Mais do que falar dos meus hábitos e dos que pretendo dar ao meu filho, decidi que quero conhecer os vossos hábitos em relação aos vossos filhos. Afinal incutem-lhes hábitos ecológicos e sustentáveis desde crianças?
Desta forma, decidi fazer um inquérito, o qual não pretende ser uma amostra fidedigna da sociedade em que vivemos, mas pretende sobretudo fazer-nos pensar. A vocês quando responderem e a mim quando analisar os dados. Espero conseguir fazê-lo brevemente, claro que vou deixar que respondam.
Não se esqueçam, as nossas crianças são o futuro, ensinar-lhe desde pequenos hábitos ecológicos é querer e contribuir para que a vida deles seja melhor no futuro. É ensiná-los a cuidar do planeta que é a nossa casa, a casa de todos.
Fica aqui o link para o inquérito.
Obrigada
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terça-feira, 10 de maio de 2016
quinta-feira, 21 de abril de 2016
Luís
Faz hoje cinco meses que nasceu o meu Luís, a minha pedra mais preciosa, o meu sonho mais completo, o meu amor mais doce e tudo mais. A ecologia também tem que ver com bebés, nem que seja porque ser mais sustentável é também tentar deixar um mundo melhor para eles.
E deixo esta bela música para comemorar o dia de hoje, esta música que fala de um menino que descobre o mundo no seu quintal. Espero que daqui a uns tempos seja o Luís a conhecê-lo.
segunda-feira, 18 de abril de 2016
Leite materno, suplemento e alimentação complementar: o meu testemunho
Já falei sobre a difícil tarefa da amamentação, escrevi aqui e aqui. A última vez que o escrevi estava em aleitamento materno exclusivo, mas pouco tempo depois de o Luís fazer um mês fui com ele à pediatra. Eu andava estoirada de cansaço porque ele estava sempre a mamar e a pediatra depois de o pesar disse que não podia ser, o bebé não podia estar a engordar tão pouco (em 15 dias tinha engordado umas 20 gramas). Aliás, disse que no centro de saúde eram uns irresponsáveis porque ainda não me tinham mandado dar suplemento e que o meu leite não supria as necessidades do bebé. Ainda me lembro da frase: "O seu leite não tem as características nutricionais necessárias".
Vim para casa de rastos. Segundo a pediatra, eu devia começar a dar-lhe suplemento em todas as mamadas, podendo mesmo trocar algumas mamadas pelo suplemento. Como, felizmente sou informada, não fiz quase nada daquilo que ela disse. Se o tivesse feito, neste momento provavelmente não teria leite e teria um grande problema pelo que vou contar mais à frente. E como é óbvio nunca mais fomos aquela pediatra.
No entanto, o meu estado de cansaço era imenso e ninguém gosta de saber que o filho não está a engordar. Sentia-me cansada, frágil e com pouco leite. A verdade é que não há leite fraco, é um facto, mas o cansaço e os nervos podem fazer com que a quantidade de leite diminua, o que acho que foi o que me aconteceu. Ele bem tentava mamar, mas já pouco saía.
Falei com a médica de família que me disse que se eu me sentia realmente cansada e sem forças que talvez fosse mesmo melhor dar um pouco de suplemento. Não pela qualidade do meu leite, mas porque eu precisava de estar bem para o resto das tarefas maternas. E concordo com ela, ser mãe não é só amamentar. Claro que amamentar é a melhor coisa que podemos fazer, mas não devemos ser fundamentalistas e devemos perceber os nossos limites. Sei que há muito quem não concorde comigo, quem ache que ser mãe é aguentar tudo. Mas ser mãe é procurar o melhor para eles e isso também passa por ter uma mãe com energia.
Então o que eu decidi fazer foi dar-lhe mama sempre que ele pedisse e quando para o fim da tarde, eu percebia que estava exausta de cansaço e que ele não ficava saciado (eu não descansava, o leite não repunha com tanta facilidade) dava-lhe um bocadinho de suplemento. A quantidade que eu dava normalmente de suplemento diário era 60 ou 90ml, o que é quase nada, nem chega a um biberão.
De qualquer forma, estava sempre a pô-lo na mama para ver se a minha produção de leite aumentava. E aumentou, de tal forma que comecei a dar menos suplemento ainda. Mas ainda antes disso, ele começou a fazer cocó com um bocadinho de sangue, aparentemente seria de uma fissura que demorou a cicatrizar. Mas como cada vez mais, sentia que ele ficava mais satisfeito com o meu leite, muitos dias já nem suplemento lhe dava e incrivelmente ele deixava de fazer cocó com sangue. Se voltasse a dar, voltava o sangue. Além disso quando bebia suplemento dormia sempre pior do que quando não bebia.
Um dia, ele teve imenso sangue no cocó, fomos ao hospital e o pediatra de lá depois de eu lhe relatar tudo, disse que provavelmente ele seria intolerante ao suplemento. Na altura não lhe mandou fazer exames porque disse que como a alimentação dele era quase leite materno exclusivo, não era necessário estar a submetê-lo ao exames. E eu acho que foi óptimo, não fazia questão que ele ficasse lá a fazer exames.
No entanto, como o Luís continuava a aumentar pouco de peso, o pediatra do hospital sugeriu que aos quatros meses (faltavam poucos dias) ele começasse com a alimentação complementar. Segundo disse, há bebés que aumentam mais com a introdução dos sólidos. Quando fui à médica de família, ela sugeriu o mesmo. E contra o que diz a Organização Mundial de Saúde (OMS), assim o fiz.
Mas ainda demorei uns dias depois dele fazer os quatro meses a introduzir os sólidos. A médica de família tinha-me dito que podia ser difícil e que tínhamos de ir tentando. Mas nada foi tão fácil, na primeira colher de sopa, ele abriu logo a boca, aliás uns dias antes já tinha tentado abocanhar uma banana. No fundo, pelo que já li, o Luís já andava a mostrar os sinais que estava pronto para comer. Segundo esta publicação da Dra. Mónica Pina, o Luís já apresentava dois dos três sinais que estava pronto para a introdução dos sólidos, já não punha a língua de fora quando levava algum objecto à boca e já mostrava interesse pela nossa comida. O sentar completamente direito é que nem por isso.
Mas bem não estou arrependida da minha opção, acho que devemos seguir as directrizes da OMS, mas também devemos compreender que cada bebé é único. Na publicação que referi acima, a Dra. Mónica Pina diz que:
Mas claro, se ele não quisesse comer, acho que não se deve obrigar. Muito menos, dar-lhe alimentação complementar por biberão como já ouvi. Ou pessoas que deixam de dar leite porque lhes dão sopa.
Normalmente o que eu faço é, dou mama ao Luís antes do meu almoço, quando acabo de almoçar dou-lhe a sopa e depois volto a oferecer mama, uns dias aceita outro não. Depois da sesta da tarde, dou-lhe um bocadinho de fruta e depois mama, ele adora mamar depois de comer a fruta. As papas ficam para mais tarde e por enquanto, esta alimentação é mais que suficiente, afinal ele é muito pequeno. Já aconteceu um ou outro dia não lhe dar fruta e ele fica bem só com a maminha. Também já aconteceu duas vezes quando lhe vou dar a sopa, ele chorar, eu dar-lhe mama e a seguir tentar a sopa e ele já querer. No fundo, os bebés são como nós, uns dias apetece mais, outros menos, é assim.
Segundo, algumas pessoas que conheço, se ele aceitou tão bem a sopa e a fruta, já lhe devia dar mais refeições. Mas não nos devemos esquecer que até um ano de idade o leite materno deve ser o principal alimento deles, quanto menos leite lhe der, menos leite terei. Por isso, por enquanto continua assim.
Este é o meu testemunho, gostaria de ter dado só leite materno exclusivo e depois de ver que ele não tolera bem o suplemento ainda mais triste fiquei por lho ter dado. Mas se o fiz, foi porque sempre tentei fazer o melhor. Já ouvi muitas pessoas falarem contra quem dá suplemento ou quem introduz os sólidos aos quatro meses. Mas é fácil ser contra quando os bebés mamam bem, as mães não têm dores a amamentar, os bebés aumentam bem de peso. Mas quando se amamenta em livre demanda e mesmo assim, as coisas não correm bem, uma pessoa tenta tudo para que o bebé cresça e se desenvolva. Todavia, e contra mim falo, não devemos ser reféns da balança, o Luís sempre aumentou pouco de peso, mas sempre foi saudável.
Além disso, o leite materno é gratuito e uma verdadeira preciosidade para o sistema imunológico. Em quase cinco meses de vida, o Luís nunca teve febre e só esteve constipado uma vez. E acredito que o leite materno tem sido fundamental para ele ser um bebé saudável.
A maternidade é feita de altos e baixos, amamentar nem sempre é fácil, mas vale a pena. Por mim, só paro de o fazer quando ele deixar de querer. E não me venham com essa história de bebés grandes a mamar é feio. O que é feio é a corrupção, a poluição, o egoísmo, bebés a mamarem nunca é feio.
Vim para casa de rastos. Segundo a pediatra, eu devia começar a dar-lhe suplemento em todas as mamadas, podendo mesmo trocar algumas mamadas pelo suplemento. Como, felizmente sou informada, não fiz quase nada daquilo que ela disse. Se o tivesse feito, neste momento provavelmente não teria leite e teria um grande problema pelo que vou contar mais à frente. E como é óbvio nunca mais fomos aquela pediatra.
No entanto, o meu estado de cansaço era imenso e ninguém gosta de saber que o filho não está a engordar. Sentia-me cansada, frágil e com pouco leite. A verdade é que não há leite fraco, é um facto, mas o cansaço e os nervos podem fazer com que a quantidade de leite diminua, o que acho que foi o que me aconteceu. Ele bem tentava mamar, mas já pouco saía.
Falei com a médica de família que me disse que se eu me sentia realmente cansada e sem forças que talvez fosse mesmo melhor dar um pouco de suplemento. Não pela qualidade do meu leite, mas porque eu precisava de estar bem para o resto das tarefas maternas. E concordo com ela, ser mãe não é só amamentar. Claro que amamentar é a melhor coisa que podemos fazer, mas não devemos ser fundamentalistas e devemos perceber os nossos limites. Sei que há muito quem não concorde comigo, quem ache que ser mãe é aguentar tudo. Mas ser mãe é procurar o melhor para eles e isso também passa por ter uma mãe com energia.
Então o que eu decidi fazer foi dar-lhe mama sempre que ele pedisse e quando para o fim da tarde, eu percebia que estava exausta de cansaço e que ele não ficava saciado (eu não descansava, o leite não repunha com tanta facilidade) dava-lhe um bocadinho de suplemento. A quantidade que eu dava normalmente de suplemento diário era 60 ou 90ml, o que é quase nada, nem chega a um biberão.
De qualquer forma, estava sempre a pô-lo na mama para ver se a minha produção de leite aumentava. E aumentou, de tal forma que comecei a dar menos suplemento ainda. Mas ainda antes disso, ele começou a fazer cocó com um bocadinho de sangue, aparentemente seria de uma fissura que demorou a cicatrizar. Mas como cada vez mais, sentia que ele ficava mais satisfeito com o meu leite, muitos dias já nem suplemento lhe dava e incrivelmente ele deixava de fazer cocó com sangue. Se voltasse a dar, voltava o sangue. Além disso quando bebia suplemento dormia sempre pior do que quando não bebia.
Um dia, ele teve imenso sangue no cocó, fomos ao hospital e o pediatra de lá depois de eu lhe relatar tudo, disse que provavelmente ele seria intolerante ao suplemento. Na altura não lhe mandou fazer exames porque disse que como a alimentação dele era quase leite materno exclusivo, não era necessário estar a submetê-lo ao exames. E eu acho que foi óptimo, não fazia questão que ele ficasse lá a fazer exames.
No entanto, como o Luís continuava a aumentar pouco de peso, o pediatra do hospital sugeriu que aos quatros meses (faltavam poucos dias) ele começasse com a alimentação complementar. Segundo disse, há bebés que aumentam mais com a introdução dos sólidos. Quando fui à médica de família, ela sugeriu o mesmo. E contra o que diz a Organização Mundial de Saúde (OMS), assim o fiz.
Mas ainda demorei uns dias depois dele fazer os quatro meses a introduzir os sólidos. A médica de família tinha-me dito que podia ser difícil e que tínhamos de ir tentando. Mas nada foi tão fácil, na primeira colher de sopa, ele abriu logo a boca, aliás uns dias antes já tinha tentado abocanhar uma banana. No fundo, pelo que já li, o Luís já andava a mostrar os sinais que estava pronto para comer. Segundo esta publicação da Dra. Mónica Pina, o Luís já apresentava dois dos três sinais que estava pronto para a introdução dos sólidos, já não punha a língua de fora quando levava algum objecto à boca e já mostrava interesse pela nossa comida. O sentar completamente direito é que nem por isso.
Mas bem não estou arrependida da minha opção, acho que devemos seguir as directrizes da OMS, mas também devemos compreender que cada bebé é único. Na publicação que referi acima, a Dra. Mónica Pina diz que:
"Nem todos os bebés estão prontos com a mesma idade. Alguns, poucos, mostram esses sinais por volta dos 4 meses, a maioria por volta dos 6 meses, sendo que alguns o fazem mais tarde, até cerca dos 8 meses."
Mas claro, se ele não quisesse comer, acho que não se deve obrigar. Muito menos, dar-lhe alimentação complementar por biberão como já ouvi. Ou pessoas que deixam de dar leite porque lhes dão sopa.
Normalmente o que eu faço é, dou mama ao Luís antes do meu almoço, quando acabo de almoçar dou-lhe a sopa e depois volto a oferecer mama, uns dias aceita outro não. Depois da sesta da tarde, dou-lhe um bocadinho de fruta e depois mama, ele adora mamar depois de comer a fruta. As papas ficam para mais tarde e por enquanto, esta alimentação é mais que suficiente, afinal ele é muito pequeno. Já aconteceu um ou outro dia não lhe dar fruta e ele fica bem só com a maminha. Também já aconteceu duas vezes quando lhe vou dar a sopa, ele chorar, eu dar-lhe mama e a seguir tentar a sopa e ele já querer. No fundo, os bebés são como nós, uns dias apetece mais, outros menos, é assim.
Segundo, algumas pessoas que conheço, se ele aceitou tão bem a sopa e a fruta, já lhe devia dar mais refeições. Mas não nos devemos esquecer que até um ano de idade o leite materno deve ser o principal alimento deles, quanto menos leite lhe der, menos leite terei. Por isso, por enquanto continua assim.
Este é o meu testemunho, gostaria de ter dado só leite materno exclusivo e depois de ver que ele não tolera bem o suplemento ainda mais triste fiquei por lho ter dado. Mas se o fiz, foi porque sempre tentei fazer o melhor. Já ouvi muitas pessoas falarem contra quem dá suplemento ou quem introduz os sólidos aos quatro meses. Mas é fácil ser contra quando os bebés mamam bem, as mães não têm dores a amamentar, os bebés aumentam bem de peso. Mas quando se amamenta em livre demanda e mesmo assim, as coisas não correm bem, uma pessoa tenta tudo para que o bebé cresça e se desenvolva. Todavia, e contra mim falo, não devemos ser reféns da balança, o Luís sempre aumentou pouco de peso, mas sempre foi saudável.
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| Imagem retirada de http://shop.kmberggren.com/Mama_s_Milkies_10_art_from_the_book_p/mm10.htm |
No entanto, embora não seja contra o suplemento, depois do que aconteceu ao Luís e de várias histórias que já ouvi, acho que quem decide não amamentar deve ter muito cuidado com essa escolha. Um bebé que só beba suplemento e que seja intolerante ou alérgico à proteína do leite de vaca pode ter sérios problemas.
Além disso, o leite materno é gratuito e uma verdadeira preciosidade para o sistema imunológico. Em quase cinco meses de vida, o Luís nunca teve febre e só esteve constipado uma vez. E acredito que o leite materno tem sido fundamental para ele ser um bebé saudável.
A maternidade é feita de altos e baixos, amamentar nem sempre é fácil, mas vale a pena. Por mim, só paro de o fazer quando ele deixar de querer. E não me venham com essa história de bebés grandes a mamar é feio. O que é feio é a corrupção, a poluição, o egoísmo, bebés a mamarem nunca é feio.
sábado, 16 de abril de 2016
Roupa de bebé: já deixou de servir e agora?
A roupa que deixa de servir ao Luís, tenho dividido para duas caixas:
- Caixa para um potencial segundo filho;
- Caixa solidária dos ctt (que já tinha falado aqui).
Até agora não há nenhuma roupa que lhe tenha deixado de servir que esteja sem possibilidade de ser usada novamente. Então porque eu não guardo tudo para um segundo filho? Porque não há espaço para tudo e porque há algumas coisas que já achei pouco práticas, por exemplo camisolas interiores e casaquinhos fininhos de lã. Outras porque não gostei mesmo, camisolas com golas, um tipo de golinha específica. E ainda, uns casacos que foram para esta caixa porque os "colori", toda a gente me diz que não se nota, mas eu não consigo olhar para eles sem me lembrar da roupa toda verde a sair da máquina.
Basicamente são tudo coisas usáveis, mas que eu acho que mesmo que guardasse, quando tivesse outro filho não ia usar. Logo não vale a pena estar a guardar, deve haver quem precise e por isso mesmo, decidi enviar na caixa solidária.
Claro que na opinião do meu marido mesmo assim estou a guardar coisas demais. Também já ouvi um tio dizer: "Não vais guardar as coisas, pois não? Agora a roupa é tão barata para quê guardar?"
Primeiro, não acho que seja assim tão barata para quem tem de estar sempre a comprar. Em segundo lugar, mesmo que o preço fosse quase zero, eu não quero contribuir para o usa e deita fora.
Por isto tudo, já enviei a primeira caixa solidária com roupa do Luís. Até porque não tinha ninguém neste momento a quem dar, conheço bebés mais pequenos, mas já vão apanhar outra estação. Além disso, acredito que estas crianças precisem bastante.
Recorri a esta lista (data de 2011, espero que se mantenha actualizada) para ver quais as instituições que precisam de roupa de bebé. Existem apenas duas: o refúgio Aboim Ascensao e a Ajuda de Mãe. Decidi enviar para a primeira instituição, futuramente enviarei para a outra.
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| Imagem própria |
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| Imagem própria |
Se entretanto não tiver um segundo filho (espero bem que não), a roupa que estou a guardar pode sempre ser aproveitada. Até porque as minha amigas ainda deve pensar em ter filhos daqui a uns tempos. Mesmo que não tenham, há sempre crianças a nascer.
A roupa em segunda mão dá imenso jeito, tenho pena de ter recebido tão pouca, mas mesmo assim deu um jeitão. Os miúdos estão sempre a sujar-se, tal disparate.
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Kid to Kid e Acreditar: saco solidário
Hoje fui pela primeira vez comprar roupa à Kid to Kid para o meu bebé, já falei anteriormente nesta loja de roupa em segunda mão, na qual podemos encontrar boas coisas a preços simpáticos. Aproveitei para comprar umas tshirts, camisolas e calções (sei que ainda falta para o Verão, mas não resisti).
Mas não é de compras em segunda mão que quero falar, embora claro seja muito mais sustentável comprar roupa em segunda mão que nova. Quero falar da campanha da loja Kid to Kid de recusa de sacos. A Kid to Kid por norma, oferece os sacos, mas por cada saco recusado doa 0,05€ à Associação Acreditar - Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro. Quando for atingido o valor de 12 000 euros, essa quantia será doada à Acreditar.
Recusar sacos já é algo meritório, ainda o é mais por uma boa causa. E para termos a ideia da quantidade de sacos, 12 000 euros significam 240 000 sacos recusados.
Por isso, se forem à Kid to Kid não se esqueçam de recusar o vosso saco.
Mas não é de compras em segunda mão que quero falar, embora claro seja muito mais sustentável comprar roupa em segunda mão que nova. Quero falar da campanha da loja Kid to Kid de recusa de sacos. A Kid to Kid por norma, oferece os sacos, mas por cada saco recusado doa 0,05€ à Associação Acreditar - Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro. Quando for atingido o valor de 12 000 euros, essa quantia será doada à Acreditar.
Recusar sacos já é algo meritório, ainda o é mais por uma boa causa. E para termos a ideia da quantidade de sacos, 12 000 euros significam 240 000 sacos recusados.
Imagem retirada de http://www.kidtokid.pt/campanha-saco-solidario-a-favor-da-acreditar/
Por isso, se forem à Kid to Kid não se esqueçam de recusar o vosso saco.
quarta-feira, 30 de março de 2016
Babyoga: o meu testemunho
Desde os dois meses que o meu Luís anda no Babyoga, ou seja já há dois meses que uma vez por semana lá vamos nós à ginástica como diria a senhora do parque de estacionamento onde deixo o carro.
Mesmo antes de ele nascer, eu já tinha decidido que gostaria que tivessemos alguma actividade em conjunto. Como devem calcular não existem assim muitas actividades para crianças tão pequenas, além disso eu sempre quis experimentar Yoga (não sei porque é que nunca experimentei) e o Babyoga pareceu-me o indicado. Para saberem sobre esta prática podem consultar o site da Escola Babyoga Portugal.
Pessoalmente, o que me levou a frequentar as aulas foi a necessidade que eu tinha de transmitir ao Luís uma certa paz e harmonia, um desejo de partilhar bons momentos com ele, transmitir-lhe confiança e boas vibrações. Basicamente fortalecer o elo mãe-filho. Além disso, procurava também que ele se desenvolvesse a nível motor e que o Babyoga o ajudasse a ser um bebé calmo e que lhe aliviasse de algumas dores e cólicas. E passado dois meses, acho que tudo isto tem sido alcançado.
No nosso caso, o Luís começou muito pequenino, por isso nas primeiras aulas, ele não conseguia fazer todos os exercícios e quase sempre tinha de mamar a meio. Neste momento, já aguenta muito melhor a aula inteira, aliás costuma estar bem mais curioso para ver os outros bebés do que com vontade de mamar ou sequer olhar para mim. Por este motivo, há quem prefira começar quando eles já têm cerca de quatro meses, no entanto, ainda bem que eu comecei com dois meses.
Passo a explicar, depois de um parto que não era o que eu idealizava e de todo o primeiro mês de vida dele com problemas com a pega e a amamentação, eu sentia necessidade de estar com ele. Sim, eu sei, eu estava com ele o dia todo, mas não era um tempo verdadeiramente nosso, porque alguém telefonava, ou alguém aparecia, porque tinha de fazer o almoço, porque tinha de pôr roupa a lavar, etc, etc. Todos os nossos momentos pareciam ser cortados por qualquer coisa exterior. Nas aulas comecei a ter tempo verdadeiramente de paz com o meu bebé, a interagir com ele com todo o tempo do mundo. Neste momento, isso já não acontece só nas aulas, essa harmonia também a consigo em casa quando estou com ele sem pensar em mais nada.
Além de toda esta parte mais emocional, acho que o ajudou a nível físico, nem que seja pelos puns que o ajuda a soltar. Mas não é só isso, trabalhamos posturas que de outra forma, acho que nunca teria feito com ele, por exemplo, já lhe fiz um looping. Alguma vez em casa eu me lembraria, teria coragem, de o fazer?
À parte disto, as aulas são também um bom espaço de partilha entre as mães e a professora (que é espectacular). Aliás, foi nas aulas que me chamaram a atenção para uma posição recorrente do Luís e me aconselharam a procurar um osteopata, devo confessar que se não me tivessem dito, eu acho que nunca teria dado a importância suficiente ao facto de o Luís se inclinar constantemente para a direita. Até me custa escrever isto, o que vale é que depois da primeira consulta, ele às vezes já se inclina para a esquerda (ufa, ufa).
Por todas estas coisas e porque crianças mais felizes, em paz e harmonia com o mundo, serão certamente adultos mais felizes e realizados, quem tem bebés pequenos, aconselho vivamente a experimentarem.
E hoje consigo estar aqui a escrever calmamente, porque o Luís veio do Babyoga e depois de mamar ficou a dormir como um anjinho.
Mesmo antes de ele nascer, eu já tinha decidido que gostaria que tivessemos alguma actividade em conjunto. Como devem calcular não existem assim muitas actividades para crianças tão pequenas, além disso eu sempre quis experimentar Yoga (não sei porque é que nunca experimentei) e o Babyoga pareceu-me o indicado. Para saberem sobre esta prática podem consultar o site da Escola Babyoga Portugal.
Pessoalmente, o que me levou a frequentar as aulas foi a necessidade que eu tinha de transmitir ao Luís uma certa paz e harmonia, um desejo de partilhar bons momentos com ele, transmitir-lhe confiança e boas vibrações. Basicamente fortalecer o elo mãe-filho. Além disso, procurava também que ele se desenvolvesse a nível motor e que o Babyoga o ajudasse a ser um bebé calmo e que lhe aliviasse de algumas dores e cólicas. E passado dois meses, acho que tudo isto tem sido alcançado.
No nosso caso, o Luís começou muito pequenino, por isso nas primeiras aulas, ele não conseguia fazer todos os exercícios e quase sempre tinha de mamar a meio. Neste momento, já aguenta muito melhor a aula inteira, aliás costuma estar bem mais curioso para ver os outros bebés do que com vontade de mamar ou sequer olhar para mim. Por este motivo, há quem prefira começar quando eles já têm cerca de quatro meses, no entanto, ainda bem que eu comecei com dois meses.
Passo a explicar, depois de um parto que não era o que eu idealizava e de todo o primeiro mês de vida dele com problemas com a pega e a amamentação, eu sentia necessidade de estar com ele. Sim, eu sei, eu estava com ele o dia todo, mas não era um tempo verdadeiramente nosso, porque alguém telefonava, ou alguém aparecia, porque tinha de fazer o almoço, porque tinha de pôr roupa a lavar, etc, etc. Todos os nossos momentos pareciam ser cortados por qualquer coisa exterior. Nas aulas comecei a ter tempo verdadeiramente de paz com o meu bebé, a interagir com ele com todo o tempo do mundo. Neste momento, isso já não acontece só nas aulas, essa harmonia também a consigo em casa quando estou com ele sem pensar em mais nada.
Além de toda esta parte mais emocional, acho que o ajudou a nível físico, nem que seja pelos puns que o ajuda a soltar. Mas não é só isso, trabalhamos posturas que de outra forma, acho que nunca teria feito com ele, por exemplo, já lhe fiz um looping. Alguma vez em casa eu me lembraria, teria coragem, de o fazer?
À parte disto, as aulas são também um bom espaço de partilha entre as mães e a professora (que é espectacular). Aliás, foi nas aulas que me chamaram a atenção para uma posição recorrente do Luís e me aconselharam a procurar um osteopata, devo confessar que se não me tivessem dito, eu acho que nunca teria dado a importância suficiente ao facto de o Luís se inclinar constantemente para a direita. Até me custa escrever isto, o que vale é que depois da primeira consulta, ele às vezes já se inclina para a esquerda (ufa, ufa).
Por todas estas coisas e porque crianças mais felizes, em paz e harmonia com o mundo, serão certamente adultos mais felizes e realizados, quem tem bebés pequenos, aconselho vivamente a experimentarem.
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| Imagem retirada de http://babyogaportugal.com/cursos/wp-content/uploads/2016/01/PROGRAMA_CURSO_COMPLETO_E_INTENSIVO_DE_YOGA_INFANTIL_Portugal.pdf |
E hoje consigo estar aqui a escrever calmamente, porque o Luís veio do Babyoga e depois de mamar ficou a dormir como um anjinho.
terça-feira, 29 de março de 2016
Quatro meses de fraldas e toalhitas reutilizáveis
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| Um estendal de fraldas e toalhitas de pano Imagem própria |
As fraldas e as toalhitas reutilizáveis, ou seja de material têxtil, têm sido um assunto que frequentemente abordo aqui no blogue. Embora, no momento em que escrevo, as publicações sobre o assunto não estejam nas dez mais vistas do blogue, a verdade é que pelas estatísticas reparo que são das publicações mais frequentemente acedidas.
Quando o Luís fez dois meses fiz um balanço sobre a utilização destes produtos, das toalhitas e das fraldas, e este último não era muito animador. Passado mais dois meses, o tempo passa rápido, tudo melhorou.
Neste momento, já consigo utilizar quase todas as fraldas de pano, sem fugas, bem às vezes acontece, mas isso também acontece nas descartáveis. No entanto, para dormir de noite e para sair continuo a usar descartáveis, isto porque de noite ele dorme muitas horas seguidas e quando saio (estou a falar de saídas grandes, não de ir ao café ou à mercearia) tenho receio de não lhe conseguir mudar logo a fralda. Na verdade, pela minha experiências as descartáveis são bem mais absorventes que as de pano. Para termos a mesma absorvência numa fralda de pano temos de conjugar absorventes extra e o meu menino como é magro com muitos absorventes parece um chouriço. Todavia, o ser mais absorvente em si não é uma mais-valia, penso eu, sobretudo quando estamos em casa, uma vez que não me parece muito saudável a criança andar com a fralda cheia de urina. No entanto, confesso que não uso apenas fraldas de pano, mas se em oito fraldas diárias, por exemplo, uso três descartáveis e cinco reutilizáveis, já não acho nada mau.
Em relação às toalhitas continuo a usar quase em exclusivo as de pano e não quero outra coisa. Tenho um pacote de 70 toalhitas descartáveis aberto há quatro meses e dura, dura, dura.
Mas e em viagem?
Desde que nasceu, o Luís já foi duas vezes à terra do pai e foi ao Algarve. Nestas ocasiões nunca usei fraldas reutilizáveis, não que não o consiga fazer, mas porque passando poucos dias fora, terei que trazer todas as fraldas sujas para lavar em casa. O que significaria que depois ficava basicamente sem fraldas para usar no dia seguinte. No entanto, as toalhitas uso das de pano, na casa dos meus sogros, eles têm algumas, logo nem preciso de levar. Quando fomos ao Algarve levei um saco e no hotel usei sempre toalhitas de pano, mas confesso que quando mudei a fralda no carro usei descartáveis.
E se alguém ficar a tomar conta do Luís?
Aqui o caso muda de figura, aprendi que não posso obrigar ninguém a ser ecológico, se já me fazem o favor de tomar conta dele, não vou pedir que usem as fraldas e as toalhitas reutilizáveis. Até porque a maioria das pessoas não entende porque prefiro usar estes produtos e sinceramente, cada vez, tenho menos paciência para explicar. O que vale é que até hoje ainda só o deixei com alguém duas vezes e isso significa poucas fraldas e toalhitas descartáveis.
Mas afinal porque continuo a preferir usar os produtos reutilizáveis?
Sobretudo pela causa ambiental, sinceramente custa-me imenso deitar um saco de fraldas descartáveis no lixo comum. Claro que vejo a praticidade das coisas descartáveis, e como disse anteriormente também as uso, mas nem por isso sou uma adepta destas. Mas acho que é o facto de eu dizer que uso sobretudo por uma questão ambiental que ainda deixa as pessoas mais incrédulas. Afinal, as pessoas percebem que alguém queira poupar dinheiro, as pessoas percebem que alguém queira cuidar do seu filho, usando coisas mais saudáveis. Mas poucas pessoas percebem que alguém queira cuidar do ambiente e consequentemente do planeta, esse espaço que é de todos.
Digo mais, as pessoas em vez de criticarem e gozarem com quem usa fraldas de pano, deviam era agradecer porque há quem esteja a contribuir para um bem maior. E eu sei que para muitos isto nem sequer é compreensível, porque não pensam em todos os processos até um produto ser fabricado e em toda a realidade após o produto ser descartado.
E para finalizar, ainda no outro dia uma amiga que por acaso até é das que concorda mais com a minha ideia disse-me: "Tens noção que gastas muita água a lavar as fraldas e as toalhitas?"; lá tive de responder: "Qualquer produto novo, na sua produção e transporte, gasta muito mais água do que lavar um produto semelhante em casa".
quarta-feira, 16 de março de 2016
Sofia, a girafa
Lembram-se de eu dizer que achava que não valia a pena os pais comprarem imensos brinquedos? Disse-o aqui. Na altura, referi que provavelmente iriam dar muitos brinquedos ao Luís, e claro, estava certa. O meu Luís já tem imensos bonecos. Mas a grande amiga dele é a Sofia, e fui eu que lhe comprei a girafa.
Eu já tinha lido sobre a maravilha da Girafa Sofia para os bebés e que era um brinquedo ecológico, então no Natal ofereci-lhe uma. Devo confessar que quando olhei para o preço e para a girafa pensei, "mas será que realmente vale a pena dar 18€ por esta girafita pequena?". Mas dei e não me arrependo nada, tanto que nasceu um bebé na família há três semanas e já lhe ofereci uma Sofia também.
A girafa Sofia é mundialmente famosa e se quiserem saber mais em concreto sobre este brinquedo podem consultar o seu site. Mas vou dar apenas um cheirinho do que é esta simpática girafa. Esta girafa estimula os sentidos do bebé, sendo feita a pensar nas capacidades de bebés recém-nascidos e na sua evolução. As cores estimulam a visão ainda indefinida de um recém-nascido, o tamanho e a textura da girafa é pensada de forma a ser facilmente agarrada pelos bebés, além disso é um óptimo mordedor para quando começarem a romper os dentinhos. A borracha é 100% natural e a tinta utilizada pode ser ingerida sem fazer mal ao bebé (é uma tinta alimentar, não tóxica). Este brinquedo foi inventado por um francês de nome Rampeu e o melhor de tudo, continua a ser fabricada em França.
Não quero fazer publicidade, mas já fazendo, acho que é um óptimo brinquedo para comprarem para os vossos bebés ou para oferecerem. Na realidade é o único que o meu Luís com quase quatro meses consegue agarrar completamente e passar de uma mão para a outra, morder, etc, etc. Como é feito com materiais naturais é também ecológico. E além de tudo isso é melhor importar brinquedos da França do que da China.
Claro que quando ele tiver idade hei-de comprar brinquedos da portuguesa science4you. Já agora adoro-os, tenho de confirmar é se ainda são cá fabricados.
Só para terminar, a Sofia costuma dizer ao Luís "Olá eu sou a Sofia e venho da savana, da savana africana". Fico muito feliz que ele assim aprende geografia logo desde pequenino.
Eu já tinha lido sobre a maravilha da Girafa Sofia para os bebés e que era um brinquedo ecológico, então no Natal ofereci-lhe uma. Devo confessar que quando olhei para o preço e para a girafa pensei, "mas será que realmente vale a pena dar 18€ por esta girafita pequena?". Mas dei e não me arrependo nada, tanto que nasceu um bebé na família há três semanas e já lhe ofereci uma Sofia também.
A girafa Sofia é mundialmente famosa e se quiserem saber mais em concreto sobre este brinquedo podem consultar o seu site. Mas vou dar apenas um cheirinho do que é esta simpática girafa. Esta girafa estimula os sentidos do bebé, sendo feita a pensar nas capacidades de bebés recém-nascidos e na sua evolução. As cores estimulam a visão ainda indefinida de um recém-nascido, o tamanho e a textura da girafa é pensada de forma a ser facilmente agarrada pelos bebés, além disso é um óptimo mordedor para quando começarem a romper os dentinhos. A borracha é 100% natural e a tinta utilizada pode ser ingerida sem fazer mal ao bebé (é uma tinta alimentar, não tóxica). Este brinquedo foi inventado por um francês de nome Rampeu e o melhor de tudo, continua a ser fabricada em França.
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| O meu Luís e a sua Sofia Imagem própria |
Não quero fazer publicidade, mas já fazendo, acho que é um óptimo brinquedo para comprarem para os vossos bebés ou para oferecerem. Na realidade é o único que o meu Luís com quase quatro meses consegue agarrar completamente e passar de uma mão para a outra, morder, etc, etc. Como é feito com materiais naturais é também ecológico. E além de tudo isso é melhor importar brinquedos da França do que da China.
Claro que quando ele tiver idade hei-de comprar brinquedos da portuguesa science4you. Já agora adoro-os, tenho de confirmar é se ainda são cá fabricados.
Só para terminar, a Sofia costuma dizer ao Luís "Olá eu sou a Sofia e venho da savana, da savana africana". Fico muito feliz que ele assim aprende geografia logo desde pequenino.
quinta-feira, 3 de março de 2016
H&M: um par de meias surpresa
Desde que o Luís nasceu tenho-lhe comprado pouca roupa, uma vez que as pessoas têm dado muita coisa. Infelizmente preferem dar-lhe polos betinhos a tshirts cheias de bonecos loucos como eu gosto. Mas como diz o ditado, a cavalo dado não se olha o dente.
Mas no outro dia precisava de lhe comprar meias e como ia deixar uns sacos de restos de tecido à H&M (já expliquei nesta publicação que os restos de tecidos deixo nesta loja, agora também há contentores por aí de empresas que também se comprometem a reciclar os têxteis, por exemplo existem alguns na freguesia de Arroios, em Lisboa. Mas claro, roupa boa deem a quem precisa) e estava a ver as meias, já ia eu entrar em tentação e comprar umas meias Made in Bangladesh, quando o meu marido se aproximou de mim e disse "Estas são melhores, são feitas em Portugal". Ena, eu não sabia que a H&M tinha produtos feitos em Portugal, ainda para mais, as meias são de algodão orgânico.
Aqui tinha a resposta à pergunta que fiz na publicação Roupa - Made in qualquer coisa:
"Pergunto então, para o ambiente e a justiça social, será melhor comprar uma camisola produzida em Portugal de algodão ou uma produzida no Bangladesh de algodão orgânico?"
E a resposta é: comprar peças de roupa produzidas em Portugal feitas com algodão orgânico.
As meias eram 1€ mais caras do que as outras Made in Bangladesh, mas claro que comprei as portuguesas, afinal não posso andar a pregar uma coisa e a fazer outra.
Aqui estão elas:
Ok, mas depois não resisti e comprei-lhe estas calças com elefantes feitas no Cambodja. Por isso, acho que fiquei empatada nem demasiado sustentável, nem muito pouco sustentável.
Mas no outro dia precisava de lhe comprar meias e como ia deixar uns sacos de restos de tecido à H&M (já expliquei nesta publicação que os restos de tecidos deixo nesta loja, agora também há contentores por aí de empresas que também se comprometem a reciclar os têxteis, por exemplo existem alguns na freguesia de Arroios, em Lisboa. Mas claro, roupa boa deem a quem precisa) e estava a ver as meias, já ia eu entrar em tentação e comprar umas meias Made in Bangladesh, quando o meu marido se aproximou de mim e disse "Estas são melhores, são feitas em Portugal". Ena, eu não sabia que a H&M tinha produtos feitos em Portugal, ainda para mais, as meias são de algodão orgânico.
Aqui tinha a resposta à pergunta que fiz na publicação Roupa - Made in qualquer coisa:
"Pergunto então, para o ambiente e a justiça social, será melhor comprar uma camisola produzida em Portugal de algodão ou uma produzida no Bangladesh de algodão orgânico?"
E a resposta é: comprar peças de roupa produzidas em Portugal feitas com algodão orgânico.
As meias eram 1€ mais caras do que as outras Made in Bangladesh, mas claro que comprei as portuguesas, afinal não posso andar a pregar uma coisa e a fazer outra.
Aqui estão elas:
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| Imagem própria |
Ok, mas depois não resisti e comprei-lhe estas calças com elefantes feitas no Cambodja. Por isso, acho que fiquei empatada nem demasiado sustentável, nem muito pouco sustentável.
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Bebé: banhos e massagens
O banho é mais que uma questão de higiene, o banho é muitas vezes, um momento revigorante e pode também ser um acto de amor, paz e tranquilidade para qualquer pessoa, incluindo para os bebés. Aliás, não apenas para os bebés humanos como aqui se pode ver.
A criação de laços afectivos é algo muito natural e instintivo, no entanto o ser humano muitas vezes afasta-se da sua natureza. Achamos que devemos cumprir determinadas regras sociais, em vez do que nos dita o nosso instinto. Muitas vezes acho que o nosso instinto adormece.
O meu menino desde que nasceu que adora tomar banho, afinal ele já estava habituado a água dentro de mim. Desde o início que o massajamos bastante durante o banho, ele fica num estado todo zen. Mas quando toma banho com o pai fica a coisa mais maravilhosa do mundo. Parece que todo ele está em harmonia com o universo, deitado no peito do pai com a aguinha quente. Fica ali imenso tempo com uma cara de felicidade, sem aí nem ui.
Entretanto como sou invejosa também quis ter o meu banho partilhado com ele. E sim, é a coisa melhor que há, nós os dois ali muito quentinhos e aconchegados. E para não acharem que desperdiço muita água, não encho a banheira, não ficamos todos dentro de água, só os pezinhos dele ficam dentro de água e ele fica aconchegado no meu peito, com uma toalhita molhada em água quente nas costas, enquanto vou deitando água quente no corpinho. Ele fica tão relaxado, todo feliz. Assim, como quem não quer a coisa encostei-lhe a maminha, ele começou a mamar e acho que nem estava a perceber o que se estava a passar. Acho que ele pensou que estava no paraíso, estar ali tão quentinho com água e a mamar, acho que foi a felicidade suprema.
Mas vamos ser realistas, afinal quem não gosta de tomar banho em conjunto? Acho que é das melhores coisas que há, a nível íntimo e na poupança de água, electricidade e gás. Bem a poupança é grande se for um duche, se for banho de banheira cheia não sei se a poupança é muito grande, mas bem dois corpos fazem mais volume que um, logo é preciso menos água.
Assim, além do banho normal, o banho com os progenitores tem-se mostrado uma óptima solução para ele ficar calminho. Mas ainda nos faltava experimentar o banho de balde, não comprei o balde porque achei-o caríssimo para o que é, e como o nosso menino já fica bem relaxado no banho normal, achei que não valia a pena. Mas entretanto emprestaram-me um só para experimentar e devo dizer que fiquei fã e o Luís também. O banho de balde faz os bebés relembrarem o útero, bem não sei se o meu quase três meses depois se ainda associa, mas pronto. Além disso é óptimo para aliviá-los das cólicas, relaxa-os e deixa-os bem calminhos. Depois do banho de balde, o meu Luís fica muito molinho e quentinho, quase num estado sonolento, por isso é um banho ideal para dar antes de os deitar. Em relação à poupança de água, o banho de balde gasta bem menos água do que na banheira normal.
No caso do meu bebé, o banho não é simplesmente um meio de limpeza e higiene é sobretudo uma forma de relaxá-lo e aliviá-lo. Por isso, embora eu saiba que não é essencial dar banho diariamente aos bebés, gosto de o fazer (há sempre alguns dias que não dou) porque acho que lhe faz bem.
Estava eu a pesquisar sobre o banho do balde, já agora é originário da Holanda, quando descobri que Shantala (nome dado a estes baldes) é uma técnica milenar indiana de massagem aos bebés. Frédérick Leboyer foi quem a deu a conhecer ao mundo, tendo-a descoberto numa viagem que fez à Índia, país no qual é habitual as mães fazerem estas massagens aos bebés. Sobre a massagem aos bebés disse:
E é mesmo verdade, o contacto pele-a-pele, a calma, as massagens, tudo faz um bebé mais calmo. Assim quando me dizem que sorte um bebé tão calmo, não sei se tenho sorte ou se fazemos por isso. Claro que o meu bebé também chora, mas em geral não o deixamos chorar e dou-lhe colo, faço massagens e canto-lhe muito. Um colinho e a voz "encantadora" da mãe fazem-lhe passar muitos dos seus males. Embora também o deixei por vezes sozinho, mas só enquanto vejo que ele está bem-disposto.
Agora cada pessoa sabe o que faz aos seus filhos e como os cria, mas quando oiço coisas como "o bebé só precisa de barriga cheia e rabinho limpo", "chorar faz abrir os pulmões" e "não se deve habituar ao colo", penso que depois admiram-se de os bebés não serem calmos. Claro que acredito que alguns bebés sejam naturalmente mais calmos que outros, mas podemos sempre dar uma ajuda. Pela minha parte ando com o meu bebé no Babyoga, adoro, mas disso falarei mais tarde.
E aqui ficam as massagens indianas.
Já agora acredito que crianças mais felizes e amadas serão melhores adultos, estarei errada?
Quando eu andava na aulas de preparação de parto, coisa que gostei muito, a enfermeira um dia disse-nos que uma ideia boa para os pais fazerem com os bebés era tomarem banho juntos. Na altura, ela referiu que normalmente a mãe tem muito contacto pele-a-pele com o bebé, mas o pai raramente tem. E o contacto pele-a-pele com o pai também faz falta ao bebé para estabelecer laços afectivos, então uma boa ideia era o pai e o bebé tomarem banho juntos. Assim, desde pequeninos.
A criação de laços afectivos é algo muito natural e instintivo, no entanto o ser humano muitas vezes afasta-se da sua natureza. Achamos que devemos cumprir determinadas regras sociais, em vez do que nos dita o nosso instinto. Muitas vezes acho que o nosso instinto adormece.
O meu menino desde que nasceu que adora tomar banho, afinal ele já estava habituado a água dentro de mim. Desde o início que o massajamos bastante durante o banho, ele fica num estado todo zen. Mas quando toma banho com o pai fica a coisa mais maravilhosa do mundo. Parece que todo ele está em harmonia com o universo, deitado no peito do pai com a aguinha quente. Fica ali imenso tempo com uma cara de felicidade, sem aí nem ui.
Entretanto como sou invejosa também quis ter o meu banho partilhado com ele. E sim, é a coisa melhor que há, nós os dois ali muito quentinhos e aconchegados. E para não acharem que desperdiço muita água, não encho a banheira, não ficamos todos dentro de água, só os pezinhos dele ficam dentro de água e ele fica aconchegado no meu peito, com uma toalhita molhada em água quente nas costas, enquanto vou deitando água quente no corpinho. Ele fica tão relaxado, todo feliz. Assim, como quem não quer a coisa encostei-lhe a maminha, ele começou a mamar e acho que nem estava a perceber o que se estava a passar. Acho que ele pensou que estava no paraíso, estar ali tão quentinho com água e a mamar, acho que foi a felicidade suprema.
Mas vamos ser realistas, afinal quem não gosta de tomar banho em conjunto? Acho que é das melhores coisas que há, a nível íntimo e na poupança de água, electricidade e gás. Bem a poupança é grande se for um duche, se for banho de banheira cheia não sei se a poupança é muito grande, mas bem dois corpos fazem mais volume que um, logo é preciso menos água.
Assim, além do banho normal, o banho com os progenitores tem-se mostrado uma óptima solução para ele ficar calminho. Mas ainda nos faltava experimentar o banho de balde, não comprei o balde porque achei-o caríssimo para o que é, e como o nosso menino já fica bem relaxado no banho normal, achei que não valia a pena. Mas entretanto emprestaram-me um só para experimentar e devo dizer que fiquei fã e o Luís também. O banho de balde faz os bebés relembrarem o útero, bem não sei se o meu quase três meses depois se ainda associa, mas pronto. Além disso é óptimo para aliviá-los das cólicas, relaxa-os e deixa-os bem calminhos. Depois do banho de balde, o meu Luís fica muito molinho e quentinho, quase num estado sonolento, por isso é um banho ideal para dar antes de os deitar. Em relação à poupança de água, o banho de balde gasta bem menos água do que na banheira normal.
No caso do meu bebé, o banho não é simplesmente um meio de limpeza e higiene é sobretudo uma forma de relaxá-lo e aliviá-lo. Por isso, embora eu saiba que não é essencial dar banho diariamente aos bebés, gosto de o fazer (há sempre alguns dias que não dou) porque acho que lhe faz bem.
Estava eu a pesquisar sobre o banho do balde, já agora é originário da Holanda, quando descobri que Shantala (nome dado a estes baldes) é uma técnica milenar indiana de massagem aos bebés. Frédérick Leboyer foi quem a deu a conhecer ao mundo, tendo-a descoberto numa viagem que fez à Índia, país no qual é habitual as mães fazerem estas massagens aos bebés. Sobre a massagem aos bebés disse:
"Sim, os bebês tem necessidade de leite, Mas muito mais de serem amados e receberem carinho Serem levados, embalados, acariciados, pegos e massageados"
E é mesmo verdade, o contacto pele-a-pele, a calma, as massagens, tudo faz um bebé mais calmo. Assim quando me dizem que sorte um bebé tão calmo, não sei se tenho sorte ou se fazemos por isso. Claro que o meu bebé também chora, mas em geral não o deixamos chorar e dou-lhe colo, faço massagens e canto-lhe muito. Um colinho e a voz "encantadora" da mãe fazem-lhe passar muitos dos seus males. Embora também o deixei por vezes sozinho, mas só enquanto vejo que ele está bem-disposto.
Agora cada pessoa sabe o que faz aos seus filhos e como os cria, mas quando oiço coisas como "o bebé só precisa de barriga cheia e rabinho limpo", "chorar faz abrir os pulmões" e "não se deve habituar ao colo", penso que depois admiram-se de os bebés não serem calmos. Claro que acredito que alguns bebés sejam naturalmente mais calmos que outros, mas podemos sempre dar uma ajuda. Pela minha parte ando com o meu bebé no Babyoga, adoro, mas disso falarei mais tarde.
E aqui ficam as massagens indianas.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Dois meses de fraldas - balanço ecológico negativo
O meu Luís tem dois meses, uma semana e dois dias e esse é exactamente o tempo em que lido com fraldas. Sim antes de ser mãe só tinha mudado uma fralda na vida e não correu muito bem, saiu xixi por todo o lado. Mas bem, agora já mudo há dois meses e às vezes ainda sai xixi por todo o lado.
Como tinha anteriormente referido no blogue, em Fraldas reutilizáveis - a minha escolha e O meu stock de fraldas reutilizáveis decidi escolher fraldas de pano para o Luís. Mas como já expliquei em Blogue meu, blogue meu, existirá alguém mais poluidor que o meu filho? tenho usado muitas fraldas descartáveis, aliás nos últimos tempos são as que uso na maioria das vezes para minha tristeza.
Ao início usava bastantes descartáveis porque não tinha investido em stock de recém-nascido, o meu marido convenceu-me que não devia comprar destas porque as usaria pouco tempo. E sinceramente, ele tinha razão as de recém-nascido usei cerca de um mês. De notar que o meu Luís nasceu pesadote, bem dois meses depois, embora o corpo tenha mudado, o peso não é assim tão diferente.
Agora o problema é que as de recém-nascido já não servem e as tamanho único na sua maioria estão grandes. Embora ele tenha mais de 4,5kg, as fraldas mesmo sendo a partir de 3 ou 4kg ficam largas, é ainda muito corpo de bebé como me tinham explicado. Por isso, neste momento só tenho seis fraldas de pano que lhe servem decentemente, o que não impede uns xixis, volta e meia, para fora. Mas isso também me acontece com as descartáveis.
Sei que a maioria das pessoas escolhe outras soluções, capas de lã e tal, até acredito que sejam melhores, mas eu preciso de coisas práticas. É que se já tenho pouco tempo para fazer o que seja, não me estou a ver a lanolizar capas. Sei que também posso tentar comprar outro tipo de fraldas de pano, mas o dinheiro não abunda e agora também não ando com muito tempo para pesquisar.
Aos problemas do tamanho das fraldas junta-se a logística, tenho as máquinas de lavar e secar roupa numa casinha no quintal e como passo quase todo o dia sozinha com o bebé só tenho três hipóteses: levo-o para o quintal comigo; deixo-o sozinho dentro de casa; fico com ele em casa e a roupa que espere. Normalmente escolho a terceira opção e à noite não me apetece ir para o frio. Devo confessar que não tinha pensado nestes constrangimentos logísticos.
Mas creio que daqui a um ou dois meses já consiga usar mais e melhor as fraldas reutilizáveis, primeiro conforme o tempo tem passado isto de ser mãe tem-se tornado mais fácil, segundo ele há-de crescer e as fraldas vão-se adaptar melhor (espero), terceiro quando chegar a Primavera posso trazê-lo para apanhar solinho no quintal (ele gosta de apanhar solinho, mas agora ainda está frio). Por isso, acho que isto vai melhorar.
Por enquanto, vou usando muitas descartáveis e as de pano que vou conseguindo. Cada vez que uso uma de pano penso "Ao menos tu não vais não vais para o lixo".
O que eu acho mais engraçado é que das seis fraldas de tamanho único que já consigo usar, quatro foram compradas em segunda mão. O que me leva a pensar que talvez por já terem sido mais usadas se adaptem melhor.
Mas embora ainda não use tanto como gostaria, adoro ver o meu pirolito com fraldas de pano. Agora, claro que dá mais trabalho, mas nem é assim tanto, acho é que se tivesse a máquina de lavar, a de secar e o estendal dentro de casa seria mais fácil.
Como tinha anteriormente referido no blogue, em Fraldas reutilizáveis - a minha escolha e O meu stock de fraldas reutilizáveis decidi escolher fraldas de pano para o Luís. Mas como já expliquei em Blogue meu, blogue meu, existirá alguém mais poluidor que o meu filho? tenho usado muitas fraldas descartáveis, aliás nos últimos tempos são as que uso na maioria das vezes para minha tristeza.
Ao início usava bastantes descartáveis porque não tinha investido em stock de recém-nascido, o meu marido convenceu-me que não devia comprar destas porque as usaria pouco tempo. E sinceramente, ele tinha razão as de recém-nascido usei cerca de um mês. De notar que o meu Luís nasceu pesadote, bem dois meses depois, embora o corpo tenha mudado, o peso não é assim tão diferente.
Agora o problema é que as de recém-nascido já não servem e as tamanho único na sua maioria estão grandes. Embora ele tenha mais de 4,5kg, as fraldas mesmo sendo a partir de 3 ou 4kg ficam largas, é ainda muito corpo de bebé como me tinham explicado. Por isso, neste momento só tenho seis fraldas de pano que lhe servem decentemente, o que não impede uns xixis, volta e meia, para fora. Mas isso também me acontece com as descartáveis.
Sei que a maioria das pessoas escolhe outras soluções, capas de lã e tal, até acredito que sejam melhores, mas eu preciso de coisas práticas. É que se já tenho pouco tempo para fazer o que seja, não me estou a ver a lanolizar capas. Sei que também posso tentar comprar outro tipo de fraldas de pano, mas o dinheiro não abunda e agora também não ando com muito tempo para pesquisar.
Aos problemas do tamanho das fraldas junta-se a logística, tenho as máquinas de lavar e secar roupa numa casinha no quintal e como passo quase todo o dia sozinha com o bebé só tenho três hipóteses: levo-o para o quintal comigo; deixo-o sozinho dentro de casa; fico com ele em casa e a roupa que espere. Normalmente escolho a terceira opção e à noite não me apetece ir para o frio. Devo confessar que não tinha pensado nestes constrangimentos logísticos.
Mas creio que daqui a um ou dois meses já consiga usar mais e melhor as fraldas reutilizáveis, primeiro conforme o tempo tem passado isto de ser mãe tem-se tornado mais fácil, segundo ele há-de crescer e as fraldas vão-se adaptar melhor (espero), terceiro quando chegar a Primavera posso trazê-lo para apanhar solinho no quintal (ele gosta de apanhar solinho, mas agora ainda está frio). Por isso, acho que isto vai melhorar.
Por enquanto, vou usando muitas descartáveis e as de pano que vou conseguindo. Cada vez que uso uma de pano penso "Ao menos tu não vais não vais para o lixo".
O que eu acho mais engraçado é que das seis fraldas de tamanho único que já consigo usar, quatro foram compradas em segunda mão. O que me leva a pensar que talvez por já terem sido mais usadas se adaptem melhor.
Mas embora ainda não use tanto como gostaria, adoro ver o meu pirolito com fraldas de pano. Agora, claro que dá mais trabalho, mas nem é assim tanto, acho é que se tivesse a máquina de lavar, a de secar e o estendal dentro de casa seria mais fácil.
Imagem própria
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
Dinheiro, o vil metal
O meu pirolito já tem dois meses. E desde que nasceu que os avós estão convictos que lhe devem arranjar uma fortuna, um bom pé-de-meia. E a melhor hipóteses é jogar em raspadinhas. Eu devo confessar que gosto de jogar raspadinhas, não que espere ganhar grande coisa, mas dá-me prazer raspar e o efeito de surpresa, é como as rifas da quermesse, não espero ganhar grande coisa, mas gosto daquele ritual de desembrulhar a rifa.
Mas, mal o Luís nasceu, comecei a ouvir coisas como: a grande necessidade de arranjar dinheiro para o Luís, "se saísse dinheiro para o Luís" ou "este dinheiro é do Luís". E não gosto nada de ouvir isto, quando ouvi pela primeira vez pensei "Lá vão começar a meter na cabeça do miúdo desde pequeno que o dinheiro traz felicidade", mas calei-me, o meu marido respondeu "Ele não precisa de dinheiro para nada".
Claro que ele precisa de dinheiro, porque sem dinheiro nós não lhe conseguimos satisfazer todas as necessidades, mas neste momento o que ele precisa é de comida, higiene e muito amor. Ele precisa dos pais e não é ter dinheiro que o fará ser mais feliz. Nem no futuro, quanto mais no presente.
Claro que haverá um momento na vida dele que ele saberá que existe dinheiro e espero que perceba a importância deste na sociedade para o bem e para o mal. Mas por enquanto para quê pensar no dinheiro para ele a longo prazo. Os avós acham que se deve pensar porque um dia ele irá para a universidade ou isto ou aquilo. Eu sou mãe e não consigo traçar-lhe um futuro imaginário, o futuro é uma incógnita, a vida é algo que muda constantemente. Para quê limitarmos o presente a pensar no futuro dele daqui a dezoito anos? Daqui a dezoito anos a vida dele será melhor ou pior pelo que decidimos e fazemos hoje do que por ter ou não ter dinheiro no banco.
Entretanto, o dinheiro que lhe dão, eu tenho guardado, mas como disse ao meu marido o dinheiro é para ele, mas se nós precisarmos gastamos, afinal a felicidade dele depende também do nosso bem-estar. E como eu costumo dizer o dinheiro só existe para uma coisa, só existe para ser gasto, com consciência, mas para cumprir a satisfação das nossas necessidades.
Não quero com isto dizer que me oponho a que os avós lhe deem dinheiro ou que juntem para ele. Mas prefiro que ele não cresça a pensar que ter dinheiro é sinónimo de felicidade. Prefiro que ele cresça a saber que com pouco dinheiro também pode ser feliz. Como diz o subtítulo do blogue: reduz as necessidades.
No fundo, eu não quero que ele seja um Tio Patinhas, eu quero que ele seja um Peter Pan, um Tom Sawyer ou um Robin Hood. Bem eu quero que ele seja o que quiser, mas preferia que fosse despreocupado com a riqueza, que viva feliz e livre. E deixo isto aqui escrito para caso um dia eu mude de ideias, ele saiba que um dia eu era uma pessoa que o queria livre.
E acabei de descobrir que o filme Robin Hood em desenhos animados da Disney está completo no youtube. Adoro este filme.
Ena o Luís adora ouvir a música do Robin Hood, já está no bom caminho.
Mas, mal o Luís nasceu, comecei a ouvir coisas como: a grande necessidade de arranjar dinheiro para o Luís, "se saísse dinheiro para o Luís" ou "este dinheiro é do Luís". E não gosto nada de ouvir isto, quando ouvi pela primeira vez pensei "Lá vão começar a meter na cabeça do miúdo desde pequeno que o dinheiro traz felicidade", mas calei-me, o meu marido respondeu "Ele não precisa de dinheiro para nada".
Claro que ele precisa de dinheiro, porque sem dinheiro nós não lhe conseguimos satisfazer todas as necessidades, mas neste momento o que ele precisa é de comida, higiene e muito amor. Ele precisa dos pais e não é ter dinheiro que o fará ser mais feliz. Nem no futuro, quanto mais no presente.
Claro que haverá um momento na vida dele que ele saberá que existe dinheiro e espero que perceba a importância deste na sociedade para o bem e para o mal. Mas por enquanto para quê pensar no dinheiro para ele a longo prazo. Os avós acham que se deve pensar porque um dia ele irá para a universidade ou isto ou aquilo. Eu sou mãe e não consigo traçar-lhe um futuro imaginário, o futuro é uma incógnita, a vida é algo que muda constantemente. Para quê limitarmos o presente a pensar no futuro dele daqui a dezoito anos? Daqui a dezoito anos a vida dele será melhor ou pior pelo que decidimos e fazemos hoje do que por ter ou não ter dinheiro no banco.
Entretanto, o dinheiro que lhe dão, eu tenho guardado, mas como disse ao meu marido o dinheiro é para ele, mas se nós precisarmos gastamos, afinal a felicidade dele depende também do nosso bem-estar. E como eu costumo dizer o dinheiro só existe para uma coisa, só existe para ser gasto, com consciência, mas para cumprir a satisfação das nossas necessidades.
Não quero com isto dizer que me oponho a que os avós lhe deem dinheiro ou que juntem para ele. Mas prefiro que ele não cresça a pensar que ter dinheiro é sinónimo de felicidade. Prefiro que ele cresça a saber que com pouco dinheiro também pode ser feliz. Como diz o subtítulo do blogue: reduz as necessidades.
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| Imagem retirada de http://www.petmag.com.br/petteca/famosos/tio-patinhas/ |
E acabei de descobrir que o filme Robin Hood em desenhos animados da Disney está completo no youtube. Adoro este filme.
Ena o Luís adora ouvir a música do Robin Hood, já está no bom caminho.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Aniversário, presentes há muitos, mas...
E ontem foi o meu dia de fazer anos, trinta, exacto. Estou a ficar velha.
Queria aqui partilhar que recebi uma prenda muito especial. É verdade a prenda do meu Luís que embora ainda não tenha 2 meses de vida "decidiu" presentear-me.
Quando ele acordou por volta das sete da manhã, fui pegar-lhe e ao lado dele estava um presente para mim. Aliás, um presente e um postal, "escrito por ele, claro".
Aqui está o meu presente:
Como o meu menino já sabe que eu gosto de coisas biológicas e com menos impacte no ambiente. Eu gosto muito deste leite, só não o compro habitualmente por ser tão caro, mas pronto agora tenho-o aqui. De qualquer das formas ando a cortar nos produtos lácteos devido a amamentação pois têm tendência a aumentar as cólicas dos bebés. Logo eu que adoro tudo o que é leite e seus derivados.
E já agora, as minha prendas não se ficaram por aqui como sempre o meu cão também me deu um presente, uns bombons, no dia dos meus anos ele costuma ter sempre algo para mim preso na coleira. Este ano não tirei foto, mas tenho a foto de há dois anos.
Acho que este ano foram os dois juntos comprar as minhas prendas. Mais uma vez a prova de como a felicidade está em pequenas coisas.
Queria aqui partilhar que recebi uma prenda muito especial. É verdade a prenda do meu Luís que embora ainda não tenha 2 meses de vida "decidiu" presentear-me.
Quando ele acordou por volta das sete da manhã, fui pegar-lhe e ao lado dele estava um presente para mim. Aliás, um presente e um postal, "escrito por ele, claro".
Aqui está o meu presente:
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| Imagem própria |
Como o meu menino já sabe que eu gosto de coisas biológicas e com menos impacte no ambiente. Eu gosto muito deste leite, só não o compro habitualmente por ser tão caro, mas pronto agora tenho-o aqui. De qualquer das formas ando a cortar nos produtos lácteos devido a amamentação pois têm tendência a aumentar as cólicas dos bebés. Logo eu que adoro tudo o que é leite e seus derivados.
E já agora, as minha prendas não se ficaram por aqui como sempre o meu cão também me deu um presente, uns bombons, no dia dos meus anos ele costuma ter sempre algo para mim preso na coleira. Este ano não tirei foto, mas tenho a foto de há dois anos.
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| Imagem própria |
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Demasiado adultos ou demasiado infantis?
Há uns meses fiz uma publicação intitulada Crianças... que futuro? Tecnologia ou natureza, na qual refiro a minha preocupação relativamente às crianças actuais estarem cada vez mais afastadas da natureza e da vida real. Parece que as crianças crescem dentro de um mundo virtual.
Este ano no Natal decidi oferecer à minha sobrinha que tem oito anos um livro e um dinossauro para montar. O livro que escolhi foi o "Meu Pé de Laranja Lima" de José Mauro de Vasconcelos que "retrata a história de um menino de cinco anos chamado Zezé, que pertencia a uma família muito pobre e muito numerosa. Zezé tinha muitos irmãos, a sua mãe trabalhava numa fábrica, o pai estava desempregado, e como tal passavam por muitas dificuldades, pelo que eram as irmãs mais velhas que tomavam conta dos mais novos, por sua vez, Zezé tomava conta do seu irmãozinho mais novo, Luiz." in https://pt.wikipedia.org/wiki/Meu_P%C3%A9_de_Laranja_Lima.
Mas fiquei mesmo contente com as prendas que escolhi, o livro para desenvolver a parte humana, o dinossauro para desenvolver a parte científica. Achei que eram presentes ideais para uma criança de oito anos. Mas bem, talvez posteriormente ela até tenha gostado, mas quando desembrulhou senti no seu rosto uma grande desilusão, o que me fez ficar a mim desiludida também. Por seu lado, adorou a prenda que o avô lhe deu, dinheiro, coisa que eu não gosto que se dê às crianças. Para mim dar dinheiro é uma não-prenda, mas pronto isso sou eu.
Mas a minha sobrinha adorou receber dinheiro porque quer um Iphone e quer juntar dinheiro para o comprar. E é aí que eu me sinto completamente ultrapassada. Para que raio uma criança de oito anos que já tem um smartphone quer um iphone? Não consigo atingir. A única resposta que me surge na cabeça é estatuto social, o que me dá que pensar que é estranho na escola primária (aí como sou velha a usar este termo) já pensarem no estatuto social mesmo que de forma inconsciente. Mas não vejo outra explicação para a sua loucura pelo iphone. Bem talvez porque eu não sei a diferença entre um iphone e qualquer outro smartphone, quer dizer sei que o sistema operativo é diferente, e daí?
Mas o que vejo é uma vontade imensa das crianças serem adultas, vestirem-se como adultos, utilizarem os acessórios e produtos dos adultos. Será que as crianças não percebem que devem brincar. Quando eu tinha oito anos, em 1994, eu queria brincar, ler, eu queria ser criança e até sempre fui uma criança bem adulta no que respeita a maturidade, mas eu não queria ter uma vida de adulto. Aliás, eu nunca quis ter uma vida de pessoa mais velha do que aquilo que era. Talvez porque li o "Meu pé de laranja lima" e sabia que os adultos tinham vidas complicadas.
Há uns tempos lembro-me de andar numa formação e a formadora contar-nos que tinha ouvido duas meninas com cerca de dez anos a falarem sobre qual tinha o melhor alisador de cabelo. Que crianças estranhas.
Nisto tudo, eu não acho que se deva infantilizar as crianças, antes pelo contrário, acho que lhes devemos dar consciência do mundo em que vivem e deixar fazer coisas de adultos. Mas também devem ser crianças, aliás antes de tudo devem ser crianças. Devem ser crianças com noção do mundo à sua volta, mas do mundo real. Mas a ideia que eu tenho é que cada vez queremos crianças que crescem mais depressa, crianças vestidas de acordo com a moda que usam toda a tecnologia, mas que não sabem como cresce uma flor, onde correm os rios. Não sabem as histórias dos seus antepassados, no fundo não sabem o que é o mundo. Crescem depressa demais numas coisas e noutras demasiado devagar.
Diria que são pequenos adultos demasiado infantis.
Este ano no Natal decidi oferecer à minha sobrinha que tem oito anos um livro e um dinossauro para montar. O livro que escolhi foi o "Meu Pé de Laranja Lima" de José Mauro de Vasconcelos que "retrata a história de um menino de cinco anos chamado Zezé, que pertencia a uma família muito pobre e muito numerosa. Zezé tinha muitos irmãos, a sua mãe trabalhava numa fábrica, o pai estava desempregado, e como tal passavam por muitas dificuldades, pelo que eram as irmãs mais velhas que tomavam conta dos mais novos, por sua vez, Zezé tomava conta do seu irmãozinho mais novo, Luiz." in https://pt.wikipedia.org/wiki/Meu_P%C3%A9_de_Laranja_Lima.
Decidi oferecer-lhe este livro porque também o li quando era pequena e marcou-me imenso. Na altura lembro-me de chorar baba e ranho e pensar como a vida era difícil para algumas pessoas. Ainda estive indecisa entre oferecer-lhe este e "O Mundo em que vivi" da Ilse Losa, mas que achei que era um bocado pesado para uma criança de oito anos, embora eu também o tenha lido nessa altura e também tenha chorado assim de forma torrencial.
Imagem retirada de http://www.ch.ufcg.edu.br/petletras/index.php/resenhas/resenhas/76-resenha-jtorquato
Mas fiquei mesmo contente com as prendas que escolhi, o livro para desenvolver a parte humana, o dinossauro para desenvolver a parte científica. Achei que eram presentes ideais para uma criança de oito anos. Mas bem, talvez posteriormente ela até tenha gostado, mas quando desembrulhou senti no seu rosto uma grande desilusão, o que me fez ficar a mim desiludida também. Por seu lado, adorou a prenda que o avô lhe deu, dinheiro, coisa que eu não gosto que se dê às crianças. Para mim dar dinheiro é uma não-prenda, mas pronto isso sou eu.
Mas a minha sobrinha adorou receber dinheiro porque quer um Iphone e quer juntar dinheiro para o comprar. E é aí que eu me sinto completamente ultrapassada. Para que raio uma criança de oito anos que já tem um smartphone quer um iphone? Não consigo atingir. A única resposta que me surge na cabeça é estatuto social, o que me dá que pensar que é estranho na escola primária (aí como sou velha a usar este termo) já pensarem no estatuto social mesmo que de forma inconsciente. Mas não vejo outra explicação para a sua loucura pelo iphone. Bem talvez porque eu não sei a diferença entre um iphone e qualquer outro smartphone, quer dizer sei que o sistema operativo é diferente, e daí?
Mas o que vejo é uma vontade imensa das crianças serem adultas, vestirem-se como adultos, utilizarem os acessórios e produtos dos adultos. Será que as crianças não percebem que devem brincar. Quando eu tinha oito anos, em 1994, eu queria brincar, ler, eu queria ser criança e até sempre fui uma criança bem adulta no que respeita a maturidade, mas eu não queria ter uma vida de adulto. Aliás, eu nunca quis ter uma vida de pessoa mais velha do que aquilo que era. Talvez porque li o "Meu pé de laranja lima" e sabia que os adultos tinham vidas complicadas.
Há uns tempos lembro-me de andar numa formação e a formadora contar-nos que tinha ouvido duas meninas com cerca de dez anos a falarem sobre qual tinha o melhor alisador de cabelo. Que crianças estranhas.
Nisto tudo, eu não acho que se deva infantilizar as crianças, antes pelo contrário, acho que lhes devemos dar consciência do mundo em que vivem e deixar fazer coisas de adultos. Mas também devem ser crianças, aliás antes de tudo devem ser crianças. Devem ser crianças com noção do mundo à sua volta, mas do mundo real. Mas a ideia que eu tenho é que cada vez queremos crianças que crescem mais depressa, crianças vestidas de acordo com a moda que usam toda a tecnologia, mas que não sabem como cresce uma flor, onde correm os rios. Não sabem as histórias dos seus antepassados, no fundo não sabem o que é o mundo. Crescem depressa demais numas coisas e noutras demasiado devagar.
Diria que são pequenos adultos demasiado infantis.
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| Imagem retirada de https://www.facebook.com/565524310182468/photos/a.912477722153790.1073741871.565524310182468/921392474595648/?type=3&theater |
sábado, 9 de janeiro de 2016
Sou um mamífero
Tal como referi na publicação Aleitamento Materno sou uma defensora dos bebés mamarem o leite materno, mas tive vários problemas, o que me fez por em causa muita coisa. Na publicação que referi acima, contei que ia a uma consulta de amamentação e já agora fazendo publicidade fui à Clínica Amamentos.
Ir a uma consulta de amamentação foi a melhor coisa que fiz, aliás fui a duas. Neste momento, o Luís mama lindamente, já começou a aumentar de peso de forma mais constante, deixei de lhe dar mama com mamilo de silicone e parece que dar mama é a coisa mais fácil do mundo. A consulta foi muito boa porque me ajudou a nível concreto, ensinou-me a posicioná-lo para fazer uma pega correcta e a nível psicológico, incentivou-me e deu-me bastante força. Nisto tudo, fiquei uma defensora ainda maior do aleitamento materno e às vezes sinto vontade de evangelizar as pessoas. Quando oiço coisas como: "Não tenho leite suficiente", "Não tive leite" ou "O meu leite é fraco", só me apetece dizer, não, isso não é verdade. Todas temos leite suficiente, só que a produção de leite só cresce se o bebé mamar cada vez mais. Se há um bebé que faz uma má pega, não estimula a produção do leite materno e parece que o leite não é suficiente, mas o problema não é o leite, é a pega.
No meu caso tive sorte porque a minha médica de família chamou-me a atenção para a pega. Mas sei bem que muitos médicos em vez de tomarem atenção na forma como o bebé mama, incentivam logo a introdução do leite artificial. E isso faz-me confusão.
Mas pronto, o meu menino está a ser alimentado só com o meu leitinho e está grande, há quem me pergunte "Ele só mama do teu leite? E está tão grande?". É verdade, bem eu não o acho muito grande, mas sim ele só mama do meu leite.
Mas para mim isto está a ser uma grande vitória, o que eu tenho poupado o ambiente a alimentar um rapazote só como o meu leitinho, já mereço uma prenda ambiental. Agora a sério, adoro ver aquela carinha de satisfação, aquele revirar de olhos, aquela maozinha que me acaricia o seio enquanto mama. Acho que ser mãe e amamentar faz-me sentir verdadeiramente um animal, sentir-me como um ser da natureza, não um ser da sociedade desligada da essência. Pela primeira vez sinto-me realmente um mamífero, talvez achem estranho, mas sinto que entrei em sintonia com a minha natureza. No fundo, nem sei bem explicar, mas sinto uma estranha sensação de felicidade e comunhão com a natureza.
Acho que o ser humano se desligou completamente do que é natural, não caçamos, não colhemos os nossos alimentos, vivemos de noite ou de dia. Aparentemente a nossa vida depende do dinheiro e dos bens, por exemplo, poucas pessoas gostam da chuva porque não lhe sentem qualquer utilidade. Para uma grande parte dos seres humanos as taxas de juro ou as acções da bolsa têm mais valor que a água, as árvores, o oxigénio. O ser humano na sua generalidade afastou-se da essência da vida, o facto de eu ter sido mãe e passar cerca de um terço do meu dia a dar mamar faz-me aproximar mais da perfeição que é a vida natural. Sinto-me parte integrante da vida e da transformação da matéria.
Ir a uma consulta de amamentação foi a melhor coisa que fiz, aliás fui a duas. Neste momento, o Luís mama lindamente, já começou a aumentar de peso de forma mais constante, deixei de lhe dar mama com mamilo de silicone e parece que dar mama é a coisa mais fácil do mundo. A consulta foi muito boa porque me ajudou a nível concreto, ensinou-me a posicioná-lo para fazer uma pega correcta e a nível psicológico, incentivou-me e deu-me bastante força. Nisto tudo, fiquei uma defensora ainda maior do aleitamento materno e às vezes sinto vontade de evangelizar as pessoas. Quando oiço coisas como: "Não tenho leite suficiente", "Não tive leite" ou "O meu leite é fraco", só me apetece dizer, não, isso não é verdade. Todas temos leite suficiente, só que a produção de leite só cresce se o bebé mamar cada vez mais. Se há um bebé que faz uma má pega, não estimula a produção do leite materno e parece que o leite não é suficiente, mas o problema não é o leite, é a pega.
No meu caso tive sorte porque a minha médica de família chamou-me a atenção para a pega. Mas sei bem que muitos médicos em vez de tomarem atenção na forma como o bebé mama, incentivam logo a introdução do leite artificial. E isso faz-me confusão.
Mas pronto, o meu menino está a ser alimentado só com o meu leitinho e está grande, há quem me pergunte "Ele só mama do teu leite? E está tão grande?". É verdade, bem eu não o acho muito grande, mas sim ele só mama do meu leite.
Mas para mim isto está a ser uma grande vitória, o que eu tenho poupado o ambiente a alimentar um rapazote só como o meu leitinho, já mereço uma prenda ambiental. Agora a sério, adoro ver aquela carinha de satisfação, aquele revirar de olhos, aquela maozinha que me acaricia o seio enquanto mama. Acho que ser mãe e amamentar faz-me sentir verdadeiramente um animal, sentir-me como um ser da natureza, não um ser da sociedade desligada da essência. Pela primeira vez sinto-me realmente um mamífero, talvez achem estranho, mas sinto que entrei em sintonia com a minha natureza. No fundo, nem sei bem explicar, mas sinto uma estranha sensação de felicidade e comunhão com a natureza.
Acho que o ser humano se desligou completamente do que é natural, não caçamos, não colhemos os nossos alimentos, vivemos de noite ou de dia. Aparentemente a nossa vida depende do dinheiro e dos bens, por exemplo, poucas pessoas gostam da chuva porque não lhe sentem qualquer utilidade. Para uma grande parte dos seres humanos as taxas de juro ou as acções da bolsa têm mais valor que a água, as árvores, o oxigénio. O ser humano na sua generalidade afastou-se da essência da vida, o facto de eu ter sido mãe e passar cerca de um terço do meu dia a dar mamar faz-me aproximar mais da perfeição que é a vida natural. Sinto-me parte integrante da vida e da transformação da matéria.
Acho que este vídeo explica o que eu penso quando digo que me sinto parte da natureza. Eu gosto que ele mame e gosto de o ter aconchegadinho a mim. Por isso, também estou rendida ao uso de sling, só não uso mais porque quando saio com ele de carro tenho de levar mesmo o ovo, mas de qualquer forma uso o sling em casa e saímos algumas vezes com o bebé no sling. E quem quiser saber mais sobre o uso deste pano leia isto. O sling é usado desde sempre e não só por africanas ou sul-americanas, na Europa também era usado, aliás provavelmente muitas pessoas nas nossas aldeias ainda se lembram de andarem com os bebés nos xailes.
E assim cá em casa nós também usamos o sling, tanto eu como o pai para ficarmos mais perto da nossa cria, porque é fácil de usar e porque ele se sente confortável. Mas experimentem ir a uma grande superfície comercial com um bebé no sling, melhor ainda se for o pai a transportá-lo. Sim nós experimentamos e foram olhares e olhares, não percebi se pelo sling em si, se por essa ideia de o pai carregar o bebé e a mãe ali ao lado. Mas houve um senhor que nos disse, "É assim que eles crescem", não sei se crescem, mas ajuda muito no refluxo e isso para mim já basta. E quando o tenho no sling sinto-me mais um bocadinho mamífero também. Sinto-me um canguru.
Imagem retirada de https://tempodeestilo.wordpress.com/2014/07/23/sling/
Imagem própria
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Blogue meu, blogue meu, existirá alguém mais poluidor que o meu filho?
Sou mãe há um mês e tenho de fazer a retrospectiva do lixo que o meu bebé faz. Como disse em muitas postagens cá em casa fazíamos cerca de um saco de lixo indiferenciado por semana, bem neste momento fazemos cerca de quatro sacos no mesmo espaço de tempo. Sim, três pessoas faziam um saco, quatro pessoas quatro sacos, ou seja há uma pessoa com cerca de quatro quilos que faz três sacos de lixo. Isto é um exagero.
Na primeira semana de vida do Luís como estive internada no hospital usei tudo descartável, minha culpa, minha culpa, mas acho que não teria aguentado se fosse de outra forma. Quando chegámos a casa começámos a usar toalhitas de pano (sempre, sempre, sempre) e às vezes fraldas de pano (só algumas vezes, porque só tenho dez fraldas de pano que posso usar com a máxima confiança, ou seja tamanho recém-nascido, as restantes são muito grandes).
Assim até este momento, toalhitas descartáveis só usou no hospital, tenho ainda aqui em casa uns três pacotes que foram oferecidos e serão usados em qualquer eventualidade, mas pouco usados que o meu bebé tem tendência a assar. Relativamente às fraldas descartáveis até este momento, pelas nossas contas em trinta dias usámos cerca de 120 fraldas descartáveis. Sim é mesmo imenso, dá uma média de quatro por dia. Não esquecer que a primeira semana foi só a descartáveis. Mesmo assim quatro fraldas descartáveis por dia, significa que uso em média quatro fraldas de pano por dia, contando que mudo a fralda no mínimo oito vezes por dia. Às vezes é bem mais.
Além disto, o aumento no meu lixo deve-se ainda ao facto de utilizar para o bebé alguns discos de algodão e compressas (sobretudo quando ainda não tinha caído o cordão umbilical, agora raramente uso). E também os meus pensos higiénicos, sim tenho de me decidir a usar mesmo pensos de pano, mas queria passar esta primeira fase pós-parto.
Relativamente às toalhitas e fraldas de pano, lavo de dois em dois dias, máximo três em três. Mas normalmente tenho mesmo de lavar de dois em dois porque gasto as toalhitas todas nesse período, o meu stock são cerca de 70 toalhitas, ou seja gasto cerca de 35 toalhitas num dia. Será que sou eu que as uso demais? Se isto fosse em descartáveis, o meu lixo seria impensável.
O problema é que como depois as sujo todas e agora a roupa não seca tão rápido, a maioria das vezes tenho de as pôr na máquina de secar. Também não é muito sustentável, não é? Mas bem não é todas as vezes, muitos dias secam no estendal.
Mas bem, o meu Luís tem mesmo de crescer mais um bocadinho para usar em exclusivo as fraldas de pano de tamanho único, afinal tenho cerca de umas trinta, serão mais que suficientes. Talvez o meu lixo volte à normalidade.
Já agora a nível prático e para quem tem dúvidas, usar toalhitas de pano não dá mesmo qualquer trabalho. Aliás, acho que limpo o rabinho mais rápido do que com as descartáveis, pelo menos com as toalhitas que tenho. Em relação às fraldas de pano, depende do sistema das de pano, as descartáveis dão menos trabalho é verdade, mas as de pano também não dão trabalho por aí além e para mim a causa ambiental compensa.
Para finalizar, além do aumento do lixo indiferenciado, também a reciclagem aumentou imenso com a chegada do Luís. Não que ele utilize diariamente embalagens. Mas só as prendas que tem recebido têm sido suficientes para aumentar a nossa quantidade de resíduos para a reciclagem. Afinal não há roupa ou brinquedo que não venha envolvida em milhares de embalagens, sem contar com os papéis de embrulho. Para o Natal do próximo ano acho que vou ser contra os embrulhos, neste acho que já não vou a tempo.
Na primeira semana de vida do Luís como estive internada no hospital usei tudo descartável, minha culpa, minha culpa, mas acho que não teria aguentado se fosse de outra forma. Quando chegámos a casa começámos a usar toalhitas de pano (sempre, sempre, sempre) e às vezes fraldas de pano (só algumas vezes, porque só tenho dez fraldas de pano que posso usar com a máxima confiança, ou seja tamanho recém-nascido, as restantes são muito grandes).
Assim até este momento, toalhitas descartáveis só usou no hospital, tenho ainda aqui em casa uns três pacotes que foram oferecidos e serão usados em qualquer eventualidade, mas pouco usados que o meu bebé tem tendência a assar. Relativamente às fraldas descartáveis até este momento, pelas nossas contas em trinta dias usámos cerca de 120 fraldas descartáveis. Sim é mesmo imenso, dá uma média de quatro por dia. Não esquecer que a primeira semana foi só a descartáveis. Mesmo assim quatro fraldas descartáveis por dia, significa que uso em média quatro fraldas de pano por dia, contando que mudo a fralda no mínimo oito vezes por dia. Às vezes é bem mais.
Além disto, o aumento no meu lixo deve-se ainda ao facto de utilizar para o bebé alguns discos de algodão e compressas (sobretudo quando ainda não tinha caído o cordão umbilical, agora raramente uso). E também os meus pensos higiénicos, sim tenho de me decidir a usar mesmo pensos de pano, mas queria passar esta primeira fase pós-parto.
Relativamente às toalhitas e fraldas de pano, lavo de dois em dois dias, máximo três em três. Mas normalmente tenho mesmo de lavar de dois em dois porque gasto as toalhitas todas nesse período, o meu stock são cerca de 70 toalhitas, ou seja gasto cerca de 35 toalhitas num dia. Será que sou eu que as uso demais? Se isto fosse em descartáveis, o meu lixo seria impensável.
O problema é que como depois as sujo todas e agora a roupa não seca tão rápido, a maioria das vezes tenho de as pôr na máquina de secar. Também não é muito sustentável, não é? Mas bem não é todas as vezes, muitos dias secam no estendal.
Mas bem, o meu Luís tem mesmo de crescer mais um bocadinho para usar em exclusivo as fraldas de pano de tamanho único, afinal tenho cerca de umas trinta, serão mais que suficientes. Talvez o meu lixo volte à normalidade.
Já agora a nível prático e para quem tem dúvidas, usar toalhitas de pano não dá mesmo qualquer trabalho. Aliás, acho que limpo o rabinho mais rápido do que com as descartáveis, pelo menos com as toalhitas que tenho. Em relação às fraldas de pano, depende do sistema das de pano, as descartáveis dão menos trabalho é verdade, mas as de pano também não dão trabalho por aí além e para mim a causa ambiental compensa.
Imagem retirada de http://tiniestsocks.com/2013/02/02/the-diaper-dilemma/
Para finalizar, além do aumento do lixo indiferenciado, também a reciclagem aumentou imenso com a chegada do Luís. Não que ele utilize diariamente embalagens. Mas só as prendas que tem recebido têm sido suficientes para aumentar a nossa quantidade de resíduos para a reciclagem. Afinal não há roupa ou brinquedo que não venha envolvida em milhares de embalagens, sem contar com os papéis de embrulho. Para o Natal do próximo ano acho que vou ser contra os embrulhos, neste acho que já não vou a tempo.
sábado, 19 de dezembro de 2015
Aleitamento materno
Sobre o aleitamento materno, tal como a DGS e outras organizações, considero que é o melhor alimento que podemos dar aos nossos filhos recém-nascidos. Considera-se que até aos 6 meses de idade, o bebé só necessita do leite materno para se alimentar. Eu pessoalmente acredito que a partir dos 4 meses se possa começar a dar sopa, mas que o leite materno deve ser predominante na alimentação do bebé.
Embora não seja especialista no assunto, o leite materno é muito melhor que os leites de fórmula, uma vez que transmite ao bebé benefícios nutritivos e imunológicos, este leite é de mais fácil digestão (eu comprovei esta realidade com o meu bebé que tomou suplemento durante um dia e meio). Além disto favorece o contacto entre mãe e filho, os bebés sentem mesmo esta necessidade de contacto. E para finalizar o aleitamento materno ainda é melhor para a mãe, uma coisa que eu não sabia é que a estimulação mamária faz o útero voltar ao seu lugar e tudo correr melhor na recuperação pós-parto.
A natureza é mesmo perfeita, mas toda a bela tem o seu senão.
A amamentação para mim tem sido uma tragédia, sim mesmo mau. Primeiro quando ele nasceu não pegou na mama, mediram-lhe a glicemia e como estava alta disseram que nas primeiras horas ele não precisava de alimento. E assim foi.
O problema é que entretanto precisou, mas não fez a pega correcta, conseguiu macerar-me os mamilos, fiquei com dores horríveis. Então comecei a dar com mamilo artificial, a coisa corria melhor, mas mal na mesma, a pega continuava a não estar certa, ele engolia muito ar e tinha muitas cólicas. Além disto, o meu leite verdadeiramente ainda não tinha subido, o que eu tinha era quase nada. Ele tomou suplemento durante um dia e meio e eu comecei a estimular a mama na bomba. E aí foi o caos, o leite subiu todo, o peito ficou ingurgitado, nem uma pinga de leite saía. Tinha imenso leite, mas sair que é bom, nada. E por isso lá tive de permanecer mais dias no hospital até resolver a questão. Foram as piores dores que tive na minha vida. Mas lá se resolveu. De qualquer forma continuei sem conseguir dar mama directamente no meu mamilo (só agora percebi porquê) e continuei a usar o artificial.
Nisto vim para casa, ao fim de quinze dias comecei com febre, fui à urgência e tinha outra mastite. Na mesma altura nas pesagens semanais do Luís percebeu-se que ele está a engordar muito pouco. E qual o motivo?
Exacto, ele continua a fazer uma má pega. Logo mama muito tempo, mas mama pouco leite e aleija-me e eu fico dorida e formo mastites e coisas do género. A médica de família explicou-me como se faz a pega correcta, mas eu não consigo fazer em casa. Qual a solução?
Não sei se será a solução, mas segunda-feira vou a uma consulta de apoio à amamentação, espero que isto me salve. Já sofri tanto com esta história, ainda por cima sofro para ele se alimentar mal, eu pensava que sofria mas que ele se alimentava bem. O mais fácil era desistir, secar o leite e começar a dar leite de lata. E muitas vezes já estive tentada a tal, agradeço muito a todas as pessoas que me têm apoiado a continuar a dar o meu leite. Entretanto, se está consulta de apoio à amamentação não resolver o meu problema, talvez eu desista mesmo. Mas eu não quero dar leite de lata, eu quero dar o meu leite.
No outro dia estava a ler no site da DGS que cerca de 90% dos recém-nascidos saem do hospital a beber leite materno, ao fim de um mês esse valor passou a 50% e aos três meses a quantidade de bebés que bebe leite materno é muito reduzida.
O desconhecimento das pessoas sobre o leite materno é imenso. Primeiro, não existem mulheres que não tenham leite, não existe leite fraco (são raríssimos os casos que o leite materno não tem tudo o que o bebé necessita) e a mulher não deixa de ter leite. O que acontece é que a falta de apoio e de informação faz com que grande parte das mulheres desista (e sim, eu ainda equaciono desistir), porque amamentar não é algo intuitivo, é-o para algumas pessoas, mas há imensos problemas os quais podem passar pelo próprio bebé como o caso do meu. Claro que depois há casos de mulheres que não amamentam porque não querem e estão no direito delas.
Mas considero que devia de existir conselheiras de aleitamento materno no sistema nacional de saúde, as pessoas precisam de acompanhamento. Eu tive sorte tantos com as profissionais que apanhei no hospital como com a médica de família, todos sempre me incentivaram a dar o meu leite. Mas uma pessoa menos informada que apanhe um profissional que lhe diga para secar o leite e dar leite de lata, vai fazer o quê?
E bem pode parecer, mas não sou fundamentalista. Afinal, eu desde o primeiro dia da minha vida que sempre bebi leite de lata, porque secaram o leite à minha mãe mal eu nasci. E secaram-lhe o leite porque trocaram umas análises no laboratório e apareceu que ela tinha uma doença infecto-contagiosa e não tinha, acho que isto traumatizou-me. Mas a verdade é que eu cresci saudável, inteligente (cof cof) e esbelta (cof cof), bem cresci, mas pouco, 1,52m, se tivesse bebido leite materno quem sabe se não teria 1,53m...
Além disto, é óbvio que é melhor dar leite materno, não só para o bebé e para mim como para o ambiente, afinal é produção caseira. Se eu continuar a dar leite materno, olhem só a quantidade de latas que não vou usar e deitar fora.
Embora não seja especialista no assunto, o leite materno é muito melhor que os leites de fórmula, uma vez que transmite ao bebé benefícios nutritivos e imunológicos, este leite é de mais fácil digestão (eu comprovei esta realidade com o meu bebé que tomou suplemento durante um dia e meio). Além disto favorece o contacto entre mãe e filho, os bebés sentem mesmo esta necessidade de contacto. E para finalizar o aleitamento materno ainda é melhor para a mãe, uma coisa que eu não sabia é que a estimulação mamária faz o útero voltar ao seu lugar e tudo correr melhor na recuperação pós-parto.
A natureza é mesmo perfeita, mas toda a bela tem o seu senão.
A amamentação para mim tem sido uma tragédia, sim mesmo mau. Primeiro quando ele nasceu não pegou na mama, mediram-lhe a glicemia e como estava alta disseram que nas primeiras horas ele não precisava de alimento. E assim foi.
O problema é que entretanto precisou, mas não fez a pega correcta, conseguiu macerar-me os mamilos, fiquei com dores horríveis. Então comecei a dar com mamilo artificial, a coisa corria melhor, mas mal na mesma, a pega continuava a não estar certa, ele engolia muito ar e tinha muitas cólicas. Além disto, o meu leite verdadeiramente ainda não tinha subido, o que eu tinha era quase nada. Ele tomou suplemento durante um dia e meio e eu comecei a estimular a mama na bomba. E aí foi o caos, o leite subiu todo, o peito ficou ingurgitado, nem uma pinga de leite saía. Tinha imenso leite, mas sair que é bom, nada. E por isso lá tive de permanecer mais dias no hospital até resolver a questão. Foram as piores dores que tive na minha vida. Mas lá se resolveu. De qualquer forma continuei sem conseguir dar mama directamente no meu mamilo (só agora percebi porquê) e continuei a usar o artificial.
Nisto vim para casa, ao fim de quinze dias comecei com febre, fui à urgência e tinha outra mastite. Na mesma altura nas pesagens semanais do Luís percebeu-se que ele está a engordar muito pouco. E qual o motivo?
Exacto, ele continua a fazer uma má pega. Logo mama muito tempo, mas mama pouco leite e aleija-me e eu fico dorida e formo mastites e coisas do género. A médica de família explicou-me como se faz a pega correcta, mas eu não consigo fazer em casa. Qual a solução?
Não sei se será a solução, mas segunda-feira vou a uma consulta de apoio à amamentação, espero que isto me salve. Já sofri tanto com esta história, ainda por cima sofro para ele se alimentar mal, eu pensava que sofria mas que ele se alimentava bem. O mais fácil era desistir, secar o leite e começar a dar leite de lata. E muitas vezes já estive tentada a tal, agradeço muito a todas as pessoas que me têm apoiado a continuar a dar o meu leite. Entretanto, se está consulta de apoio à amamentação não resolver o meu problema, talvez eu desista mesmo. Mas eu não quero dar leite de lata, eu quero dar o meu leite.
No outro dia estava a ler no site da DGS que cerca de 90% dos recém-nascidos saem do hospital a beber leite materno, ao fim de um mês esse valor passou a 50% e aos três meses a quantidade de bebés que bebe leite materno é muito reduzida.
O desconhecimento das pessoas sobre o leite materno é imenso. Primeiro, não existem mulheres que não tenham leite, não existe leite fraco (são raríssimos os casos que o leite materno não tem tudo o que o bebé necessita) e a mulher não deixa de ter leite. O que acontece é que a falta de apoio e de informação faz com que grande parte das mulheres desista (e sim, eu ainda equaciono desistir), porque amamentar não é algo intuitivo, é-o para algumas pessoas, mas há imensos problemas os quais podem passar pelo próprio bebé como o caso do meu. Claro que depois há casos de mulheres que não amamentam porque não querem e estão no direito delas.
Mas considero que devia de existir conselheiras de aleitamento materno no sistema nacional de saúde, as pessoas precisam de acompanhamento. Eu tive sorte tantos com as profissionais que apanhei no hospital como com a médica de família, todos sempre me incentivaram a dar o meu leite. Mas uma pessoa menos informada que apanhe um profissional que lhe diga para secar o leite e dar leite de lata, vai fazer o quê?
E bem pode parecer, mas não sou fundamentalista. Afinal, eu desde o primeiro dia da minha vida que sempre bebi leite de lata, porque secaram o leite à minha mãe mal eu nasci. E secaram-lhe o leite porque trocaram umas análises no laboratório e apareceu que ela tinha uma doença infecto-contagiosa e não tinha, acho que isto traumatizou-me. Mas a verdade é que eu cresci saudável, inteligente (cof cof) e esbelta (cof cof), bem cresci, mas pouco, 1,52m, se tivesse bebido leite materno quem sabe se não teria 1,53m...
Além disto, é óbvio que é melhor dar leite materno, não só para o bebé e para mim como para o ambiente, afinal é produção caseira. Se eu continuar a dar leite materno, olhem só a quantidade de latas que não vou usar e deitar fora.
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| Imagem retirada de https://comunidadeams.wordpress.com/page/15/ |
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Pensamento sobre o ser humano
O meu menino está quase a fazer um mês. Dois ou três depois dele nascer, cá no quintal nasceu um cabrito. No outro dia olhei para o cabrito e pensei na fragilidade do ser humano, este cabrito nasceu, ergueu-se logo e mamou sem ajuda, hoje corre e embora ainda não coma já vai beliscando. Anda ao frio, ao calor, à chuva e não precisa que o deitem, o lavem, etc, etc.
Este cabrito é mais novo que o meu filho e muito mais desenvolvido. O ser humano é dos poucos animais que passam meses sem saber fazer nada. Mas é o ser humano que vai matar os cabritos.
Mas imaginemos, se quando nasceram tivessem sido ambos abandonados, o cabrito tinha muito mais possibilidade de sobreviver que o meu filho. A natureza dá que pensar.
Este cabrito é mais novo que o meu filho e muito mais desenvolvido. O ser humano é dos poucos animais que passam meses sem saber fazer nada. Mas é o ser humano que vai matar os cabritos.
Mas imaginemos, se quando nasceram tivessem sido ambos abandonados, o cabrito tinha muito mais possibilidade de sobreviver que o meu filho. A natureza dá que pensar.
domingo, 29 de novembro de 2015
Chegou o Luís
Costumo fazer uma postagem por dia, mas não sei se o continuarei a fazer porque desde dia 21 de Novembro que sou mãe. Pois é nasceu o meu bebé, o meu pequenito Luís, pequeno-grande, 3850g, 51cm. E estou em fase de adaptação e não tenho tido tempo para vir ao computador até porque só dia 28 tive alta hospitalar.
E sinceramente ainda não consigo escrever nada.
Hei-de voltar entretanto. As postagens programadas já acabaram. Agora é tempo de aproveitar o meu bebé.
E sinceramente ainda não consigo escrever nada.
Hei-de voltar entretanto. As postagens programadas já acabaram. Agora é tempo de aproveitar o meu bebé.
sábado, 28 de novembro de 2015
Influência do marketing e publicidade na nossa vida: as cores e os bebés
Mais uma vez vou falar das roupinhas de bebé e das cores. Como já deu para perceber nas publicações que fiz: É menina ou menino? e Feminismo, licença de paternidade, o homem e a família, eu sou completamente contra a diferenciação de género. Sobretudo em bebés, esses seres puros que nascem sem preconceitos, mas que são logo atirados a todo o tipo de preconceito e mais algum.
Durante a gravidez foi complicado explicar que tanto me fazia ter um menino ou uma menina. E ainda mais difícil as pessoas aceitarem que eu não soubesse o género, porque isso significava que não me podiam dar nada porque não sabiam o sexo da criança. Eu expliquei milhares de vezes que prefiro coisas neutras, amarelo, branco e verde. Não queria, até porque não gosto muito, coisas cor-de-rosa e azuis, mas isso foi um grande problema. De tal forma que muita gente esperou até ao nascimento para comprar alguma coisa, porque mais vale comprar coisas de cores que os pais não gostam, do que vestir uma criança com a cor errada, não vá o pobre bebé ficar confuso.
É uma ideia que acho parva, mas ainda consigo tolerar de família e amigos. Mas apenas destes, quando essa ideia vem de pessoas de fora torna-se pior.
E assim ainda antes de ter o bebé fui comprar uns babetes para bordar aqui à retrosaria perto de casa. Mas não eram para o meu bebé, eram para oferecer. E lá tive de levar com a intromissão e moralidade da vendedora. Discurso:
Vendedora: Então o que queres?
Eu: Queria uns babetes para bordar.
Vendedora: Mas já sabes o que é?
Eu: Não, mas os babetes também não são para mim, são para oferecer.
Vendedora: E é para um menino ou menina?
Eu (idiota que ainda respondo): São dois meninos e uma menina.
Nisto a vendedora começa a fazer duas pilhas de babetes cor-de-rosa e azuis.
Eu: Mas já não tem daqueles verdinhos como levei da outra vez?
Vendedora: Então mas tens aqui os rosa e os azuis, se sabes o que é podes levar estes.
Eu: Mas eu não gosto destas cores, prefiro verdes ou amarelos.
Ficou com uma cara incrédula e lá me mostrou uns amarelos, já não tinha verdes. E pronto lá escolhi os babetes.
Eu: E estas toalhas de banho dão para bordar?
Vendedora: Dão, mas só tenho azuis, se é para o teu bebé neutras só tenho estas.
Neste momento já eu estava a ficar irritada com a história das cores e disse que não gostava das amarelas que ela mostrou, mas até gostava da azul, mas decidi não comprar e fui embora.
E diga-se passagem não sei se volto lá a meter os pés. Afinal, eu enquanto consumidora não tenho direito a ter os meus gostos? Eu que sou grande defensora do comércio tradicional, percebi que este pode ser problemático quando as vendedoras acham que por nos conhecerem há anos podem dar palpites sobre o que devemos comprar.
A verdade é que eu não desgosto totalmente do rosa e do azul, embora também não goste muito. Mas está tão, mas tão enraizada a ideia que essas cores têm de ser associadas a um género que prefiro nem ter nada assim. Um dos principais motivos é que eu quero ter mais filhos e quero aproveitar tudo, quanto mais neutro mais fácil. As coisas vão ser usadas tão pouco tempo que prefiro saber que são coisas que vou reutilizar independente do género de um hipotético segundo filho.
Não que eu me importe de vestir um menino de rosa ou uma menina de azul, mas se é já é difícil aturar críticas no abstrato, imaginem o que é aturar críticas no concreto. O que me pergunto muitas vezes é se as pessoas não se perguntam o porquê? Porquê estes estereótipos? E a resposta está aqui Por que rosa é cor "de menina" e azul, "de menino"?.
Percebem? Não há nada que leve a esta diferenciação, apenas o marketing e a publicidade sentiram necessidade de diferenciar. E para quê? Para venderem mais e mais.
Eles decidem e as pessoas comem tudo, sem reclamar, sem contestar, sem pensar.
No grupo das fraldas reutilizáveis que frequento existem mães que vendem fraldas em 2ª mão porque tiveram um menino e agora vão ter uma menina (ou vice-versa) e acham que os padrões não se adaptam. No caso das fraldas ainda por cima, estamos a falar de peças que andam tapadas.
Vendem fraldas em 2ª mão e acabam por comprar fraldas novas muitas vezes, por uma questão estética. Claro que as marcas agradecem, mais produzem, mais vendem, mais ganham... E nós mais consumimos, diariamente a consumir. Porque a publicidade e o marketing fazem-nos crer em coisas sem qualquer sentido. As marcas ditam regras e nós parecemos alucinados que não conseguimos pensar pela nossa própria cabeça. Fará isto qualquer sentido?
Eles querem vender e vender... e nós queremos ser consumidores e pessoas aceites pela sociedade, um bando de cordeirinhos. E surge mais uma vez o velho ciclo, mais consumimos, mais lixo produzimos, mais embalagens, mais viagens, mais energia.
E não é só nisto das cores das roupas dos bebés, mas como é isto que ando a viver mais de perto é a isto que tenho prestado mais atenção.
Durante a gravidez foi complicado explicar que tanto me fazia ter um menino ou uma menina. E ainda mais difícil as pessoas aceitarem que eu não soubesse o género, porque isso significava que não me podiam dar nada porque não sabiam o sexo da criança. Eu expliquei milhares de vezes que prefiro coisas neutras, amarelo, branco e verde. Não queria, até porque não gosto muito, coisas cor-de-rosa e azuis, mas isso foi um grande problema. De tal forma que muita gente esperou até ao nascimento para comprar alguma coisa, porque mais vale comprar coisas de cores que os pais não gostam, do que vestir uma criança com a cor errada, não vá o pobre bebé ficar confuso.
É uma ideia que acho parva, mas ainda consigo tolerar de família e amigos. Mas apenas destes, quando essa ideia vem de pessoas de fora torna-se pior.
E assim ainda antes de ter o bebé fui comprar uns babetes para bordar aqui à retrosaria perto de casa. Mas não eram para o meu bebé, eram para oferecer. E lá tive de levar com a intromissão e moralidade da vendedora. Discurso:
Vendedora: Então o que queres?
Eu: Queria uns babetes para bordar.
Vendedora: Mas já sabes o que é?
Eu: Não, mas os babetes também não são para mim, são para oferecer.
Vendedora: E é para um menino ou menina?
Eu (idiota que ainda respondo): São dois meninos e uma menina.
Nisto a vendedora começa a fazer duas pilhas de babetes cor-de-rosa e azuis.
Eu: Mas já não tem daqueles verdinhos como levei da outra vez?
Vendedora: Então mas tens aqui os rosa e os azuis, se sabes o que é podes levar estes.
Eu: Mas eu não gosto destas cores, prefiro verdes ou amarelos.
Ficou com uma cara incrédula e lá me mostrou uns amarelos, já não tinha verdes. E pronto lá escolhi os babetes.
Eu: E estas toalhas de banho dão para bordar?
Vendedora: Dão, mas só tenho azuis, se é para o teu bebé neutras só tenho estas.
Neste momento já eu estava a ficar irritada com a história das cores e disse que não gostava das amarelas que ela mostrou, mas até gostava da azul, mas decidi não comprar e fui embora.
E diga-se passagem não sei se volto lá a meter os pés. Afinal, eu enquanto consumidora não tenho direito a ter os meus gostos? Eu que sou grande defensora do comércio tradicional, percebi que este pode ser problemático quando as vendedoras acham que por nos conhecerem há anos podem dar palpites sobre o que devemos comprar.
A verdade é que eu não desgosto totalmente do rosa e do azul, embora também não goste muito. Mas está tão, mas tão enraizada a ideia que essas cores têm de ser associadas a um género que prefiro nem ter nada assim. Um dos principais motivos é que eu quero ter mais filhos e quero aproveitar tudo, quanto mais neutro mais fácil. As coisas vão ser usadas tão pouco tempo que prefiro saber que são coisas que vou reutilizar independente do género de um hipotético segundo filho.
Não que eu me importe de vestir um menino de rosa ou uma menina de azul, mas se é já é difícil aturar críticas no abstrato, imaginem o que é aturar críticas no concreto. O que me pergunto muitas vezes é se as pessoas não se perguntam o porquê? Porquê estes estereótipos? E a resposta está aqui Por que rosa é cor "de menina" e azul, "de menino"?.
Percebem? Não há nada que leve a esta diferenciação, apenas o marketing e a publicidade sentiram necessidade de diferenciar. E para quê? Para venderem mais e mais.
Eles decidem e as pessoas comem tudo, sem reclamar, sem contestar, sem pensar.
No grupo das fraldas reutilizáveis que frequento existem mães que vendem fraldas em 2ª mão porque tiveram um menino e agora vão ter uma menina (ou vice-versa) e acham que os padrões não se adaptam. No caso das fraldas ainda por cima, estamos a falar de peças que andam tapadas.
Vendem fraldas em 2ª mão e acabam por comprar fraldas novas muitas vezes, por uma questão estética. Claro que as marcas agradecem, mais produzem, mais vendem, mais ganham... E nós mais consumimos, diariamente a consumir. Porque a publicidade e o marketing fazem-nos crer em coisas sem qualquer sentido. As marcas ditam regras e nós parecemos alucinados que não conseguimos pensar pela nossa própria cabeça. Fará isto qualquer sentido?
Eles querem vender e vender... e nós queremos ser consumidores e pessoas aceites pela sociedade, um bando de cordeirinhos. E surge mais uma vez o velho ciclo, mais consumimos, mais lixo produzimos, mais embalagens, mais viagens, mais energia.
E não é só nisto das cores das roupas dos bebés, mas como é isto que ando a viver mais de perto é a isto que tenho prestado mais atenção.
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| Imagem retirada de http://arosredondos.com/2014/10/22/weareblueandpink/ |
Já agora leiam a publicação de onde tirei esta imagem, fico contente porque há mais gente a pensar como eu: Rosa de menino, azul de menina.
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