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terça-feira, 21 de março de 2017

O tesouro desenterrado

Ainda há uns dias disse que o meu objectivo era fazer apenas uma publicação por mês, mas já estou a ir contra o planeado. Mas tinha de vos mostrar o meu achado "arqueológico".

Imagem própria



E agora vou contar-vos a história. O terreno ao lado da minha casa está sem qualquer tipo de actividade. Nesse sentido o dono deixa que as nossas galinhas andem lá à solta, é bom para nós e para ele que assim não tem de gastar dinheiro na manutenção do terreno. O terreno de que estou a falar é bastante grande. Então, raramente vou a alguns sítios do terreno. Mas no outro dia ia ver se andavam plásticos a voar quando encontrei o meu "tesouro".

A história é a seguinte, há bastantes anos, há mais de vinte anos, a pessoa que amanhava aquela parte do terreno mandava todo o lixo para um canto. Após o terreno ter deixado de ser cultivado cresceram silvas por todo o lado. Anos mais tarde, as nossas cabras foram comendo as silvas, deixando o terreno livres para as galinhas esgravatarem à vontade... então elas têm andado num grande achado arqueológico... enfim, o terreno como teve tanto lixo, entre o qual orgânico, a terra ali tem uma textura e muitos restos interessantes para as galinhas. No entanto, pelo meio também aparece muitas garrafas de vidro (intactas) e muitos plásticos (muitíssimo degradados).

Então agora quando consigo, lá vou eu apanhar umas garrafas ou uns plásticos. Mais uma vez temos a prova que o vidro é um material muitíssimo melhor. Na grande maioria dos casos permanece intacto até o poderia reutilizar se quisesse (mas o seu destino vai ser mesmo a reciclagem).

Na fotografia seguinte podem ver as garrafas que apanhei no dia da descoberta, depois disso já lá voltei e já apanhei outras, nomeadamente as da primeira fotografia.



Imagem própria



terça-feira, 15 de novembro de 2016

Fotografias do meu desânimo

Tenho estado algo afastada do blogue, primeiro porque estou verdadeiramente cansada, exausta mesmo... bastante trabalho, loja, casa, casa, loja, um filho de quase um ano que não para quieto, o que é bom, mas me deixa estafada... mas também porque me sinto bastante desanimada com o rumo das coisas.

Acho que o meu grande desânimo começou quando li isto A sexta extinção em massa, pensar que somos a causa principal de uma extinção em massa, a qual poderá significar a nossa própria extinção assusta-me... assusta-me ainda mais pensar que pode ser daqui a duas ou três décadas e ver que continuamos a assistir a tudo impávidos e serenos.

Depois, tenho andado numa luta constante para recusar o maior número de sacos de plástico possíveis. Ainda aceito alguns, até porque às vezes esqueço-me de levar sacos, por exemplo para a fruta, mas tenho quase sempre reutilizado sacos de plástico quando vou comprar fruta à mercearia e mesmo ao supermercado (nos supermercados não aceitam que se pese fruta em sacos de pano, mas aceitam se reutilizarmos sacos de plástico transparentes). Como aqui em casa, o resto das pessoas não recusam os sacos, acabo sempre por ter. Andava eu toda contente, quando percebi que na padaria, a maioria dos clientes além de não recusar, ainda pedem mais sacos. Mais sacos para quê?

Nisto tudo, na madrugada de Sábado decidiram incendiar um caixote do lixo perto da minha casa. Ficou o plástico todo derretido na via pública, no mesmo dia foi posto um caixote de lixo novo no lugar do que estava queimado. Mas os restos do antigo não foram retirados da via pública e ali permanecem até hoje. Compreendo que as equipas que põe caixotes novos não sejam as mesmas que fazem a limpeza, mas poderiam comunicar e serem mais eficientes. Não digo que a culpa seja das equipas e dos funcionários, mas é provavelmente do sistema. Entretanto já telefonei para a Linha Almada Limpa, quando há queixas costumam ser mais rápidos, vamos ver.

Fotografia de 12 de Novembro de 2016
Imagem própria


Fotografia de 15 de Novembro de 2016
Imagem própria

Estas são fotografias do meu desânimo porque olho para isto e penso: Como posso esperar que as pessoas percebam que não podem fazer tanto lixo e consumir tantos recursos, se ainda há quem incendeie caixotes do lixo e se as autarquias locais deixam isto ficar na via pública durante dias.

domingo, 6 de novembro de 2016

A bordo: o lixo viajante

Recentemente veio a público uma notícia que tem deixado muita gente (com razão) indignada. Afinal, Portugal está a receber toneladas de lixo italiano... Pelo que percebi da notícia, o lixo vem para ser depositado em aterro, o que é perfeitamente legal (daí a eu concordar é outra questão). No entanto, parece que a questão do lixo no Sul de Itália tem muito que se lhe diga, nomeadamente por ter sido controlado durante anos pela máfia, por isso mesmo, existe a desconfiança que entre os supostos resíduos urbanos que recebemos também existam resíduos perigosos. Segundo a notícia, a exportação de lixo foi a solução encontrada por Itália para travar a multa imposta pela União Europeia (multa motivada pelos resíduos acumulados sem destino e seus respectivos impactes ambientais).

O que significa que eles vendem o lixo e o problema "resolve-se". Sou contra! O lixo é algo demasiado importante para o andarmos a passear e a transportar de um lado para o outro. Além disso, por uma questão de justiça acho que cada um deve ficar com o seu lixo, não descartar o problema para outro país. Afinal, por mais que pague, nada paga (no meu entender) as implicações referentes aos aterros e à necessidade de mais aterros.

No fundo, eu nem sabia bem que os "países ricos" também recebiam resíduos de outros países, acreditava que apenas os "países pobres" faziam isso.

E agora vamos fazer uma viagem até aos anos 80 do século XX no Khian Sea. Conheci esta história há pouco tempo e fiquei fascinada, quer positiva (atitude da Greenpeace e governos locais), quer negativamente (incineradora de Filadélfia e governo norte-americano).

Como o ano em que nasci é um ano bastante histórico (desastre de Chernobyl) também esta história começou em 1986. Uma incineradora de Filadélfia nos Estados Unidos da América quis "despachar" as suas cinzas (15 mil toneladas). A gestora de resíduos contratada decidiu pôr as cinzas no navio Khian Sea, o qual haveria de levar o lixo americano para bem longe, para algum "país pobre". Durante 16 meses, o navio navegou pelo mundo tentando descarregar as cinzas. Honduras, Panamá, Guiné-Bissau e Antilhas Holandesas foram os destinos em que tentaram descarregar este material. No entanto, as autoridades destes países, avisadas pela Greenpeace, não deixaram.

Entretanto, conseguiram convencer o Haiti a ficar com as cinzas, para tal disseram que as cinzas eram fertiliizante para os solos. Quando as autoridades haitianas foram avisadas da verdadeira carga do navio, já a tripulação tinha descarregado 4 mil toneladas na praia de Gonaives, foram obrigados pelas autoridades haitianas a voltar a carregar as cinzas, mas zarparam deixando lá as cinzas a céu aberto (só no ano 2000, as cinzas voltaram para a origem e finalmente tiveram o "fim" desejado. Como hão-de compreender 4 mil toneladas de cinzas a céu aberto durante 14 anos, significou que uma grande quantidade foi levada pelo vento ou arrastada pela maré).

Depois de deixarem as 4 mil toneladas, o navio continuou à procura de destino para as 11 mil toneladas de cinzas que restaram. Senegal, Ski Lanka, Singapura foram destinos em que tentaram desembarcar a carga, sem sucesso. O navio mudou de nome, mas nunca conseguiu descarregar. Em 1988, algures entre Singapura e o Sri Lanka as cinzas desapareceram.

As cinzas do lixo de Filadélfia foram lançadas ao mar anos depois, numa área geográfica distante, contribuindo para a poluição do oceano e tudo o que aí advém.

Retirei esta informação deste site, para saberem mais pormenores consultem-no.

Imagem retirada de http://resources.gale.com/gettingtogreenr/uncategorized/the-strange-saga-of-the-khian-sea/


Quantas histórias destas existiram/existem?

Talvez não muitas como a que contei. Mas quanto lixo haverá a circular pelo mundo fora? Cada um deve cuidar do seu lixo, isso começa pelo indivíduo, passando pelas autarquias locais, entidades gestoras de resíduos, estados. Se não conseguimos controlar/cuidar/dar o fim adequado ao nosso lixo, a solução não deve ser que outro o faça, a solução deve ser repensarmos o lixo que fazemos.

domingo, 16 de outubro de 2016

A música infantil do lixo

Ontem fui despejar a reciclagem e levei o meu Luís comigo, levei-o no carrinho para aproveitar a parte debaixo para pôr os resíduos. Quando vou com o Luís no carrinho aqui na rua costumo ir a cantar-lhe músicas infantis convencionais, músicas do babyoga e/ou músicas inventadas por mim. Ontem, já tinha despejado a reciclagem e enquanto dava a voltar pela rua de trás disse-lhe que íamos apanhar todas as garrafas de plástico que encontrássemos até ao próximo ecoponto (desconfio que ele não entendeu, mas pronto), acho que ainda apanhamos umas doze, e enquanto eu ia apanhando as garrafas e empurrando o carrinho ia cantando:

Uma garrafa
Uma garrafinha
Duas garrafas para apanhar...

Porque as pessoas são porcas
Muito porquinhas
E deixam o lixo em qualquer lugar!


Com nenhum despertígio para os porcos e as porcas (animais), mas a realidade é mesmo como diz a minha musiquinha. Hoje já a cantei novamente, já não havia era garrafas para apanhar, tenho de ir para o outro lado da rua ou esperar mais uns dias.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Boas práticas: pastilhas elásticas e beatas de cigarros

Nas publicações mais recentes falei sobre questões relativas às pastilhas elásticas e às beatas dos cigarros, nomeadamente o problema de serem deixadas em meio natural ou em meio urbano. Mas hoje na página de  facebook Lisboa, capital europeia do lixo (convido-vos a gostarem da página, é sempre bom sabermos o que se passa nas nossas ruas) foi publicada uma fotografia da cidade de Guimarães, a qual pelos vistos tem Papa-Chicletes e EcoPontas.

Imagem retirada de https://www.facebook.com/lisboacapitaldolixo/photos/a.206767729400310.49860.206762056067544/1086916564718751/?type=3&theater

Entretanto fui pesquisar e encontrei esta notícia Guimarães instala Papa-Chicletes e EcoPontas para eliminar resíduos do chão que explica o seguinte:

" Câmara Municipal de Guimarães apresentou o “Papa-Chicletes” e o “EcoPontas”, duas novas estruturas de mobiliário urbano que pretendem contribuir para a redução de chicletes e pontas de cigarro atiradas para o chão, dois dos resíduos mais encontrados nas praças e ruas da cidade. O processo de reciclagem a que serão submetidos, posteriormente, permitirá a sua conversão e valorização científica, transformando-os em novos produtos disponíveis para a comunidade, desde a formação de novos plásticos ou de papel, passando pela energia ou agricultura."

Já é uma boa notícia saber que estes resíduos não vão para ao chão, ainda é melhor saber que vão ser valorizados e não simplesmente deitados no lixo comum e posteriormente em aterro. Uma excelente iniciativa que devia ser imitada por todos os municípios do país.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Fuma? Pense...

Sabem quantas beatas eu tenho varrido nos últimos dias? Nem eu sei, mas muitas, muitas mesmo. Mas são ainda mais as que ficam na natureza. Vamos continuar a deixar beatas em todo o lado?

Imagem retirada de https://www.facebook.com/1MillionWomen/photos/a.10150203177785393.430331.211657000392/10157647414310393/?type=3&theater

domingo, 2 de outubro de 2016

Apanhar lixo no oceano

Ontem fui ver o Pôr-do-Sol à praia, aproveitei, tirei um saco reutilizável da mala e apanhei umas quantas garrafas de plástico, algumas que já pareciam ter ido e vindo com a maré. É romântico, não é? Ver o Pôr-do-Sol e apanhar lixo. Infelizmente foi só o da praia, para o lixo do mar preciso do que se segue.


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Falta de civismo: Portugal não é só teu

Há muitos anos havia um programa na televisão chamado Portugal não é só teu (podem ver aqui um episódio), basicamente o programa mostrava situações de falta de civismo com o lema: Portugal é de nós todos, Portugal não é só teu.

Parece que já se passaram muitos anos, mas a falta de civismo continua. E eu continuo a denunciá-la. Isto tira-me do sério, o lixo perto da minha casa é tanto, mas tanto, que às vezes chego a perguntar-me se é possível:

"É possível que a Junta de Freguesia não veja?"
"É possível que a Câmara Municipal não veja?"
"É possível que os cidadãos gostem de viver nesta imundice?"

Pois, não sei. Mas sei que o Monte de Caparica tem uma enormidade de lixo que é uma vergonha. Já falei disso em O lixo perdido no Monte de Caparica, Almada e em Na minha rua... o caixote de lixo indiferenciado, mas tenho de falar novamente.

É que desta vez, num descampado que tenho perto de casa (um terreno daqueles que espera há anos por um projecto ou será pel'O projecto) existe um verdadeiro "nascer" de objectos inesperados. O que aconteceu é que o terreno tinha muita erva, bastante alta, a erva foi cortada e deixou à vista o lixo todo... e não é pouco.

Uma impressora...

Imagem própria

Um ovo de bebé (está mais distante)...

Imagem própria


Um garrafão com qualquer líquido lá dentro (gasóleo, gasolina, óleo, quem saberá?)

Imagem própria

Isto para não falar da imensidão de plásticos já partidos em imensas partes

Imagem própria

E já quando se vem do descampado para a minha casa, não é que alguém se lembrou de deixar, ali na rua, pedaços de um ESTORE... (ainda hoje fui deitar um pedaço de estore no lixo)

Imagem própria
Nisto de encontrar lixo no chão, admito que ainda consigo ser surpreendida... desagradavelmente surpreendida. Eu pergunto sinceramente:

Como é que há pessoas que são capazes de deixar o lixo assim em qualquer lugar?
Será que gostam de ver a rua onde passam neste estado? 
Será que gostam de viver num sítio assim?



terça-feira, 16 de agosto de 2016

Incêndios florestais - uma dura realidade para o ambiente

Estava à procura de informação sobre os impactes dos incêndios florestais no ambiente e não sabia muito bem o que publicar. Basicamente os impactes no ambiente são a perda da fauna e da flora, ou seja da biodiversidade (perda e alteração de habitats para as espécies sobreviventes), o empobrecimento do solo (e sua consequente erosão) e as elevadas emissões de CO2. A juntar aos impactes ambientais, estão também os impactes sociais e económicos.

O ambiente, a sociedade e a economia são ainda mais afectados quando os incêndios, além de florestais, passam para áreas urbanas. A nível ambiental podemos calcular como as emissões de CO2 são ainda mais prejudiciais quando estamos a falar da quantidade de produtos tóxicos, plásticos, resíduos, borrachas entre outros produtos que ardem em meios urbanos.

Mas estava aqui a pesquisar e praticamente já sem vontade de fazer esta publicação, uma vez que acho que não ia trazer nada de novo, quando encontrei esta imagem. A qual explica a sucessão ecológica após um evento que reduz a fauna e/ou a flora de determinada área. Neste caso, a imagem mostra mesmo a questão de um incêndio, como se pode verificar, as condições de partida vão ser repostas, a questão é: Quando?

Isto se fosse uma sucessão natural, sabemos que em muitos casos, certos tipos de matas acabam por ser depois substituidas por outro tipo de vegetação por intervenção humana.


Imagem retirada de https://en.wikipedia.org/wiki/Secondary_succession

Um problema ambiental, social e económico que todos os anos é uma realidade no nosso país, algo que me faz uma enorme confusão. Afinal, acho que por mais que a culpa seja muitas vezes de incendiários, a culpa tem uma base mais ampla. No meu entender, a falta de limpeza de áreas florestais, os problemas relativos ao ordenamento do território (ou será ao desordenamento?), a falta de meios de prevenção, supervisão e acção (estes termos foram escolhidos por mim) e um corpo de bombeiros que é em grande parte voluntário (não consigo entender, enalteço o seu trabalho, mas acho que todos os bombeiros deviam ser profissionais).

É demasiado triste, todos os Verões assistirmos a esta destruição com diversas implicações. As quais marcam a paisagem, a biodiversidade, a vida de diversas pessoas, a agricultura e a economia local. E o que este ano senti mais, a qualidade do ar. A semana passada, num dos piores dias, estava em Lisboa, não se via nenhum incêndio, mas mal se conseguia respirar, parece que foi assim em todo o país.

A dimensão dos incêndios é tão elevada que se podem ver do espaço, podem ler mais em Portugal a arder. O mapa "negro" dos incêndios visto do espaço.

Imagem retirada de https://www.noticiasaominuto.com/pais/636047/portugal-a-arder-o-mapa-negro-dos-incendios-visto-do-espaco
 

domingo, 14 de agosto de 2016

Amanhã, Tomorrow, Morgen, Demain, Mañana, Domani

Amanhã, o dia depois de hoje. Amanhã pode ser também todos os dias depois de hoje, o futuro.

Se a nível individual acho que devemos centrar a nossa vida no presente, a nível global o nosso olhar tem de estar no futuro.

Nesse sentido e para partilhar convosco uma mensagem de esperança (mesmo quando o futuro parece catastrófico) quero sugerir-vos o documentário Amanhã ou no título original Tomorrow.


O documentário está em exibição no cinema, fui vê-lo na semana passada e é bastante interessante. Aborda os problemas de sustentabilidade do mundo, mas transmite sobretudo uma mensagem de esperança, uma vez que dá a conhecer acções e visões de várias pessoas pelo mundo que ajudam diariamente o ambiente e a comunidade. Acho que a mensagem que passa é a seguinte, o futuro irá ser catastrófico, mas antes disso há muito que podemos fazer.

Tenho pena que o documentário não foque tanto como eu gostaria o consumo excessivo, mas a verdade é que mostra formas de como podemos consumir menos e isso é essencial.

Infelizmente como tudo o que é bom e interessante não tem projecção, em Portugal, o filme apenas se encontra em exibição em Lisboa no Medeia Monumental (pelo menos foi o que conclui da minha pesquisa). Mas se conseguirem vejam, vale a pena, adorei sobretudo a parte da permacultura, da moeda local e do lixo, quer dizer, no fundo adorei tudo.


Se a palavra amanhã estiver mal escrita em alguma língua é culpa do google tradutor.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Parabéns "pequeno" blogue

Hoje é um dia muito especial, faz um ano que criei este blogue. E um ano é sempre um momento de comemoração e de balanço. Afinal, estamos exactamente no mesmo sítio em relação ao Sol que estávamos quando criei o blogue, o que significa que já "andámos" muito.

Imagem retirada de http://ww1.prweb.com/prfiles/2007/08/08/43310/AYEARONEARTHLogo.jpg

Neste ano, a minha vida mudou imenso, porque além do blogue, aconteceu uma das coisas mais importantes da minha vida, fui mãe. E ser mãe muda completamente o nosso dia a dia.

O facto de ter sido mãe, e ter-me dedicado ao meu bebé, fez com que não conseguisse cumprir o objectivo de fazer uma publicação todos os dias, mas nem por isso, significa que todos os dias não tenha pensado na causa ambiental. Esta é a minha 218ª publicação, o que quer dizer que mesmo assim publiquei em mais de metade dos dias do ano.

Mas voltando ao princípio, revisitando a minha primeira publicação, comecei da seguinte forma:

"O lixo do luxo pretende ser um blogue ou qualquer coisa idêntica que tem como objectivo partilhar ideias e pensamentos sobre o lixo que inunda o nosso mundo, mas como o lixo é demasiado, a ideia será focar-me no lixo produzido diariamente, os resíduos e não noutro qualquer tipo de lixo intelectual."

Bem, ao longo deste ano, além do tema do lixo e dos resíduos, também me debrucei sobre temas ambientais em geral e, contrariamente ao que tinha dito, o lixo intelectual, quero dizer com isto que também falei sobre os problemas que identifico na nossa sociedade.

Descobri também revisitando a primeira publicação que, pelos vistos, o nome inicial que dei ao blogue foi O Lixo do Luxo, depois devo ter mudado para Tanto Lixo, Tanto Luxo. Embora nomes diferentes, o sentido é o mesmo, o exagero do consumo e o exagero do luxo.

Ao longo deste ano, o blogue foi algo que me deu muito prazer, de tal forma que sinto quase uma necessidade/obrigação de pesquisar e tomar atitudes cada vez mais sustentáveis. Tentei pesquisar, mudar (umas vezes com mais sucesso que outras) as minhas escolhas.

Em forma resumida, sem contar com a semana que tive no hospital que era um desperdício de recursos sem fim, acho que tive bastantes melhorias no meu percurso ecológico, social e pessoal.



Aspectos positivos a salientar durante este ano:
  • Comecei a usar produtos de higiene mais saudáveis e sustentáveis;
  • Recusei imensos sacos de papel e plástico (ainda não recuso todos, mas melhorei muito);
  • Penso muito mais antes de comprar qualquer coisa, um pensamento que vai desde as matérias-primas utilizadas, aos processos de fabrico, etc, etc (nem sempre cumpro tudo à risca, mas tento);
  • O meu bebé até agora usou sempre (quase, quase sempre) toalhitas de pano;
  • Tornei-me uma pessoa mais solidária, ajudei mais o próximo;
  • Apanhei muito lixo na rua (mas ainda devia apanhar mais);
  • Enviei muitos emails a alertar para as causas ecológicas;
  • Reutilizei muitos materiais para fins diferentes daqueles para que foram produzidos;
  • Repensei o tipo de roupa que devo utilizar (mas só a partir da que compro nova, não vou deixar de usar a que já tenho);
  • Empenhei-me, ainda mais, na separação de resíduos, por exemplo a roupa também é toda dividida;
  • Tento alertar as outras pessoas para as preocupações ambientais, nem sempre com sucesso.
  • Deixei praticamente de consumir leite de vaca (ando há imenso tempo para escrever sobre o assunto, mas ainda não o fiz).

Aspectos negativos a salientar durante este ano: 
  • A minha utilização de fraldas de pano tem sido intermitente ao contrário do que eu pretendia (sinto-me mesmo mal com isto);
  • Continuo a consumir muito mais carne e peixe do que aquilo que acho que devia consumir.

Metas para o próximo ano: 
  • Reduzir o meu consumo de carne e peixe;
  • Reduzir o lixo que faço;
  • Reutilizar mais produtos em vez de os comprar;
  • Apanhar mais lixo e alertar mais as pessoas e instituições sobre as problemáticas ambientais;
  • Continuar a ler e a pesquisar sobre assuntos que ainda não sei muito para conseguir melhorar o meu impacto no ambiente.

E é assim! Feliz aniversário ao Tanto Lixo, Tanto Luxo e que venha aí mais um ano com menos resíduos. Só uma ressalva, este blogue é um espaço de partilha constante, dessa forma a minha opinião e práticas estão sempre a evoluir, devido ao conhecimento adquirido e às mudanças diárias da nossa vida. Por este motivo, uma publicação é a minha verdade no momento em que foi publicada, não significa que continue a pensar exactamente da mesma forma. Afinal, a nossa vida é uma mudança e aprendizagem constante.

Desafio para os leitores:


Agora que as pessoas andam alucinadas com o jogo Pokemon Go, quer jogue, quer não jogue, lanço o desafio para jogarem o Tampinhas Go. É fácil, quando forem nas ruas e virem tampinhas no chão, apanhem-as (falei das tampinhas aqui) é uma boa acção para com o ambiente e para com as pessoas que necessitam. Uma pequena acção que ajuda a limpar e que ajuda alguém que necessita.

Hoje acaba o passatempo que está a decorrer no blogue. Brevemente será anunciado o vencedor, mas ainda podem participar.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Sistema de reciclagem, o que falha? O caso das latas de alumínio

Como prometi há duas publicações atrás, cá estou eu para falar de latas de alumínio e para, por muito que me custe, dar razão ao meu pai. A história é a seguinte, embora o meu pai separe o lixo (talvez por ser coagido por mim), a verdade é que ele não concorda com este sistema de darmos o material assim de graça. Segundo ele, isto é uma forma de eles (as empresas de gestão de resíduos) ganharem dinheiro, quando antigamente havia gente a vender estes materiais. Bem, ainda há quem venda sucata (o meu pai junta e vende), na qual se podem incluir as latas de bebidas ou de outros alimentos (eu costumo pôr na mesma na reciclagem para não ficarem acumuladas pelo quintal, mais xiu, ninguém sabe). Mas há materiais que antes se vendiam e havia quem os juntasse e agora não se vendem como por exemplo o cartão, ainda me lembro de existirem pessoas a apanhar cartão na rua. E nessa perspectiva, é verdade, por um lado nós damos os materiais sem pedir nada em troca, por outro lado isso faz com que as pessoas na generalidade não se interessem do destino a dar aos materiais. Mas eu penso que é pelo bem de todos, logo é melhor existirem os sistema de reciclagem. No entanto...

Imagem retirada de http://www.setorreciclagem.com.br/reciclagem-de-metal/reciclagem-das-latas-de-aluminio/

... é, existe sempre um mas... estava eu a ler o meu livro adorado, A História das Coisas quando atravês de uma comparação de dados sobre a reciclagem de latas de bebidas no Brasil e nos Estados Unidos da América percebi que realmente o meu pai tem razão.

"O que é isso então? Estão a acenar com a bandeira branca da reciclagem? Bem, o facto é que com toda a atenção que foi dada à reciclagem nos últimos anos deu aos Americanos uma ideia inflacionadas da quantidade de alumínio que está a ser reciclada. Isso é uma manipulação inteligente dos números por parte da indústria de alumínio.
Embora seja verdade que as latas são 100 por centro recicláveis há décadas que a reciclagem de alumínio nos Estados Unidos está em declínio. Actualmente estamos a reciclar cerca de 44 por cento das latas, taxa inferior aos 54,5 por cento de 2000 e à taxa máxima de 65 por cento de 1992.

Em parte isso deve-se ao facto de os Americanos passarem cada vez mais tempo nos transportes e a consumirem bebidas pelo caminho, aliado ao facto de haver poucos recipientes de reciclagem longe de casa, como o centro comercial, o cinema, o aeroporto, etc. E também porque ainda só é aplicada taxa de depósito de garrafas, de entre 2,5 a 10 cêntimos por lata em apenas dez estados de todo o país. Enquanto isso, no Brasil há uma impressionante taxa de reciclagem de 87 por cento dos recipientes de bebidas, porque muitas pessoas dependem do que ganham com a sua recolha." (Annie Leonard in A História das Coisas)

A questão é um pouco o que já referi anteriormente na publicação Lixo: compensação ou punição monetária, quando temos um sistema de reciclagem que não "obriga" as pessoas a separarem o lixo, grande parte do mesmo acaba por ficar perdido. Mas como a recolha, venda e transformação destes produtos pertence às entidades gestoras dos resíduos, deixou de ser viável para o cidadão comum andar a apanhar determinados resíduos para vender (o que pelos vistos ainda acontece no Brasil). Mais, uma vez digo que quem separa o lixo devia ter direito a contrapartidas positivas e quem não o faz devia ser punido. Afinal, isto é um assunto que diz respeito a todos.

Mas continuando, não me vou debruçar sobre os impactes da extracção de minérios da natureza até porque não sei explicar bem, mas também podem ler sobre o assunto no livro. Quero só transcrever mais umas passagens sobre as latas de bebidas.

"Com efeito, estima-se que mais de um bilião de latas de alumínio tenha ido parar a aterros desde 1972, quando começou a haver registos. Se estas latas fossem desenterradas, valeriam aproximadamente 21 mil milhões de dólares em preços actuais de sucata. Só em 2004, mais de 800 000 toneladas de latas foram eliminadas em aterros nos Estados Unidos (e 300 000 toneladas no resto do mundo). Como salientou um relatório da organização Worlwatch, «é como se cinco fornos de fundição deitassem toda a sua produção anual - um milhão de toneladas de metal - directamente para um buraco no chão. Se essas latas tivessem sido recicladas, ter-se-iam poupado 16 mil milhões de quilowatts-hora - electricidade suficiente para mais de dois milhões de lares europeus durante um ano." (Annie Leonard in A História das Coisas)
São muitos números, não é? Muita energia gasta escusadamente, muita natureza da qual foram extraídos minérios, porque as pessoas não se interessam em separar o seu lixo. Da próxima vez que beberem uma bebida de lata lembrem-se que aquele material é 100% reciclável, mas que se não o separarem provavelmente vai contribuir para encher um aterro e em algum local do mundo há mais alumínio a ser extraído para produzir mais uma lata, mais dezenas de latas, mais milhões de latas. Se perto de si não houver um recipiente de reciclagem, guarde a lata e depois ponha-a no sítio correcto mais tarde.

Para terminar, só referir algo que me fez pensar:

"Após tudo isso, os conteúdos da lata são consumidos numa questão de minutos e a lata é deitada fora numa questão de segundos. «Não entendo os meus concidadãos. Importam este produto, bebem o lixo e depois deitam fora o recurso valioso», afirma o activista porto-riquenho Juan Rosario, lamentando os níveis elevados de consumo de refrigerantes e o baixo nível de reciclagem na sua ilha." (Annie Leonard in A História das Coisas)

E tal como o meu pai diz, talvez antigamente antes de toda a gente falar em reciclagem, se reciclasse mais. Nada era descartado, tudo era valioso. Claro que todo era valioso porque viviam em pobreza, agora vivemos em abundância, mas o planeta Terra não é uma máquina de produção constante de matérias-primas. É preciso parar, reduzir, reutilizar e reciclar de forma a não ser necessários estar a extrair constantemente minérios. Acredito que se todo o alumínio fosse reciclado e o seu uso repensado, talvez não fosse preciso continuar a extrair, pelo menos não na actual escala.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

As pessoas e o lixo

Há pessoas que mandam o lixo para o chão...
Há quem não o faça, mas o misture todo e o ponha no lixo indiferenciado...
Há ainda quem separe os resíduos, mais ou menos, separa a maior parte...
Há quem, como eu separe todo e mais algum resíduo...
Há muitos tipos de pessoas no que se refere ao lixo que fazem...

Até há quem separe tudo, mas não veja o problema de fazer muito lixo, uma vez que o separa.

E depois há pessoas que separam o lixo, levam-no até aos contentores de reciclagem, mas depois são incapazes de o colocar no contentor... Mas isto tem alguma lógica? Isto acontece, sobretudo, no que se refere aos resíduos de vidro, afinal custa muito colocar garrafa a garrafa... As pessoas devem achar que não podem gastar dois minutos a pôr as garrafas no contentor.

Imagem própria


Não liguem muito à qualidade da fotografia... É que também há pessoas, tipo eu, que se esquecem que estamos na era digital e não reparam que puseram o dedo bem à frente do visor...  Mas é uma fotografia meramente ilustrativa.

Os resíduos que separam, mas não são colocados nos sítios correctos (mesmo que os ponham ao lado) não estão garantidamente encaminhados para reciclagem... Além disso, custa-me a compreender como as pessoas gostam de ver as ruas cheias de lixo. Faz-me lembrar uma professora que tive que dizia que nos países do Sul da Europa se limpa e cuida muito do interior das casas, mas se cuida pouco do espaço exterior, o espaço comum. Sem dúvida que ela tinha razão.

sábado, 9 de julho de 2016

Na minha rua... o caixote de lixo indiferenciado

Tenho andado um bocadinho intermitente aqui no blogue, infelizmente tenho menos tempo para escrever do que aquilo que gostaria. Tenho imensas ideias, mas é difícil escrever tudo.

Hoje quero simplesmente partilhar convosco a lixeira que é a minha rua (no Monte de Caparica). Já não é a primeira vez que falo no assunto, mas quero que conheçam o estado habitual do caixote de lixo indiferenciado que tenho mais perto da minha residência.

Imagem própria

A questão é: mora pouca gente na rua, mas o caixote está sempre cheio de móveis. Como não me parece que os poucos vizinhos que tenho estejam sempre a mudar de mobília, nem esteja sempre a mudar de vizinhos (embora mudem diversas vezes), pergunto-me se este parece ser o melhor caixote da vila para virem descarregar lixo. É que podia dizer que é poucas vezes recolhido pelos serviços municipais (podia ser mais), mas nem é por aí, diariamente é um local de descarga de lixo. Ainda para mais ao lado da Junta de Freguesia. Não há vergonha.

Como se pode ver, grande parte da rua é descampado, o que faz com que depois o lixo fique durante imenso tempo por ali. Por exemplo, uma parte de uma cadeira no meio da vegetação.

Imagem própria

Há coisas que sinceramente ainda me custam a compreender. E grande parte das vezes as mobílias não me parecem de má qualidade. Será que só eu, das vezes que mudei de casa é que nunca mandei nada fora, mesmo quando não queríamos determinada coisa, havia sempre a mãe da prima do tio do irmão que precisava.

Pergunto-me ainda se as pessoas gostam de ver assim as ruas. Afinal o espaço público é de todos e deve ser bem cuidado por cada cidadão.

Se alguém quiser partilhar verdadeiros problemas relativos ao lixo aqui no blogue, envie-me as fotografias e um pequeno texto com os detalhes da coisa. Terei todo o gosto em publicar, as lixeiras que povoam as nossas cidades, vilas e aldeias.

domingo, 3 de julho de 2016

Verão: festas, festivais e lixo no chão

Verão é sinónimo de festas, feiras e festivais, desde dos mega-eventos até às festas de aldeia, todo o país é inundado pelas mais diversas festividades. As mesmas, obviamente, trazem consigo imenso lixo, as pessoas estão a ver um concerto, a beber uma cerveja e a forma mais fácil é mesmo deitar os copos no chão. Na realidade, nem sempre há caixotes perto e no dia seguinte ou na própria noite é óbvio que alguém vai varrer o chão e apanhar toda a lixarada.

Mas também é óbvio que o lixo, sobretudo o plástico, não fica ali à espera de ser apanhado. A realidade é que poucas horas, poucos minutos, podem fazer com que o lixo voe para qualquer outro local. Para áreas naturais, quer seja florestas, dunas ou mesmo para o oceano e nesses casos já não há nada a fazer. Além disso, com tantas vezes que já foram pisados, os copos tornam-se frequentemente numa quantidade de partes infinitas impossíveis de apanhar. Como já referi diversas vezes, o plástico perdido em meio natural é uma grande ameaça sobretudo para as espécies que acabam por ingerir estes produtos.

Por isso, este ano quando se estiverem a divertir à grande, não se esqueçam que divertir não significa não pensar no ambiente. Não mandem copos de plástico e outro tipo de coisas para o chão, procurem um plasticão (nem tenho bem certeza se reciclam os copos de plástico), se não houver ponham um contentor normal, mas no chão, NÃO!

Imagem retirada de http://www.meucopoeco.com.br/site/tag/copos-reutilizaveis/

E para não dizerem que sou fundamentalista, nem estou a dizer para não beberem em copos de plástico descartáveis, estou simplemente a pedir que tenham cuidado quando os descartam. De qualquer maneira, estou com umas ideias para enviar uns emails a algumas das grandes fornecedoras de copos descartáveis das festas que ocorrem por esse país fora.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Calças de ganga: um básico pouco sustentável



Lembram-se deste anúncio? Adorava-o.

Até há um ano atrás, acho que em 80% dos meus dias usava calças de ganga. Se recuar uns anos, acho que até 2011/2012 em 90% dos meus dias usava calças de ganga. Mas, agora, ando decidida a não o fazer mais. O que significa reduzir o uso deste tipo de calças, não estou a dizer que as vou deixar de usar de todo.

Foi ao ler isto (publicação que já anteriormente referi no blogue) que comecei a pensar no peso ambiental das calças de ganga, nomeadamente quando li:

"First, there’s water consumption. 2 billion pairs of jeans are produced every year, and a typical pair takes 7,000 litres of water to produce." (in http://www.greenpeace.org/international/en/news/Blogs/makingwaves/fast-fashion-drowning-world-fashion-revolution/blog/56222/).

Sete mil litros de água (em média) para produzir um par de calças de ganga. É demais não é? E foi assim que comecei a minha procura sobre os custos ambientais das calças de ganga.

Segundo o que consegui apurar (informações lidas aqui, aqui, aqui e aqui), as calças de ganga têm diversos aspectos negativos no que toca à sustentabilidade. Por um lado, são feitas a partir do algodão, cultura que utiliza imensos agrotóxicos. Mas bem, as calças de ganga não são as únicas peças de roupa feitas de algodão, logo acho que este não é o ponto principal. Mas todo o processo da criação da ganga é pouco sustentável.

Primeiramente, o tingimento dos tecidos (para ficarem com a cor da ganga) é feito com imensos corantes de origem não-natural, nomeadamente derivados do petróleo, os quais são poluentes. Posteriormente, para ficarem com aquele "ar velho", desbotado, usado, as calças de ganga passam por diversas lavagens com produtos poluentes, tais como lixívia, soda caustica e outros tipos de detergentes, Sim estamos a produzir um produto novo e a envelhecê-lo antes de ser usado porque isso está na moda. Eu também gosto, mas se pensarmos bem, a nível ambiental é ridículo.

Para piorar, ainda mais a situação, grande parte das calças de ganga (bem como das outras roupas) são feitas em países sem leis ambientais, nem leis laborais decentes. Mas referindo-me só às leis ambientais, o que acontece é que todos estes químicos usados para tingir as calças e os usados para posteriomente as envelhecer são despejados em cursos de água. Isto sem dúvida um problema gigantesco. Procurem no google por Jeans Pollution China e vejam as imagens, verdadeiramente tristes, como por exemplo a imagem que se segue.

Água "suja" descarregada de uma fábrica de lavagem de calças de ganga em Xintang - China
Imagem retirada de http://www.greenpeace.org/eastasia/news/stories/toxics/2010/textile-pollution-xintang-gurao/

Claro que outro tipo de roupa também usa tintas e também são feitas em países sem cuidados ambientais. Mas pelo que percebo a ganga devido à qualidade do tecido é mais difícil de tingir e a isso ainda acresce os envelhecimentos que se fazem ao material, um par de calças de ganga (ou outra peça de roupa deste material) antes de ser vendido passa por inúmeros processos. Enquanto que o mesmo não se passa com outro tipo de calças (peças de outros tipos de tecido).
Segundo, este site, umas calças de ganga só são verdadeiramente sustentáveis quando:
  • São feitas com algodão orgânico e certificado ou, com reaproveitamento de calças de ganga já existente no mercado;
  • A mão-de-obra é remunerada de acordo com as leis laborais e com atenção à segurança do trabalho;
  • O tingimento é natural;
  • Existe um programa de reaproveitamento da água utilizada na lavagem, para tal devem ser não devem ser usados produtos químicos;
  • Existe um programa de reciclagem de resíduos, reduzindo quase em sua totalidade o lixo têxtil. Para que o produto chegue perfeito e desejável às prateleiras, deve ter um design interessante;
  • Todo o processo de produção deve obedecer à legislação e às normas ambientais, buscando como complemento o melhor aproveitamento no uso de recursos naturais e a preservação da natureza e da biodiversidade.
Concordo, mas sei que é difícil encontrarmos calças de ganga que correspondam a todos estes itens. Todavia, as calças de ganga em si têm aspectos positivos quando comparadas com outro tipo de roupa. As calças de ganga são muito mais resistentes, duram imensos anos até ficarem estragadas (isto se não comprarmos calças de ganga já praticamente estragadas), não precisam de ser lavadas tão frequentemente, aliás segundo sei quase que não precisam ser lavadas. Mas a verdade é que poucas vezes aproveitamos estes aspectos positivos do produto. Eu pelo menos lavo-as frequentemente e vamos ser sinceros, quase nunca as usamos até ao fim da sua vida útil, porque entretanto compramos outras, porque há um modelo mais giro, por mil e uma razões. Eu até costumava usar as minhas calças de ganga até estarem mesmo estragadas, mas depois da gravidez, alguns pares já não servem.

E bem é por isto tudo que estou focada em que fotografias como as que se seguem (já com muitos anos) fiquem realmente no passado.

Imagem própria

Por isso, a partir de agora espero que as minhas fotografias sejam sobretudo assim:

Quer dizer não precisam de ser só calças de fato de treino, nem ser todas as fotografias com o meu Cão Limão
Imagem própria

sábado, 4 de junho de 2016

Chernobyl e a vida selvagem

Já se passaram 30 anos desde o desastre nuclear de Chernobyl, acontecimento marcante do meu ano de nascimento. Tão marcante que anos mais tarde percebi que a minha Tia Laura (a mesma que me fazia Coca-Cola caseira) tinha medo que o meu crescimento e desenvolvimento fosse afectado pelas radiações da central, muito provavelmente o medo devia-se a não fazer a mínima ideia onde ficava a Ucrânia.

Mas passando à frente, o que é hoje Chernobyl? Inesperadamente, a área à volta da central tornou-se num local de vida animal selvagem (podem ver a notícia). A questão é fácil de explicar, é que embora a área tenha elevados níveis de radiação, os animais estão protegidos da sua maior ameaça, o ser humano. Ali, não existe quem lhes destrua o habitat, nem caçadores prontos para os matar.

A concentração de radiação é elevada, mas como sempre a natureza adaptou-se. Isto faz-me lembrar quando visitei as Minas de São Domingos, perto de Mértola (podem conhecer aqui a história) onde conclui que aos poucos a natureza adapta-se mesmo a tudo. Bem a tudo, talvez não, acho que nunca se vai adaptar a nós, seres humanos e às nossas acções diárias de destruição, mas quando nos afastamos a natureza segue o seu rumo.

Imagem retirada de http://www.jn.pt/mundo/galerias/interior/chernobyl-e-reserva-inesperada-de-vida-selvagem-5142567.html?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter

Imagem retirada de http://www.jn.pt/mundo/galerias/interior/chernobyl-e-reserva-inesperada-de-vida-selvagem-5142567.html?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter


Por esta mesma razão, o meu marido tem uma posição muito mais pragmática do que eu. Acha que destruirmos a natureza a nível global, não trará grande mal ao mundo porque significa que vamos extinguir a nossa espécie e quando isso acontecer todas as outras espécies (as sobreviventes) conseguir-se-ão adaptar. Basicamente, ele quase que diz que nós é que estamos cá a mais. Eu, talvez por me recusar a pensar que um dia nos vamos extinguir, acho que temos mesmo é que mudar de padrão comportamental. Mas acho que a longo prazo o que vai acontecer é mesmo a nossa extinção, as espécies que ainda existirem depois poderão ser livres.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

A história de um(dos) morango(s)

Quem é que não gosta de morangos? Bem deve haver bastantes pessoas, mas acho que os morangos são das frutas favoritas de muitas pessoas. Gosto bastante de morangos, mas é daquelas frutas que não compro (não devo comprar há anos) porque é das frutas com mais agrotóxicos. Pelo que li em diversos sites, os alimentos com mais agrotóxicos geralmente são: morangos, tomates, papaias, pêssegos, pimentos, uvas, entre outros. Claro que tudo depende da origem do produto, se é da sua época ou não. Normalmente quanto maiores são e se os encontramos a vender fora de época, mais agrotóxicos têm.

Mas a verdade é que os alimentos que falei anteriormente costumo compra-los, quer dizer tomates compro poucos porque costumo ter (tenho polpa de tomate caseira também, a que fiz o Verão passado ainda dura), pimentos costumo congelar para guardar durante o ano, mas o resto em geral compro. Mas os morangos são um caso à parte, é que saber que estão cheios de agrotóxicos e que não sabem a nada (poucos morangos que se vendem por aí sabem a morangos) são dois motivos fortes para não os comprar. Por este motivo só costumo comer os morangos que tenho no quintal. Todavia, isso significa que nunca ou quase nunca consigo comer uma taça cheia de morangos, mas mais vale poucos, mas bons. Mas queria mostrar-vos os belos morangos que tenho por aqui.

Imagem própria

Imagem própria

Imagem própria

Imagem própria

E porque todos merecemos comer morangos, aqui está a prova que também chegam para os melros e outros passaritos.

Imagem própria

Saborosos, caseiros, sem químicos, mas picados pelos melros, estes são os meus morangos. E claro morangos do quintal não produzem lixo. E por falar em lixo e em morangos, vejam esta triste história, acho que este vídeo é excepcional (encontrei-o neste blogue).




É triste como se gastam tantos recursos para termos comida em casa e depois a desperdiçamos.
E confesso que não costumo comprar morangos, mas se alguém me der um morango de compra ou se vier numa salada de frutas, por exemplo, claro que o como, desperdiçar é que não.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Poluição e a morte prematura

Acabei de ler esta triste notícia: ONU - Poluição provoca mais mortes prematuras que os conflitos armados; triste, mas não que seja muito de admirar. A poluição é como um grande inimigo invisível e a quem as nações parecem dar pouca importância, mas mata constantemente. A solução para este problema tem de passar por uma nova visão de mundo, senão estaremos condenados.

Estátua da Rainha Victoria, perto do palácio de Buckingham
Já nem a Rainha Victoria aguenta tanta poluição
Imagem retirada de http://www.dn.pt/sociedade/interior/poluicao-provoca-mais-mortes-prematuras-do-que-os-conflitos-armados-5189568.html

A notícia acima mencionada refere:

"As nossas economias matam muitas pessoas em nome do desenvolvimento, uma em cada quatro ou cinco mortes prematuras são provocadas por nós. É o que se chama massacre ou assassínio", afirmou o diretor do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Achim Steiner. De acordo com o estudo, intitulado "Meio ambiente saudável, pessoas saudáveis", mais de 25% das mortes de crianças com menos de cinco anos e 23% das mortes registadas anualmente estão relacionadas com a deterioração das condições ambientais."

Dá que pensar...

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