambiental das calças de ganga, nomeadamente quando li:
Sete mil litros de água (em média) para produzir um par de calças de ganga. É demais não é? E foi assim que comecei a minha procura sobre os custos ambientais das calças de ganga.
Segundo o que consegui apurar (informações lidas aqui, aqui, aqui e aqui), as calças de ganga têm diversos aspectos negativos no que toca à sustentabilidade. Por um lado, são feitas a partir do algodão, cultura que utiliza imensos agrotóxicos. Mas bem, as calças de ganga não são as únicas peças de roupa feitas de algodão, logo acho que este não é o ponto principal. Mas todo o processo da criação da ganga é pouco sustentável.
Primeiramente, o tingimento dos tecidos (para ficarem com a cor da ganga) é feito com imensos corantes de origem não-natural, nomeadamente derivados do petróleo, os quais são poluentes. Posteriormente, para ficarem com aquele "ar velho", desbotado, usado, as calças de ganga passam por diversas lavagens com produtos poluentes, tais como lixívia, soda caustica e outros tipos de detergentes, Sim estamos a produzir um produto novo e a envelhecê-lo antes de ser usado porque isso está na moda. Eu também gosto, mas se pensarmos bem, a nível ambiental é ridículo.
Para piorar, ainda mais a situação, grande parte das calças de ganga (bem como das outras roupas) são feitas em países sem leis ambientais, nem leis laborais decentes. Mas referindo-me só às leis ambientais, o que acontece é que todos estes químicos usados para tingir as calças e os usados para posteriomente as envelhecer são despejados em cursos de água. Isto sem dúvida um problema gigantesco. Procurem no google por Jeans Pollution China e vejam as imagens, verdadeiramente tristes, como por exemplo a imagem que se segue.
Água "suja" descarregada de uma fábrica de lavagem de calças de ganga em Xintang - China
Imagem retirada de http://www.greenpeace.org/eastasia/news/stories/toxics/2010/textile-pollution-xintang-gurao/
Claro que outro tipo de roupa também usa tintas e também são feitas em países sem cuidados ambientais. Mas pelo que percebo a ganga devido à qualidade do tecido é mais difícil de tingir e a isso ainda acresce os envelhecimentos que se fazem ao material, um par de calças de ganga (ou outra peça de roupa deste material) antes de ser vendido passa por inúmeros processos. Enquanto que o mesmo não se passa com outro tipo de calças (peças de outros tipos de tecido).
Segundo, este site, umas calças de ganga só são verdadeiramente sustentáveis quando:
São feitas com algodão orgânico e certificado ou, com reaproveitamento de calças de ganga já existente no mercado;
A mão-de-obra é remunerada de acordo com as leis laborais e com atenção à segurança do trabalho;
O tingimento é natural;
Existe um programa de reaproveitamento da água utilizada na lavagem, para tal devem ser não devem ser usados produtos químicos;
Existe um programa de reciclagem de resíduos, reduzindo quase em sua
totalidade o lixo têxtil. Para que o produto chegue perfeito e desejável
às prateleiras, deve ter um design interessante;
Todo
o processo de produção deve obedecer à legislação e às normas
ambientais, buscando como complemento o melhor aproveitamento no uso de
recursos naturais e a preservação da natureza e da biodiversidade.
Concordo, mas sei que é difícil encontrarmos calças de ganga que correspondam a todos estes itens. Todavia, as calças de ganga em si têm aspectos positivos quando comparadas com outro tipo de roupa. As calças de ganga são muito mais resistentes, duram imensos anos até ficarem estragadas (isto se não comprarmos calças de ganga já praticamente estragadas), não precisam de ser lavadas tão frequentemente, aliás segundo sei quase que não precisam ser lavadas. Mas a verdade é que poucas vezes aproveitamos estes aspectos positivos do produto. Eu pelo menos lavo-as frequentemente e vamos ser sinceros, quase nunca as usamos até ao fim da sua vida útil, porque entretanto compramos outras, porque há um modelo mais giro, por mil e uma razões. Eu até costumava usar as minhas calças de ganga até estarem mesmo estragadas, mas depois da gravidez, alguns pares já não servem.
E bem é por isto tudo que estou focada em que fotografias como as que se seguem (já com muitos anos) fiquem realmente no passado.
Imagem própria
Por isso, a partir de agora espero que as minhas fotografias sejam sobretudo assim:
Quer dizer não precisam de ser só calças de fato de treino, nem ser todas as fotografias com o meu Cão Limão
Imagem própria