Esta é daquelas ideias de sustentabilidade que todos conhecemos, mas nem todos cumprimos. Muitas vezes também não cumpro.
Antes de haver a norma dos sacos nos supermercados serem pagos, eu trazia-os para casa, o que me dava muito jeito para o lixo e tal, ou para levar as coisas para a reciclagem (às vezes quando vou seguir para outro sítio levo dentro de sacos, quando vou só despejar e voltar para casa, costumo levar em baldes, também costumo aproveitar para separar os resíduos aproveitando os sacos de comida do cão ou da comida dos outros animais). Alguns sacos de plástico guardava dentro da mala para quando ia a algum supermercado em que os sacos já fossem pagos (Lidl, Pingo Doce e o Jumbo que tinha caixas especiais).
Agora desde que a norma saiu, nunca mais comprei um saco de plástico, verdadeiro desperdício não é? Desperdício de dinheiro e de matérias-primas. Assim ando sempre com um saco pequeno de compras durável dentro da minha mochila, a qual também serve muitas vezes para trazer as coisa, e quando vou ao hipermercado de carro também tenho aqueles sacos enormes.
Por isso neste momento, no que toca a ir a super ou hipermercados acho que andamos todos mais sustentáveis. Mas e quando vamos a outras lojas? Lojas de roupa ou outra coisa, onde ainda nos dão sacos... acho que quase todos os aceitamos, muitas vezes nem nos lembramos de os recusar.
Assim, fui dar uma volta pelo Freeport de Alcochete, à procura de coisas fantásticas (ou pelo menos baratas, de preferência nacionais ou europeias) para o meu bebé e as nossas compras foram:
- 2 babygrows numa loja;
- 1 casaco de bebé noutra loja;
- 2 tshirts de bebé noutra loja;
- 1 tshirt de adulto noutra loja.
Isto significaria em casos normais, 4 sacos de plástico ou papel, assim foi só um saco, e isto porque me esqueci de recusar o primeiro por falta de hábito. Mas a verdade é que as 6 peças de roupa, sendo 5 de bebé recém-nascido cabem muitíssimo bem num simples saco. Logo é mais que suficiente.
Mas ainda me lembro de há uns anos atrás, quando eu tinha talvez uns 15 anos, ou seja quase há 15 anos, recusar sacos e dizerem-me que eram obrigados a dar. A verdade é que agora, os vendedores já não obrigam ninguém a levar o saco, aliás numa loja uma das vendedoras disse-me "o ambiente agradece". É caso para responder: "Isso mesmo".
Não que eu deite os sacos fora, normalmente reutilizo sempre, o que também gera um problema, o exagero de sacos que tenho guardados para reutilizar. Sim mandar um saco fora, mesmo para reciclar, é quase sacrilégio para mim. Logo não há mesmo melhor forma que os reduzir, as próprias marcas deviam agradecer. Já imaginaram o que uma marca gasta em sacos que muitas vezes só são usados uma vez?
E por falar em sacos lembrei-me de uma coisa que me dá que pensar, às vezes faço compras online no Continente, daquelas que vamos levantar na loja, mas penso que as que entregam em casa seja a mesma coisa. Os supermercados actualmente não dão sacos plásticos, sendo que os sacos leves são obrigados a taxá-los a 10 cêntimos. Então qual não foi o meu espanto quando, a primeira vez que fui buscar uma compra online, os produtos vinham todos dentro de uns sacos leves, sem asas, dados pelo continente (não encontrei imagens na internet).
É caso para perguntar: "Sacos leves são perigosos para o ambiente, mas senão tiverem asas já não fazem mal?"
Sei que foi uma forma deles contornarem a lei e agradarem os clientes, mas parece-me um bocadinho parvo, os sacos serem oferecidos por não terem asas, enquanto sacos iguais com asas são considerados "perigosos" e por isso têm de ser taxados.
Não faço muitas vezes compras no Continente Online, prefiro ir às lojas, mas com o cansaço da gravidez tem dado jeito em alguns dias. Esses sacos sem asas são excelentes para pôr no balde das borras de café da minha loja, logo no meu caso são sempre reutilizados. Fecho o saco depois de cheio, trago as borras para os canteiros das flores e os sacos vão para reciclar. Mais uma vez, do mal o menos.
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domingo, 30 de agosto de 2015
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
Não secar as mãos em casas de banho públicas
Nunca gostei de secar as mãos em casas de banho públicas com secadores, aquele calor nas minhas mãos é algo que realmente não aprecio. Aliás eu nem sequer uso secador de cabelo pelo mesmo motivo, com raras excepções como se estiver muito constipada num dia de Inverno muito rigoroso, por isso por ano não devo usar o secador de cabelo mais que três ou quarto vezes.
Como nunca gostei de secadores de mãos, quando as casas de banho apenas têm essa opção costumo sacudir dentro do lavatório e se estiverem ainda com alguma água passo-as pela minha roupa. E bem, às vezes ainda nem saí da casa de banho e já estão secas. Mas quando havia a hipótese de limpar a papel costumava utilizá-lo.
Mas de há uns tempos para cá comecei a perguntar-me: "Se quando só há secador prefiro não secar as mãos, porque as hei-de secar quando há papel?"
Por este motivo deixei de as secar de todo, não quero gastar papel simplesmente para secar mãos. Mais lixo, mais desperdício, mais energia gasta sem qualquer necessidade.
Assim, só seco as mãos quando tenho toalhas de pano, ou seja, em minha casa ou na casa de alguém.
Relativamente a secar as mãos na cozinha, continuo a fazer como sempre aprendi, a secá-las num pano de cozinha. Aliás é a principal utilização que dou a panos de cozinha, isso e utilizá-los para passar nas bancadas e tal, já que não costumo secar a loiça, uma vez que a deixo a escorrer. Mas no outro dia apercebi-me que há quem, mesmo em casa, use rolo de papel de cozinha para secar as mãos. Fiquei incrédula, a sério que dá jeito a alguém secar as mãos em casa a papel para a seguir o deitar fora. Sem contar com o desperdício, nem que seja por uma questão económica parece-me estranho. Secar mãos limpas a papel só porque sim, em sua casa, é algo muito estranho para os meus hábitos e para os meus ideais de sustentabilidade.
Como nunca gostei de secadores de mãos, quando as casas de banho apenas têm essa opção costumo sacudir dentro do lavatório e se estiverem ainda com alguma água passo-as pela minha roupa. E bem, às vezes ainda nem saí da casa de banho e já estão secas. Mas quando havia a hipótese de limpar a papel costumava utilizá-lo.
Mas de há uns tempos para cá comecei a perguntar-me: "Se quando só há secador prefiro não secar as mãos, porque as hei-de secar quando há papel?"
Por este motivo deixei de as secar de todo, não quero gastar papel simplesmente para secar mãos. Mais lixo, mais desperdício, mais energia gasta sem qualquer necessidade.
Assim, só seco as mãos quando tenho toalhas de pano, ou seja, em minha casa ou na casa de alguém.
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| Imagem retirada de http://comunicadores.info/2007/10/18/wwf-paper-dispenser/ |
Relativamente a secar as mãos na cozinha, continuo a fazer como sempre aprendi, a secá-las num pano de cozinha. Aliás é a principal utilização que dou a panos de cozinha, isso e utilizá-los para passar nas bancadas e tal, já que não costumo secar a loiça, uma vez que a deixo a escorrer. Mas no outro dia apercebi-me que há quem, mesmo em casa, use rolo de papel de cozinha para secar as mãos. Fiquei incrédula, a sério que dá jeito a alguém secar as mãos em casa a papel para a seguir o deitar fora. Sem contar com o desperdício, nem que seja por uma questão económica parece-me estranho. Secar mãos limpas a papel só porque sim, em sua casa, é algo muito estranho para os meus hábitos e para os meus ideais de sustentabilidade.
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