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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Móveis novos, mas em segunda mão

Na publicação referente ao mês de Abril expliquei que no meu processo de destralhe fiz alguma mudança de móveis, o que incluiu a transformação de alguns. Infelizmente também incluiu a compra de um móvel novo, é um bocadinho contraproducente querer reduzir e comprar um móvel novo, eu sei, mas passo a explicar.

No quarto onde dormem as visitas, tratamos da roupa e arrumamos a tralha quase toda, tínhamos duas estantes deste género (esqueci de tirar fotografias antes da transformação), as quais são de madeira não tratada. O problema da madeira não tratada é que é mais difícil de limpar, o que num quarto cheio de roupa e tralha, ainda se torna um problema maior, o qual ainda era mais agravado porque tinha as estantes cheias de livro. Por isso, chegámos à conclusão que precisávamos de um móvel, tipo vitrine, para os livros não ganharem pó constantemente. E não fomos nada sustentáveis e fomos comprar um móvel novo que se adaptasse ao pretendido.  No entanto, sobravam duas estantes que não cabiam, nem ficavam bem em lado nenhum e que a solução mais fácil parecia dar a alguém ou levar para algum sítio em que ficassem lá a um canto (leia-se casa da terra do meu pai). Mas há algum tempo que andávamos a pensar comprar um móvel para o quarto do meu pai, já que ele não tinha sítio para pôr a televisão, mas nunca encontramos móvel nenhum com as medidas exactas para pôr no pouco espaço disponível. E também já tínhamos pensado que mais cedo ou mais tarde daria jeito uma estante para o quarto do nosso filho.

E acabamos por transformar duas estantes em três estantes, cortámos, pintámos (além da questão estética, precisavam do tratamento para não acumularem tanto pó). Cortámos e pintámos é como quem diz, cortou o meu pai, pintou o meu marido.

Uma das estantes foi cortada ao meio em altura, fazendo assim duas estantes pequenas, uma ficou para o quarto do Luís e a segunda ficou à entrada da cozinha com os livros de receitas.

Imagem própria
Imagem própria
A outra estante foi cortada em largura para caber exactamente no lugar disponível no quarto do meu pai (por favor não liguem à decoração do quarto).

Imagem própria
E assim reaproveitamos duas estantes que para nós não tinham utilidade em três novas estantes. Sei contudo que há quem defenda que não devemos transformar um objecto reciclável ou que se decompõe, num objecto que já não se consegue reciclar ou decompor. Neste caso, a madeira como não era tratada podia voltar para a natureza, agora como foi pintada, já não deve voltar. No entanto, sendo um objecto para uso prolongado acho que a mudança faz todo o sentido. Claro que tivemos de comprar as tintas, mas hão-de ser usadas até ao fim.

Por fim, da estante que foi cortada em largura sobrou alguns pedaços de madeira, os quais podem voltar para a natureza, mas nesta altura na creche do Luís pediram para os pais fazerem um bicho que aludisse à Primavera. Aproveitei mais um pedaço de madeira para fazer uma abelha, há bicho mais belo da Primavera? Podia ter ficado mais bonita, mas foi feita de coração.

Imagem própria

E já que estou a falar de abelhas, convido-vos a relerem a minha publicação A importância das abelhas e de vos dizer que este ano tenho o quintal com tantas abelhas devido sobretudo à minha gigante alfazema, fico com o coração consolado de esperança com a quantidade de abelhas que vejo diariamente.

Imagem própria
 

terça-feira, 2 de maio de 2017

Abril 2017: pequenas mudanças e um desafio

Andei a adiar esta publicação para que fosse feita no fim de Abril e acabei por só a conseguir publicar em Maio. No entanto, agora que penso melhor, talvez faça mesmo mais sentido falar de Abril quando o mês já findou. Vou falar assim, sobre as minhas alterações de Abril.

Não foram grandes mudanças
, mas aos poucos foram algumas:


  • Deixar de passar a ferro: esta mudança já está a ser implementada desde Março, mas em Abril é que foi realmente consolidada. Devo confessar que é sobretudo uma medida para me dar sanidade mental. Eu odeio passar a ferro, mas foi acostumada a passar tudo a ferro (excepto meias e cuecas), algumas coisas já não passava como lençóis e toalhas, mas continuava a passar toda a roupa pessoal. Contudo, a questão é que tinha sempre uma pilha enorme de roupa para passar. Acabou-se. Isto era mais a ideia de "deve-se passar a ferro" que me foi enraizada desde a infância do que realmente achar que há sempre essa necessidade. Claro que peças como camisas ou alguma coisa mais amarrotada irei passar na mesma.

    A nível ambiental há a vantagem de gastar muito menos eletricidade. Mas não é a única vantagem
    , ao ter a roupa mais arrumada e orientada, percebo muito melhor a roupa que existe e não existe, o que é óptimo sobretudo com a roupa do bebé que está sempre a deixar de ser usada.

  • Café de cafeteira: em Fevereiro o meu marido foi à Costa Rica e trouxe café. Lá não bebem café expresso como cá, mas sim o tradicional café de cafeteira. O café é óptimo e é uma alternativa excelente para beber em casa quando não me apetece ir beber um café ao café. Assim já não tenho qualquer desculpa para usar alguma cápsula. Mas claro, para ser ecológico não podia ir comprar uma cafeteira eléctrica, mas por sorte a minha sogra tinha lá uma encostada a um canto que agora tem sido usada cá em casa.

  • Iogurtes: no mês de Março referi que um dos principais produtos que contribuíam para o meu lixo eram os iogurtes. Por isso mesmo, em Abril decidi fazer pela primeira vez iogurtes, fiz iogurtes líquidos e acho que correram mais ou menos. Mas não estavam no ponto ideal, mas bebi-os. Para ver se consigo fazer iogurtes com mais qualidade decidi pedir uma iogurteira emprestada, mas ainda não voltei a experimentar. No entanto, tenho noção que vai ser algo que não vou fazer sempre. Mas qualquer iogurte caseiro é uma poupança de recurso, é nisso que tenho de pensar. Em Maio espero contar-vos se tenho feito muitos ou poucos iogurtes.
    Imagem própria
  • Desodorizante caseiro e redução do uso de champô: tal como referi na última publicação comecei a fazer o meu próprio desodorizante e ando a tentar reduzir o uso de champô, acho que tenho sido bastante bem sucedida neste aspecto.

  • Cotonetes: eu sei que isto não é de todo um produto essencial, eu uso muito esporadicamente, no entanto tenho alguém em casa que usa bastante e não o consigo convencer a deixar de usar. Há algum tempo que andava à procura de cotonetes com pauzinho de papel, uma vez que os pauzinhos de plástico dos cotonetes comuns não são recicláveis e são dos resíduos que mais aparecem no ambiente devido a serem incorrectamente descartados (no ambiente em geral e nas ruas de Lisboa em particular, é incrível a quantidade de cotonetes que eu vejo na rua, incrível e nojento). Todavia, nunca tinha encontrado à venda, mas como os vi à venda no site do Celeiro, decidi encomendar numa das suas lojas, demoraram a chegar, mas chegaram. Acredito que se a procura for maior, torna-se cada vez mais fácil encontrar este tipo de produtos.

    Claro que o ideal seria não descartar estes cotonetes no lixo comum
    , penso que possam ser postos na compostagem, uma vez que o algodão é biológico e o pauzinho é de papel. No entanto, temos posto no lixo comum, uma vez que não tenho um pequeno contentor de compostagem, mas um grande monte de estrume um pouco distante de casa. Tenho de agilizar isto para reduzir o número de cotonetes e de guardanapos de papel (não meus!!!!) que pomos no lixo comum.
    Imagem retirada de https://www.celeiro.pt/produtos/100830-cotonetes-bio-200-gramas-kg-douce-nature


  • Remendar e arranjar: este tem sido uma consequência directa de ter deixado de passar a ferro e de estar muito mais organizada com a roupa. Como tenho tudo mais controlado, tenho tempo para olhar e remendar e arranjar pequenas coisas. Não que seja uma perita, bem pelo contrário, mas olho o problema e tento solucionar ou pago para me fazerem o arranjo. Cozer pequenos buraquinhos da roupa do Luís, cozer um botão ou pôr um elástico numas calças é recuperar peças de roupa e poupar, o ambiente e a carteira. Finalmente dei uso a um ovo de pedra que tinha cá em casa há anos.
    Imagem própria
    Em roupa em estado muito deteriorado, é sempre possível cortar aos bocados e ainda dão para limpar algo durante algum tempo. Quando até para panos estiverem velhos, é a altura ideal para pôr no saco dos trapos para reciclagem.

    Um antigo toalhão de banho ainda deu para uns oito panos de limpeza
    Imagem própria

  • Recusa de sacos, mais um passo: a minha recusa constante de sacos já começou há bastante tempo (como se pode verificar aqui) e tem vindo a aprofundar-se. Mas em Abril ultrapassei um constrangimento pessoal, quando me distraia e não tinha tempo de recusar saco, acabava por o trazer. Mas recentemente consegui superar este constrangimento e se me distraio tiro o produto do saco e digo ao lojista que não preciso e que pode reutilizar para outro cliente, já aconteceu duas ou três vezes. Isto às vezes custa é começar, depois é sempre a melhorar.

    Um dia da semana passada fiz uma contagem por alto e recusei cerca de dez sacos num dia. É imenso.

  • Remodelações em casa: sobre este assunto quero fazer uma publicação especial, mas tal como tinha referido na publicação de Março, tenho estado em processo de destralhe. Este processo também passou por uma alteração de mobiliário e pelo reutilizar e transformar alguns móveis. Mas disso falarei mais tarde, acho que merece uma publicação única.
      
E penso que consegui falar de todas as minhas pequenas mudanças ou pelo menos referir o que me parece mais importante, vamos ver o que Maio me reserva. Já agora, neste primeiro de Maio fomos até à praia e estava cheia, mas completamente cheia de lixo. Mesmo perto de mim quando olhei estavam imensas garrafas, decidi apanhar, mas não consegui apanhar tudo. Mas nuns segundos apanhei cinco garrafas de vidro, uma garrafa de plástico e vários copos de plástico. Não consegui apanhar mais porque não conseguia trazer mais. O resto lá ficou à espera que a maré subisse e levasse o lixo consigo. Eu já costumo apanhar lixo do chão, mas decidi fazer um desafio a mim própria, contar as garrafas de vidro que vou apanhar da via e lugares públicos durante o mês de Maio. Vamos ver quantas (podia contar outro tipo de resíduo qualquer, mas desta vez serão as garrafas de vidro, para pensarmos se houvesse tara recuperável quantas destas garrafas não chegariam às ruas, praias ou parques).


E deixo-vos também um desa
fio, nesta época balnear em cada ida à praia, deixem a praia mais limpa do que a encontraram.

Só mais um aparte
, em Abril fui a Viseu e fiquei deslumbrada com a limpeza da cidade, espectacular.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Experiências - champô, pasta de dentes, desodorizante

Há bastante tempo escrevi a publicação Produtos de higiene e cosmética, na qual falei sobre alguns dos problemas associados aos produtos comuns de higiene e cosmética e consequentemente sobre a minha procura por soluções mais saudáveis, ecológicas e sustentáveis. No entanto, embora tenha mudado os produtos que consumo, continuei a usar produtos que usam embalagem e consequentemente produzem lixo.

Todavia, tinha alguma relutância em me decidir por receitas caseiras. Mas a ler o livro Desperdício Zero fiquei empolgada para reduzir de vez o meu consumo de produtos de higiene comerciais e consequentemente diminuir a quantidade de resíduos deste tipo. Contudo, as minhas experiências não correram exactamente como eu desejava. Mas vamos por partes.


Sem champô ou pouco champô

Das várias ideias que li, a ideia de deixar de usar champô foi a que me pareceu mais interessante. Neste caso, decidi experimentar a ideia de deixar de lavar o cabelo com champô de compra e passar a lavar com bicabornato de sódio e depois passar com vinagre de sidra. Produtos acessíveis,os quais tinha em casa, nada me parecia mais simples. E assim foi, durante uma semana lavei a cabeça com bicabornato de sódio, a seguir passava com água, passava o vinagre de sidra e voltava a passar por água. O meu cabelo estava lindo, sedoso, devido sobretudo ao vinagre calculo eu. Mas comecei a reparar que me estava a cair bastante cabelo, mais do que alguma vez tinha caído. No grupo Lixo Zero li alguns depoimentos sobre o assunto e quase todas as pessoas não se deram bem com esta solução. Pelo que explicaram o bicabornato de sódio é demasiado alcalino e por isso existem reacções nem sempre positivas. Decidi parar, não quis chegar a um ponto que fosse irreversível. Voltei ao meu champô sem parabenos e coisas que tais. Neste momento, a minha pretensão é aos poucos ir reduzindo o uso de champô, tentar que o meu cabelo se adapte a ser lavado menos vezes. Vamos ver como corre.

Posteriormente já li outras receitas que podem ser usadas para se lavar a cabeça sem champô. Mas acho que ainda não estou preparada para experimentar.


Sem pasta de dentes


Outra das ideias que está no livro Desperdício Zero é deixar de usar pasta de dentes e fazermos o nosso próprio pó dentrifico. O pó dentrifico consiste também em bicabornato de sódio, ao qual podemos juntar stevia. Eu experimentei e gostei bastante da sensação, aquela sensação salgada, mas só experimentei um dia. Entretanto decidi pesquisar sobre os efeitos do bicabornato de sódio nos dentes e cheguei à conclusão que não são lá muito positivos. Pelo que li,o uso continuado prejudica o esmalte dos dentes, enfim. Acabei logo com a experiência e voltei para a minha Pasta de Dentifrica Couto (às vezes outra qualquer, quando a Couto acaba e ainda não comprei uma nova). Depois disto, numa conversa do grupo Lixo Zero,uma das participantes referiu que ao fazer esta experiência danificou bastante os dentes. Logo por aqui, nunca mais.

Como podem ver, isto estava a correr mal o suficiente. Devo dizer que fiquei bem chateada por um livro aconselhar a utilizar produtos que acabam por ser prejudiciais com utilização continuada (o que não significa que alguém não se possa dar bem com eles). Mas foi,então que me decidi a fazer desodorizante, mas não segui nenhuma receita presente no livro,mas uma que me deram pessoalmente.

Desodorizante caseiro

Já foi há algum tempo que deixei de usar desodorizante comum, aqueles anti-transpirantes com alumínio, comecei a comprar desodorizantes mais ecológicos e saudáveis, mas claro com embalagem e certamente com alguns ingredientes não tão naturais como sendo feito em casa. Mas entretanto, decidi experimentar a seguinte receita:

  • Óleo de coco;
  • Amido de milho;
  • Bicabornato de Sódio;
  • Óleo de amêndoas doces ou outro óleo à escola (opcional).
Juntam-se medidas iguais (em volume) de óleo de coco (derreti um pouco), amido de milho e bicabornato de sódio e umas gotas do óleo de âmendoas doces, mexe-se tudo e voilá. Como derreti o óleo de coco, depois pus um bocadinho no frigorífico para solidificar.


Imagem própria
Imagem própria

Imagem própria
Aqui está ele. Para aplicar, uso um utensílio de tirar manteiga e depois aplico com os dedos. Devo dizer que este é o meu desodorizante preferido de sempre, nunca me dei muito bem com desodorizantes e este tem sido impecável, mesmo em dias de calor mais intenso, vamos ver como se porta mesmo no Verão. Entretanto a quantidade que fiz já acabou, tenho de ir fazer novamente.

Relativamente às embalagens e consequente lixo. É verdade que não uso embalagem para desodorizante, mas uso as outras todas. Mas o bicabornato de sódio e o óleo de amêndoas doces são coisas que tenho sempre em casa. Comprei apenas o óleo de coco (a embalagem é de vidro e vai ser reutilizada) e o amido de milho (embalagem de papel e plástico e não encontrei biológico), a vantagem destes produtos é que podem ser também usados na alimentação, ainda ontem o jantar levou óleo de coco.

É caso para dizer que temos produtos com várias funções. Se pensarmos bem é muito mais interessante termos três ou quatro produtos para vários fins, do que um produto para cada fim. Claro que para ser mais sustentável o ideal é comprar estes produtos a granel e reutilizar embalagens.

E fico-me por aqui sobre as minhas experiências, nem todas bem sucedidas, mas vamos aos poucos.
 

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Recipientes para congelar leite materno: escolha os frascos

Na minha recente publicação Movimento Lixo Zero dei-vos a conhecer um ficheiro em excel sobre o que podemos fazer para reduzir o nosso lixo, bem como o grupo do facebook no qual trocamos ideias sobre o assunto. E a verdade é que no meu caso já está a ter efeitos, estava a completar algumas dicas na secção bebés/maternidade quando pensei "Mas eu uso sacos de plástico para congelar o leite materno". Na realidade, eu nunca tirei muito leite para congelar, acho que em onze meses de amamentação (é hoje, é hoje) ainda não utilizei vinte sacos, mas seja como for é um produto usado e deitado fora.

Actualmente, todos os dias tiro leite, mas deixo logo no biberão para levar para a creche no dia a seguir, mas convém sempre ter algum congelado para uma eventualidade. E foi por isso que ontem fui comprar três frascos da Medela (pode vê-los aqui), agora posso congelar o leite nos frascos e depois posso reutilizá-los. Mas porque é que só agora me lembrei de algo tão básico? Mais vale tarde do que nunca.

Estes frascos são óptimos porque posso tirar da bomba directamente para o frasco (a minha bomba não é da Medela, mas a abertura é igual, falei da bomba aqui, aluguei-a cinco meses seguidos e fiquei com ela) e o biberão que uso é o da Medela, por isso precisava de frascos compatíveis com a tetina. Mas há frascos de outras marcas.

Também me deram a ideia de congelar o leite em boiões de vidro ou nas garrafas de néctar de vidro, ai sim, seria extremamente sustentável, mas como às vezes no dia anterior não consigo tirar leite e ainda levo o leite para a creche congelado, prefiro usar os frascos apropriados.

Imagem própria

Estes devem ser os últimos sacos que usei para congelar leite (bem, provavelmente acabo de usar os que estão na embalagem) e viva os frascos para guardar e congelar o leite.

Já agora para terminar para quem tem pouco espaço no congelador e quer/precisa fazer um grande stock de leite materno, os frascos não são a melhor opção, pois ocupam mais espaço. Mas felizmente para mim isso não é um problema, dado que tenho bastante espaço na arca.

Ahh, não sei se já disse (disse, disse), hoje o meu Luís faz onze meses... Possa!!! Como o tempo passa. E onze meses significam onze meses de amamentação em qualquer lado, até na festa do Avante a ouvir Jorge Palma e Sérgio Godinho.


Imagem própria

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Guardar e aproveitar materiais para trabalhos manuais

O Luís entrou para creche (neste momento não me vou alongar sobre este facto) e eu que sou contra TPC, tenho-os feito e gosto. A verdade é que são trabalhos manuais que ao longos dos anos fui deixando de fazer com frequência, mas que sempre adorei. Por isso, cá estou eu toda contente.

O primeiro foi para decorar uma folha de cartolina para festejar a chegada do Outuno, decorei-a com folhas de videira, mas não ficou grande coisa, já que as folhas secaram e partiram-se ligeiramente. Não posso mostrar já que não me lembrei de fotografar.

O segundo foi para decorar a inicial do nome dele, ou seja, decorar um bonito L. Aqui está ele, eu gosto do resultado final.

O barco está colado à letra
Imagem própria


Já decidi que a minha regra pessoal para todos os trabalhos que me pedirem para fazer é não ter de comprar qualquer material (bem tive de comprar um frasco de cola, mas isto é um material intermédio, não o material final). Não comprar significa não fazer lixo, não utilizar novos recursos. Por isso, vou ter que reutilizar o que tenho cá por casa ou procurar os materiais na natureza.

E a bem da verdade, materiais não me faltam. Como expliquei na publicação Destralhar, o minimalismo e as canetas, eu sou adepta de usar tudo até ao fim de vida, por isso vou guardando algumas coisas que acho que me podem ser úteis para estes trabalhos, tenho frascos com botões, frascos com giz e tenho isto:


Imagem própria

Isto são folhas de vários tamanhos, texturas e feitios, grande quantidade são folhas de antigos cadernos que usei no básico, secundário e faculdade, as folhas que não estavam escritas tirava-as sempre e guardava. Neste grupo estão também folhas de diversas cores que sempre me lembro de estarem nas casas onde vivi, o que significa que devem ter pelo menos uns 25 anos, aos poucos tenho-as gasto. Estas folhas foram o material principal que utilizei no L do Luís.

Quando o Luís estavam para nascer e destralhamos bastante a casa, o meu marido achou que não deviamos continuar a guardar tantas folhas que ocupam espaço. Mas como o que eu mais gostava de fazer durante a infância era pintar, desenhar, recortar, etc, etc, convenci-o que isto é material importantíssimo para guardar para o Luís utilizar daqui a uns anos.

Voltando à letra, as andorinhas e os peixes foram simplesmente pintados com canetas de feltro, as quais me foram oferecidas por um senhor sem-abrigo (ou com abrigo institucionalizado) que vai à minha loja. Deram-lhe diversas canetas e giz, ele achou que me devia dar e eu acho que foi muito boa ideia (fiquei sensibilizada por uma pessoa com elevada carência socioeconómica se ter lembrado de oferecer as canetas). Assim, já tenho canetas para o Luís pintar e giz para o quadro que lhe hei-de dar um dia (bem giz já tinha).

Imagem própria
Como se pode verificar, eu não sou adepta de destralhar muito, muito, muito. Acho que devemos comprar pouco e não acumularmos, mas há coisas que acho mesmo que devemos guardar. E tudo o que dá para fazer trabalhos manuais acho que deve ser guardado (com peso e medida, e claro, dependendo do espaço livre de cada um).

Continuarei a publicar o resto dos trabalhos que me pedirem para fazer.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Movimento Lixo Zero

O mês passado foi editado em Portugal o livro Desperdício Zero da autora Bea Johnson, o qual pretende mostrar como uma vida com menos lixo pode ser uma vida melhor e o que devemos fazer para tal (ainda não li o livro). Inspirando-se neste caso, a Ana do blogue Ana, Go Slowly fez um maravilhoso ficheiro em excel com várias dicas sobre produtos e hábitos que podemos alterar para reduzirmos o nosso lixo. Podem consultar a publicação onde explica o que a fez tomar esta iniciativa ou consultar directamente o ficheiro excel, o qual está partilhado na rede e é editável por todos (podem incluir as vossas dicas).

Além do ficheiro, gostaria também de vos convidar a fazer parte do grupo de facebook Lixo Zero Portugal, no qual partilhamos dicas, conhecimentos e ideias sobre como reduzir o nosso lixo, pelo bem de todos.

Imagem retirada de https://plataformaituiutabalixozero.wordpress.com/category/plataforma-ituiutaba-lixo-zero-2/

Claro que nem todos temos de chegar ao objectivo de lixo zero, eu estou bem longe dele, no entanto é dia-a-dia que caminhamos para essa meta. É com pequenas acções que chegamos lá ou quase lá. Vamos começar hoje?

Pense: Quanto lixo consumiu hoje?

sábado, 1 de outubro de 2016

Uma segunda vida para os óculos

Hoje, dado que estava em Coimbra decidi ir procurar no Jumbo se tinham cotonetes biodegradáveis (isto porque há uns tempos me tinham dito que costumava haver destes cotonetes no Jumbo de Coimbra e Leiria), mas não encontrei. Mas estava a sair do Jumbo e algo chamou a minha atenção, junto aos contentores de recolha de diversos materiais, está este:

Imagem própria
 E lá dentro isto:

Imagem própria
Eu não sabia que existiam contentores de recolha de óculos usados. Sabia que eram reciclados porque numa visita a uma estação de triagem de resíduos mostraram-me um "produto" que pareciam umas aparas que é o resultado da transformação/reciclagem dos óculos. Eu não sei bem para que servem essas aparas. Mas pensava que apenas as lentes que ficam nos oculistas eram recicladas. Não conhecia este tipo de recolha de óculos usados.

Esta ideia é diferente, não é tanto a reciclagem, mas sim a reutilização. Basicamente os óculos recolhidos vão ser triados e os que estiverem em bom estado vão ser dados a pessoas em carência socioeconómica, sobretudo em países com populações mais empobrecidas. Os restantes óculos seguem para reciclagem propriamente dita.

Esta iniciativa é realizada pela organização Lions Club International e no site podem ver a seguinte informação:
"Mudando vidas, um par de cada vez 
Em quase toda casa é possível encontrar um par de óculos que não é mais usado. Esse mesmo par de óculos pode mudar a vida de outra pessoa.

Reciclagem em Prol da Visão do Lions
 
Foi por isso que iniciamos o programa Reciclagem em Prol da Visão do Lions. Todos podem ajudar.
Durante o ano, Leões, Leos e outros voluntários coletam óculos usados e os entregam aos Centros de Reciclagem de Óculos do Lions (LERC) regionais. Os voluntários do LERC limpam, classificam por prescrição e embalam os óculos. Os óculos reciclados são distribuídos a pessoas carentes em comunidades de baixa e média renda, onde terão o maior impacto."

É mesmo verdade, todos temos uns óculos perdidos no fundo da gaveta, eu tenho dois pares que permanecem lá, guardados porque eu não sabia o que lhes fazer. Agora já sei.

Entretanto andei à procura na internet, mas não encontrei uma lista dos sítios com contentores para recolha de óculos em Portugal. Por isso, só sei que existe este contentor no Alma Shopping em Coimbra (junto ao Jumbo), mas acredito que haja mais por aí espalhados. Alguém conhece mais algum sítio com estes contentores? Se sim partilhem. Talvez o mais fácil seja para quem tiver óculos para entregar enviar um email para o Lions Club International mais perto da sua casa a perguntar onde pode entregar os óculos. Eu já sei, da próxima vez que vier a Coimbra trago os que lá tenho.

Esta iniciativa ajuda a destralhar as nossas gavetas, ajuda alguém no mundo e claro, ajuda o ambiente.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Compras em 2ª mão: uma poupança de recursos

Já faz mais de um ano que fiz uma publicação intitulada Reutilizar na era da internet, na qual referi que achava que a massificação da internet veio potenciar bastante a utilização de artigos em 2ª mão, e consequentemente ajudar o ambiente. E passado um tempo tive mesmo a confirmação quando li OLX permite a poupança de 3,1 milhões de toneladas de CO2 por ano.

"Em 2015, os utilizadores do OLX, plataforma de classificados online, contribuíram para a redução das emissões de CO2 em cerca 3,1 milhões de toneladas – o equivalente ao consumo do oxigénio produzido por 136 milhões de árvores num ano – ao optar por comprar e vender artigos usados em vez de novos.
Os cálculos foram desenvolvidos e apresentados pela própria plataforma com base na pegada de carbono dos produtos anunciados durante o ano de 2015. A pegada de carbono corresponde à soma da emissão de gases com efeito de estufa em cada fase da produção de um bem. No caso de um frigorífico novo, por exemplo, ao somar a matéria-prima (325,5 kg CO2) com a produção (53,2 kg CO2) e o transporte (11kg CO2), pode-se considerar que tem uma pegada correspondente a 389,7 kg de CO2.
“Os 3,1 milhões de toneladas de emissão de gases com efeito de estufa evitados pela actividade do OLX, corresponde ao consumo anual de 2,6 milhões de portugueses com as suas viaturas automóveis”, explica a empresa." (in http://greensavers.sapo.pt/2016/06/01/olx-permite-poupar-31-milhoes-de-toneladas-de-emissoes-de-co2-por-ano-com-infografia/)

E claro, isto foram as contas do OLX, mas para além deste, existem outros sites, grupos de discussão, fóruns, etc., onde se vende muita coisa em 2ª mão. Claro que nada nos garante que as pessoas que compraram estas coisas em 2ª mão teriam ido comprar o mesmo tipo de produtos novos, mas provavelmente teriam.

Cá em casa, a melhor compra que fizemos no OLX foi um frigorífico (nem por acaso, é o exemplo que está em cima, logo sei que poupamos cerca de 390kg de CO2). O frigorífico onde costumamos guardar as coisas da horta (não é o frigorífico da casa, aliás até está junto ao forno de lenha debaixo do telheiro no quintal) avariou. E comprar um frigorífico novo para ter ali pareceu-nos um bocado demais. Então foi no OLX que encontramos o frigorífico ideal por 50€, os donos queriam vendê-lo porque iam mudar de casa e precisavam de se livrar dele rapidamente. Só tinha dois problemas, não tinha luz e não tinha puxador. O que não foi difícil de resolver, tirou-se a lâmpada e o puxador do antigo e ficamos com um frigorífico a trabalhar em excelente estado. Noutra altura, este frigorífico teria ido para o lixo e nós teríamos comprado um novo.

Mas, às vezes, até podemos não encontrar o produto que queremos à venda e nessas ocasiões não há nada como perguntar (nos sítios certos). Foi o que fiz depois de ter publicado Viva as fraldas de pano (oito meses depois), onde referi que tinha de comprar mais fraldas pré-dobradas. Na altura, estava a pensar comprar novas e, portanto, estava a pensar comprar da Mita (marca portuguesa, produzidas em Portugal). Mas decidi perguntar no grupo das fraldas no facebook, se ninguém tinha fraldas pré-dobradas para vender e como esperava, havia alguém. Assim, por dez fraldas pré-dobradas paguei muito menos do que ia pagar por seis fraldas pré-dobradas novas e poupei o ambiente em variadíssimos recursos. Se fosse agora, acho que teria comprado todas as fraldas em 2ª mão, arrependo-me de não o ter feito, ainda comprei algumas, mas gastei muito dinheiro em fraldas novas e tenho pouca diversidade.

As fraldas pré-dobradas que comprei em 2ª mão
Imagem própria

A verdade é que até no embalamento se poupa, até agora todas as fraldas que comprei em 2ª mão vinham embrulhadas em sacos reutilizados. Nesta última compra, desembrulhei o saco com muito cuidado e está ali guardado para ser novamente reutilizado.

sábado, 6 de agosto de 2016

Resultado do passatempo - Dormir Nú é Ecológico

No passado dia 11 de Julho lancei este passatempo, o qual tinha como prémio o livro Dormir Nú é Ecológico. Este passatempo tinha como objectivo inspirar mais uma pessoa para a ecologia e para a sustentabilidade. No total foram contabilizadas 43 participações, acho que não é nada mau. E o site Random.org decidiu contemplar a participação número 30. A vencedora é a leitora Sandra Maia.

Imagem retirada de https://www.random.org/

Um dos requisitos para participar era deixar na caixa de comentários, uma pequena mensagem de sustentabilidade. Aqui fica um resumo das mensagens:

  • Reduzir o consumo;
  • Reflectir sobre o nosso impacto no ambiente;
  • 3Rs: Reduzir, Reutilizar e Reciclar
  • Pensar no mundo que queremos deixar para as nossas crianças, um mundo seguro e limpo;
  • Reduzir o uso de produtos descartáveis;
  • Reutilizar a água da chuva e das cozeduras das frutas/legumes;
  • Recusar o que não necessitamos;
  • Fazer compostagem;
  • Dar um segundo uso a tudo (por exemplo, os livros escolares);
  • Separar tampinhas para acções de solidariedade;
  • Reparar o que está estragado;
  • Partilhar livros;
  • Reduzir poluentes;
  • Dar o destino adequado e legislado aos resíduos;
  • Racionalizar o consumo da água;
  • Andar a pé, de bicicleta e de transportes públicos;
  • Analisar os nossos actos e mudá-los, se queremos um mudança global;
  • Dar o exemplo com as nossas acções para inspirarmos os outros;
  • Escolher criteriosamente o que consumimos, tendo em conta a protecção ambiental e ética;
  • Colocar um programador no termoacumulador para reduzir o consumo;
  • Usar todos os resíduos orgânicos no compostor, utilizar o composto para adubar a terra;
  • Ensinar as crianças a reciclar e reutilizar.
Aqui ficam as ideias dos leitores, espero que ao participarem tenham reflectido sobre as suas acções e ao partilharem as suas ideias tenham feito os outros pensarem também.

Todos a pensarmos no que podemos fazer, rumo a um mundo mais sustentável.

sábado, 30 de julho de 2016

Cozer leguminosas em casa - melhor em todos os aspectos

Uma das memórias mais longínquas que tenho de infância é mergulhar as mãos num pote gigantesco de grão de bico na loja perto da casa da minha avó. Bem, não mergulhava só as mãos no grão de bico, também mergulhava no feijão, mas o grão de bico era o meu preferido. Depois comprava-se dois quilos de grão de bico ou qualquer outra quantidade, lavava-se, escolhia-se e ficava de molho e posteriormente era cozido.

Imagem retirada de http://www.valencyinternational.com/chick-peas-kabuli-specifications.php
É isso, hoje vou falar de leguminosas, quero dizer, vou falar de cozer leguminosas em casa. Eu sei que esta é daquelas dicas de economia doméstica que todos conhecemos. Pelo menos é das dicas de economia doméstica mais faladas. Mas nem por isso vou deixar de falar sobre ela.

Quando me juntei, decidi que cá em casa íamos consumir leguminosas cozidas em casa. Quer das que temos no quintal (normalmente apenas feijoca e algum feijão vermelho), quer das de compra. No entanto, sempre reconheci a praticidade de comprar feijão ou grão enlatado, é sempre útil ter em casa para uma emergência. O problema é que a ideia de ter em casa para alguma emergência, se tornou num hábito de consumo, sobretudo depois do Luís nascer. Ele veio mudar a nossa vida e hábitos, nem sempre para melhor, o tempo é escasso.

No entanto, cozer leguminosas não custa nada, podemos pôr uma grande quantidade de molho e cozer vários quilos de uma só vez e depois guardar as leguminosas, congelando-as. E foi isso que fiz recentemente, cozi imensa feijoca e tenho cinco caixas plásticas congeladas (eu tenho espaço para tal).


Recipientes com feijocas cozidas para congelar
Imagem própria

A nível económico, cozer feijão ou grão em casa fica muito mais barato do que comprar em frascos ou latas. A nível de saúde, o grão e o feijão enlatado já têm adicionados conservantes e sal, por exemplo os bebés quando começam a comer leguminosas não devem comer das que se compram já cozidas por este motivo. A nível ambiental, obviamente que também tem vantagens, sobretudo se como a feijoca que cozi vier do quintal, mas mesmo que se tenha de comprar as leguminosas, em cru ocupam muito menos espaço, logo as embalagens usadas são menos (melhor ainda se forem compradas a granel em grandes quantidades), sem contar com todos os processos industriais por que passam as leguminosas antes de serem enlatadas. No entanto, se comprarem leguminosas já cozidas embaladas, quer para questões de emergência, quer para uso habitual, escolham os frascos de vidro em detrimento das latas (estou a preparar uma publicação sobre latas para breve). Afinal, os frascos são facilmente reutilizáveis como podem ver abaixo.

No entanto, há algo sobre o feijão que vos queria contar, nas latas e frascos normalmente não vem a origem do produto. Mas nos pacotes que vendem as leguminosas cruas costuma constar essa informação, há umas semanas fui comprar feijão no Jumbo e originário de Portugal só havia um feijão a granel e biológico (tudo coisas boas), mas que era carissímo. Todo o outro feijão tinha as seguintes origens: Brasil, Estados Unidos da América, México, Canadá, Irão e Azerbeijão (é capaz de me faltar mais algum país de origem do feijão, mas não havia nenhum de Portugal, nem da Europa próxima). E pronto eu comprei um quilo de um feijão distante em vez de comprar o feijão português biológico caríssimo. Eu sei que a escolha não devia ter sido esta, mas pronto.

Por isso, sem dúvida que é mesmo melhor eu ter feijão no quintal do que comprar feijão de países tão distantes.

Mas bem, por falar em frascos, tal como o ano passado já comecei a fazer a minha polpa de tomate anual e a reutilizar os frascos.

Imagem própria

terça-feira, 26 de julho de 2016

Embalagens: uma infinidade de recursos deitados fora

Longe vai o tempo em que eu acreditava que ser ecológico era separar o lixo e pô-lo na reciclagem. Claro que é algo importante, mas o mais sustentável é mesmo reduzir o lixo que fazemos. Mas não é de todo fácil, embora eu saiba que há casos de sucesso de pessoas que estão um ano sem fazerem praticamente lixo, como este Como 2 famílias encheram cada uma, apenas um frasco, com o lixo de um ano, não acho uma tarefa muito simples.

No caso acima apresentado, tudo o que não dava para ser reutilizado ou compostado era considerado lixo. Está certo, independentemente se é possível reciclar ou não, acho certo que aquilo que deitamos na reciclagem seja considerado lixo, afinal foram recursos que utilizamos e mandamos fora.  E já há muito tempo que acho que utilizo embalagens demais, algumas se calhar são possíveis de reutilizar, mas também não vou guardar coisas infinitas à espera de serem reutilizadas. E quando eu penso que gasto muitas embalagens, sei que mesmo assim, gasto provavelmente bem menos que muitas pessoas. Por exemplo, o meu almoço hoje foi uma omelete de cebola e cenoura com salada de tomate a acompanhar e bebi água. Só comprei as cenouras, logo só este produto usou embalagens, tudo o resto é cá do quintal. Por isso, neste caso utilizei muito menos embalagens do que uma pessoas que tivesse de comprar os ovos, as cebolas e o tomate.

Mas andava eu a considerar a quantidade de embalagens que gastamos cá em casa e decidi fazer uma experiência este fim-de-semana. Desde Sábado à hora do almoço até Domingo à tarde, esta foi a quantidade de resíduos que separei para a reciclagem (de notar que tive visitas e éramos seis pessoas cá em casa). Por um lado, acredito que haja quem faça bem mais resíduos no mesmo espaço de tempo, por outro lado é triste saber a quantidade de matéria-prima, energia, trabalho humano e custos ambientais que foram necessários para produzir estas embalagens que foram usadas uma vez e deitadas na reciclagem (apenas algumas destas garrafas de vinho, já tinham sido reutilizadas antes de serem mandadas fora). De seguida para estes resíduos serem reciclados vão ser gastos mais recursos, mais energia, mais água e consequentemente existirão mais custos ambientais.

Imagem própria

A ideia da reciclagem mascara-nos, conheço muitas pessoas que acham que ser amigo do ambiente passa por separar os resíduos e reciclar. Claro que é melhor que nada, mas o mais necessário é sem dúvida reduzir o consumo e reutilizar o que é possível. No entanto, isso deve ser um passo pessoal, mas devia ser sobretudo uma questão política. A reutilização de embalagens devia ser incentivada pelo estado. De certeza que já falei neste blogue sobre o que penso da maioria das garrafas de vidro neste momento serem de tara perdida, é ridículo.

Enquanto não há respostas governativas para a quantidade de resíduos que fazemos, cabe a cada um tentar reduzir os seus resíduos. No entanto, para mim não é tarefa fácil, primeiro porque não vivo sozinha, segundo porque há um conjunto de hábitos difíceis de deixar, terceiro porque muitas vezes não temos alternativas às embalagens. Tudo, mas tudo está embalado, pouco se vende a granel.

E vocês, costumam olhar para a vossa reciclagem e pensar "Porquê é que gasto tantas embalagens?".

domingo, 10 de julho de 2016

Inquéritos sobre hábitos ecológicos em crianças: resultados (1ª parte)

Considerações iniciais

No dia 10 de Maio, nesta publicação pedi a que os leitores respondessem a um inquérito sobre os hábitos ecológicos em crianças, ou seja, se os pais e principais cuidadores têm preocupações ambientais nas escolhas diárias que fazem na vida dos seus filhos.

Desde já e tal como referi na altura, este inquérito não pretende ser uma amostra fidedigna da sociedade, uma vez que para tal teria de ter uma amostra bastante heterogénea e como devem calcular quem vem a um blogue sobre questões de sustentabilidade responder a um inquérito é desde logo uma pessoa com algumas preocupações ambientais. Por isso, infelizmente, tenho a noção que esta amostra está muito enviezada. É pena.

Para concluir, tive 48 respostas ao inquérito, mas a pergunta se tinha filhos era uma pergunta de despiste que não permitia que se continuasse o inquérito, por isso decidi não considerar três inquéritos. Assim, apenas serão avaliadas as 45 pessoas que responderam ao inquérito completo.

Os inquéritos foram respondidos entre o dia 10 de Maio e o dia 19 de Maio.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Sacos de plástico transparentes

Sabem os sacos de plásticos transparentes, cá por casa aparecem imensos, vêm sobretudo da padaria e quando se compra fruta. Claro que continuo adepta de recusar o máximo de sacos possíveis, tal como referi aqui, mas os mais difíceis de recusar são mesmo estes transparentes. Pois, costumam ser usados para produtos alimentares que não estamos habituados a pôr num saco já usado.

No entanto, a nível ambiental, estes são os piores sacos, uma vez que ao serem bastante leves e frágeis são mais facilmente degradados, dividindo-se em diversas partes (considerando ainda as partículas invisíveis a olho nú), o que dificulta a sua reciclagem e, por outro lado, faz com que mais facilmente permaneçam em meios naturais.

Assim, costumava guardar religiosamente estes sacos, porque podiam dar jeito para qualquer coisa. Quando, estava a trabalhar costumava levar o lanche dentro de um saco destes. No entanto, agora que estou em casa, sei que não me dão jeito para nada. Na realidade, nem para o lixo me dão jeito, por isso ia guardando, guardando, até que eles desapareciam da cozinha. Eu bem os escondia debaixo de um cesto, mas volta e meia desapareciam.

Descobri que era o meu marido que quando via muitos sacos daqueles, os punha todos para a reciclagem. O problema é que eu acho que se deve reutilizar antes de reciclar, mas a verdade é que, no meu caso apenas os acumulava porque podiam dar jeito.

Lá cheguei à conclusão que era mesmo melhor pô-los para a reciclagem já que não tinha onde os reutilizar. Mas no outro dia, estava cá em casa uma amiga que me perguntou o que eu ia fazer aos sacos, porque estes sacos dão-lhe imenso jeito. Segundo me disse, como quase todo o lixo dela é reciclavel, até encher um saco de lixo grande com restos de comida (cascas, espinhas, etc) demora imenso tempo. Então, todos os dias, usa estes sacos para não ter lá lixo orgânico a apodrecer em casa. Eu não tenho esse problema porque os meus restos não são deitados fora, mas pronto fiquei feliz e agora guardo os sacos para lhe dar.

Entretanto, já lhe disse que quando ela vier cá a casa ter comigo, pode muito bem em vez de deitar o saco dos restos no lixo, trazê-lo para mim, ofereço os restos às galinhas e a seguir ainda reciclo o saco. E ela concordou, estou mesmo feliz. Menos lixo nos aterros, mais vida para os sacos, mais comida para as galinhas.

Imagem retirada de http://www.nauzero.com/2015/03/plasticos-sufocam-oceanos-e-baleias/

Por causa da poluição do mar que já tanto falei aqui neste blogue, aproveito para partilhar mais esta triste notícia Redes de pesca e peças de carros: o que está no estomago dos cachalotes.

Entretanto, só queria partilhar que enviei um email à padaria onde costumo comprar o pão a sugerir que utilizem menos sacos de plástico ou que os troquem por sacos de papel. No entanto, como já estou acostumada ninguém me respondeu.

Eu devia era começar a levar os saquinhos de plástico já usados para pôr a fruta quando vou à mercearia, mas ainda tenho uma certa vergonha, confesso.

terça-feira, 29 de março de 2016

Quatro meses de fraldas e toalhitas reutilizáveis

Um estendal de fraldas e toalhitas de pano
Imagem própria

As fraldas e as toalhitas reutilizáveis, ou seja de material têxtil, têm sido um assunto que frequentemente abordo aqui no blogue. Embora, no momento em que escrevo, as publicações sobre o assunto não estejam nas dez mais vistas do blogue, a verdade é que pelas estatísticas reparo que são das publicações mais frequentemente acedidas.

Quando o Luís fez dois meses fiz um balanço sobre a utilização destes produtos, das toalhitas e das fraldas, e este último não era muito animador. Passado mais dois meses, o tempo passa rápido, tudo melhorou.

Neste momento, já consigo utilizar quase todas as fraldas de pano, sem fugas, bem às vezes acontece, mas isso também acontece nas descartáveis. No entanto, para dormir de noite e para sair continuo a usar descartáveis, isto porque de noite ele dorme muitas horas seguidas e quando saio (estou a falar de saídas grandes, não de ir ao café ou à mercearia) tenho receio de não lhe conseguir mudar logo a fralda. Na verdade, pela minha experiências as descartáveis são bem mais absorventes que as de pano. Para termos a mesma absorvência numa fralda de pano temos de conjugar absorventes extra e o meu menino como é magro com muitos absorventes parece um chouriço. Todavia, o ser mais absorvente em si não é uma mais-valia, penso eu, sobretudo quando estamos em casa, uma vez que não me parece muito saudável a criança andar com a fralda cheia de urina. No entanto, confesso que não uso apenas fraldas de pano, mas se em oito fraldas diárias, por exemplo, uso três descartáveis e cinco reutilizáveis, já não acho nada mau.

Em relação às toalhitas continuo a usar quase em exclusivo as de pano e não quero outra coisa. Tenho um pacote de 70 toalhitas descartáveis aberto há quatro meses e dura, dura, dura.


Mas e em viagem?


Desde que nasceu, o Luís já foi duas vezes à terra do pai e foi ao Algarve. Nestas ocasiões nunca usei fraldas reutilizáveis, não que não o consiga fazer, mas porque passando poucos dias fora, terei que trazer todas as fraldas sujas para lavar em casa. O que significaria que depois ficava basicamente sem fraldas para usar no dia seguinte. No entanto, as toalhitas uso das de pano, na casa dos meus sogros, eles têm algumas, logo nem preciso de levar. Quando fomos ao Algarve levei um saco e no hotel usei sempre toalhitas de pano, mas confesso que quando mudei a fralda no carro usei descartáveis.


E se alguém ficar a tomar conta do Luís?

Aqui o caso muda de figura, aprendi que não posso obrigar ninguém a ser ecológico, se já me fazem o favor de tomar conta dele, não vou pedir que usem as fraldas e as toalhitas reutilizáveis. Até porque a maioria das pessoas não entende porque prefiro usar estes produtos e sinceramente, cada vez, tenho menos paciência para explicar. O que vale é que até hoje ainda só o deixei com alguém duas vezes e isso significa poucas fraldas e toalhitas descartáveis.

Mas afinal porque continuo a preferir usar os produtos reutilizáveis?

Sobretudo pela causa ambiental, sinceramente custa-me imenso deitar um saco de fraldas descartáveis no lixo comum. Claro que vejo a praticidade das coisas descartáveis, e como disse anteriormente também as uso, mas nem por isso sou uma adepta destas. Mas acho que é o facto de eu dizer que uso sobretudo por uma questão ambiental que ainda deixa as pessoas mais incrédulas. Afinal, as pessoas percebem que alguém queira poupar dinheiro, as pessoas percebem que alguém queira cuidar do seu filho, usando coisas mais saudáveis. Mas poucas pessoas percebem que alguém queira cuidar do ambiente e consequentemente do planeta, esse espaço que é de todos.

Digo mais, as pessoas em vez de criticarem e gozarem com quem usa fraldas de pano, deviam era agradecer porque há quem esteja a contribuir para um bem maior. E eu sei que para muitos isto nem sequer é compreensível, porque não pensam em todos os processos até um produto ser fabricado e em toda a realidade após o produto ser descartado.

E para finalizar, ainda no outro dia uma amiga que por acaso até é das que concorda mais com a minha ideia disse-me: "Tens noção que gastas muita água a lavar as fraldas e as toalhitas?"; lá tive de responder: "Qualquer produto novo, na sua produção e transporte, gasta muito mais água do que lavar um produto semelhante em casa".

sexta-feira, 4 de março de 2016

Eu farei uma moldura, prometo!

Desde que o Luís nasceu que as minhas manualidades se têm reduzido a zero, bem fiz o cesto para as molas e acho que foi a única coisa. Tinha uma fralda para lhe bordar o nome e uns babetes para bordar e oferecer, mas não fiz nada. Aliás, até os meus dotes culinários pioraram, fiz a pior lasanha da minha vida no outro dia, fazer molho béchamel enquanto estou a entreter constantemente uma criança é um bocado complicado (na altura desejei aquele béchamel que já vem feito, sem me importar com embalagens ou se o leite do béchamel era dinamarquês).

Ando, há umas semanas a tentar fazer-lhe um brinquedo, mas no meio de tanta coisa, vai passando, passando, pelo menos já cortei o molde e comecei a bordá-lo, um dia hei-de acabar. Mas como o meu cérebro é sempre mais rápido do que as minhas mãos decidi que tenho de lhe fazer outra coisa, uma moldura. Uma moldura em pasta de papel.

E porque me lembrei disto, sinceramente não sei em concreto, mas recordei que há uns anos, mais precisamente há 12 anos, eu e mais duas amigas oferecemos uma moldura feita por nós em pasta de papel a outra amiga. E pensei é mesmo uma boa ideia para fazer.

Pedi a esta minha amiga se me podia tirar fotografias da moldura, para publicar aqui e para me relembrar como tínhamos feito a parte de trás. A verdade é que podíamos ter feito algo mais perfeito, mas vá esta moldura já dura há 12 anos, é obra, afinal foi feita com jornais velhos.

A parte da frente, percebe-se que os guaches não eram da melhor qualidade
Imagem própria

Por trás, devo confessar que a prefiro assim
Imagem própria

Os acabamentos foram com cartão e pioneses, sim não eram os melhores, realmente
Imagem própria

Espero conseguir fazer uma moldura mais perfeita que esta, quando não sei, mas fica na minha lista de desejos de coisas que hei-de fazer. Já agora hei-de arranjar um vidro, já que nesta não úsamos. Até porque na moldura estava uma fotografia nossa com os fantásticos 17 e 18 anos, logo já era uma beleza completa, não precisava de vidro.

O processo se bem me lembro era muito fácil, basta utilizar jornais ou outro tipo de papel ou cartão, cola de madeira e água. Mas quando fizer a moldura, um dia, hei-de partilhar a receita, por enquanto fica a ideia. Se tiverem mais tempo que eu ou se forem mais organizados. Neste momento, o meu único desejo é ir apanhar a roupa que está no estendal, mas hoje o Luís está a fazer greve de sling.

Principais benefícios de fazer a moldura, reciclamos papel e fazemos uma peça única com o nosso cunho pessoal.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Que tal alugar?

Imagem retirada de http://www.fashionbubbles.com/historia-da-moda/os-vestidos-de-noiva-na-historia-da-moda-em-fotos-originais/

Não, não se assustem, eu não estou a pensar casar... E verdade seja dita, mesmo que estivesse passados quase cinco anos de união de facto, não me imagino com um vestido de noiva, na realidade nem na altura me imaginava.

Então qual o motivo desta imagem? Quando eu era pequena adorava ver fotografias, vá ainda adoro, mas gostava de ver sobretudo fotografias de casamentos (como uma pessoa pode mudar tanto?), vi as do casamento dos meus pais vezes sem conta. Mas o que me fazia confusão era o casamento da minha tia, primeiro ela tinha casado com um vestido de mangas compridas (em Fevereiro é normal, mas na altura eu não pensava nisso), segundo com um vestido alugado. Eu pensava que devia ser triste casar com um vestido alugado, afinal a pessoa depois não ficava com ele. Mas na realidade para que é que a pessoa quer o vestido de noiva? Acho que a minha mãe deitou o dela fora quando mudámos de casa.

E porque é que me lembrei disto? Porque pela primeira vez que me lembre, aluguei qualquer coisa (sem ser casa e carro, as únicas coisas que tinha alugado até agora). Aluguei uma bomba eléctrica de tirar leite. Tinham-me emprestado uma bomba manual, mas nunca me ajeitei muito com aquilo, de tal forma que acho mais fácil tirar leite com a mão, mas queria experimentar uma eléctrica para ver se dava. Comprar estava fora de questão, afinal são caras e não sei se resulta. Assim, achei que a solução ideal é mesmo alugar. Tem um custo de 40€ por mês e se alugar durante cinco meses seguidos fico com ela, bem acho que isso não compensa muito, mas é bom para experimentar.

Comecei assim a pensar que devíamos alugar mais coisas em vez de comprá-las. Na realidade, alugando estamos a potenciar a vida daquele produto, ser utilizado por mais que uma pessoa. Por isso alugar, a par de comprar coisas em 2ªmão, é sem dúvida um solução sustentável.

E foi assim que me lembrei da minha tia e do seu vestido de casamento. A verdade é que ela fez muito bem, primeiro em 1976 acredito que ela não tivesse muito dinheiro para comprar um vestido, segundo para que queria ela passados 40 anos o vestido? Provavelmente já o teria mandado fora como fez a minha mãe.

E depois comecei a lembrar-me, acho que quando eu era pequena, os fatos que eu usava no Carnaval ou eram emprestados ou alugados. Será que hoje ainda se alugam fatos de Carnaval?

Ao fim e ao cabo, se pensarmos bem há imensas coisas que poderíamos alugar em vez de comprar. Então porque é tão raro alugarmos coisas? Pelo menos falo por mim.

Verdade seja dita, nem sei se há muitas lojas de aluguer de produtos, mas acho que era uma boa aposta. Mais sustentável sem dúvida e acho que é especialmente conveniente a quem vive em casas pequenas.

Estava a pensar, acho que o grande apogeu de lojas que alugavam coisas foram os clubes de vídeo nos anos 80 e 90. Aquilo sim era reutilizar um produto.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Garrafão de água: um cesto para as molas da roupa

Há umas semanas, na publicação Lixo: a minha terapia mostrei uma ideia para reutilizar um garrafão de água. Transformá-lo num útil cesto para molas de roupa, o que vinha mesmo a calhar já que o meu se partiu. Se assim pensei, assim fiz. E aqui mostro o resultado. Como o tempo livre não é muito, não ficou assim muito perfeito, mas está utilizável.

Material utilizado:
Garrafão de água;
Feltro;
Agrafos;
Cordel.

Cortei o garrafão e à volta meti feltro para não cortarmos as mãos, mas como estava com pressa prendi com agrafos, no entanti acho que resultava melhor com cola quente. Também tentei fazer a pega com feltro, mas como tentei prender com clips não resultou.


Imagem própria

Imagem própria


Então decidi fazer a pega com cordel de cozinha, resulta na mesma. Como se pode ver na imagem abaixo.

Imagem própria

E assim fiz o meu cesto para as molas da roupa, não tenho é certeza que dure muito. E já agora não se esqueçam que de duas coisas estragadas podemos sempre fazer uma coisa útil. Aqui a mola de plastideira.

Imagem própria

Não se esqueçam que reutilizar significa sempre poupar recursos, bem mais dos que aqueles que nos lembramos. Afinal grande parte dos cestos de roupa devem ser feitos na China, logo embalagens, embalagens, transportes e mais transportes.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Dois meses de fraldas - balanço ecológico negativo

O meu Luís tem dois meses, uma semana e dois dias e esse é exactamente o tempo em que lido com fraldas. Sim antes de ser mãe só tinha mudado uma fralda na vida e não correu muito bem, saiu xixi por todo o lado. Mas bem, agora já mudo há dois meses e às vezes ainda sai xixi por todo o lado.

Como tinha anteriormente referido no blogue, em Fraldas reutilizáveis - a minha escolha e O meu stock de fraldas reutilizáveis decidi escolher fraldas de pano para o Luís. Mas como já expliquei em Blogue meu, blogue meu, existirá alguém mais poluidor que o meu filho? tenho usado muitas fraldas descartáveis, aliás nos últimos tempos são as que uso na maioria das vezes para minha tristeza.

Ao início usava bastantes descartáveis porque não tinha investido em stock de recém-nascido, o meu marido convenceu-me que não devia comprar destas porque as usaria pouco tempo. E sinceramente, ele tinha razão as de recém-nascido usei cerca de um mês. De notar que o meu Luís nasceu pesadote, bem dois meses depois, embora o corpo tenha mudado, o peso não é assim tão diferente.

Agora o problema é que as de recém-nascido já não servem e as tamanho único na sua maioria estão grandes. Embora ele tenha mais de 4,5kg, as fraldas mesmo sendo a partir de 3 ou 4kg ficam largas, é ainda muito corpo de bebé como me tinham explicado. Por isso, neste momento só tenho seis fraldas de pano que lhe servem decentemente, o que não impede uns xixis, volta e meia, para fora. Mas isso também me acontece com as descartáveis.

Sei que a maioria das pessoas escolhe outras soluções, capas de lã e tal, até acredito que sejam melhores, mas eu preciso de coisas práticas. É que se já tenho pouco tempo para fazer o que seja, não me estou a ver a lanolizar capas. Sei que também posso tentar comprar outro tipo de fraldas de pano, mas o dinheiro não abunda e agora também não ando com muito tempo para pesquisar.

Aos problemas do tamanho das fraldas junta-se a logística, tenho as máquinas de lavar e secar roupa numa casinha no quintal e como passo quase todo o dia sozinha com o bebé só tenho três hipóteses: levo-o para o quintal comigo; deixo-o sozinho dentro de casa; fico com ele em casa e a roupa que espere. Normalmente escolho a terceira opção e à noite não me apetece ir para o frio. Devo confessar que não tinha pensado nestes constrangimentos logísticos.

Mas creio que daqui a um ou dois meses já consiga usar mais e melhor as fraldas reutilizáveis, primeiro conforme o tempo tem passado isto de ser mãe tem-se tornado mais fácil, segundo ele há-de crescer e as fraldas vão-se adaptar melhor (espero), terceiro quando chegar a Primavera posso trazê-lo para apanhar solinho no quintal (ele gosta de apanhar solinho, mas agora ainda está frio). Por isso, acho que isto vai melhorar.

Por enquanto, vou usando muitas descartáveis e as de pano que vou conseguindo. Cada vez que uso uma de pano penso "Ao menos tu não vais não vais para o lixo".

O que eu acho mais engraçado é que das seis fraldas de tamanho único que já consigo usar, quatro foram compradas em segunda mão. O que me leva a pensar que talvez por já terem sido mais usadas se adaptem melhor.

Mas embora ainda não use tanto como gostaria, adoro ver o meu pirolito com fraldas de pano. Agora, claro que dá mais trabalho, mas nem é assim tanto, acho é que se tivesse a máquina de lavar, a de secar e o estendal dentro de casa seria mais fácil.

Imagem própria

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Perspectivas: roupa velha ou roupa nova?

O meu pai é daquelas pessoas que não se importa de gastar dinheiro no que for, mas... há limites, nomeadamente na roupa. Há quatro anos que ele só tem quatro pares de calças de ganga, há uns dias o meu cão rasgou umas e ele levou à modista para arranjar. No outro dia, as outras calças romperam-se.

Pai: "Tenho de levar à modista para ver se arranja"
Eu (que supostamente sou a ecologista cá de casa): "Oh pai se calhar devias era comprar umas calças novas, não?"
Pai: "Mas estas têm pouco tempo, já as comprei depois da mãe morrer"
Eu: "Oh pai, mas isso já foi há quatro anos e tu andas todos os dias desde essa altura com os mesmos quatro pares"
Pai: "Pois, mas a modista ainda deve conseguir arranjar"

Ganha o ambiente e o comércio local.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O meu stock de fraldas reutilizáveis

O meu stock de fraldas reutilizáveis está feito, apenas uns dias antes do bebé nascer, mas está feito. Já tinha referido esta minha escolha na publicação Fraldas reutiliáveis - a minha escolha. Na qual referi os tipos de fraldas, as vantagens e os grupos de facebook que me ajudaram a perceber melhor este mundo.

E assim fui fazendo o meu stock. E aqui está ele preparadinho.

Imagem própria
Adoro vê-las assim todas arrumadinhas. Agora vamos ver é se fiz o investimento certo, tenho um grande receio que não.

Porque basicamente comprei todas do mesmo tipo. Eu sei que devia ter diversificado, mas a verdade é que na teoria, as minha fraldas preferidas são as de Bolso.

Existem vários tipos de fraldas:
  • Planas (musselinas) e pré-dobradas: mais idênticas às antigas têm de ser usadas com capa;
  • Ajustadas e de contorno: uma fralda completa, mas sem impermeável têm de ser usadas com capa;
  • Bolso: fralda com um bolso onde se introduz um ou mais absorventes;
  • Tudo em um: idênticas às de bolso, mas o absorvente está cosido à fralda.
  • Híbridas: estas são as que ainda não entendi muito bem, mas penso que é tipo uma capa com um absorvente próprio que preenche todo o espaço da capa.

Mas que teoricamente me parecem melhor são as de bolso e porquê? São fáceis de pôr, podemos secar a fralda e o absorvente em separado (o absorvente demora mais tempo a secar que a fralda). Mas pelo que percebi algumas pessoas têm bastantes fugas. Mas como eu sou cabeça dura, não consegui resistir às minhas ideias que as de bolso são as melhores, vamos ver senão me arrependo.

Então o meu stock consiste em:


Recém-nascido
  • 8 fraldas híbridas da marca Close (mais 4 absorventes extra);
  • 1 fralda de bolso da marca Alva;
  • 1 fralda de bolso da marca Fuzzibunz.

Estas fraldas não vão dar para todos os dias de recém-nascido, mas não quis investir mais dinheiro nesta fase, porque tenho receio que o bebé nasça bastante grande e as use pouco tempo. Mas pronto, acho que vou ter de usar umas descartáveis também durante os primeiros tempos.



Maiores  

Neste caso são basicamente fraldas de tamanho único, as quais se ajustam através de molas, velcro ou elásticos.

  • 3 fraldas pré-dobradas Mita (estas são de um tamanho intermédio);
  • 2 fraldas ajustadas de bambu Alva;
  • 1 fralda ajustada InseVimse;
  • 15 fraldas de bolso B'bies;
  • 1 fralda tudo em um, em bambu da B´bies;
  • 1 fralda tudo em um da Totsbots;
  • 1 fralda de bolso da Wizard;
  • 7 fraldas de bolso da Alva;
  • 2 fraldas de bolso  da Little Lamb;
  • 2 fraldas de bolso da FuzziBunz (estas ajustam com elástico e parecem possíveis de usar num recém-nascido);
  • 1 capa Alva (acho que tenho de comprar mais umas duas capas).

Além das fraldas comprei vários absorventes extra em bambu, cânhamo, carvão de bambu, ou seja para todos os gostos. Espero é não ter feito uma grande burrice nestas minhas compras, a ver vamos. Comprei as fraldas todas em lojas online, com excepção das 2 fraldas de bolso Little Lamb; 2 fraldas de bolso FuzziBunz e da ajustada InseVimse que comprei em 2ª mão, mas que basicamente estão novas. É isso que me dá algum alento, se vir que o meu bebé não se adapta a estas fraldas posso sempre vendê-las como praticamente novas.

Devo ainda dizer que há umas capas lindas e dizem que super saudáveis e sustentáveis de lã. Lindas, lindas, mas têm de ser constantemente lanolizadas e bem não me senti preparada para tal. Quem sabe se tiver um 2º filho.

E agora deixo-vos umas imagens mas pormenorizadas das fraldas. Para quem vai ter filhos ou já teve e não usa fraldas reutilizáveis, pensem se as mais-valias para a saúde do bebé, para o ambiente e para a vossa economia não são suficientes para escolher este tipo de fraldas. Além disso são lindas. Querem ver?

A minha preferida, a fralda de Londres da Totsbots (eu adoro a cidade de Londres e apaixonei-me por esta fralda):

Imagem própria

E já que estamos no mês de Novembro, o qual é o mês da prevenção do cancro da próstata e que muitos homens se associam à ideia de deixar crescer o bigode para fazer sensibilização, mostro-vos esta fralda. A qual acho super fofinha e comprei em "honra" do bigode do meu pai:

Imagem própria

E agora, uma capa que não contabilizei acima. Esta capa de fralda era do meu namorado, ou seja já tem 31 anos e eu quero usá-la. Poucas vezes provavelmente, porque o tipo de tecido utilizado naquele tempo é demasiado plastificado, não deixando a pele do bebé a respirar tão bem. Mas se há 30 anos todos os bebés usavam este tipo de capa, acho que também a posso usar algumas vezes.

Imagem própria

E aqui estão as minhas fraldas para um bebé ecológico e giro. Aproveito para mostrar uma parte do stock de toalhitas que falei em Toalhitas reutilizáveis para bebés, tenho duas caixas de toalhitas destas grandes e a caixa pequena que é para levar na mala do bebé.

Imagem própria

 E já que estamos a falar de usar produtos reutilizáveis, também os protectores de mamilos podem e devem ser reutilizáveis, mas depois falo disso.

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