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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O café e as minhocas

Como já referi, anteriormente, aproveito as borras de café da minha loja para o jardim.

Mas vamos primeiro ao café enquanto produto. Na Europa não se produz café, contudo somos grandes consumidores. Os maiores produtores mundiais de café são o Brasil, a Colômbia, a Indonésia, o Vietname, o México, a Etiópia, a Índia, a Guatemala, a Costa do Marfim e o Uganda. Isso mesmo, o café tão consumido no hemisfério Norte provem na sua grande maioria do hemisfério Sul ou no máximo do Sul do hemisfério Norte.

Pelo que li existem dois tipos de planta que originam o café: a robusta e a arábica.

Distribuição do cultivo de café (r - robusta; m - robusta e arábica; a - arábica)
Imagem retirada de https://pt.wikipedia.org/wiki/Caf%C3%A9

Com esta produção mundial devíamos era deixar de consumir café. Ai! Mas o café, esse precioso produto que está nas nossas vidas como se fosse algo que existe desde sempre. Quase como se nascesse aqui ao lado, nem parece importado, parece um produto certo e adquirido, quase tradicional.

Então resta-nos beber o café e tentar reaproveitar qualquer coisinha. No meu caso, as borras de café, sim eu vendo o café e depois ainda o reaproveito, todas as semanas é menos um saco cheio que teria como destino o aterro. As borras de café são biodegradáveis, mas como se sabe em aterro e juntamente com outras coisas, nomeadamente plásticos, nem o que é biodegradável se degrada em condições e no mesmo tempo que demora na natureza.


Borras de café no canteiro antes de serem espalhadas (também estão uma flores secas misturadas)
Imagem própria

Na fotografia estão as borras de café no canteiro das hortenses. As borras de café são boas para a cobertura do solo de flores como as rosas e as hortenses porque melhoram a acidez e os nutrientes do solo. Mas bem, pelo que percebo podem não ser muito aconselháveis para certas plantas, porque a sua decomposição consome muito nitrogénio, retirando-o do solo, por isso nunca aproximo muito das raízes, vou pondo em espaços vazios ou nos caminhos dos canteiros. Além de serem boas para o solo, também são boas para afastar certos tipos de pragas. Outra coisa, parece que o cheiro também afasta os gatos, o que me leva a pensar que da próxima vez tenho de pôr umas quantas borras nos vasos das plantas interiores, já que a minha gata gosta de ir dormir para cima de algumas plantas e parti-las. Outra solução ideal para as borras é a compostagem, por isso se fazem compostagem, podem pôr lá o vosso café.

Mas quem é adora as borras de café, quem é? Esse maravilhoso animal que eu tanto gosto, as minhocas. As minhocas adoram borras de café, aliás gostam em geral de todos os restos orgânicos. O facto de elas serem tão boas trituradoras de resíduos orgânicos faz com que muita gente faça vermicompostagem, o que é basicamente compostagem com a introdução de minhocas. O que acelera muito o processo de transformação dos restos em composto.

Sobre a vermicompostagem e o trabalho árduo das minhocas, a Wikipédia diz o seguinte: "A vermicompostagem é o uso da minhoca na produção de húmus, decompondo resíduos e dejectos de animais e também o lixo urbano (orgânico), colaborando com a melhoria dos solos, sequestrando carbono e eliminando cheiros desagradáveis. A vermicompostagem é um processo bastante difundido, em especial entre moradores de áreas rurais, visto a minhoca ser uma verdadeira máquina de limpeza dos resíduos. Quando colocada a quantidade correta de minhocas (ao redor de 5.000 unidades por metro quadrado) em 30 a 35 dias (na compostagem normal leva de 100 a 300 dias), pode transformar 2,5 toneladas de resíduos orgânicos em húmus, em um canteiro de 10x0,80x0,40m. A minhoca come os resíduos, e seu excremento possui ao redor de 2 milhões de bactérias por grama, enriquecendo o solo deixando disponível as plantas praticamente todo o complexo mineral (cinco vezes e meia mais nitrogénio, duas vezes mais cálcio, duas vezes e meia mais magnésio, sete vezes mais fósforo e onze vezes mais potássio que o solo ou o resíduo que se alimentou)." (in https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%BAmus).
E por este motivo andei o ano passado a apanhar imensas minhocas pelo solo e a espalhá-las nos canteiros para que estejam sempre a trabalhar, a comer os resíduos e a transformar em húmus. Por curiosidade podemos ver esta notícias, Minhocas podem ser alternativa para tratar solos contaminados ou Minhocas podem ajudar a limpar solo contaminado. Assim ainda espero que as minhas minhocas me tratem algum contaminante que esteja em excesso, nunca se sabe o que temos por aqui e se elas gostarem de comer contaminantes que estejam à vontade.

Nas imagens seguintes estão as minhas tentativas de fotografar as minhocas no mesmo canteiro que mostrei acima. Elas estão nas fotografias, não sei é se alguém as consegue ver, mas aqui estão elas a trabalhar alimentadas a muita borra de café.

Imagem própria



Imagem própria


domingo, 16 de agosto de 2015

Reutilizar rolhas de cortiça


Se há produto que se usa em Portugal é a rolha de cortiça, matéria-prima bem portuguesa e que devemos apostar. A cortiça tem imensas utilidades, sendo um óptimo isolador, não era por acaso que as escolas tinham/têm aqueles tectos de cortiça, talvez a utilização mais comum e visível no dia-a-dia sejam as rolhas de cortiça das garrafas de vinho. Eu não bebo vinho, logo não costumo contribuir para o aumento deste tipo de resíduos. Mas bem, há quem cá em casa contribua para os aumentar, e ainda bem. Já que eu vejo na cortiça uma certa beleza, a qual portanto pode ser reutilizada. Desta forma guardo todas as rolhas de cortiça. Algumas tento reutilizar, outras levo para a reciclagem. Em todos os supermercados costuma haver recolha de rolhas de cortiça, as quais serão transformadas noutro tipo de produtos.

Uma rolha por outra, às vezes vai parar a algum canteiro de flores, o que também não tem grande problema, uma vez que são biodegradáveis.


Por isso, façam o que quiserem às rolhas, mas por favor não as deixem no lixo indiferenciado. É realmente um desperdício.

Uma das ideias mais fáceis para a reutilização de rolhas de cortiça é fazer base para quentes, apenas se têm se colar umas rolhas às outras com cola quente. Simples.

A primeira base para quentes que fiz. Não sei porquê achei que devia cortar as rolhas ao meio, só compliquei e não ficou lá muito bonita. Mas bem, serve para o que se pretendia, é útil.
Imagem própria.



A segunda base que fiz para quentes, decidi não inventar e apenas colar as rolhas e ficou sem dúvida melhor, até porque as rolhas eram todas do mesmo tamanho, o que facilitou a tarefa.
Imagem própria



domingo, 9 de agosto de 2015

Polpa de tomate e a reutilização de frascos de vidro

Gosto de fazer conservas, comecei relativamente há pouco tempo, e gosto de tudo, doces, compotas, chutneys... mas bem quando comecei a fazer, fiz tantas, mas tantas que ainda tenho um stock considerável... só depois de fazer imensas comecei a perceber que quase ninguém as comia, por isso deixei de fazer. Aliás no que se refere a compotas e doces, a única que tenho feito é de tamarilho, lá por volta de Outubro/Novembro quando a árvore dá. Adoro aquele doce e como a árvore dá poucos frutos, no máximo faço 2 ou 3 frascos por ano.

Por isso a única conserva que continuo a fazer em doses "industriais" é polpa de tomate, não é bem igual à de compra, sendo mais um molho de tomate... costumo fazer uma quantidade que me dá quase para todo o ano. A quantidade que faço é proporcional aos tomates que o quintal produz, costumam ser bastantes.

Vantagens de a fazer:
1º gosto muito mais de a utilizar do que de utilizar polpa de tomate de compra;
2º os tomates do quintal não têm adubos, fertilizantes e coisas do género, logo são mais saborosos e penso que sejam melhores para a saúde;
3º passo um ano praticamente inteiro sem comprar polpa de tomate, nem tomate pelado, o que compro é muito pouco mesmo;
4º já que não compro, faço menos lixo, menos embalagens desperdiçadas;
5ª reutilizo imensos frascos que vou juntando durante o ano inteiro (bem este ano já tinha um stock tão grande que os que tinham as tampas mais velhas acabaram na reciclagem).

Desvantagens:
É preciso ter paciência e tempo, depende da quantidade que se faz claro.

O processo de fazer é simples, num tacho enche-se o fundo com cebola cortada às rodelas e o resto do tacho com tomate cortado aos pedaços (tirar o máximo de sementes que se consiga, mas se algumas passarem também não há problema). Eu costumo apertar o tomate com aquele utensílio de fazer puré até ficar mesmo pouco espaço livre. Cá em casa misturo todo o tipo de tomate que tenho, mas realmente o tomate chucha é o que mais rende. Tempera-se com um fio de azeite e um pouco de sal ou algumas ervas aromáticas à escolha (não exagero nos temperos porque depois quando se vai utilizar dependendo da comida podemos querer algo mais ou menos temperado). Depois ponho água até estar mais ou menos coberto. Quando está tudo cozido passo com a varinha mágica, deixo ferver e apago o lume.

O processo de corte
Imagem própria


O que mais me chateia é mesmo esterilizar os frascos, os quais já devem estar anteriormente lavados. O processo de esterilizar basicamente consiste em pô-los, juntamente com as suas tampas, numa panela com água quente até esta ferver. Depois deixar que o vapor da água desapareça do frasco, quando parece que está seco. Nesse momento podemos enche-los com a polpa de tomate, a qual ainda deve estar quente. Com os frascos cheios e bem fechados, pô-los novamente da panela cheia de água com a tampa virada para baixo e deixar que a água volte a ferver. Normalmente depois de apagar o lume deixo-os para o outro dia dentro da água. Este processo vai ajudar a criar vácuo. A partir daqui a polpa está pronta para ser consumida, depois de aberta deve ser guardada num frigorífico, antes disso costumo guardar os frascos num armário para não apanharem claridade.


Basicamente esta é a quantidade que fica daquele tacho de polpa de tomate (este ano já fiz 3 tachos cheios e ainda hei-de fazer mais que ainda temos tomate por aqui)
Imagem própria

Há quem compre frascos novos para fazer conservas, o que para mim é um contrasenso, afinal quero reaproveitar recursos. Mas na reutilização de frascos temos de ter em conta se as tampas não têm ferrugem e se vedam bem, só assim se consegue conservar por muito tempo, pois não permite que o ar entre em contacto com o produto. Claro que além disso, os frascos têm sempre de ser muito bem lavados.

O que sobra do tomate como será de imaginar é alimento para as galinhas, algumas sementes entretanto devem cair nos canteiros das flores que todos os anos costumam nascer tomates "selvagens" entre rosas e dálias.





sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O lixo cá de casa...

No meu entender, uma das piores consequências do lixo é a sua deposição em aterro... os aterros vão sendo cheios, cheios, cheios e depois tapados... as áreas onde os aterros estão nunca poderão ser áreas normais urbanas ou agrícolas... embora haja a possibilidade de transformar aquilo em alguma energia, não sei bem como funciona esse sistema.

No outro dia cheguei à conclusão que a grande maioria das pessoas não tem a noção que o seu lixo doméstico vai parar a aterro. Muito menos que senão mudarmos a forma de depositar este lixo, qualquer dia não há aterros que nos valham com tanta deposição.

Por isso a divisão dos resíduos é tão importante. Tudo o que for enviado para reciclagem foge deste destino final, sem falar que a produção de novos produtos a partir da reciclagem usa muito menos energia e água que a produção dos mesmos produtos a partir de matérias-primas "virgens". Claro que antes da reciclagem, convém pensar na reutilização e redução.

Outro problema dos aterros é que nem sempre reúnem as melhores condições para a degradação dos resíduos biodegradáveis, o que não é de estranhar até porque por questões de higiene tendemos a juntar todo o lixo em sacos de plástico. Misturado-os com outros produtos e nem sempre com as condições a termos de humidade necessárias para a sua degradação. Assim, um resíduo que ao ar-livre poderia decompor-se facilmente, num aterro demora muito mais tempo.

Cá em casa a quantidade de resíduos que vão para o contentor normal é muito reduzida, por semana despejo cerca de 1 saco de compras de supermercado mal-cheio num contentor indiferenciado. Algumas semanas, nem despejo. Normalmente apenas deixo alguns guardanapos do almoço e jantar (sei se que podiam ir para a compostagem, mas não temos esse sistema cá em casa), cotonetes, alguma coisa de cerâmica ou vidro que se parta (é raro) e alguma coisa que vai lá parar sem querer (normalmente motivado pela preguiça de alguém, mas também é raro).

Assim, quase tudo vai para a reciclagem, vidro, papel, cartão, rolhas de cortiça (outras vezes faço trabalhos manuais e noutras deixo-as a degradar no meio das flores), pilhas e baterias, pequenos electrodomésticos (normalmente há quem cá em casa os desmanche e os venda por materiais), roupa (toda entregue em sítios que prometem tratar dela).

Os restos de comida vão direitinhos para as galinhas, as amigas devoradoras de resíduos orgânicos, o que por acaso elas não comem (coisa rara) vai ficando lá a apodrecer... se ficar directamente em contacto com a terra passado um ou dois dias já está integrado no solo, se ficar em contacto com o cimento quando é limpo passa para o monte do estrume, onde vai curtindo, ou seja um processo semelhante ao que acontece na compostagem. Como é tudo ao ar livre não se acumulam cheiros. Este estrume depois de curtido vai servir para pôr na horta, não sendo necessário desta forma recorrer a adubos artificiais.

Não digo que façamos tudo certinho e que não haja erros pelo meio, mas parece-me um óptimo destino para os meus resíduos.

Outra coisa que insiro, constantemente, no meu jardim são borras de café, tenho uma loja onde se vende café e trago sempre as borras, óptimo alimento para as minhocas que acabam por ele num instante.

O lixo que varro dentro de casa ou no quintal como é sobretudo pó e folhas secas também são depositados nesse monte de estrume ou se for pequena quantidade em algum canteiro de flores.

E assim se faz uma casa com pouco lixo.

Algo positivo sobre o sistema de lixo doméstico indiferenciado é que em muitos centros já há alguma separação e esse lixo consegue ainda ser valorizado. Mas nem tudo é possível de separar, por isso mais vale fazer esse trabalho em casa.

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