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sábado, 2 de abril de 2016

Primavera

Eu sei que a Primavera já começou há alguns dias, se bem que algo inconstante. Mas já dizem os ditados populares:

Março, Marçagão, manhãs de Inverno, tardes de Verão

Abril, águas mil


Por isso não é de admirar este tempo incerto. Mas a Primavera é tempo de renascer, de florir e de tudo parecer mais belo.

No quintal, as flores começam a florir e os animais aproveitam a liberdade.

Imagem própria

Imagem própria


Uma boa Primavera para todos, cheia de flores, alegria, ar puro e liberdade.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Rio Tua


Se estão contra a barragem do rio Tua, se ainda acreditam que o futuro pode ser sem esta construção, enviem uma carta à Unesco. A não construção da barragem é um bem para o ambiente, para a cultura e para a identidade local.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Babyoga: o meu testemunho

Desde os dois meses que o meu Luís anda no Babyoga, ou seja já há dois meses que uma vez por semana lá vamos nós à ginástica como diria a senhora do parque de estacionamento onde deixo o carro.

Mesmo antes de ele nascer, eu já tinha decidido que gostaria que tivessemos alguma actividade em conjunto. Como devem calcular não existem assim muitas actividades para crianças tão pequenas, além disso eu sempre quis experimentar Yoga (não sei porque é que nunca experimentei) e o Babyoga pareceu-me o indicado. Para saberem sobre esta prática podem consultar o site da Escola Babyoga Portugal.

Pessoalmente, o que me levou a frequentar as aulas foi a necessidade que eu tinha de transmitir ao Luís uma certa paz e harmonia, um desejo de partilhar bons momentos com ele, transmitir-lhe confiança e boas vibrações. Basicamente fortalecer o elo mãe-filho. Além disso, procurava também que ele se desenvolvesse a nível motor e que o Babyoga o ajudasse a ser um bebé calmo e que lhe aliviasse de algumas dores e cólicas. E passado dois meses, acho que tudo isto tem sido alcançado.

No nosso caso, o Luís começou muito pequenino, por isso nas primeiras aulas, ele não conseguia fazer todos os exercícios e quase sempre tinha de mamar a meio. Neste momento, já aguenta muito melhor a aula inteira, aliás costuma estar bem mais curioso para ver os outros bebés do que com vontade de mamar ou sequer olhar para mim. Por este motivo, há quem prefira começar quando eles já têm cerca de quatro meses, no entanto, ainda bem que eu comecei com dois meses.

Passo a explicar, depois de um parto que não era o que eu idealizava e de todo o primeiro mês de vida dele com problemas com a pega e a amamentação, eu sentia necessidade de estar com ele. Sim, eu sei, eu estava com ele o dia todo, mas não era um tempo verdadeiramente nosso, porque alguém telefonava, ou alguém aparecia, porque tinha de fazer o almoço, porque tinha de pôr roupa a lavar, etc, etc. Todos os nossos momentos pareciam ser cortados por qualquer coisa exterior. Nas aulas comecei a ter tempo verdadeiramente de paz com o meu bebé, a interagir com ele com todo o tempo do mundo. Neste momento, isso já não acontece só nas aulas, essa harmonia também a consigo em casa quando estou com ele sem pensar em mais nada.

Além de toda esta parte mais emocional, acho que o ajudou a nível físico, nem que seja pelos puns que o ajuda a soltar. Mas não é só isso, trabalhamos posturas que de outra forma, acho que nunca teria feito com ele, por exemplo, já lhe fiz um looping. Alguma vez em casa eu me lembraria, teria coragem, de o fazer?

À parte disto, as aulas são também um bom espaço de partilha entre as mães e a professora (que é espectacular). Aliás, foi nas aulas que me chamaram a atenção para uma posição recorrente do Luís e me aconselharam a procurar um osteopata, devo confessar que se não me tivessem dito, eu acho que nunca teria dado a importância suficiente ao facto de o Luís se inclinar constantemente para a direita. Até me custa escrever isto, o que vale é que depois da primeira consulta, ele às vezes já se inclina para a esquerda (ufa, ufa).

Por todas estas coisas e porque crianças mais felizes, em paz e harmonia com o mundo, serão certamente adultos mais felizes e realizados, quem tem bebés pequenos, aconselho vivamente a experimentarem.

Imagem retirada de http://babyogaportugal.com/cursos/wp-content/uploads/2016/01/PROGRAMA_CURSO_COMPLETO_E_INTENSIVO_DE_YOGA_INFANTIL_Portugal.pdf

E hoje consigo estar aqui a escrever calmamente, porque o Luís veio do Babyoga e depois de mamar ficou a dormir como um anjinho.

terça-feira, 8 de março de 2016

Dia da mulher

Como já escrevi na publicação Feminismo, licença de paternidade, o homem e a família, não ligo muito ao dia da mulher, na forma como é amplamente visto pela maioria das pessoas. E mais uma vez reforço, a mulher não é um ser especial por ser mãe, trabalhadora, esposa e dona de casa. A mulher, cada uma, é uma pessoa com a sua personalidade própria, os seus gostos, os seus desejos e os seus direitos. E isso é mais que ser mãe, mais que ser trabalhadora, mais que ser esposa e mais que ser dona de casa.

Agora que fui mãe e para não acharem que não sei do que falo, já pensei muitas vezes como conseguiam as mulheres ser mães, educar os filhos muitas vezes sozinhas (mesmo com maridos presentes), trabalharem fora de casa, serem boas esposas (seja lá o que isso for) e ainda terem de fazer todas as tarefas domésticas. Mas será que realmente conseguiam? Será que não ficava nada para trás, sim elas ficavam para trás, os seus sonhos, os seus desejos, etc, etc. Muitas vezes, as próprias relações com os filhos eram prejudicadas, pois não havia tempo para as coisas que nutrem as relações pessoais, para o amor propriamente dito. E os casamentos eram felizes?

Cada caso é um caso, mas quando oiço nestes dias as pessoas valorizarem as mulheres por serem tudo isto sozinhas, eu não consigo valorizar. Não que não reconheça o esforço, reconheço e bem de perto, na minha mãe, nas minhas tias, nas mães das minhas amigas, nas avós que durante anos serviram os filhos, os maridos e os patrões. Que durante anos se esqueceram de si mesmas. Mas não são essas mulheres que devemos homenagear. A essas faltou-lhes a educação em casa e por parte do Estado que a fizessem acreditar que a vida não tinha de ser esse fado diário. Que como pessoas também têm opinião, que os filhos são importantes, mas que também têm pais que lhes podem dar banho, mudar fraldas e passar a roupa a ferro, que os maridos não têm de ser servidos com vassalagem.

Por isso, não homenageio as mulheres, mães e esposas guerreiras que trabalham de dia e de noite. Homenageio as que tiveram coragem de dizer que essa não tinha de ser a sua vida, aquelas que também se valorizam enquanto pessoas.

As que trabalham fora de casa, mas também as que decidiram ser mães a tempo inteiro;
As que fazem as coisas da casa, mas que sabem que não têm de ser elas a fazer tudo;
As que amam os maridos, mas sabem que amar não é ser seu vassalo;
As que têm filhos, mas também as que não os têm por decisão própria;

Homenageio todas as mulheres que decidem por si o que é melhor e não o que outros acham que devem fazer. E se a mulher acha que deve sobrecarregar-se até mais não, também está no seu direito (talvez para algumas isso não seja sobrecarga), mas não tem esse de ser o fado de todas as mulheres, porque um dia houve mulheres que disseram Não.

Imagem retirada de http://earthsky.org/human-world/celebrating-100-years-of-international-womens-day

Já agora, homenageio sobretudo as mulheres que educam os seus filhos para que compreendam que as diferenças de género não fazem sentido, a respeitar qualquer pessoas com o mesmo grau, independentemente de ser homem ou mulher.

terça-feira, 1 de março de 2016

Inteligência humana: o egoísmo e a compaixão

Não sei bem por onde começar esta publicação. Estou para a escrever isto há tantos dias, já pensei tanto sobre o tema e mesmo assim não me sei organizar.

Então vamos começar pela parte factual, na quinta-feira, pela primeira vez saí sem o meu Luís. Três meses depois dele nascer, fui a um concerto, fui nutrir o espírito para depois nutri-lo a ele. Mas o que isto tem que ver com a inteligência humana?

É que eu fui ver o concerto de dois dos melhores cantores que conheço, na minha opinião, claro. Sérgio Godinho e Jorge Palma que para mim são assim algo fantástico. As músicas deles também me alimentam e uns dias antes do concerto tinha visto uma entrevista que deram para o programa da RTP1 da Sílvia Alberto. Nessa entrevista, o Jorge Palma disse uma coisa que nunca mais me esqueci, que existe um tipo de inteligência que faz falta, a inteligência da compaixão. E fez-se luz na minha cabeça, já tinha pensado muito nisto, mas nunca tinha conseguido verbalizar. A verdade é que há pessoas tão inteligentes, mas com tanta dificuldade de perceber que o mundo seria muito melhor se agissem de forma diferente, que muitas vezes me pergunto se serão realmente inteligentes. Por outro lado, há pessoas que aparentemente não são muito inteligentes, mas que percebem esta realidade.

Então é isso, acho que há quem tenha a inteligência que comummente conhecemos, mas há quem depois tenha uma espécie de inteligência da compaixão, enquanto outros têm uma inteligência egoísta. E andava a pensar sobre isto, quando no blogue Pensar Eco, é lógico!, a autora publicou A falsa racionalidade humana que deixa rastos de destruição. E realmente, o que mais existe por aí é egoísmo, pessoas que sendo inteligentes não entendem o básico da forma de como funciona o mundo, só podem ter uma inteligência egoísta. Quem não consegue observar e agir para um mundo melhor para todos, porque quer beneficiar de alguma coisa especificamente é egoísta.

E claro, não vamos ser utópicos, quase ninguém tem uma inteligência de compaixão a 100%, há sempre algum egoísmo na condição humana. Mas quando essa característica predomina, algo está errado, segundo a minha forma de percepcionar o mundo e a nossa importância nele.

E andava eu, a pensar nisto, a pensar nisto. E entretanto fui ao concerto e adorei, verdade seja dita. Mas ainda comecei a pensar mais, e cheguei a algumas conclusões. A inteligência da compaixão acho que se relaciona à ideia de liberdade. Quem realmente quer ser livre, percebe que o mundo tem de ser um lugar melhor, no qual não devemos viver subjugados a outros, nem tão pouco destruirmos tudo à nossa volta. Acho também que quer realmente ser livre, não o quer só para si, mas quer que isto seja uma realidade para a humanidade.

Mas depois do concerto, vinha a pensar nas letras das músicas que já conheço há tanto tempo, na liberdade e nesta inteligência da compaixão. E embora eu goste muito de ambos os cantores, acho que o Sérgio Godinho canta uma liberdade mais socialista, ligada aos direitos sociais, enquanto o Jorge Palma canta uma liberdade mais anarquista, ligada à essência da pessoa, sem hierarquias. E sinceramente, as duas não deixam de ser utópicas. Mas acredito que a liberdade mais social seja mais concretizável que a liberdade mais anárquica. Seja como for, e já estou a fugir ao tema central desta publicação, acho que quando se reúne a inteligência com a vontade de ser livre, temos as condições essenciais para nos sensibilizarmos com o outro, tantos os humanos como com os outros seres.

A questão é, valorizamos tanto a inteligência mecânica, verbal, do raciocínio, entre outras, e porque valorizamos tão pouco a inteligência que poderia beneficiar todos?

sábado, 16 de janeiro de 2016

Lixo: a minha terapia

Desde que o Luís nasceu que tenho tido pouco tempo, quer na generalidade, quer mais especificamente para um dos meus passatempos preferidos... Isso mesmo, separar o lixo e ir depositá-lo no contentor correspondente. Essa tarefa volta e meia fica a cargo de outra pessoa com muita pena minha. Mas quando consigo fico toda contente. E ontem consegui, duas vezes o que ainda é melhor. À hora do almoço fui à reciclagem e à tardinha à reciclagem e ao lixo comum. Parece algo sem sentido, mas eu tenho saudades de tratar do meu lixo.

E ontem quando fui despejar o lixo à tarde fiquei toda feliz, porque além de despejar os meus resíduos, salvei um garrafão de água que estava abandonado no meio das ervas. Talvez agora já esteja num centro de triagem.

Claro que além de salvar o garrafão separei também a sua tampinha (ver esta publicação), mas não salvei o papel porque estava todo sujo. Sim eu normalmente tiro o rótulo das garrafas, garrafões, latas para pôr no contentor azul. E já agora que falo em garrafões, olhem esta fotografia, adoro esta ideia e tenho de fazer até porque o meu cesto das molas partiu-se. Tenho de fazer, quando tiver tempo.


Imagem retirada de http://melhorcomsaude.com/5-ideias-para-reciclar-garrafas-de-plastico/

E para concluir, o tratamento do lixo é uma terapia para mim. Aos poucos volto à normalidade e qualquer dia já o Luís apanha lixo com a mãe. Por enquanto é só poluidor, muito poluidor.




sábado, 9 de janeiro de 2016

Sou um mamífero

Tal como referi na publicação Aleitamento Materno sou uma defensora dos bebés mamarem o leite materno, mas tive vários problemas, o que me fez por em causa muita coisa. Na publicação que referi acima, contei que ia a uma consulta de amamentação e já agora fazendo publicidade fui à Clínica Amamentos.

Ir a uma consulta de amamentação foi a melhor coisa que fiz, aliás fui a duas. Neste momento, o Luís mama lindamente, já começou a aumentar de peso de forma mais constante, deixei de lhe dar mama com mamilo de silicone e parece que dar mama é a coisa mais fácil do mundo. A consulta foi muito boa porque me ajudou a nível concreto, ensinou-me a posicioná-lo para fazer uma pega correcta e a nível psicológico, incentivou-me e deu-me bastante força. Nisto tudo, fiquei uma defensora ainda maior do aleitamento materno e às vezes sinto vontade de evangelizar as pessoas. Quando oiço coisas como: "Não tenho leite suficiente", "Não tive leite" ou "O meu leite é fraco", só me apetece dizer, não, isso não é verdade. Todas temos leite suficiente, só que a produção de leite só cresce se o bebé mamar cada vez mais. Se há um bebé que faz uma má pega, não estimula a produção do leite materno e parece que o leite não é suficiente, mas o problema não é o leite, é a pega.

No meu caso tive sorte porque a minha médica de família chamou-me a atenção para a pega. Mas sei bem que muitos médicos em vez de tomarem atenção na forma como o bebé mama, incentivam logo a introdução do leite artificial. E isso faz-me confusão.

Mas pronto, o meu menino está a ser alimentado só com o meu leitinho e está grande, há quem me pergunte "Ele só mama do teu leite? E está tão grande?". É verdade, bem eu não o acho muito grande, mas sim ele só mama do meu leite.

Mas para mim isto está a ser uma grande vitória, o que eu tenho poupado o ambiente a alimentar um rapazote só como o meu leitinho, já mereço uma prenda ambiental. Agora a sério, adoro ver aquela carinha de satisfação, aquele revirar de olhos, aquela maozinha que me acaricia o seio enquanto mama. Acho que ser mãe e amamentar faz-me sentir verdadeiramente um animal, sentir-me como um ser da natureza, não um ser da sociedade desligada da essência. Pela primeira vez sinto-me realmente um mamífero, talvez achem estranho, mas sinto que entrei em sintonia com a minha natureza. No fundo, nem sei bem explicar, mas sinto uma estranha sensação de felicidade e comunhão com a natureza.

Acho que o ser humano se desligou completamente do que é natural, não caçamos, não colhemos os nossos alimentos, vivemos de noite ou de dia. Aparentemente a nossa vida depende do dinheiro e dos bens, por exemplo, poucas pessoas gostam da chuva porque não lhe sentem qualquer utilidade. Para uma grande parte dos seres humanos as taxas de juro ou as acções da bolsa têm mais valor que a água, as árvores, o oxigénio. O ser humano na sua generalidade afastou-se da essência da vida, o facto de eu ter sido mãe e passar cerca de um terço do meu dia a dar mamar faz-me aproximar mais da perfeição que é a vida natural. Sinto-me parte integrante da vida e da transformação da matéria.


Acho que este vídeo explica o que eu penso quando digo que me sinto parte da natureza. Eu gosto que ele mame e gosto de o ter aconchegadinho a mim. Por isso, também estou rendida ao uso de sling, só não uso mais porque quando saio com ele de carro tenho de levar mesmo o ovo, mas de qualquer forma uso o sling em casa e saímos algumas vezes com o bebé no sling. E quem quiser saber mais sobre o uso deste pano leia isto. O sling é usado desde sempre e não só por africanas ou sul-americanas, na Europa também era usado, aliás provavelmente muitas pessoas nas nossas aldeias ainda se lembram de andarem com os bebés nos xailes.

Imagem retirada de https://tempodeestilo.wordpress.com/2014/07/23/sling/

E assim cá em casa nós também usamos o sling, tanto eu como o pai para ficarmos mais perto da nossa cria, porque é fácil de usar e porque ele se sente confortável. Mas experimentem ir a uma grande superfície comercial com um bebé no sling, melhor ainda se for o pai a transportá-lo. Sim nós experimentamos e foram olhares e olhares, não percebi se pelo sling em si, se por essa ideia de o pai carregar o bebé e a mãe ali ao lado. Mas houve um senhor que nos disse, "É assim que eles crescem", não sei se crescem, mas ajuda muito no refluxo e isso para mim já basta. E quando o tenho no sling sinto-me mais um bocadinho mamífero também. Sinto-me um canguru.

Imagem própria

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Desejos

Imagem retirada de https://www.facebook.com/tirasarmandinho/photos/a.488361671209144.113963.488356901209621/1096809463697692/?type=3&theater

Desejo a todos um Feliz Natal.

sábado, 21 de novembro de 2015

E disse...

"E eu pergunto aos economistas, políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?" (Almeida Garrett in Viagens da Minha Terra).

Li pela primeira vez esta frase não no livro em que foi escrita, mas no livro Levantado do Chão de José Saramago. O qual é um dos meus livros favoritos, acho que devia ser leitura obrigatória.

Esta frase faz-me pensar em muita coisa e muitas vezes lembro-me dela. Não a vou comentar aqui. Pensem vocês o que ela vos transmite.



quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Feminismo, licença de paternidade, o homem e a família

Se houve coisa que percebi nestes nove meses de gravidez é que realmente sou feminista. Eu sempre fui um bocadinho contra o feminismo porque sempre achei que a ideia estava ultrapassada. Mas a gravidez fez-me perceber que não. Eu acreditava que o feminismo estava ultrapassado porque no meu interior tinha a crença que a igualdade de género já era uma coisa bem assente e definida na sociedade. Como eu sou crédula!

Mas é importante saber o que é o feminismo, já dizia um professor que tive, "definam os conceitos".

Feminismo é um movimento social, filosófico e político que tem como objetivo direitos equânimes (iguais) e uma vivência humana por meio do empoderamento feminino e da libertação de padrões opressores patriarcais, baseados em normas de género.(in https://pt.wikipedia.org/wiki/Feminismo

E ser feminista ao contrário do que muitas mulheres pensam por aí, não é achar que as mulheres são melhores ou especiais, pelo facto de serem mulheres. Também não tenho paciência para o dia da mulher porque em geral só oiço coisas deturpadas. Alguém acha mesmo que ás mulheres são mais inteligentes que os homens? Para mim, esse tipo de argumento está ao nível do homem ser mais inteligente que a mulher.

Há sempre alguém que já desenhou o que pensamos
Imagem retirada de http://cinismoilustrado.com/

O feminismo, no meu entender e o facto de se comemorar o dia internacional da mulher tem razão de ser porque se comemora a igualdade entre homens e mulheres. A qual, neste caso se refere sobretudo às mulheres terem conseguido ascender, pelo menos teoricamente, à mesma posição do homem, em termos de oportunidades e de possibilidade de escolha. Mas que também deveria ser os homens terem a oportunidade e a possibilidade de escolher coisas que são estereotipadas como de mulher. Nisto, o que eu quero dizer é que devíamos em vez de comemorar o dia da mulher, comemorar o dia da igualdade de género.

Mas pronto durante a gravidez apercebi-me de como esta igualdade de género não é real. E não é só o preconceito do homem para com a mulher, mas também o preconceito da mulher para com o homem.

Podem até me dizer que as mulheres e os homens são diferentes. E são, tal como as mulheres não são iguais entre si e os homens também não. Mas as grandes diferenças entre homens e mulheres residem na educação diferenciada, a qual começa logo dentro do útero.

Há coisas para meninas e para meninos desde o nascimento, a distinção entre sexo parece ser fundamental para 90% da população. E nem vale a pena voltar a contar as coisas que já ouvi porque já o referi aqui no blogue. Mas vejam esta notícia Neste catálogo, os meninos brincam com bonecas e as meninas com ferramentas. Parece que em algumas coisas estamos mesmo a retroceder na dita igualdade.

E nestes casos, acho que é muito mais difícil ser homem, ser menino. Uma menina que goste de coisas de menino é considerada com certo desdém maria-rapaz, mas aceita-se. Já um menino que goste de coisas ditas de menina é desde a sua infância referenciado com uma tendência homossexual. O que pode ser verdade ou não. Mas se de facto aquela criança, mais tarde, não se definir/sentir homossexual vai deixar os seus gostos para trás para não ser visto como homossexual. No caso de mais tarde se definir/sentir homossexual provavelmente vai passar a adolescência e mesmo parte da vida adulta a reprimir-se, pois desde pequeno que lhe passaram a ideia que ser homossexual é errado. Claro que há homossexuais sem qualquer problema em se assumirem, bem como heterossexuais sem problemas em terem gostos considerados de mulher, mas convinhámos que nem sempre é fácil numa sociedade sempre pronta a apontar o dedo.

Mas não é só nestes casos que acho que os homens são vistos ainda com mais preconceito. Outro aspecto que a gravidez me fez descobrir é que o papel do pai é amplamente renegado em relação ao papel da mãe. É verdade que é a mãe que carrega o filho no útero, que o pare, que amamenta e acredito mesmo que por isso estabeleça um elo com o bebé mais precocemente que o pai.

Mas isto não significa que a mãe tem ou deve ter um papel mais importante que o pai na vida daquela criança. Nem tão pouco que as mulheres estão mais preparadas para tratar de um bebé que os homens. E as que estão é sobretudo por uma questão de educação. Ser mãe não é mais importante que ser pai. E as funções de ambos não têm de ser diferentes, serão diferentes por uma questão de personalidade. Mas não há funções definidas para a mãe e outras para o pai. A harmonia familiar desenvolve-se quando o casal partilha as funções. Aliás, aquela história de o homem ajudar a mulher nas tarefas domésticas não é no meu entender a forma correcta de ver as coisas. As tarefas domésticas devem ser partilhadas, sem predomínio de um, tal como todas as outras decisões.

Mas voltando ao bebé, nos últimos tempos tenho ouvido muito por parte de pessoas mais velhas que não vou ter ninguém que me ajude, uma vez que já não tenho mãe. E não estou com isto a dizer que não sinto falta da minha mãe, sinto bastante, mas não neste caso específico. A minha sogra por vontade dela vinha ajudar-me a tratar do bebé durante as primeiras semanas, meses, eu sei lá. Mas não é só ideia dela, também na minha família me perguntaram se a minha sogra não vem cá para casa, uma vez que não tenho mãe, porque a pessoa precisa de ajuda pelo menos nos primeiros dias. Mas já ouvi pessoas pouco mais velhas que eu a dizer que nos primeiros tempos, a mãe ou a sogra têm de estar em casa para ajudar a dar banho, mudar a fralda, etc, etc.

E isto faz-me pensar, mas afinal para que serve o pai da criança? Sem menosprezar a ajuda das mães e das sogras que podem realmente ajudar, mas quem deve assumir o tratamento do bebé nos primeiros meses são os pais. A mãe e o pai, por isso existe a licença de maternidade e a licença de paternidade (a qual vai passar a 15 dias úteis depois do nascimento). A licença de paternidade não é para o pai ficar de papo para o ar de férias, é obviamente para tratar do bebé e criar os laços essenciais com este.

E o que me chateia é que não basta aqueles pais que não querem saber e acham que aquilo é competência da mulher. Como depois há as mulheres que passam atestados de incompetência ao homem. As mulheres em geral, desde a família paterna, à família materna e à sua própria mulher.

Claro que cada vez isto é uma realidade menos comum, mas ainda é demasiado vista para meu gosto.

Lembro-me de andar na primária e a professora perguntar se gostávamos mais da nossa mãe ou do nosso pai. Hoje em dia, percebo a tamanha estupidez de tal pergunta a crianças de sete ou oito anos. Quase todos disseram que gostavam mais da mãe, aos que disseram que gostavam mais do pai, a professora perguntou porquê com grande admiração. Mas o ideal não é que as crianças gostem de ambos da mesma forma? Se sintam tão confiantes com o pai como com a mãe? Eu penso que sim.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Pequenos gestos

Pequenos gestos fazem-nos bem.
Fui comprar peixe a uma peixaria e além de ser muito bem atendida, ainda me ofereceram esta flor. Porque todos gostamos de pequenos mimos, eu também gostei.

Imagem própria


A prova como realmente o comércio tradicional permite desenvolver melhor as relações humanas, além de outras coisas que já falei em Consumir local, a vivência urbana e outras divagações. E o peixe fresco era quase todo pescado aqui no distrito.

Para terminar, esta peixaria é num bairro social considerado problemático, a prova que pessoas boas e simpáticas há em todo o lado. E que devemos passar as fronteiras imaginárias da cidade que tentam segmentar o nosso dia-a-dia.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

O lixo humano: Portugal-Angola

No outro dia um amigo dizia-me: "em Angola as pessoas vivem bem, eu sei porque fiz muitos trabalhos para Angola, há trabalho e ganham bem, por isso é que votam nos mesmos"

Respondi "Vivem bem? Sabes a quantidade de pessoas que vivem em situações miseráveis? Sem comida, sem nada?"

Resposta: "Ah mas esses não se importam com a política, não contam"

Hein? Não contam?
Há humanos de primeira e de segunda é?
Como se pode dizer que num país com uma democracia a fingir se vive bem? Onde para uns viverem bem outros são miseráveis? Mas será que as pessoas têm a noção da realidade? São conscientes? Ou são simplesmente más e centradas em si próprias?

Numa democracia, os cidadãos até podem não querer saber de política, embora devessem. Mas o Estado tem responsabilidade de querer saber de todos os cidadãos. Sim que eu nem vou contar o argumento seguinte que até tenho vergonha de o escrever.

Até porque por esta ordem de ideias, em Portugal também não há problemas, afinal se calhar quem interessa ao sistema até vive bastante bem.

Mas voltando ao caso angolano, deixo aqui esta crónica, sobre a tal democracia onde as pessoas (as que interessam, as que contam) vivem bem, Luaty e a vergonha Angola-Portugal de Alexandra Lucas Coelho. A vergonha da democracia angolana e da democracia portuguesa, desde da posição do governo à posição do PCP, sim aquele partido que lutou durante anos contra uma ditadura, mas que é amiguinho do MPLA.

E para não falar apenas da liberdade de expressão e da censura como se não fossem, por si, coisas demasiado importantes. Como é que pessoas conscientes podem dizer que em Angola se vive bem, quando tem uma taxa de mortalidade infantil de 167 permilagem? Ah esperem, os que morrem devem ser aqueles que não interessam...

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Lowsumerism

Lowsumerism ou consumir menos é o melhor que podemos fazer pelo nosso planeta. Tenho falado bastante sobre isto e já aqui disse que acho que o mais importante é ter um Consumo consciente.

E vi no blogue O único planeta que temos um vídeo muito interessante que partilho aqui, neste vídeo explica como tem evoluído o consumo, mostra no que este se tornou e foca um ponto muito interessante: como é que as preocupações ambientais dos anos 90 do século passado, no fundo não mudaram nada. Aliás, todas as mudanças foram para que o consumo seja cada vez maior.

O consumo transformou-se em consumismo, um modo de vida, uma questão de estatuto. Tive uma cadeira na faculdade chamada Geografia do Comércio e do Consumo, na qual tratávamos estas questões. Nomeadamente, o consumo enquanto modo de vida, uma questão de afirmação na sociedade, dos lugares de consumo como lugares de vivência e de experiências. Muitas vezes, as pessoas não consumem pelos bens em si, mas pela estatuto e aceitação que esses bens proporcionam. Como se diz, parece que o Ter é cada vez mais importante que o Ser.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Prioridade

Agora que estou grávida descobri essa coisa magnífica de ter prioridade. É um direito e acho muito bem. Mas tem dias...

Costumo ir para as filas de supermercado com caixas exclusivas (caso do Continente) ou com caixas prioritárias (caso do Jumbo). E dá-me imenso jeito, bem como nas finanças, por exemplo. Mas esta história da prioridade faz-me confusão, não as grávidas terem prioridade, mas outras pessoas que não têm.

Fui aos correios levantar uma encomenda e estavam cerca de cinco senhoras idosas à minha frente, o senhor que trabalha nos correios disse-me para eu passar à frente porque tenho prioridade. Recusei. Não estou com isto a dizer que todas as grávidas devem recusar, cada uma sabe como se sente. Mas a olhar para as senhoras com mais de setenta anos, algumas quase nos noventa e a olhar para mim, acho que mesmo com a aproximação do fim da gravidez tenho muito mais condições físicas para esperar do que elas, por isso recusei. É um direito é verdade e uso-o quando me sinto mais cansada ou quando a fila é composta por pessoas que se vê que estão visivelmente bem.

Lembro-me de uma vez, poucos meses antes de termos descoberto a doença da minha mãe, fomos tratar de qualquer coisa à Segurança Social. Isto foi em Agosto e aquilo estava lento, lento, uma quantidade de grávidas e de pessoas com crianças ao colo (na altura não havia senhas prioritárias, os prioritários chegavam à frente e eram atendidos). Esperamos eternidades para sermos atendidas. E não desconfiando que realmente algumas grávidas estivessem incapacitadas, lembro-me de a minha mãe me dizer que lhe custava muito mais esperar naquela altura em que estava saudável (bem afinal não estava) do que quando estava grávida.

A única coisa que realmente agradeço e aí aceito sempre é se alguém me der lugar num transporte público, único sítio onde realmente me custa estar em pé. Mas o mais engraçado é que já percebi que muitas vezes quem cede o lugar são os que aparentemente mais precisam deles. Por exemplo, há coisa de um mês fui lanchar a uma Padaria Portuguesa, os lugares estavam todos ocupados, muitos por pessoas que já tinham acabado de comer e apenas estavam a conversar ou a mexer no telemóvel. Eu em pé, à espera de lugar para me sentar e quem se levantou para me dar lugar foi um casal que ainda estava a comer. Eu disse bem alto para ver se os outros se tocavam "Obrigada, mas ainda estão a comer", o rapaz respondeu "Deixe estar, comemos em pé". E mais ninguém foi capaz de levantar o traseiro para me dar lugar ou ao casal que entretanto se tinha levantado e ficaram ali nos seus telemóveis e nas suas vidas sem pensarem que havia quem precisasse mais de estar sentado do que eles. A pessoa consumiu tem direito a usufruir do lugar, mas olhar à nossa volta não custa assim tanto.

Nisto, o que eu quero dizer é que mais do que o direito à prioridade ou o dever de dar prioridade devemos estar atentos às nossas condições e às das outras pessoas.

domingo, 27 de setembro de 2015

Os 10 mandamento sustentáveis

Encontrei esta imagem numa das muitas páginas que sigo no facebook relativas ao ambiente e sustentabilidade. Neste caso La Bioguia.

Esta imagem reúne 10 mandamentos sustentáveis, os quais também creio serem mesmo aqueles que nos devemos guiar. As pequenas acções no dia-a-dia que influenciam o ambiente a uma escala local e a uma escala global. O famoso lema: agir local, pensar global. O qual ficava sempre tão bem em vários trabalhos da faculdade.

Imagem retirada de https://www.facebook.com/LaBioguia/photos/a.105017012881056.3271.104438892938868/1011542638895151/?type=3&theater

1 - Cuidarás da água
2 - Economizarás energia
3 - Produzirás menos resíduos
4 - Utilizarás embalagens recicláveis
5 - Evitarás usar produtos químicos
6 - Evitarás o uso de sacos de plástico
7 - Reutilizarás papel
8 - Usarás a bicicleta ou caminharás
9 - Cuidarás da fauna e da flora
10 - Pensarás de modo sustentável globalmente e actuarás localmente


Acho que se podia acrescentar reutilizarás tudo o que for possível. Acho que algumas são mais fáceis de pôr em prática do que outras. Mas acho que mesmo que a pessoa não siga tudo à risca, é importante ter sempre estes pensamento dentro de nós. Pouco a pouco, pequenas alterações são grandes mudanças.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Férias - tempo de pensar

Finalmente hoje vou de férias, já não era sem tempo. Vá para fora cá dentro, parece-me sempre ser um bom lema para umas férias sustentáveis. Então vou dar umas voltinhas pelo país e contribuir um bocadinho para a economia local. Vá o motivo de ficar pelo país, não é bem um motivo ecológico, mas pronto dou essa desculpa.

Como vou de férias e normalmente aproveito-as para me desligar do mundo virtual, também vou de férias do blogue. Mas como é meu objectivo fazer uma postagem por dia para obrigatoriamente ter sempre pensamentos sobre o que podemos fazer em prole do ambiente e da redução de resíduos, pretendo deixar umas quantas postagens programadas.

E assim, vou de férias e pretendo aproveitar estes dias para desenvolver alguns pensamentos sobre como educar um bebé de modo sustentável, tentar focar-me para que o consumo do bebé seja consciente (para isso eu tenho de ser cada vez mais consciente), mas integrando-o na sociedade em que vivemos. Será que é possível? Quero criar um filho social e ambientalmente consciente, sem o excluir do que a sociedade oferece. Tentarei aprofundar-me sobre isto nos próximos dias.


Imagem retirada de https://www.pinterest.com/pin/378302437422193345/

domingo, 6 de setembro de 2015

Consumo consciente

Tentar ser mais sustentável não significa deixar de consumir, claro que deve significar consumir menos, mas no meu entender está relacionado, sobretudo, com ser consciente do nosso consumo.

A sociedade em que vivemos é consumista, mas a não ser que queiramos de todo romper com esta sociedade, vamos ter inevitavelmente que trabalhar, ganhar dinheiro, consumir. Podemos tentar fugir disto tudo e viver à margem da sociedade, há quem consiga e assim seja feliz. Mas esse não é o meu caminho, senão também teria de viver à margem de uma quantidade de coisas que gosto. Talvez viva à semi-margem, mas de forma integrada.

Acho que o primeiro passo para termos um consumo mais consciente é conhecermos-nos a nós próprios, conhecermos realmente quais as nossas necessidades e anseios. Claro que se alguém no fundo se está a marimbar para o ambiente e para as gerações futuras, podemos logo anular a ideia do consumo consciente.


Imagem retirada de http://saama-cerquilho.blogspot.pt/2014/10/15-de-agosto-dia-do-consumo-consciente.html

Acho que estas são realmente perguntas que devemos fazer constantemente. Ver a nossa real necessidade de comprar algo (bem podemos sempre comprar algumas coisas por capricho, mas se chegarmos à conclusão que tudo o que compramos é por capricho, se calhar não estamos a ser nada sustentáveis). Decidir o que comprar, como vamos comprar e de quem comprar (acho esta questão essencial). Ter atenção a como usamos o produto, por exemplo, não é por ter sido barato que não devemos ter cuidado e prolongar-lhe a vida. E muito importante como o descartar.

Claro que por mais sustentáveis que sejamos, nem sempre as nossas opções são as melhores em termos ambientais. Mas seja como for é bom ter essa noção. Se eu compro uma cadeira no IKEA feita na China, quando a podia ter comprado uma fabricada em Paços de Ferreira, sei que não estou a ser o mais sustentável possível, tenho essa noção. Então talvez deva compensar de outra forma.

Um consumo mais sustentável significa em muitos casos uma poupança económica, se consumismo menos, gastamos menos. Mas também pode significar um acréscimo de custos, afinal o consumo consciente deverá ter como preocupação a origem dos produtos, no que respeita às questões ambientais e sociais.

Assim, ao se ter um consumo consciente estamos a contribuir para a melhoria ambiental, social (nomeadamente das condições de trabalho) e também económica, não numa escala global, mas numa escala local. Apostar na economia local é um caminho para melhorar a nossa própria vida a todos os níveis. Quando damos valor ao cumprimento de questões sociais por parte das empresas, com destaque para as questões laborais, estamos a contribuir para uma distribuição da riqueza mais igualitária, e ainda a melhorar a sustentabilidade do planeta.


Imagem retirada de http://economia.ig.com.br/dia-do-consumidor/2015-03-15/crise-da-agua-pode-levar-a-consumo-consciente-mas-governos-precisam-atuar.html



terça-feira, 25 de agosto de 2015

Apologia do Sorriso - Vídeo

Há uns dias fiz uma postagem sobre a Apologia do Sorriso, não sei se me consegui explicar bem, mas ontem encontrei um vídeo no facebook que demonstra mesmo aquilo que eu quis dizer com a minha postagem.


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Apologia do Sorriso

Sabem aquela história dos favores em cadeia? Se ajudarmos alguém e a pessoa ajudar alguém e por aí adiante, o mundo torna-se muito melhor? É isso, e sim isto não tem nada a ver com resíduos, nem ecologia. Quer dizer não tem a ver directamente, mas acredito que esteja relacionado.

Não é segredo para ninguém, os que me conhecem, a quantidade de vezes que me chateio muito com as pessoas à minha volta, não com ninguém em concreto, mas com a forma como vivemos em sociedade. A falta de respeito para com os outros é algo demasiado grande. Existe uma falta de respeito desde grandes coisas até às pequenas banalidades do dia-a-dia. As pessoas não se cumprimentam, tratam mal os empregados do comércio, deitam lixo na rua (tinha de inserir o lixo em algum sítio), não cedem passagem, não dão lugar a alguém mais necessitado nos transportes públicos, um sem fim de coisas. E qual é a solução? A educação, sobretudo. Mas a educação não é algo que se mude de um dia para o outro.

Assim, cada um de nós que se preocupa com uma sociedade melhor, mais justa, mais humana, deve fazer a sua parte. Não devemos deixar de o fazer porque os outros não fazem, mas fazê-lo e sorrir. Creio que se alguém se levanta para dar o lugar num transporte público a alguém mais necessitado. Talvez essa pessoa que nunca cedeu o seu lugar, o faça noutra ocasião.

Logo mesmo que o mundo, a sociedade pareça estar contra nós... que tudo o que se faça pareça ser em vão... vamos sorrir e ajudar na mesma, as pessoas, o ambiente, o mundo... podemos não o mudar, mas podemos mudar a perspectiva de alguém em pequenas coisas.

Talvez aquela pessoa a quem sorrimos hoje, comece também a espalhar sorrisos por aí.
Talvez aquela pessoa a quem explicamos porque dividimos o lixo, também o comece a dividir.

Claro que não é fácil sorrir todos os dias, ser feliz e sentir-se bem, mas é talvez algo essencial... desprendermos-nos das coisas mais fúteis do dia-a-dia, olhar, apreciar e sorrir.

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