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terça-feira, 21 de março de 2017

O tesouro desenterrado

Ainda há uns dias disse que o meu objectivo era fazer apenas uma publicação por mês, mas já estou a ir contra o planeado. Mas tinha de vos mostrar o meu achado "arqueológico".

Imagem própria



E agora vou contar-vos a história. O terreno ao lado da minha casa está sem qualquer tipo de actividade. Nesse sentido o dono deixa que as nossas galinhas andem lá à solta, é bom para nós e para ele que assim não tem de gastar dinheiro na manutenção do terreno. O terreno de que estou a falar é bastante grande. Então, raramente vou a alguns sítios do terreno. Mas no outro dia ia ver se andavam plásticos a voar quando encontrei o meu "tesouro".

A história é a seguinte, há bastantes anos, há mais de vinte anos, a pessoa que amanhava aquela parte do terreno mandava todo o lixo para um canto. Após o terreno ter deixado de ser cultivado cresceram silvas por todo o lado. Anos mais tarde, as nossas cabras foram comendo as silvas, deixando o terreno livres para as galinhas esgravatarem à vontade... então elas têm andado num grande achado arqueológico... enfim, o terreno como teve tanto lixo, entre o qual orgânico, a terra ali tem uma textura e muitos restos interessantes para as galinhas. No entanto, pelo meio também aparece muitas garrafas de vidro (intactas) e muitos plásticos (muitíssimo degradados).

Então agora quando consigo, lá vou eu apanhar umas garrafas ou uns plásticos. Mais uma vez temos a prova que o vidro é um material muitíssimo melhor. Na grande maioria dos casos permanece intacto até o poderia reutilizar se quisesse (mas o seu destino vai ser mesmo a reciclagem).

Na fotografia seguinte podem ver as garrafas que apanhei no dia da descoberta, depois disso já lá voltei e já apanhei outras, nomeadamente as da primeira fotografia.



Imagem própria



quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Breves: não ser ecológico é...

Como comerciante até é algo que eu poderia considerar bom... mas não há argumento algum que me leve a ver algo de positivo em ter clientes que constantemente compram uma lata de refrigerante, bebem um golo e mandam o resto fora. Isto acontece diariamente na minha loja, vários adolescentes compram uma lata de bebida e mandam-na fora quase inteira, passado uma hora ou duas voltam a fazer o mesmo.

Desperdiçam o dinheiro que os pais lhes dão (fruto supostamente do seu trabalho) e desperdiçam uma quantidade de recursos. Já os chamei à atenção, mas ainda fui olhada com aquele ar de "nós pagámos e estás a reclamar de quê?". Resta-me continuar a salvar as latas que eles deixam no caixote do lixo e no chão e reencaminhá-las para a reciclagem.

Se quiserem saber mais sobre as latas de alumínio, já falei delas aqui.

A facilidade com que adquirimos e descartamos as coisas assusta-me, ainda mais quando nem sequer as utilizamos.

Acho que o Papai Tucano e o Tucano Júnior também agradeciam se não lhes causássemos tantos danos ao seu habitat.

Imagem própria

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Movimento Lixo Zero

O mês passado foi editado em Portugal o livro Desperdício Zero da autora Bea Johnson, o qual pretende mostrar como uma vida com menos lixo pode ser uma vida melhor e o que devemos fazer para tal (ainda não li o livro). Inspirando-se neste caso, a Ana do blogue Ana, Go Slowly fez um maravilhoso ficheiro em excel com várias dicas sobre produtos e hábitos que podemos alterar para reduzirmos o nosso lixo. Podem consultar a publicação onde explica o que a fez tomar esta iniciativa ou consultar directamente o ficheiro excel, o qual está partilhado na rede e é editável por todos (podem incluir as vossas dicas).

Além do ficheiro, gostaria também de vos convidar a fazer parte do grupo de facebook Lixo Zero Portugal, no qual partilhamos dicas, conhecimentos e ideias sobre como reduzir o nosso lixo, pelo bem de todos.

Imagem retirada de https://plataformaituiutabalixozero.wordpress.com/category/plataforma-ituiutaba-lixo-zero-2/

Claro que nem todos temos de chegar ao objectivo de lixo zero, eu estou bem longe dele, no entanto é dia-a-dia que caminhamos para essa meta. É com pequenas acções que chegamos lá ou quase lá. Vamos começar hoje?

Pense: Quanto lixo consumiu hoje?

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Boas práticas: pastilhas elásticas e beatas de cigarros

Nas publicações mais recentes falei sobre questões relativas às pastilhas elásticas e às beatas dos cigarros, nomeadamente o problema de serem deixadas em meio natural ou em meio urbano. Mas hoje na página de  facebook Lisboa, capital europeia do lixo (convido-vos a gostarem da página, é sempre bom sabermos o que se passa nas nossas ruas) foi publicada uma fotografia da cidade de Guimarães, a qual pelos vistos tem Papa-Chicletes e EcoPontas.

Imagem retirada de https://www.facebook.com/lisboacapitaldolixo/photos/a.206767729400310.49860.206762056067544/1086916564718751/?type=3&theater

Entretanto fui pesquisar e encontrei esta notícia Guimarães instala Papa-Chicletes e EcoPontas para eliminar resíduos do chão que explica o seguinte:

" Câmara Municipal de Guimarães apresentou o “Papa-Chicletes” e o “EcoPontas”, duas novas estruturas de mobiliário urbano que pretendem contribuir para a redução de chicletes e pontas de cigarro atiradas para o chão, dois dos resíduos mais encontrados nas praças e ruas da cidade. O processo de reciclagem a que serão submetidos, posteriormente, permitirá a sua conversão e valorização científica, transformando-os em novos produtos disponíveis para a comunidade, desde a formação de novos plásticos ou de papel, passando pela energia ou agricultura."

Já é uma boa notícia saber que estes resíduos não vão para ao chão, ainda é melhor saber que vão ser valorizados e não simplesmente deitados no lixo comum e posteriormente em aterro. Uma excelente iniciativa que devia ser imitada por todos os municípios do país.

sábado, 1 de outubro de 2016

Uma segunda vida para os óculos

Hoje, dado que estava em Coimbra decidi ir procurar no Jumbo se tinham cotonetes biodegradáveis (isto porque há uns tempos me tinham dito que costumava haver destes cotonetes no Jumbo de Coimbra e Leiria), mas não encontrei. Mas estava a sair do Jumbo e algo chamou a minha atenção, junto aos contentores de recolha de diversos materiais, está este:

Imagem própria
 E lá dentro isto:

Imagem própria
Eu não sabia que existiam contentores de recolha de óculos usados. Sabia que eram reciclados porque numa visita a uma estação de triagem de resíduos mostraram-me um "produto" que pareciam umas aparas que é o resultado da transformação/reciclagem dos óculos. Eu não sei bem para que servem essas aparas. Mas pensava que apenas as lentes que ficam nos oculistas eram recicladas. Não conhecia este tipo de recolha de óculos usados.

Esta ideia é diferente, não é tanto a reciclagem, mas sim a reutilização. Basicamente os óculos recolhidos vão ser triados e os que estiverem em bom estado vão ser dados a pessoas em carência socioeconómica, sobretudo em países com populações mais empobrecidas. Os restantes óculos seguem para reciclagem propriamente dita.

Esta iniciativa é realizada pela organização Lions Club International e no site podem ver a seguinte informação:
"Mudando vidas, um par de cada vez 
Em quase toda casa é possível encontrar um par de óculos que não é mais usado. Esse mesmo par de óculos pode mudar a vida de outra pessoa.

Reciclagem em Prol da Visão do Lions
 
Foi por isso que iniciamos o programa Reciclagem em Prol da Visão do Lions. Todos podem ajudar.
Durante o ano, Leões, Leos e outros voluntários coletam óculos usados e os entregam aos Centros de Reciclagem de Óculos do Lions (LERC) regionais. Os voluntários do LERC limpam, classificam por prescrição e embalam os óculos. Os óculos reciclados são distribuídos a pessoas carentes em comunidades de baixa e média renda, onde terão o maior impacto."

É mesmo verdade, todos temos uns óculos perdidos no fundo da gaveta, eu tenho dois pares que permanecem lá, guardados porque eu não sabia o que lhes fazer. Agora já sei.

Entretanto andei à procura na internet, mas não encontrei uma lista dos sítios com contentores para recolha de óculos em Portugal. Por isso, só sei que existe este contentor no Alma Shopping em Coimbra (junto ao Jumbo), mas acredito que haja mais por aí espalhados. Alguém conhece mais algum sítio com estes contentores? Se sim partilhem. Talvez o mais fácil seja para quem tiver óculos para entregar enviar um email para o Lions Club International mais perto da sua casa a perguntar onde pode entregar os óculos. Eu já sei, da próxima vez que vier a Coimbra trago os que lá tenho.

Esta iniciativa ajuda a destralhar as nossas gavetas, ajuda alguém no mundo e claro, ajuda o ambiente.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

21ª campanha de reciclagem de radiografias

Começou ontem, dia 13 de Setembro, a 21ª campanha de reciclagem de radiografias promovida pela AMI (Assistência Médica Internacional). Nesta iniciativa pode entregar em qualquer farmácia as suas radiografias com mais de cinco anos ou sem valor de diagnóstico. Poderá entregar as radiografias até dia 4 de Outubro.

Ao entregar as suas radiografias estará a reciclar um material poluente, dando-lhe o destino adequado e salvando a prata que é um material valioso (ao reciclar estes materiais, não se esqueça que está a contribuir para a menor necessidade de extracção de novos minérios e consequentemente para uma maior sustentabilidade) e ainda ajuda a AMI na sua missão.

Imagem retirada de http://www.cm-arganil.pt/noticias/ambiente-e-saude/21a-campanha-reciclagem-radiografias-ami/

Já agora, se for à farmácia aproveite e deixei lá os seus medicamentos fora de validade, há imenso tempo que estou para referir isto, todos os medicamentos que não usa devem ser entregues na farmácia para que tenham o destino adequado, não devem ser colocados no lixo comum. Para mais informações sobre o tema consulte o site da valormed.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Breves: ser ecológica e as visitas

Alguém adivinha o motivo ecológico que me faz gostar de receber visitas em casa?

É que assim tenho a certeza que os seus resíduos vão ser triados e depois vão para a reciclagem. E eu recebo em casa muita gente que não faz reciclagem diariamente, logo é um verdadeiro ganho ambiental, eheh, quero crer nisto.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Caminante, no hay caminho

Agora que sou adulta e olho para trás vejo o que eu mais gostava nos escuteiros: caminhar, andar, andar, andar. Sempre gostei de andar, quando era pequena e ia para a praia, eu queria era andar, andar, andar. Já contei aqui no blogue que comecei a fazer as minhas grandes caminhadas no dia a seguir de saber que estava grávida. O que significa que comecei e acabei, porque a gravidez e caminhadas de quilómetros não são muito fáceis de conciliar, nem caminhadas e bebés.

No entanto, quero partilhar convosco, não caminhadas que fiz, mas caminhadas que quero fazer. A verdade é que estas férias que estão agora a acabar fui a Santiago de Compostela e ao Cabo Finisterra e fiquei fascinada.

Santiago de Compostela é um dos mais famosos destinos de peregrinação cristã, segundo percebi a peregrinação acaba com a chegada à catedral de Santiago de Compostela, mais precisa com a visita ao túmulo de Santiago, um dos apóstolos de Jesus. Quem me conhece, sabe, que a fé cristã (católica em particular) é algo que me deixou de acompanhar há muitos anos. Na realidade, apenas acredito na natureza e na sua força, o que me leva a crer que devemos adorar os elementos da natureza e não qualquer Deus criado à nossa semelhança. E é aqui que entra o meu fascínio. No fundo, o meu grande objectivo não era ir a Santiago de Compostela (mas gostei muito na mesma), o meu objectivo era ir ao Cabo Finisterra (ou Fisterra em galego).

No tempo dos romanos, acreditava-se que este cabo era o ponto mais ocidental (do mundo conhecido na altura, parece que não conheciam o nosso Cabo da Roca ou então não percebiam muito de longitudes, não devem ter feito a maravilhosa cadeira de Cartografia I), por esse motivo chama-se Finisterra, ou seja, o fim da terra. Este cabo, que dista cerca de 90 km de Santiago de Compostela, é para muitos peregrinos a última etapa da peregrinação, recuperando assim uma antiga tradição celta de culto a Ara Solis (culto em honra do Sol).

Para mim, pessoalmente, faz-me muito mais sentido caminhar para ir adorar o Sol do que para adorar Santiago. Mas acho que caminhar para adorar seja o que for, é mais um processo interno de procura e conhecimento de nós próprios do que outra coisa. Caminhar é um acto de encontro espiritual. Talvez, por isso, encontrei nos peregrinos que vi, uma enorme paz interior (o que sinceramente não costumo ver nas peregrinações a Fátima). Uma paz, um despojamento, uma alegria, um encontrar o caminho. Não o caminho físico, não o caminho da estrada, mas o seu caminho pessoal.

Eu também quero conhecer esta sensação, espero um dia fazer este caminho, ir de Santiago de Compostela a pé até ao Cabo Finisterra, adorar o Sol, as árvores, as pedras, o mar, a natureza e sentir-me mais confortada espiritualmente. Cada um pode encontrar na peregrinação e nas caminhadas as suas respostas, umas mais próximas das religiões existentes, outras mais relacionadas com a natureza, mas o que no fundo importa é encontrarmos a nós mesmos e encontrarmos as nossas respostas. A caminhada e a contemplação da natureza são a forma mais fácil de o fazer, pelo menos é o que penso.

Um poema do espanhol António Machado (ver completo aqui)

Caminhante, são tuas pegadas
o caminho e nada mais;
caminhante, não há caminho,
se faz caminho ao andar


Por acaso gosto mais da versão original

Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.

E é mesmo esta a perspectiva, a questão não é o caminho físico, mas é ao caminhar que encontramos o nosso ser, é uma busca espiritual. Caminhar é um encontro connosco, é esquecer o mundo, com o único objectivo de andar e de descobrir um novo mundo invisível aos outros, o nosso mundo interior.


O Cabo Finisterra
Imagem própria

O grande motivo pelo qual não pode fazer neste momento da minha vida o caminho a pé, mas espero conseguir passar-lhe o gosto pelo caminhar.

Eu e o meu bebé no km 0 dos caminhos de Santiago
Imagem própria

E como não poderia deixar de ser. O que há no cabo Finisterra? Isso mesmo, contentores decentes de reciclagem, na questão do lixo, a Galiza tem nota máxima, tudo limpo, imensos caixotes de reciclagem, uma verdadeira alegria para os meus olhos.

Imagem própria

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Copos descartáveis: o rescaldo de uma festa de aldeia

Lembram-se das minhas publicações Verão: festas, festivais e lixo no chão e Super Bock Super Rock e o Ecocup? Hoje volto à temática dos copos descartáveis em festas de Verão, mais precisamente para fazer um espécie de balanço da festa da terra do meu marido, na qual ele foi festeiro este ano.

A festa começou na 6ªfeira, dia 12 de Agosto e acabou ontem, dia 16 de Agosto e como podem calcular foram gastos milhares de copos de plástico. Se não têm ideia de quantos, vejamos, foram vendidos 60 barris de cerveja, os quais têm uma capacidade de 50 litros cada. Cada copo leva 25cl, por isso por cada litro de cerveja são utilizados 4 copos. Então 60*50*4=12000.

Doze mil copos numa festa relativamente pequena, imaginem numa festa grande, e isto são só contas de copos de cerveja, não nos podemos esquecer que havia outras bebidas a vender, embora a sua venda seja quase residual.

Este ano, eles tiveram a ideia de incentivarem as pessoas a porem os copos à volta de um mastro. Claro que a ideia é um bocadinho naquele sentido de se gabarem do que se bebeu na festa (não gosto muito destas gabarolices), mas também para não terem tanto trabalho a varrerem e limparem o recinto da festa. Achei uma boa ideia, ao menos incentivaram as pessoas a não deixarem os copos no chão (embora claro que muitos ficaram no chão, nas ruas da aldeia e nos terrenos agrícolas). Todavia, passei agora por lá e já tinham tirado os copos e posto todos no caixote do lixo comum. Tipo!!! A sério???? Plástico tão bem separado e põem no lixo comum, mesmo com um plasticão à porta... A falta de consciência ambiental é algo que não compreendo. Do mal, o menos, acredito que este ano, pelo menos os copos que ficaram à deriva foram em muito menor número.

Imagem própria

Imagem própria

Sabem quantos resíduos foram separados nesta festa para a reciclagem? Nenhum! Foi tudo para o lixo comum. Há coisas incompreensíveis para mim, eu bem que tentei incentivar o meu marido para que tivessem contentores de separação do lixo, mas a resposta dele foi qualquer coisa como "ninguém está para isso". Cuidar do bem comum nunca é muito valorizado. A minha esperança é que alguns destes copos que já estão triados acabem por ser salvos antes de ir para aterro. Afinal há locais onde mesmo o lixo comum passa por uma triagem e ainda aproveitam alguns resíduos. Pelo menos estes copos não estão todos partidos no meio da natureza como costuma acontecer.

E quero relembrar novamente o número: 12 000 copos numa festa de aldeia. Imaginam quantos copos se deitam fora em todas as festas de aldeia por este país fora, por este mundo fora? Quando usarem um copo descartável, lembrem-se que o custo ambiental dele é muito superior aos cêntimos do seu preço (sim, os copos de café na minha loja também).

No meu caso pessoal, as duas garrafas de água e a lata de ice tea que bebi na festa trouxe-as comigo, pelo menos trato do meu lixo, e ainda, salvei umas quantas tampinhas.

E só mesmo para acabar:
  • Ponto 1 - se fizerem uma festa, sigam o exemplo deles e incentivem as pessoas a separar os copos, poupa trabalho e o ambiente, mas já agora, depois ponham-nos no contentor amarelo;
  • Ponto 2 - ao menos a loiça utilizada nada era descartável, foram sempre pratos de loiça ou inox, acho que agora estão a lavá-los.

sábado, 6 de agosto de 2016

Resultado do passatempo - Dormir Nú é Ecológico

No passado dia 11 de Julho lancei este passatempo, o qual tinha como prémio o livro Dormir Nú é Ecológico. Este passatempo tinha como objectivo inspirar mais uma pessoa para a ecologia e para a sustentabilidade. No total foram contabilizadas 43 participações, acho que não é nada mau. E o site Random.org decidiu contemplar a participação número 30. A vencedora é a leitora Sandra Maia.

Imagem retirada de https://www.random.org/

Um dos requisitos para participar era deixar na caixa de comentários, uma pequena mensagem de sustentabilidade. Aqui fica um resumo das mensagens:

  • Reduzir o consumo;
  • Reflectir sobre o nosso impacto no ambiente;
  • 3Rs: Reduzir, Reutilizar e Reciclar
  • Pensar no mundo que queremos deixar para as nossas crianças, um mundo seguro e limpo;
  • Reduzir o uso de produtos descartáveis;
  • Reutilizar a água da chuva e das cozeduras das frutas/legumes;
  • Recusar o que não necessitamos;
  • Fazer compostagem;
  • Dar um segundo uso a tudo (por exemplo, os livros escolares);
  • Separar tampinhas para acções de solidariedade;
  • Reparar o que está estragado;
  • Partilhar livros;
  • Reduzir poluentes;
  • Dar o destino adequado e legislado aos resíduos;
  • Racionalizar o consumo da água;
  • Andar a pé, de bicicleta e de transportes públicos;
  • Analisar os nossos actos e mudá-los, se queremos um mudança global;
  • Dar o exemplo com as nossas acções para inspirarmos os outros;
  • Escolher criteriosamente o que consumimos, tendo em conta a protecção ambiental e ética;
  • Colocar um programador no termoacumulador para reduzir o consumo;
  • Usar todos os resíduos orgânicos no compostor, utilizar o composto para adubar a terra;
  • Ensinar as crianças a reciclar e reutilizar.
Aqui ficam as ideias dos leitores, espero que ao participarem tenham reflectido sobre as suas acções e ao partilharem as suas ideias tenham feito os outros pensarem também.

Todos a pensarmos no que podemos fazer, rumo a um mundo mais sustentável.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Sistema de reciclagem, o que falha? O caso das latas de alumínio

Como prometi há duas publicações atrás, cá estou eu para falar de latas de alumínio e para, por muito que me custe, dar razão ao meu pai. A história é a seguinte, embora o meu pai separe o lixo (talvez por ser coagido por mim), a verdade é que ele não concorda com este sistema de darmos o material assim de graça. Segundo ele, isto é uma forma de eles (as empresas de gestão de resíduos) ganharem dinheiro, quando antigamente havia gente a vender estes materiais. Bem, ainda há quem venda sucata (o meu pai junta e vende), na qual se podem incluir as latas de bebidas ou de outros alimentos (eu costumo pôr na mesma na reciclagem para não ficarem acumuladas pelo quintal, mais xiu, ninguém sabe). Mas há materiais que antes se vendiam e havia quem os juntasse e agora não se vendem como por exemplo o cartão, ainda me lembro de existirem pessoas a apanhar cartão na rua. E nessa perspectiva, é verdade, por um lado nós damos os materiais sem pedir nada em troca, por outro lado isso faz com que as pessoas na generalidade não se interessem do destino a dar aos materiais. Mas eu penso que é pelo bem de todos, logo é melhor existirem os sistema de reciclagem. No entanto...

Imagem retirada de http://www.setorreciclagem.com.br/reciclagem-de-metal/reciclagem-das-latas-de-aluminio/

... é, existe sempre um mas... estava eu a ler o meu livro adorado, A História das Coisas quando atravês de uma comparação de dados sobre a reciclagem de latas de bebidas no Brasil e nos Estados Unidos da América percebi que realmente o meu pai tem razão.

"O que é isso então? Estão a acenar com a bandeira branca da reciclagem? Bem, o facto é que com toda a atenção que foi dada à reciclagem nos últimos anos deu aos Americanos uma ideia inflacionadas da quantidade de alumínio que está a ser reciclada. Isso é uma manipulação inteligente dos números por parte da indústria de alumínio.
Embora seja verdade que as latas são 100 por centro recicláveis há décadas que a reciclagem de alumínio nos Estados Unidos está em declínio. Actualmente estamos a reciclar cerca de 44 por cento das latas, taxa inferior aos 54,5 por cento de 2000 e à taxa máxima de 65 por cento de 1992.

Em parte isso deve-se ao facto de os Americanos passarem cada vez mais tempo nos transportes e a consumirem bebidas pelo caminho, aliado ao facto de haver poucos recipientes de reciclagem longe de casa, como o centro comercial, o cinema, o aeroporto, etc. E também porque ainda só é aplicada taxa de depósito de garrafas, de entre 2,5 a 10 cêntimos por lata em apenas dez estados de todo o país. Enquanto isso, no Brasil há uma impressionante taxa de reciclagem de 87 por cento dos recipientes de bebidas, porque muitas pessoas dependem do que ganham com a sua recolha." (Annie Leonard in A História das Coisas)

A questão é um pouco o que já referi anteriormente na publicação Lixo: compensação ou punição monetária, quando temos um sistema de reciclagem que não "obriga" as pessoas a separarem o lixo, grande parte do mesmo acaba por ficar perdido. Mas como a recolha, venda e transformação destes produtos pertence às entidades gestoras dos resíduos, deixou de ser viável para o cidadão comum andar a apanhar determinados resíduos para vender (o que pelos vistos ainda acontece no Brasil). Mais, uma vez digo que quem separa o lixo devia ter direito a contrapartidas positivas e quem não o faz devia ser punido. Afinal, isto é um assunto que diz respeito a todos.

Mas continuando, não me vou debruçar sobre os impactes da extracção de minérios da natureza até porque não sei explicar bem, mas também podem ler sobre o assunto no livro. Quero só transcrever mais umas passagens sobre as latas de bebidas.

"Com efeito, estima-se que mais de um bilião de latas de alumínio tenha ido parar a aterros desde 1972, quando começou a haver registos. Se estas latas fossem desenterradas, valeriam aproximadamente 21 mil milhões de dólares em preços actuais de sucata. Só em 2004, mais de 800 000 toneladas de latas foram eliminadas em aterros nos Estados Unidos (e 300 000 toneladas no resto do mundo). Como salientou um relatório da organização Worlwatch, «é como se cinco fornos de fundição deitassem toda a sua produção anual - um milhão de toneladas de metal - directamente para um buraco no chão. Se essas latas tivessem sido recicladas, ter-se-iam poupado 16 mil milhões de quilowatts-hora - electricidade suficiente para mais de dois milhões de lares europeus durante um ano." (Annie Leonard in A História das Coisas)
São muitos números, não é? Muita energia gasta escusadamente, muita natureza da qual foram extraídos minérios, porque as pessoas não se interessam em separar o seu lixo. Da próxima vez que beberem uma bebida de lata lembrem-se que aquele material é 100% reciclável, mas que se não o separarem provavelmente vai contribuir para encher um aterro e em algum local do mundo há mais alumínio a ser extraído para produzir mais uma lata, mais dezenas de latas, mais milhões de latas. Se perto de si não houver um recipiente de reciclagem, guarde a lata e depois ponha-a no sítio correcto mais tarde.

Para terminar, só referir algo que me fez pensar:

"Após tudo isso, os conteúdos da lata são consumidos numa questão de minutos e a lata é deitada fora numa questão de segundos. «Não entendo os meus concidadãos. Importam este produto, bebem o lixo e depois deitam fora o recurso valioso», afirma o activista porto-riquenho Juan Rosario, lamentando os níveis elevados de consumo de refrigerantes e o baixo nível de reciclagem na sua ilha." (Annie Leonard in A História das Coisas)

E tal como o meu pai diz, talvez antigamente antes de toda a gente falar em reciclagem, se reciclasse mais. Nada era descartado, tudo era valioso. Claro que todo era valioso porque viviam em pobreza, agora vivemos em abundância, mas o planeta Terra não é uma máquina de produção constante de matérias-primas. É preciso parar, reduzir, reutilizar e reciclar de forma a não ser necessários estar a extrair constantemente minérios. Acredito que se todo o alumínio fosse reciclado e o seu uso repensado, talvez não fosse preciso continuar a extrair, pelo menos não na actual escala.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Embalagens: uma infinidade de recursos deitados fora

Longe vai o tempo em que eu acreditava que ser ecológico era separar o lixo e pô-lo na reciclagem. Claro que é algo importante, mas o mais sustentável é mesmo reduzir o lixo que fazemos. Mas não é de todo fácil, embora eu saiba que há casos de sucesso de pessoas que estão um ano sem fazerem praticamente lixo, como este Como 2 famílias encheram cada uma, apenas um frasco, com o lixo de um ano, não acho uma tarefa muito simples.

No caso acima apresentado, tudo o que não dava para ser reutilizado ou compostado era considerado lixo. Está certo, independentemente se é possível reciclar ou não, acho certo que aquilo que deitamos na reciclagem seja considerado lixo, afinal foram recursos que utilizamos e mandamos fora.  E já há muito tempo que acho que utilizo embalagens demais, algumas se calhar são possíveis de reutilizar, mas também não vou guardar coisas infinitas à espera de serem reutilizadas. E quando eu penso que gasto muitas embalagens, sei que mesmo assim, gasto provavelmente bem menos que muitas pessoas. Por exemplo, o meu almoço hoje foi uma omelete de cebola e cenoura com salada de tomate a acompanhar e bebi água. Só comprei as cenouras, logo só este produto usou embalagens, tudo o resto é cá do quintal. Por isso, neste caso utilizei muito menos embalagens do que uma pessoas que tivesse de comprar os ovos, as cebolas e o tomate.

Mas andava eu a considerar a quantidade de embalagens que gastamos cá em casa e decidi fazer uma experiência este fim-de-semana. Desde Sábado à hora do almoço até Domingo à tarde, esta foi a quantidade de resíduos que separei para a reciclagem (de notar que tive visitas e éramos seis pessoas cá em casa). Por um lado, acredito que haja quem faça bem mais resíduos no mesmo espaço de tempo, por outro lado é triste saber a quantidade de matéria-prima, energia, trabalho humano e custos ambientais que foram necessários para produzir estas embalagens que foram usadas uma vez e deitadas na reciclagem (apenas algumas destas garrafas de vinho, já tinham sido reutilizadas antes de serem mandadas fora). De seguida para estes resíduos serem reciclados vão ser gastos mais recursos, mais energia, mais água e consequentemente existirão mais custos ambientais.

Imagem própria

A ideia da reciclagem mascara-nos, conheço muitas pessoas que acham que ser amigo do ambiente passa por separar os resíduos e reciclar. Claro que é melhor que nada, mas o mais necessário é sem dúvida reduzir o consumo e reutilizar o que é possível. No entanto, isso deve ser um passo pessoal, mas devia ser sobretudo uma questão política. A reutilização de embalagens devia ser incentivada pelo estado. De certeza que já falei neste blogue sobre o que penso da maioria das garrafas de vidro neste momento serem de tara perdida, é ridículo.

Enquanto não há respostas governativas para a quantidade de resíduos que fazemos, cabe a cada um tentar reduzir os seus resíduos. No entanto, para mim não é tarefa fácil, primeiro porque não vivo sozinha, segundo porque há um conjunto de hábitos difíceis de deixar, terceiro porque muitas vezes não temos alternativas às embalagens. Tudo, mas tudo está embalado, pouco se vende a granel.

E vocês, costumam olhar para a vossa reciclagem e pensar "Porquê é que gasto tantas embalagens?".

quarta-feira, 20 de julho de 2016

As pessoas e o lixo

Há pessoas que mandam o lixo para o chão...
Há quem não o faça, mas o misture todo e o ponha no lixo indiferenciado...
Há ainda quem separe os resíduos, mais ou menos, separa a maior parte...
Há quem, como eu separe todo e mais algum resíduo...
Há muitos tipos de pessoas no que se refere ao lixo que fazem...

Até há quem separe tudo, mas não veja o problema de fazer muito lixo, uma vez que o separa.

E depois há pessoas que separam o lixo, levam-no até aos contentores de reciclagem, mas depois são incapazes de o colocar no contentor... Mas isto tem alguma lógica? Isto acontece, sobretudo, no que se refere aos resíduos de vidro, afinal custa muito colocar garrafa a garrafa... As pessoas devem achar que não podem gastar dois minutos a pôr as garrafas no contentor.

Imagem própria


Não liguem muito à qualidade da fotografia... É que também há pessoas, tipo eu, que se esquecem que estamos na era digital e não reparam que puseram o dedo bem à frente do visor...  Mas é uma fotografia meramente ilustrativa.

Os resíduos que separam, mas não são colocados nos sítios correctos (mesmo que os ponham ao lado) não estão garantidamente encaminhados para reciclagem... Além disso, custa-me a compreender como as pessoas gostam de ver as ruas cheias de lixo. Faz-me lembrar uma professora que tive que dizia que nos países do Sul da Europa se limpa e cuida muito do interior das casas, mas se cuida pouco do espaço exterior, o espaço comum. Sem dúvida que ela tinha razão.

domingo, 3 de julho de 2016

Verão: festas, festivais e lixo no chão

Verão é sinónimo de festas, feiras e festivais, desde dos mega-eventos até às festas de aldeia, todo o país é inundado pelas mais diversas festividades. As mesmas, obviamente, trazem consigo imenso lixo, as pessoas estão a ver um concerto, a beber uma cerveja e a forma mais fácil é mesmo deitar os copos no chão. Na realidade, nem sempre há caixotes perto e no dia seguinte ou na própria noite é óbvio que alguém vai varrer o chão e apanhar toda a lixarada.

Mas também é óbvio que o lixo, sobretudo o plástico, não fica ali à espera de ser apanhado. A realidade é que poucas horas, poucos minutos, podem fazer com que o lixo voe para qualquer outro local. Para áreas naturais, quer seja florestas, dunas ou mesmo para o oceano e nesses casos já não há nada a fazer. Além disso, com tantas vezes que já foram pisados, os copos tornam-se frequentemente numa quantidade de partes infinitas impossíveis de apanhar. Como já referi diversas vezes, o plástico perdido em meio natural é uma grande ameaça sobretudo para as espécies que acabam por ingerir estes produtos.

Por isso, este ano quando se estiverem a divertir à grande, não se esqueçam que divertir não significa não pensar no ambiente. Não mandem copos de plástico e outro tipo de coisas para o chão, procurem um plasticão (nem tenho bem certeza se reciclam os copos de plástico), se não houver ponham um contentor normal, mas no chão, NÃO!

Imagem retirada de http://www.meucopoeco.com.br/site/tag/copos-reutilizaveis/

E para não dizerem que sou fundamentalista, nem estou a dizer para não beberem em copos de plástico descartáveis, estou simplemente a pedir que tenham cuidado quando os descartam. De qualquer maneira, estou com umas ideias para enviar uns emails a algumas das grandes fornecedoras de copos descartáveis das festas que ocorrem por esse país fora.

domingo, 8 de maio de 2016

Reciclar plástico



Eu quero uma máquina destas. Fascinante.
Eu já sabia que era assim que se fazia, mas pensar na possibilidade de ter uma máquina caseira é espectacular.

Agora lembrei-me que nunca falei dos vários tipos de plástico, acho que isso merece uma publicação futura.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Sacos de plástico transparentes

Sabem os sacos de plásticos transparentes, cá por casa aparecem imensos, vêm sobretudo da padaria e quando se compra fruta. Claro que continuo adepta de recusar o máximo de sacos possíveis, tal como referi aqui, mas os mais difíceis de recusar são mesmo estes transparentes. Pois, costumam ser usados para produtos alimentares que não estamos habituados a pôr num saco já usado.

No entanto, a nível ambiental, estes são os piores sacos, uma vez que ao serem bastante leves e frágeis são mais facilmente degradados, dividindo-se em diversas partes (considerando ainda as partículas invisíveis a olho nú), o que dificulta a sua reciclagem e, por outro lado, faz com que mais facilmente permaneçam em meios naturais.

Assim, costumava guardar religiosamente estes sacos, porque podiam dar jeito para qualquer coisa. Quando, estava a trabalhar costumava levar o lanche dentro de um saco destes. No entanto, agora que estou em casa, sei que não me dão jeito para nada. Na realidade, nem para o lixo me dão jeito, por isso ia guardando, guardando, até que eles desapareciam da cozinha. Eu bem os escondia debaixo de um cesto, mas volta e meia desapareciam.

Descobri que era o meu marido que quando via muitos sacos daqueles, os punha todos para a reciclagem. O problema é que eu acho que se deve reutilizar antes de reciclar, mas a verdade é que, no meu caso apenas os acumulava porque podiam dar jeito.

Lá cheguei à conclusão que era mesmo melhor pô-los para a reciclagem já que não tinha onde os reutilizar. Mas no outro dia, estava cá em casa uma amiga que me perguntou o que eu ia fazer aos sacos, porque estes sacos dão-lhe imenso jeito. Segundo me disse, como quase todo o lixo dela é reciclavel, até encher um saco de lixo grande com restos de comida (cascas, espinhas, etc) demora imenso tempo. Então, todos os dias, usa estes sacos para não ter lá lixo orgânico a apodrecer em casa. Eu não tenho esse problema porque os meus restos não são deitados fora, mas pronto fiquei feliz e agora guardo os sacos para lhe dar.

Entretanto, já lhe disse que quando ela vier cá a casa ter comigo, pode muito bem em vez de deitar o saco dos restos no lixo, trazê-lo para mim, ofereço os restos às galinhas e a seguir ainda reciclo o saco. E ela concordou, estou mesmo feliz. Menos lixo nos aterros, mais vida para os sacos, mais comida para as galinhas.

Imagem retirada de http://www.nauzero.com/2015/03/plasticos-sufocam-oceanos-e-baleias/

Por causa da poluição do mar que já tanto falei aqui neste blogue, aproveito para partilhar mais esta triste notícia Redes de pesca e peças de carros: o que está no estomago dos cachalotes.

Entretanto, só queria partilhar que enviei um email à padaria onde costumo comprar o pão a sugerir que utilizem menos sacos de plástico ou que os troquem por sacos de papel. No entanto, como já estou acostumada ninguém me respondeu.

Eu devia era começar a levar os saquinhos de plástico já usados para pôr a fruta quando vou à mercearia, mas ainda tenho uma certa vergonha, confesso.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Cápsulas de café

Na publicação Café e as minhocas falei sobre as borras de café. Cá em casa, embora tenhamos o hábito de ir ao café a seguir ao almoço, tínhamos uma máquina de café expresso, daquelas com manipulo. No entanto, por altura de Natal e sem perguntarem a minha opinião, decidiram comprar uma máquina de café de cápsulas. Neste caso, começamos a ter mais um resíduo, não em grande quantidade porque a maior parte dos cafés que bebemos são fora de casa, mas em alguma quantidade.

As cápsulas de café, por lei, não são considerados resíduos de embalagens (podem ler aqui), motivo pelo qual não devem ser colocadas no ecoponto amarelo, uma vez que o mais provável é que não sejam reencaminhadas para o sítio correcto. A máquina cá de casa é uma Delta Q, esta marca tem recolha própria, no entanto tem poucos locais disponíveis para o fazer. No meu caso, o local mais perto seria a loja da Delta na Avenida da Liberdade em Lisboa. O que neste momento está fora de questão, ir à Avenida da Liberdade para depositar cápsulas de café.

Todavia, reparei que no Pingo Doce (penso que só em algumas lojas) há recolha de cápsulas, não especifica a marca, por isso decidi deixar lá as minhas também. Espero que eles aproveitem, realmente, este resíduo, nas suas duas componentes: o plástico e o café.

Há quem aproveite as cápsulas para fazer artesanato, nesse caso acho que as da Nespresso são bem mais bonitas que as da Delta Q. Bem seja como for, para fazer artesanato ou pondo-as no sítio correcto, o que devemos evitar é mesmo pô-las no lixo indiferenciado ou mesmo no ecoponto amarelo. De qualquer das formas, acho que o melhor continuar a ser ir beber café a um estabelecimento comercial, se pensarmos bem: não é muito mais caro; confraternizamos; apanhamos ar; e os cafés gastam embalagens de 1kg de café, logo usamos muito menos embalagens.

Imagem retirada de http://helpthewildbewild.tumblr.com/post/126108518999/the-environmental-tragedy-behind-your-keurig
Se quiserem ler mais sobre o elevado impacto deste tipo de resíduo para o planeta, vejam isto. Aqui explica que é um resíduo difícil de reciclar devido ao seu tamanho, o que significa que mesmo pondo-o no sítio correcto, o processo de reciclagem não é dos mais fáceis. E depois, existe o grande problema da maior parte das pessoas não o pôr o sítio adequado.

Para terminar, gostaria de partilhar convosco esta notícia que li há algum tempo, Inventou cápsulas de café, mas arrependeu-se. Prejudicam o ambiente. É de facto, muito curioso, uma boa invenção para muita gente, é para o seu inventor, uma má invenção.

Por isso, toca a beber café de máquinas sem cápsulas, toca a ir esticar as pernas até ao café mais próximo, ou então, deixem de beber café. Vá, de vez em quando, podemos usar uma cápsula, mas pouco.

sábado, 5 de março de 2016

Uma ida à reciclagem e lixo por todo o lado

Estava preparada para ir à reciclagem quando ao longe vi o camião ao lado do ecoponto a descarregar os resíduos dos contentores. Fiquei toda contente, afinal ia ter um ecoponto vazio só para mim. Sim que às vezes tenho de andar à guerra com as embalagens para as conseguir enfiar lá dentro. Aqui perto de casa tenho aqueles contentores mais comuns de reciclagem, aqueles que são móveis e tenho os contentores tipo moloks. Posso dizer-vos que quando puseram este tipo de contentores fiquei imensamente feliz.

Imagem retirada de http://www.completesiteservices.ca/moloks.html

Os que existem cá na rua não são da marca molok, mas são do mesmo tipo. Em termos urbanísticos são muito melhores, enquadram-se melhor com a envolvente, tendo uma capacidade de armazenamento muito maior (o que seria ainda melhor se as pessoas não os entupissem). Além disso, são bastante melhores em termos de higiene, afinal os resíduos estão lá no fundo enterrados, sem mau cheiro.

Mas voltando à minha ida à reciclagem, quando lá cheguei eram papéis espalhados por todo o lado, assim uma coisa por demais. Dava para perceber que tinham caído dos contentores quando estavam a ser despejados. Quer dizer estamos a separar para depois o lixo acabar no chão na mesma, que desilusão. Já não basta o lixo que anda sempre por aqui, do qual já falei nesta publicação, também o que foi cuidadosamente separado tem o mesmo fim. Já enviei email à Amarsul a dar conta do meu desagrado, mas acho que não terei resposta.

Isto fez lembrar-me de uma situação concreta, há uns anos estava a trabalhar na área ambiental e fui visitar uma estação de triagem de resíduos, a qual se situava perto de umas vinhas. Estas estavam cheias de plásticos, o responsável da estação disse-nos que era assim, às vezes os plásticos voavam para lá. Por esse motivo, volta e meia tinham de ir limpar as vinhas. E os plásticos que eles não apanhavam? Se calhar, a estrutura física da estação é que devia ter outras condições, digo eu.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Eu farei uma moldura, prometo!

Desde que o Luís nasceu que as minhas manualidades se têm reduzido a zero, bem fiz o cesto para as molas e acho que foi a única coisa. Tinha uma fralda para lhe bordar o nome e uns babetes para bordar e oferecer, mas não fiz nada. Aliás, até os meus dotes culinários pioraram, fiz a pior lasanha da minha vida no outro dia, fazer molho béchamel enquanto estou a entreter constantemente uma criança é um bocado complicado (na altura desejei aquele béchamel que já vem feito, sem me importar com embalagens ou se o leite do béchamel era dinamarquês).

Ando, há umas semanas a tentar fazer-lhe um brinquedo, mas no meio de tanta coisa, vai passando, passando, pelo menos já cortei o molde e comecei a bordá-lo, um dia hei-de acabar. Mas como o meu cérebro é sempre mais rápido do que as minhas mãos decidi que tenho de lhe fazer outra coisa, uma moldura. Uma moldura em pasta de papel.

E porque me lembrei disto, sinceramente não sei em concreto, mas recordei que há uns anos, mais precisamente há 12 anos, eu e mais duas amigas oferecemos uma moldura feita por nós em pasta de papel a outra amiga. E pensei é mesmo uma boa ideia para fazer.

Pedi a esta minha amiga se me podia tirar fotografias da moldura, para publicar aqui e para me relembrar como tínhamos feito a parte de trás. A verdade é que podíamos ter feito algo mais perfeito, mas vá esta moldura já dura há 12 anos, é obra, afinal foi feita com jornais velhos.

A parte da frente, percebe-se que os guaches não eram da melhor qualidade
Imagem própria

Por trás, devo confessar que a prefiro assim
Imagem própria

Os acabamentos foram com cartão e pioneses, sim não eram os melhores, realmente
Imagem própria

Espero conseguir fazer uma moldura mais perfeita que esta, quando não sei, mas fica na minha lista de desejos de coisas que hei-de fazer. Já agora hei-de arranjar um vidro, já que nesta não úsamos. Até porque na moldura estava uma fotografia nossa com os fantásticos 17 e 18 anos, logo já era uma beleza completa, não precisava de vidro.

O processo se bem me lembro era muito fácil, basta utilizar jornais ou outro tipo de papel ou cartão, cola de madeira e água. Mas quando fizer a moldura, um dia, hei-de partilhar a receita, por enquanto fica a ideia. Se tiverem mais tempo que eu ou se forem mais organizados. Neste momento, o meu único desejo é ir apanhar a roupa que está no estendal, mas hoje o Luís está a fazer greve de sling.

Principais benefícios de fazer a moldura, reciclamos papel e fazemos uma peça única com o nosso cunho pessoal.

domingo, 1 de novembro de 2015

Lixo: compensação ou punição monetária

A realidade nua e crua é que poucas pessoas se preocupam com os resíduos que fazem. Muitas não se preocupam por falta de conhecimento, não sabem os problemas que advém dos resíduos. Problemas ambientais e as consequências nos diversos ecossistemas, incluindo o nosso e a nossa saúde. Outras pessoas até sabem, mas pouco se importam.

Por isso para mim, o sistema de recolha de lixo devia apelar ao que todos se preocupam, que é ao dinheiro. Sim é isso, se os argumentos relativos ao planeta, ao ambiente, à saúde não são suficientes, o dinheiro fala quase sempre mais alto, infelizmente. A ideia de reduzir, reutilizar e reciclar teria mais adeptos se existisse alguma compensação ou punição relativa ao lixo produzido.

Tem circulado muito pelo facebook, um vídeo sobre as máquinas onde as pessoas trocam garrafas vazias por dinheiro. Este sistema é amplamente utilizado em diversos países europeus, quer através de máquinas, quer de pessoas em supermercados a receberem as garrafas. Faz-me lembrar o tempo em que quase todas as garrafas tinham tara recuperável e as pessoas levavam-nas para o supermercado. Mas porque é que deixaram quase de fazer garrafas com tara recuperável? Não eram garrafas muito mais amigas do ambiente? Sim eram. Mas convenceram as pessoas que a solução é reciclar, quando esta só devia ser a última solução, mas mesmo assim não obrigam ninguém a fazê-lo. Porquê? Porque não se instala um sistema decente.

O vídeo é este:


As pessoas põem as garrafas e recebem um vale para o supermercado. Segundo me disseram em alguns países mesmo que alguém deite uma garrafa no chão, há sempre quem a apanhe porque a pode trocar. As pessoas por dinheiro até apanham lixo, coisa que eu faço sem ser por dinheiro, se cá também pagassem acho que eu ainda apanharia mais. Sim o dinheiro também me faz falta para fazer o que eu gosto, coisas amigas do ambiente (quase sempre, na maioria das vezes pelo menos).

Isto é uma medida que compensa quem entrega os seus resíduos nos sítios correctos.

Mas também há medidas por punição, segundo me contaram na Holanda (pelo menos em algumas partes, não sei como funciona no país todo), as pessoas pagam o lixo indiferenciado ao quilograma. Por isso, tentam reduzir, reutilizar e reciclar tudo o que podem. Parece que o preço/kg por lixo indiferenciado não é assim tão barato quanto isso. Bem cá em Portugal, conhecendo as pessoas que conheço acho que começariam a mandar os sacos de lixo pela janela, por isso tinha de existir um belo sistema de fiscalização.

Mas na Holanda, a questão da cidadania é tão forte que parece que não passa pela cabeça de ninguém deixar lixo fora do sítio adequado ou deixar no caixote do vizinho, porque sabem que estão a prejudicar o país em geral ou o vizinho em particular. Nesta altura, acho que podia ser holandesa sem qualquer problema. Ainda pelo que me contaram, se alguém for apanhado a deixar lixo de qualquer tipo fora do sítio adequado apanha multas de milhares de euros (vejam só o que as autarquias portuguesas podiam ganhar). Em outros casos, há alguns tipos de lixo que ainda custam mais às pessoas, por exemplo, o lixo das fraldas descartáveis é caríssimo. Assim as pessoas são incentivadas a usar fraldas reutilizáveis. Se alguma fralda descartável for apanhada no lixo indiferenciado, a pessoa é multada. A questão das fraldas descartáveis terem este sistema é positivo por dois aspectos, por um lado incentiva as pessoas a utilizarem fraldas reutilizáveis, por outro lado as fraldas descartáveis têm um tratamento muito mais adequado, uma vez que são recolhidas de forma separada.

Parece ainda que em algumas autarquias holandesas, não sei se em todas mesmo, o lixo orgânico pode ser entregue para compostagem. Quem o entrega tem direito passado um tempo a uma belo composto para o seu jardim ou vasos. Isto não é excelente?

Isto parece um paraíso para os resíduos. A questão é que na Holanda quem não cumpre paga. E acho muito bem. É um sistema que funciona por punição, mas deve fazê-los pensar mais no seu consumo e consequentes resíduos.

A verdade é que nós também pagamos, na factura da água consta a taxa de resíduos urbanos (não tenho a certeza se é este o nome) que é indexada ao consumo da água. Isto não me parece muito lógico.

Afinal se eu faço comida em casa, se lavo a loiça, se vou ter um bebé que vai usar fraldas e toalhitas reutilizáveis vou usar mais água. Logo vou pagar mais resíduos que uma pessoa (usando um caso extremo) que compre comida pré-feita, use loiça descartavel, fraldas e toalhitas descartáveis. Quem faz mais lixo afinal?

As pessoas não se preocupam com os resíduos, nem com a sua correcta deposição, mas o nosso sistema também não ajuda. Se fossem implementadas medidas de compensação ou de punição pelo correcto/incorrecto depósito de resíduos, certamente não haveria tanto lixo espalhado por todo o lado.

As pessoas devem perceber o problema e quererem mudar pelo bem comum. Mas quando isso não acontece acho que devia haver políticas e iniciativas bem mais específicas.

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