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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Móveis novos, mas em segunda mão

Na publicação referente ao mês de Abril expliquei que no meu processo de destralhe fiz alguma mudança de móveis, o que incluiu a transformação de alguns. Infelizmente também incluiu a compra de um móvel novo, é um bocadinho contraproducente querer reduzir e comprar um móvel novo, eu sei, mas passo a explicar.

No quarto onde dormem as visitas, tratamos da roupa e arrumamos a tralha quase toda, tínhamos duas estantes deste género (esqueci de tirar fotografias antes da transformação), as quais são de madeira não tratada. O problema da madeira não tratada é que é mais difícil de limpar, o que num quarto cheio de roupa e tralha, ainda se torna um problema maior, o qual ainda era mais agravado porque tinha as estantes cheias de livro. Por isso, chegámos à conclusão que precisávamos de um móvel, tipo vitrine, para os livros não ganharem pó constantemente. E não fomos nada sustentáveis e fomos comprar um móvel novo que se adaptasse ao pretendido.  No entanto, sobravam duas estantes que não cabiam, nem ficavam bem em lado nenhum e que a solução mais fácil parecia dar a alguém ou levar para algum sítio em que ficassem lá a um canto (leia-se casa da terra do meu pai). Mas há algum tempo que andávamos a pensar comprar um móvel para o quarto do meu pai, já que ele não tinha sítio para pôr a televisão, mas nunca encontramos móvel nenhum com as medidas exactas para pôr no pouco espaço disponível. E também já tínhamos pensado que mais cedo ou mais tarde daria jeito uma estante para o quarto do nosso filho.

E acabamos por transformar duas estantes em três estantes, cortámos, pintámos (além da questão estética, precisavam do tratamento para não acumularem tanto pó). Cortámos e pintámos é como quem diz, cortou o meu pai, pintou o meu marido.

Uma das estantes foi cortada ao meio em altura, fazendo assim duas estantes pequenas, uma ficou para o quarto do Luís e a segunda ficou à entrada da cozinha com os livros de receitas.

Imagem própria
Imagem própria
A outra estante foi cortada em largura para caber exactamente no lugar disponível no quarto do meu pai (por favor não liguem à decoração do quarto).

Imagem própria
E assim reaproveitamos duas estantes que para nós não tinham utilidade em três novas estantes. Sei contudo que há quem defenda que não devemos transformar um objecto reciclável ou que se decompõe, num objecto que já não se consegue reciclar ou decompor. Neste caso, a madeira como não era tratada podia voltar para a natureza, agora como foi pintada, já não deve voltar. No entanto, sendo um objecto para uso prolongado acho que a mudança faz todo o sentido. Claro que tivemos de comprar as tintas, mas hão-de ser usadas até ao fim.

Por fim, da estante que foi cortada em largura sobrou alguns pedaços de madeira, os quais podem voltar para a natureza, mas nesta altura na creche do Luís pediram para os pais fazerem um bicho que aludisse à Primavera. Aproveitei mais um pedaço de madeira para fazer uma abelha, há bicho mais belo da Primavera? Podia ter ficado mais bonita, mas foi feita de coração.

Imagem própria

E já que estou a falar de abelhas, convido-vos a relerem a minha publicação A importância das abelhas e de vos dizer que este ano tenho o quintal com tantas abelhas devido sobretudo à minha gigante alfazema, fico com o coração consolado de esperança com a quantidade de abelhas que vejo diariamente.

Imagem própria
 

terça-feira, 2 de maio de 2017

Abril 2017: pequenas mudanças e um desafio

Andei a adiar esta publicação para que fosse feita no fim de Abril e acabei por só a conseguir publicar em Maio. No entanto, agora que penso melhor, talvez faça mesmo mais sentido falar de Abril quando o mês já findou. Vou falar assim, sobre as minhas alterações de Abril.

Não foram grandes mudanças
, mas aos poucos foram algumas:


  • Deixar de passar a ferro: esta mudança já está a ser implementada desde Março, mas em Abril é que foi realmente consolidada. Devo confessar que é sobretudo uma medida para me dar sanidade mental. Eu odeio passar a ferro, mas foi acostumada a passar tudo a ferro (excepto meias e cuecas), algumas coisas já não passava como lençóis e toalhas, mas continuava a passar toda a roupa pessoal. Contudo, a questão é que tinha sempre uma pilha enorme de roupa para passar. Acabou-se. Isto era mais a ideia de "deve-se passar a ferro" que me foi enraizada desde a infância do que realmente achar que há sempre essa necessidade. Claro que peças como camisas ou alguma coisa mais amarrotada irei passar na mesma.

    A nível ambiental há a vantagem de gastar muito menos eletricidade. Mas não é a única vantagem
    , ao ter a roupa mais arrumada e orientada, percebo muito melhor a roupa que existe e não existe, o que é óptimo sobretudo com a roupa do bebé que está sempre a deixar de ser usada.

  • Café de cafeteira: em Fevereiro o meu marido foi à Costa Rica e trouxe café. Lá não bebem café expresso como cá, mas sim o tradicional café de cafeteira. O café é óptimo e é uma alternativa excelente para beber em casa quando não me apetece ir beber um café ao café. Assim já não tenho qualquer desculpa para usar alguma cápsula. Mas claro, para ser ecológico não podia ir comprar uma cafeteira eléctrica, mas por sorte a minha sogra tinha lá uma encostada a um canto que agora tem sido usada cá em casa.

  • Iogurtes: no mês de Março referi que um dos principais produtos que contribuíam para o meu lixo eram os iogurtes. Por isso mesmo, em Abril decidi fazer pela primeira vez iogurtes, fiz iogurtes líquidos e acho que correram mais ou menos. Mas não estavam no ponto ideal, mas bebi-os. Para ver se consigo fazer iogurtes com mais qualidade decidi pedir uma iogurteira emprestada, mas ainda não voltei a experimentar. No entanto, tenho noção que vai ser algo que não vou fazer sempre. Mas qualquer iogurte caseiro é uma poupança de recurso, é nisso que tenho de pensar. Em Maio espero contar-vos se tenho feito muitos ou poucos iogurtes.
    Imagem própria
  • Desodorizante caseiro e redução do uso de champô: tal como referi na última publicação comecei a fazer o meu próprio desodorizante e ando a tentar reduzir o uso de champô, acho que tenho sido bastante bem sucedida neste aspecto.

  • Cotonetes: eu sei que isto não é de todo um produto essencial, eu uso muito esporadicamente, no entanto tenho alguém em casa que usa bastante e não o consigo convencer a deixar de usar. Há algum tempo que andava à procura de cotonetes com pauzinho de papel, uma vez que os pauzinhos de plástico dos cotonetes comuns não são recicláveis e são dos resíduos que mais aparecem no ambiente devido a serem incorrectamente descartados (no ambiente em geral e nas ruas de Lisboa em particular, é incrível a quantidade de cotonetes que eu vejo na rua, incrível e nojento). Todavia, nunca tinha encontrado à venda, mas como os vi à venda no site do Celeiro, decidi encomendar numa das suas lojas, demoraram a chegar, mas chegaram. Acredito que se a procura for maior, torna-se cada vez mais fácil encontrar este tipo de produtos.

    Claro que o ideal seria não descartar estes cotonetes no lixo comum
    , penso que possam ser postos na compostagem, uma vez que o algodão é biológico e o pauzinho é de papel. No entanto, temos posto no lixo comum, uma vez que não tenho um pequeno contentor de compostagem, mas um grande monte de estrume um pouco distante de casa. Tenho de agilizar isto para reduzir o número de cotonetes e de guardanapos de papel (não meus!!!!) que pomos no lixo comum.
    Imagem retirada de https://www.celeiro.pt/produtos/100830-cotonetes-bio-200-gramas-kg-douce-nature


  • Remendar e arranjar: este tem sido uma consequência directa de ter deixado de passar a ferro e de estar muito mais organizada com a roupa. Como tenho tudo mais controlado, tenho tempo para olhar e remendar e arranjar pequenas coisas. Não que seja uma perita, bem pelo contrário, mas olho o problema e tento solucionar ou pago para me fazerem o arranjo. Cozer pequenos buraquinhos da roupa do Luís, cozer um botão ou pôr um elástico numas calças é recuperar peças de roupa e poupar, o ambiente e a carteira. Finalmente dei uso a um ovo de pedra que tinha cá em casa há anos.
    Imagem própria
    Em roupa em estado muito deteriorado, é sempre possível cortar aos bocados e ainda dão para limpar algo durante algum tempo. Quando até para panos estiverem velhos, é a altura ideal para pôr no saco dos trapos para reciclagem.

    Um antigo toalhão de banho ainda deu para uns oito panos de limpeza
    Imagem própria

  • Recusa de sacos, mais um passo: a minha recusa constante de sacos já começou há bastante tempo (como se pode verificar aqui) e tem vindo a aprofundar-se. Mas em Abril ultrapassei um constrangimento pessoal, quando me distraia e não tinha tempo de recusar saco, acabava por o trazer. Mas recentemente consegui superar este constrangimento e se me distraio tiro o produto do saco e digo ao lojista que não preciso e que pode reutilizar para outro cliente, já aconteceu duas ou três vezes. Isto às vezes custa é começar, depois é sempre a melhorar.

    Um dia da semana passada fiz uma contagem por alto e recusei cerca de dez sacos num dia. É imenso.

  • Remodelações em casa: sobre este assunto quero fazer uma publicação especial, mas tal como tinha referido na publicação de Março, tenho estado em processo de destralhe. Este processo também passou por uma alteração de mobiliário e pelo reutilizar e transformar alguns móveis. Mas disso falarei mais tarde, acho que merece uma publicação única.
      
E penso que consegui falar de todas as minhas pequenas mudanças ou pelo menos referir o que me parece mais importante, vamos ver o que Maio me reserva. Já agora, neste primeiro de Maio fomos até à praia e estava cheia, mas completamente cheia de lixo. Mesmo perto de mim quando olhei estavam imensas garrafas, decidi apanhar, mas não consegui apanhar tudo. Mas nuns segundos apanhei cinco garrafas de vidro, uma garrafa de plástico e vários copos de plástico. Não consegui apanhar mais porque não conseguia trazer mais. O resto lá ficou à espera que a maré subisse e levasse o lixo consigo. Eu já costumo apanhar lixo do chão, mas decidi fazer um desafio a mim própria, contar as garrafas de vidro que vou apanhar da via e lugares públicos durante o mês de Maio. Vamos ver quantas (podia contar outro tipo de resíduo qualquer, mas desta vez serão as garrafas de vidro, para pensarmos se houvesse tara recuperável quantas destas garrafas não chegariam às ruas, praias ou parques).


E deixo-vos também um desa
fio, nesta época balnear em cada ida à praia, deixem a praia mais limpa do que a encontraram.

Só mais um aparte
, em Abril fui a Viseu e fiquei deslumbrada com a limpeza da cidade, espectacular.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Experiências - champô, pasta de dentes, desodorizante

Há bastante tempo escrevi a publicação Produtos de higiene e cosmética, na qual falei sobre alguns dos problemas associados aos produtos comuns de higiene e cosmética e consequentemente sobre a minha procura por soluções mais saudáveis, ecológicas e sustentáveis. No entanto, embora tenha mudado os produtos que consumo, continuei a usar produtos que usam embalagem e consequentemente produzem lixo.

Todavia, tinha alguma relutância em me decidir por receitas caseiras. Mas a ler o livro Desperdício Zero fiquei empolgada para reduzir de vez o meu consumo de produtos de higiene comerciais e consequentemente diminuir a quantidade de resíduos deste tipo. Contudo, as minhas experiências não correram exactamente como eu desejava. Mas vamos por partes.


Sem champô ou pouco champô

Das várias ideias que li, a ideia de deixar de usar champô foi a que me pareceu mais interessante. Neste caso, decidi experimentar a ideia de deixar de lavar o cabelo com champô de compra e passar a lavar com bicabornato de sódio e depois passar com vinagre de sidra. Produtos acessíveis,os quais tinha em casa, nada me parecia mais simples. E assim foi, durante uma semana lavei a cabeça com bicabornato de sódio, a seguir passava com água, passava o vinagre de sidra e voltava a passar por água. O meu cabelo estava lindo, sedoso, devido sobretudo ao vinagre calculo eu. Mas comecei a reparar que me estava a cair bastante cabelo, mais do que alguma vez tinha caído. No grupo Lixo Zero li alguns depoimentos sobre o assunto e quase todas as pessoas não se deram bem com esta solução. Pelo que explicaram o bicabornato de sódio é demasiado alcalino e por isso existem reacções nem sempre positivas. Decidi parar, não quis chegar a um ponto que fosse irreversível. Voltei ao meu champô sem parabenos e coisas que tais. Neste momento, a minha pretensão é aos poucos ir reduzindo o uso de champô, tentar que o meu cabelo se adapte a ser lavado menos vezes. Vamos ver como corre.

Posteriormente já li outras receitas que podem ser usadas para se lavar a cabeça sem champô. Mas acho que ainda não estou preparada para experimentar.


Sem pasta de dentes


Outra das ideias que está no livro Desperdício Zero é deixar de usar pasta de dentes e fazermos o nosso próprio pó dentrifico. O pó dentrifico consiste também em bicabornato de sódio, ao qual podemos juntar stevia. Eu experimentei e gostei bastante da sensação, aquela sensação salgada, mas só experimentei um dia. Entretanto decidi pesquisar sobre os efeitos do bicabornato de sódio nos dentes e cheguei à conclusão que não são lá muito positivos. Pelo que li,o uso continuado prejudica o esmalte dos dentes, enfim. Acabei logo com a experiência e voltei para a minha Pasta de Dentifrica Couto (às vezes outra qualquer, quando a Couto acaba e ainda não comprei uma nova). Depois disto, numa conversa do grupo Lixo Zero,uma das participantes referiu que ao fazer esta experiência danificou bastante os dentes. Logo por aqui, nunca mais.

Como podem ver, isto estava a correr mal o suficiente. Devo dizer que fiquei bem chateada por um livro aconselhar a utilizar produtos que acabam por ser prejudiciais com utilização continuada (o que não significa que alguém não se possa dar bem com eles). Mas foi,então que me decidi a fazer desodorizante, mas não segui nenhuma receita presente no livro,mas uma que me deram pessoalmente.

Desodorizante caseiro

Já foi há algum tempo que deixei de usar desodorizante comum, aqueles anti-transpirantes com alumínio, comecei a comprar desodorizantes mais ecológicos e saudáveis, mas claro com embalagem e certamente com alguns ingredientes não tão naturais como sendo feito em casa. Mas entretanto, decidi experimentar a seguinte receita:

  • Óleo de coco;
  • Amido de milho;
  • Bicabornato de Sódio;
  • Óleo de amêndoas doces ou outro óleo à escola (opcional).
Juntam-se medidas iguais (em volume) de óleo de coco (derreti um pouco), amido de milho e bicabornato de sódio e umas gotas do óleo de âmendoas doces, mexe-se tudo e voilá. Como derreti o óleo de coco, depois pus um bocadinho no frigorífico para solidificar.


Imagem própria
Imagem própria

Imagem própria
Aqui está ele. Para aplicar, uso um utensílio de tirar manteiga e depois aplico com os dedos. Devo dizer que este é o meu desodorizante preferido de sempre, nunca me dei muito bem com desodorizantes e este tem sido impecável, mesmo em dias de calor mais intenso, vamos ver como se porta mesmo no Verão. Entretanto a quantidade que fiz já acabou, tenho de ir fazer novamente.

Relativamente às embalagens e consequente lixo. É verdade que não uso embalagem para desodorizante, mas uso as outras todas. Mas o bicabornato de sódio e o óleo de amêndoas doces são coisas que tenho sempre em casa. Comprei apenas o óleo de coco (a embalagem é de vidro e vai ser reutilizada) e o amido de milho (embalagem de papel e plástico e não encontrei biológico), a vantagem destes produtos é que podem ser também usados na alimentação, ainda ontem o jantar levou óleo de coco.

É caso para dizer que temos produtos com várias funções. Se pensarmos bem é muito mais interessante termos três ou quatro produtos para vários fins, do que um produto para cada fim. Claro que para ser mais sustentável o ideal é comprar estes produtos a granel e reutilizar embalagens.

E fico-me por aqui sobre as minhas experiências, nem todas bem sucedidas, mas vamos aos poucos.
 

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Recipientes para congelar leite materno: escolha os frascos

Na minha recente publicação Movimento Lixo Zero dei-vos a conhecer um ficheiro em excel sobre o que podemos fazer para reduzir o nosso lixo, bem como o grupo do facebook no qual trocamos ideias sobre o assunto. E a verdade é que no meu caso já está a ter efeitos, estava a completar algumas dicas na secção bebés/maternidade quando pensei "Mas eu uso sacos de plástico para congelar o leite materno". Na realidade, eu nunca tirei muito leite para congelar, acho que em onze meses de amamentação (é hoje, é hoje) ainda não utilizei vinte sacos, mas seja como for é um produto usado e deitado fora.

Actualmente, todos os dias tiro leite, mas deixo logo no biberão para levar para a creche no dia a seguir, mas convém sempre ter algum congelado para uma eventualidade. E foi por isso que ontem fui comprar três frascos da Medela (pode vê-los aqui), agora posso congelar o leite nos frascos e depois posso reutilizá-los. Mas porque é que só agora me lembrei de algo tão básico? Mais vale tarde do que nunca.

Estes frascos são óptimos porque posso tirar da bomba directamente para o frasco (a minha bomba não é da Medela, mas a abertura é igual, falei da bomba aqui, aluguei-a cinco meses seguidos e fiquei com ela) e o biberão que uso é o da Medela, por isso precisava de frascos compatíveis com a tetina. Mas há frascos de outras marcas.

Também me deram a ideia de congelar o leite em boiões de vidro ou nas garrafas de néctar de vidro, ai sim, seria extremamente sustentável, mas como às vezes no dia anterior não consigo tirar leite e ainda levo o leite para a creche congelado, prefiro usar os frascos apropriados.

Imagem própria

Estes devem ser os últimos sacos que usei para congelar leite (bem, provavelmente acabo de usar os que estão na embalagem) e viva os frascos para guardar e congelar o leite.

Já agora para terminar para quem tem pouco espaço no congelador e quer/precisa fazer um grande stock de leite materno, os frascos não são a melhor opção, pois ocupam mais espaço. Mas felizmente para mim isso não é um problema, dado que tenho bastante espaço na arca.

Ahh, não sei se já disse (disse, disse), hoje o meu Luís faz onze meses... Possa!!! Como o tempo passa. E onze meses significam onze meses de amamentação em qualquer lado, até na festa do Avante a ouvir Jorge Palma e Sérgio Godinho.


Imagem própria

domingo, 16 de outubro de 2016

A música infantil do lixo

Ontem fui despejar a reciclagem e levei o meu Luís comigo, levei-o no carrinho para aproveitar a parte debaixo para pôr os resíduos. Quando vou com o Luís no carrinho aqui na rua costumo ir a cantar-lhe músicas infantis convencionais, músicas do babyoga e/ou músicas inventadas por mim. Ontem, já tinha despejado a reciclagem e enquanto dava a voltar pela rua de trás disse-lhe que íamos apanhar todas as garrafas de plástico que encontrássemos até ao próximo ecoponto (desconfio que ele não entendeu, mas pronto), acho que ainda apanhamos umas doze, e enquanto eu ia apanhando as garrafas e empurrando o carrinho ia cantando:

Uma garrafa
Uma garrafinha
Duas garrafas para apanhar...

Porque as pessoas são porcas
Muito porquinhas
E deixam o lixo em qualquer lugar!


Com nenhum despertígio para os porcos e as porcas (animais), mas a realidade é mesmo como diz a minha musiquinha. Hoje já a cantei novamente, já não havia era garrafas para apanhar, tenho de ir para o outro lado da rua ou esperar mais uns dias.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Guardar e aproveitar materiais para trabalhos manuais

O Luís entrou para creche (neste momento não me vou alongar sobre este facto) e eu que sou contra TPC, tenho-os feito e gosto. A verdade é que são trabalhos manuais que ao longos dos anos fui deixando de fazer com frequência, mas que sempre adorei. Por isso, cá estou eu toda contente.

O primeiro foi para decorar uma folha de cartolina para festejar a chegada do Outuno, decorei-a com folhas de videira, mas não ficou grande coisa, já que as folhas secaram e partiram-se ligeiramente. Não posso mostrar já que não me lembrei de fotografar.

O segundo foi para decorar a inicial do nome dele, ou seja, decorar um bonito L. Aqui está ele, eu gosto do resultado final.

O barco está colado à letra
Imagem própria


Já decidi que a minha regra pessoal para todos os trabalhos que me pedirem para fazer é não ter de comprar qualquer material (bem tive de comprar um frasco de cola, mas isto é um material intermédio, não o material final). Não comprar significa não fazer lixo, não utilizar novos recursos. Por isso, vou ter que reutilizar o que tenho cá por casa ou procurar os materiais na natureza.

E a bem da verdade, materiais não me faltam. Como expliquei na publicação Destralhar, o minimalismo e as canetas, eu sou adepta de usar tudo até ao fim de vida, por isso vou guardando algumas coisas que acho que me podem ser úteis para estes trabalhos, tenho frascos com botões, frascos com giz e tenho isto:


Imagem própria

Isto são folhas de vários tamanhos, texturas e feitios, grande quantidade são folhas de antigos cadernos que usei no básico, secundário e faculdade, as folhas que não estavam escritas tirava-as sempre e guardava. Neste grupo estão também folhas de diversas cores que sempre me lembro de estarem nas casas onde vivi, o que significa que devem ter pelo menos uns 25 anos, aos poucos tenho-as gasto. Estas folhas foram o material principal que utilizei no L do Luís.

Quando o Luís estavam para nascer e destralhamos bastante a casa, o meu marido achou que não deviamos continuar a guardar tantas folhas que ocupam espaço. Mas como o que eu mais gostava de fazer durante a infância era pintar, desenhar, recortar, etc, etc, convenci-o que isto é material importantíssimo para guardar para o Luís utilizar daqui a uns anos.

Voltando à letra, as andorinhas e os peixes foram simplesmente pintados com canetas de feltro, as quais me foram oferecidas por um senhor sem-abrigo (ou com abrigo institucionalizado) que vai à minha loja. Deram-lhe diversas canetas e giz, ele achou que me devia dar e eu acho que foi muito boa ideia (fiquei sensibilizada por uma pessoa com elevada carência socioeconómica se ter lembrado de oferecer as canetas). Assim, já tenho canetas para o Luís pintar e giz para o quadro que lhe hei-de dar um dia (bem giz já tinha).

Imagem própria
Como se pode verificar, eu não sou adepta de destralhar muito, muito, muito. Acho que devemos comprar pouco e não acumularmos, mas há coisas que acho mesmo que devemos guardar. E tudo o que dá para fazer trabalhos manuais acho que deve ser guardado (com peso e medida, e claro, dependendo do espaço livre de cada um).

Continuarei a publicar o resto dos trabalhos que me pedirem para fazer.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Omelete de cebola e tomate: sem lixo

Como escrevi na publicação de um ano do blogue, tenho o objectivo de reduzir o consumo de carne. No entanto, este objectivo tem sido abortado constantemente. Um dia tinha feito um prato com cogumelos, milho, maça e molho de tomate (caseiro) para o meu almoço e para o almoço do meu pai havia um resto de bolonhesa, quando cheguei a casa, ele tinha comido o meu almoço e deixou a bolonhesa para mim. Passado uns dias, fui a uma hamburgaria perto da minha loja porque me lembrei que tinham um hambuguer vegetariano, já estava sentada e quando fui pedir, afinal naquele dia não havia. Possa! É difícil comer fora de casa comida vegetariana, bem me lembro que tinha uma colega que dizia que a cunhada que é vegetariana, às vezes, acabava por apenas comer batatas com couves.

De facto, grande parte dos restaurantes, não têm opções vegetarianas. Em Lisboa, gosto muito de um restaurante que é o Bio em Arroios, só tem comida vegetariana (às vezes têm bacalhau espiritual, não sei bem o motivo) e é a um preço acessível para o dia a dia. Mas por acaso não vou lá há algo tempo. Depois sugiro a cantina da Universidade de Lisboa, eheh. Não sei como está agora, mas no meu tempo de estudante, adorava ir comer à parte do refeitório macrobiótico, Mas aos poucos, as coisas têm evoluído e já há diversos restaurantes que têm ementa vegetariana.

Mas a minha publicação de hoje é sobre a minha fantástica omelete. No outro dia, ia fazer o jantar para mim, para o meu pai e para a minha sogra e não sabia o que fazer. Então, tive a maravilhosa ideia de fazer uma omelete de cebola e tomate, costumo fazer só de cebola (a minha omelete preferida), mas não costumo juntar o tomate.

A maior vantagem de todas é que os ingredientes vêm todos do quintal: as cebolas; os tomates e os ovos (de galinhas criadas à solta). Logo, são ingredientes saudáveis e sustentáveis. Nem uma embalagem gasta, nem um grama de CO2 emitido pelo transporte, nem lixo (as cascas dos ovos e da cebola voltaram para a terra). Foi um jantar mesmo sustentável.

Numa frigideira coloco a cebola picada e o tomate e deixo fritar até ao ponto pretendido.

Imagem própria
Depois junto os ovos batidos, neste caso foram 10 ovos.

Imagem própria

Não deixo a imagem final da omelete, porque eu já devia ter percebido que virar omeletes de 10 ovos não é tarefa que eu consiga fazer facilmente. O que quer dizer que a minha omelete ficou bem feia. No entanto e o mais importante de tudo, ficou bastante saborosa, segundo a minha sogra ficou bem melhor que as que costuma comer (ela gosta muito da comida que eu faço, o que me leva a crer que as papilas gustativas dela não são grande coisa).

Mas aqui está, uma refeição rápida, fácil, barata (no meu caso o custo foi nulo) e muito sustentável (desde que não seja com tomates e cebolas importadas).

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Pão e a sabedoria de décadas

O pão tem sido, ao longo dos séculos, o alimento por excelência. Mais que um alimento para o corpo, o pão representa em várias culturas o alimento para o espírito. O pão tem também uma forte importância no cristianismo e portanto na nossa cultura e identidade nacional.

Antigamente era comum as pessoas fazerem o seu próprio pão, coziam-no uma vez por semana e guardavam-no naquelas arcas antigas de madeira (ou provavelmente onde conseguiam). Pão amassado à mão e cozido no forno a lenha.

No meu entender, fazer o nosso próprio pão é sermos mais auto-suficientes, mais próximos das origens, não depender tanto do sistema (se bem que temos de comprar a farinha). Depois, todo o processo é uma construção, muitas vezes era um momento de partilha familiar. No entanto, na actual sociedade a facilidade com que compramos o pão e outras coisas, faz com que a tradição de se fazer pão da forma tradicional vá desaparecendo.

Nós cá em casa temos um forno a lenha que usamos esporadicamente. E aproveitámos uma visita da minha tia I. (uma pessoa muito especial) que já tem 85 anos para darmos verdadeira vida ao forno. Quero dizer com isto que a minha tia fez broa (como a que se faz na terra do meu pai), tudo do modo antigo. Nomeadamente, a mistura das farinhas de milho e trigo, amassar a broa, esperar que levedasse, tender, cozê-la no forno a lenha. Não vou deixar a receita, porque acho que a receita não é o principal a saber (isso há muitas receitas na internet), acho que o mais importante é saber o ponto certo para a massa, se já levedou e tender bem os pães. Mas isso não se aprender no mundo virtual, só se aprende fazendo.

Além das broas normais, a minha tia ainda fez uma bôla de chouriço, uma bôla de bacalhau e uma bôla de sardinha. Estas bôlas são feitas com a massa normal do pão, mas no interior leva um preparado que consiste na mistura de cebola picada, azeite e colorau com a proteína (chouriço, sardinha ou bacalhau). Quando as bôlas vão a cozer, o preparado coze também e o sabor espalha-se pelo pão.

E aqui ficam as fotografias, mais que as fotografias do pão, são as fotografias que ilustram um momento em família e a partilha de um saber de muito e muitos anos.

Primeiro podem ver o resultado final...

O resultado final
Imagem própria



E agora o processo intermédio...

A massa já levedada
Imagem própria
Aquecer o forno
Imagem própria

Tender a massa
Imagem própria
A confusão instalada
Imagem própria

Já no forno
Imagem própria
Os preparados para as bôlas
Imagem própria

E no fim, foi comer, comer, partir e repatir.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Frascos de sopa, uma ideia para dias de férias

Neste momento estou de férias, aquelas mesmo que vamos passear, viajar, tão bom. E se para os adultos a alimentação em férias não é um problema, para bebés a coisa complica mais um bocadinho. Claro que não faltam soluções comerciais de sopas e frutas em boiões, mas não tem de ser uma opção obrigatória.

Como não viemos de férias apenas para um sítio, eu não sabia muito bem como ia gerir a sopa do Luís. Primeiro, porque nem todos os sítios que vamos ficar têm cozinha. Segundo, porque provavelmente na hora do almoço estaríamos a viajar e principalmente no primeiro dia, sem cozinha, não conseguiria fazê-la. Estava a comentar isto com uma pessoa que me sugeriu que fizesse sopa no dia antes da viagem e depois a guardasse em frascos esterilizados e com vácuo (ver como se faz aqui). E assim fiz.

Na sexta-feira de manhã, antes de começar a viagem fiz sopa e enchi dois frascos, fiz uma sopa básica porque tinha algum receio que mesmo com o vácuo se estragasse (sobretudo se juntasse carne ou peixe), já que ia estar sem refrigeração e podia estar calor durante a viagem. A sopa que fiz foi com cebola, cenoura, batata, courgette e feijão-verde.

Assim, no Sábado decidimos parar em Ponte de Lima para almoçar e lá tinha eu, o meu frasquinho reutilizado com sopa caseira para o Luís (a fruta comprámos no restaurante). No Domingo, o almoço do Luís foi o segundo frasco de sopa, entretanto previa fazer sopa agora à noite para voltar a acondicionar nos frascos para ter sopa para o almoço de Segunda-feira (já que vamos voltar à estrada), mas os espanhóis (ou será melhor dizer galegos?) "enganaram-me". Parece que ao Domingo não há nada aberto que venda vegetais. Logo, quando acordarmos, temos de ir ao mercado local e o almoço será uma açorda de bebé que penso que já não terei tempo para fazer a sopa (tenho de partilhar a receita da açorda convosco).

E assim, os bebés podem comer sopa caseira, mesmo em viagem. Não sei bem quantos dias aguenta, mas pelo menos para dois ou três dias acho que se mantém perfeita, sem necessidade de frigorífico (claro que convem provar primeiro). Mas não se esqueçam, o frasco tem de estar bem cheio e têm de fazer todos os procedimentos.

Aqui está o meu frasco de sopa, antes de ser aberto, no restaurante onde almoçámos no Sábado.

Imagem própria

É sobretudo uma vantagem porque é mais saudável, mas também é uma forma de sermos mais poupados e ecológicos. Embora, ecologia e férias sejam palavras quase impossíveis de conciliar para mim, as fraldas e toalhitas descartáveis usadas e as garrafas pequenas de água (porque não havia nenhum sítio onde pudesse comprar um garrafão) têm determinado um nível de consumo de embalagens muito elevado para o que estou habituada. Até porque com tanta coisa que trouxe de viagem, esqueci-me da minha garrafa de água reutilizável.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Viva as fraldas de pano (oito meses depois)

Imagem própria

Falta um semana para o Luís completar nove meses e aqui continuo à volta das fraldas de pano, com os meus altos e baixos. A boa notícia é que parece que  isto está a correr melhor, sobretudo porque me lembrei (porque não experimentei antes?) de usar as pré-dobradas como absorventes. A questão é que o meu Luís faz muito xixi e com dois absorventes, passado pouco tempo a fralda fica encharcada (neste momento está a dormir com uma fralda com dois absorventes e já a sinto húmida). Seja que tipo de absorvente for, microfibra, cânhamo, bambu, bem se forem os dois de microfibra ainda é pior.

Depois lembrei-me que tenho uns absorventes em cânhamo que se dobram ao meio da B´bies (ver imagem abaixo). Com um absorvente deste mais um absorvente dos outros, já começou a correr melhor. Mas só passado uns dias é que me lembrei de experimentar as pré-dobradas (ver imagem abaixo) como absorventes e é fantástico. Assim, juntando uma pré-dobrada e um absorvente dos outros, a fralda resulta mesmo bem, até porque é um rabiosque cheio de camadas de absorção.

Absorventes de cânhamo
Imagem retirada de http://www.bientot-maman.fr/content/6-fonctionnement-de-la-couche-lavable

Fraldas Pré-dobradas
Imagem retirada de http://www.mita.pt/pages/onde_comprar

O problema é que tenho poucas pré-dobradas e poucos absorventes duplos de cânhamo, então volta e meia tenho de usar dois absorventes normais e a fralda não aguenta tanto. Acho que tenho de comprar mais fraldas pré-dobradas.

Outra coisa que mudei foi a limpeza das fraldas. Ao contrário do que dizem as"regras", quando tiro a fralda ao Luís passo-as por água para tirar o máximo do xixi. O cheiro das fraldas sujas dentro do saco (ainda por cima com calor) era algo que eu não estava a gostar e decidi seguir o conselho da minha sogra, não as deixo de molho, mas passo-as por água.

Por falar na minha sogra, ela está fã das fraldas de pano, ela já gostava da ideia, mas quando foi comigo ao encontro da semana de aleitamento materno e percebeu que eu não sou a única a usar fraldas de pano (nesse dia o Luís tinha uma descartável) ficou mesmo super animada. Tanto que agora estou a passar uns dias na casa dela e o Luís tem usado só fraldas de pano.

O que me chateia é que agora que isto parece estar novamente no melhor caminho, vamos de férias. E em férias longe de casa, sem máquina de lavar, acho difícil usar fraldas de pano (não é que seja impossível). Mas o objectivo não é passar as férias a lavar fraldas à mão. E depois o Luís vai para a creche e aí também não aceitam fraldas de pano, nem toalhitas. Isso é que vai ser produzir lixo a sério. Mas bem nove meses quase exclusivamente de toalhitas de pano e nove meses com bastante uso de fraldas de pano, já não me parece mal de todo. Em casa, posso sempre continuar a usar estes produtos mais ecológicos.

E já agora, hoje no café, estava o meu Luís com uma fralda de pano e um senhor que eu conheço, pensou que ele tinha uns calções, depois quando lhe dissemos que era fralda, ele disse "Ah é uma boa ideia, pelo menos não fazem tanto lixo". Devo confessar que os meus olhos até brilharam de alegria pelo comentário.

Fraldas de pano Urra! Às vezes tenho vontade de comprar mais, algumas de melhor qualidade do que aquelas que tenho. Mas se o meu objectivo é ser ecológica e se as que tenho chegam, acho que não faz muito sentido (sem contar com as pré-dobradas que preciso para usar como absorventes). Quando tiver outro filho, espero bem ter, como já tenho algum stock, já posso investir noutras melhores.

domingo, 31 de julho de 2016

Discos de amamentação, escolha os reutilizáveis

Estava eu a coser os meus discos de amamentação, os quais sofreram uma esfrega no tanque porque alguém (não fui eu) decidiu lavá-los à mão e para sair a lanolina (algo super gorduroso) com água fria só mesmo a esfregar, de tal forma que os meus discos ficaram todos enfrangalhados... Mas bem, como eu ia dizer, estava a cosê-los e lembrei-me que nunca falei aqui sobre os discos de amamentação reutilizáveis.

Quando engravidei, na dúvida se havia de utilizar discos ou conchas de amamentação, comprei as duas coisas. As conchas são de silicone e são mesmo um produto reutilizável, os discos existem os reutilizáveis e os descartáveis. Mas se o meu objectivo era usar o menor número de produtos descartáveis possíveis (nomeadamente tinha o objectivo de usar toalhitas e fraldas reutilizáveis), claro que não ia usar discos de amamentação descartáveis. Assim, além das conchas, comprei dois pares de discos de amamentação da Medela (chamam-se Protector de seio lavável), os quais custaram cerca de 14€ (acredito que haja mais baratos de outras marcas). Por sua vez, uma caixa de 30 discos de amamentação descartáveis, na Well's, custa 4,80€. Mas o barato faz-se caro e faz lixo, gasta energia e recursos escusados. Logo continuo a achar que é mesmo melhor escolher os reutilizáveis.

Já que estou a falar disto, relativamente ao que é melhor, as conchas ou os discos de amamentação, acho que varia conforme as pessoas e conforme a fase de amamentação. No início, quando a produção de leite ainda não estava estabilizada preferi sem dúvida as conchas. No entanto com o passar do tempo e a produção de leite mais constante prefiro os discos. Bem, no fundo, eu prefiro mesmo é não usar nada, aliás é mesmo o mais saudável, deixar os seis apanharem ar. No entanto, quando tenho de sair para algum sítio que não pareça muito bem ficar toda molhada de leite ou que saiba que vou estar bastante tempo sem dar mama (algumas vezes que me tive de me ausentar de perto do meu bebé) uso os discos de amamentação.

Agora vamos ver é se estes discos continuarão a funcionar normalmente depois de terem sido esfrangalhados, espero que sim. Já tenho dúvidas é que os consiga aproveitar quando tiver o próximo bebé.

Mas bem, esta tem sido a minha escolha nestes oito meses de amamentação. Muitos mais meses virão, espero.

Imagem própria

Mas já que falei das toalhitas e fraldas reutilizáveis, tantas vezes mencionadas aqui no blogue, vou fazer o ponto da situação. A utilização de tolhitas reutilizáveis continua imaculada, não quero outra coisa, acho é que vou precisar de comprar mais ou de fazer novas, porque algumas já estão num estado lastimável. Por sua vez, as fraldas reutilizáveis têm tido altos e baixos, há uns tempos achei que estavam a cheirar muito a xixi, fartei-me de as lavar, depois ele é um mijão e a fralda quase não aguenta, por isso vou usando muito mais fraldas descartáveis do que era suposto. Mas pronto, depois tenho uns dias em que me organizo decentemente e Viva as Fraldas de Pano.
Imagem própria

Entretanto, em Setembro o Luís vai entrar na creche, das fraldas como eu própria às vezes não acerto bem com aquilo, nem perguntei se aceitavam fraldas de pano, mas perguntei se aceitavam as toalhitas e a resposta foi negativa. Mas bem, aceitam em vez das toalhitas descartáveis que se opte por compressas, acho que as compressas sempre são mais sustentáveis e saudáveis que as toalhitas descartáveis, por isso acho que a minha escolha vai recair pelas compressas.

Mas não se esqueçam cada vez que optamos por produtos reutilizáveis, em vez de descartáveis, o planeta agradece.

sábado, 30 de julho de 2016

Cozer leguminosas em casa - melhor em todos os aspectos

Uma das memórias mais longínquas que tenho de infância é mergulhar as mãos num pote gigantesco de grão de bico na loja perto da casa da minha avó. Bem, não mergulhava só as mãos no grão de bico, também mergulhava no feijão, mas o grão de bico era o meu preferido. Depois comprava-se dois quilos de grão de bico ou qualquer outra quantidade, lavava-se, escolhia-se e ficava de molho e posteriormente era cozido.

Imagem retirada de http://www.valencyinternational.com/chick-peas-kabuli-specifications.php
É isso, hoje vou falar de leguminosas, quero dizer, vou falar de cozer leguminosas em casa. Eu sei que esta é daquelas dicas de economia doméstica que todos conhecemos. Pelo menos é das dicas de economia doméstica mais faladas. Mas nem por isso vou deixar de falar sobre ela.

Quando me juntei, decidi que cá em casa íamos consumir leguminosas cozidas em casa. Quer das que temos no quintal (normalmente apenas feijoca e algum feijão vermelho), quer das de compra. No entanto, sempre reconheci a praticidade de comprar feijão ou grão enlatado, é sempre útil ter em casa para uma emergência. O problema é que a ideia de ter em casa para alguma emergência, se tornou num hábito de consumo, sobretudo depois do Luís nascer. Ele veio mudar a nossa vida e hábitos, nem sempre para melhor, o tempo é escasso.

No entanto, cozer leguminosas não custa nada, podemos pôr uma grande quantidade de molho e cozer vários quilos de uma só vez e depois guardar as leguminosas, congelando-as. E foi isso que fiz recentemente, cozi imensa feijoca e tenho cinco caixas plásticas congeladas (eu tenho espaço para tal).


Recipientes com feijocas cozidas para congelar
Imagem própria

A nível económico, cozer feijão ou grão em casa fica muito mais barato do que comprar em frascos ou latas. A nível de saúde, o grão e o feijão enlatado já têm adicionados conservantes e sal, por exemplo os bebés quando começam a comer leguminosas não devem comer das que se compram já cozidas por este motivo. A nível ambiental, obviamente que também tem vantagens, sobretudo se como a feijoca que cozi vier do quintal, mas mesmo que se tenha de comprar as leguminosas, em cru ocupam muito menos espaço, logo as embalagens usadas são menos (melhor ainda se forem compradas a granel em grandes quantidades), sem contar com todos os processos industriais por que passam as leguminosas antes de serem enlatadas. No entanto, se comprarem leguminosas já cozidas embaladas, quer para questões de emergência, quer para uso habitual, escolham os frascos de vidro em detrimento das latas (estou a preparar uma publicação sobre latas para breve). Afinal, os frascos são facilmente reutilizáveis como podem ver abaixo.

No entanto, há algo sobre o feijão que vos queria contar, nas latas e frascos normalmente não vem a origem do produto. Mas nos pacotes que vendem as leguminosas cruas costuma constar essa informação, há umas semanas fui comprar feijão no Jumbo e originário de Portugal só havia um feijão a granel e biológico (tudo coisas boas), mas que era carissímo. Todo o outro feijão tinha as seguintes origens: Brasil, Estados Unidos da América, México, Canadá, Irão e Azerbeijão (é capaz de me faltar mais algum país de origem do feijão, mas não havia nenhum de Portugal, nem da Europa próxima). E pronto eu comprei um quilo de um feijão distante em vez de comprar o feijão português biológico caríssimo. Eu sei que a escolha não devia ter sido esta, mas pronto.

Por isso, sem dúvida que é mesmo melhor eu ter feijão no quintal do que comprar feijão de países tão distantes.

Mas bem, por falar em frascos, tal como o ano passado já comecei a fazer a minha polpa de tomate anual e a reutilizar os frascos.

Imagem própria

sábado, 25 de junho de 2016

As batatas já nascem pré-fritas e ultracongeladas?

No outro dia constatei que a maioria das pessoas (não tenho dados que comprovem que é a maioria, mas vamos fingir que tenho) compram batatas pré-fritas e ultracongeladas. Eu sabia que o faziam para as batatas de fritar, mas não sabia que o faziam para assar batatas. No fundo, eu desconhecia completamente que existiam a vender batatas pré-fritas e ultracongeladas para levar ao forno. Desconhecia, porque é uma secção do supermercado que não costumo frequentar. Comprar legumes congelados não é comigo.

Mas qual o problema dos outros consumirem batatas ultracongeladas? O problema não é nenhum, cada um consome o que quiser. Mas qual a vantagem? A facilidade, talvez. Mas dado que a nossa saúde está ligada ao que comemos, acho que não é a melhor opção. Como se sabe qualquer alimento processado é sempre pior que o mesmo alimento de forma natural. Por um lado, porque lhe são associados outros ingredientes, conservantes e coisas do género. Por outro lado, comer os alimentos na sua forma natural é mais saudável, descascar as batatas e logo de seguida cozer, assar ou fritar, sem dúvida que não se perdem tantos nutrientes como batatas que já passaram por diversos processos industriais. Assim, comer batatas feitas em casa a partir de batatas no seu estado natural é sem dúvida a melhor opção.

Imaginem a diferença entre, comprarem, descascarem, partirem e cozinharem uma batata e todos os processos industriais associados às batatas pré-fritas e ultracongeladas. Imaginam? Todos estes processos também têm custos ambientais, obviamente. 

Mas a questão para mim nem é ambiental, é mesmo uma questão de sabor, batatas que sabem a batatas são melhores, além disso é uma questão de tratar da nossa alimentação. Eu também como muitos alimentos processados e batatas fritas ultracongeladas quando almoço ou janto fora. Mas já bastam essas vezes, em casa podemos ser o mais naturais e saudáveis possíveis.

Além disso, as batatas pré-fritas e ultracongeladas, no caso de batatas fritas, nunca têm uma característica que muito aprecio, talvez para os outros seja defeito... Adoro!!! Adoro, mesmo, batatas fritas heterogéneas, aqueles palitos que de um lado são tão finos que são estaladiços e de outro lado são tão grossos que parece que a batata cozeu em vez de fritar. Acham estranho? Mas é mesmo assim que as batatas fritas me sabem bem e isso só é possível com batatas cortadas à mão.


Entretanto, andava aqui à procura de razões para não se consumir batatas pré-fritas e ultracongeladas e encontrei esta publicação no blogue BabySol - Segurança Alimentar e Nutrição Infantil. A autora fez uma lista de dez produtos a abater, entre os dois estão este tipo de batatas e refere o seguinte sobre este produto:

"Já repararam que as batatas fritas industriais são cortadas fininhas? E sabem porquê? Deste modo, é aumentada a estabilidade à congelação mas a área de contacto com a gordura e sal também é maior...

Recentemente veio a público mais um problema de segurança alimentar: a formação de acrilamida, substância cancerígena e resultante da formação do tom dourado nos produtos alimentares. Por outro lado, é sabido que o consumo de alimentos fritos é prejudicial e contribui, a longo prazo, para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Mas ainda não é tudo...Como compreendem, os óleos de fritura destes produtos não são substituídos com a frequência necessária, além disso muitas vezes o produto já contém sal na sua composição o que ainda degrada mais os óleos...E como se não bastasse, muitos desses óleos contêm gorduras hidrogenadas, o que lhes confere maior estabilidade às elevadas temperaturas, mas que também são cancerígenas, causando danos quando consumidas a longo prazo."

Por isso, mais vale mesmo fritar batatas em casa de forma tradicional do que fritar batatas que já foram pré-fritas e depois disso congeladas. No caso das batatas para assar também, afinal estamos a assar batatas que já foram pré-fritas, mais vale comprar batatas e se queremos acelerar o processo, podemos cozê-las ligeiramente primeiro antes de as assar no forno.

Esta é a minha opinião e a sugestão que vos dou, pela vossa saúde. O mesmo vale para o puré, cá em casa também não compramos puré instantâneo, o puré tradicional demora a fazer, é verdade, mas o sabor não tem comparação. Claro que terem um saco de batatas pré-fritas pode dar jeito para uma eventualidade, mas não façam disso um hábito, já basta as batatas que comemos fora de casa.

E não, as batatas não nascem pré-fritas e ultracongeladas, as batatas nascem da terra. E se forem batatas da vossa região ainda melhor. No café da minha avó, as batatas vinham todas da quinta da frente do café ou das terras da Costa de Caparica (sobre a agricultura do local), sim no café da minha avó as batatas fritas eram todas descascadas e cortadas manualmente. Num processo com poucas perdas e poucos recursos gastos. As cascas das batatas eram guardadas para um senhor que criava porcos.




Imagem retirada de http://terramanhada.blogspot.pt/p/batatas.html


E não se esqueçam comida de verdade não tem ingredientes.

Imagem retirada de https://www.facebook.com/JustEatingRealFood/photos/a.194715737322535.40389.194159110711531/956959074431527/?type=3&theater



quinta-feira, 16 de junho de 2016

Pague com trocos pelo ambiente

Ultimamente tenho tido um grande problema na minha loja, a falta de moedas de um euro e de dez cêntimos. De repente, nós que estávamos acostumados a ter bastantes moedas, deixámos de ter, os nossos clientes começaram a pagar mais com notas do que era costume. No nosso caso, embora isso nos poupe a chatice de contar moedas para depositar, tem dois factores negativos: a falta de trocos nas máquinas podem fazer com que deixemos de vender alguns produtos; a dificuldade arranjar dinheiro em moedas, mesmo pedindo no banco, eles não têm assim tantas moedas para todos os comerciantes que precisam.

Mas porque nos faltam tantas moedas? É simples, se num dia dez pessoas forem com notas de dez euros comprar um produto de um euro, só nessas dez pessoas vamos dar noventa moedas de um euro de troco. Sim, noventa moedas não é brincadeira.

Mas afinal o que tem isto a ver com ambiente? Tem mais do que parece. Quando li o livro Dormir nú é ecológico, uma das medidas da autora era pagar com dinheiro trocado sempre que possível. Facilitar o troco e não acumular moedas, faz com que existam mais moedas em circulação efectiva e, por isso, a necessidade de cunhar nova moeda é menor. Logo, ao cunhar menos moeda poupa-se recursos e energia. Na altura, não pensei muito na profundidade desta medida, mas também já sou ecológica neste aspecto. A realidade é que sou daquelas pessoas que paga sempre trocado (a não ser que não tenha) e antes de me pedirem para facilitar o troco já eu estou a procura de um, dois ou sete cêntimos.

Todavia, sei que há quem nunca tenha cêntimos para facilitar o troco porque todos os dias tira essas moedas da carteira para não andar pesado. Nunca entendi esta ideia, mas tenho uma amiga e uma tia que fazem isso, o que me tem dado muito jeito, pois são duas boas fornecedoras de moedas de dez cêntimos. Mas nem quero imaginar a imensidão de moedas de um e dois cêntimos que têm em casa.

No fundo, a questão é a seguinte, um determinado país (ou a zona euro, por exemplo) pode ter x moedas em circulação, mas as moedas em circulação efectiva são num número muito menor, por isso faltam moedas, as quais existem, mas acumuladas por aí. Claro que as moedas que não circulam são sobretudo as de pequeno valor.

Sobre a questão ambiental associada a isto podem ler esta publicação que talvez explique a questão melhor do que eu fiz. A acumulação de moedas por parte de pessoas comuns também tem criado problemas em diversos países, como por exemplo no Brasil, onde a crise de trocos foi realmente intensa como se pode ver aqui e aqui. Na realidade, o país foi obrigado a produzir mais moedas, não porque haja poucas, mas porque estas não circulam, o que faz com que não cumpram a sua função. O que cria problemas para quem compra que não quer ficar sem o seu troco e problemas para o comerciante que não consegue arranjar trocos. Por isso, existe a necessidade de produzir moeda e gastar recursos que no fundo são desnecessários. E não sei se a produção de moeda sem necessidade efectiva se cria problemas económicos, tipo inflação ou assim, alguém que perceba de economia que me explique. Mas obviamente que além da questão dos recursos gastos a nível ambiental, existe ainda a questão do dinheiro que o estado gasta na produção de moeda, dinheiro de todos os contribuintes que podia ser canalizado para outros sectores.


Imagem retirada de http://karicatiras.blogspot.pt/2012/01/9-troco-em-bala.html


Por isso, já sabem facilitem sempre o troco, pelo comerciante e pelo ambiente. Mas bem, o problema também são os mealheiros, afinal quem não tem um? Eu tenho, mas estou sempre a ir tirar moedas de lá e troco por notas. Mas o Luís também tem um mealheiro do Montepio, daquelas que só se abrem no banco, já está cheio, amanhã vamos ao banco abri-lo. Ena, ena, mais moedas pequenas em circulação.

Digam lá se os mealheiros não são super fofinhos? O do Luís é azul.

Imagem retirada de http://ei.montepio.pt/es-jovem-o-montepio-complementa-tua-poupanca/

terça-feira, 31 de maio de 2016

Destralhar, o minimalismo e as canetas

Nos últimos tempos tenho lido bastante sobre o minimalismo, a ideia que ter menos é melhor. Ter pouco, o essencial, deixa-nos tempo livre. Afinal ter muitos objectos normalmente ocupa-nos mais tempo e atenção, a limpar, organizar, etc, etc. Todavia, para mim, a solução não passa por descartar os objectos para o lixo, mas sim por os maximizar e, dando tempo ao tempo, ter cada vez menos. O que quer dizer, usar tudo até ao fim da vida ou reencaminhar os objectos para alguém que precise e depois não cair na tentação de comprar outros para o lugar destes. A não ser que seja realmente necessário.

Quem conhecia a minha mãe e conhece o meu pai sabe que é difícil ter poucos objectos estando perto deles, a não ser que mande as coisas fora e isso não está em questão. Deste modo, este processo vai levar muito tempo e requer muita paciência. Por isso mesmo, acho que irei continuar a almoçar durante os próximos 40 anos nos mesmos pratos que já têm 40 anos e ainda estão impecáveis. Sim, já não se usam, mas almoço em pratos das loiças de Coimbra (já não existem estas fábricas) que já devem ser peças vintage. Certamente uma mais valia ou talvez não.

E claro vou continuar a usar panos da loiça com o calendário de 1995 e a usar as toalhas de mesa que a minha mãe costurou para o café da minha avó há uns vinte anos atrás. Claro que só uso porque quero, sei que há coisas mais bonitas no mercado, mas sinceramente não me faziam mais feliz e não quero descartar estas coisas só porque não se usam mais.


Até os acho bem giros
Imagem própria


Então o meu lema é destralhar, mas sem deitar coisas em bom estado no lixo, por isso ou as dou a quem precisa ou uso até ao fim da vida. Mas o mais importante para ajudar a destralhar é não comprar, nem aceitar mais tralha.

Relativamente às canetas que menciono no título, quando era miúda fazia colecção, o que significava que a minha mãe comprava imensas canetas para me oferecer e o meu pai pedia canetas em todo o lado (acho que nunca perdeu esse vício). Mas deixei de fazer colecção para aí quando acabei a escola primária, ou seja há uns vinte anos.

Acho que tinha uma quantidade de canetas como as desta foto que encontrei no olx.

Imagem retirada de https://olx.pt/lazer/coleccoes-antiguidades/guarda-guarda/#from404

O que significou que durante o ensino básico, secundário e universitário nunca tive de comprar canetas, até porque volta e meia iam aparecendo umas novas, sobretudo na faculdade quando ia a conferências. Depois levei canetas para os meus empregos (nenhuma das empresas tinha canetas próprias e na segunda empresa em que estive pedir uma caneta era quase cometer um crime) e posteriormente para a minha loja. Entretanto pelo meio mandei muitas canetas fora porque secaram. Mas mesmo assim, ainda tenho bastantes, mesmo já tendo deixado de aceitar brindes há algum tempo.

Mas no outro dia, o meu marido que ultimamente tem tido umas ideias muito sustentáveis de que muito me orgulho, decidiu levar várias canetas para a empresa onde trabalha. De notar que ele trabalha numa multinacional com milhões de lucro, onde tem canetas disponíveis quando quer. Aquela empresa típica de onde as pessoas trazem canetas, mas que ele deciciu levar canetas para não usar mais recursos e para destralhar mais um bocadinho a casa. Bem bom! Até porque as canetas não são recicladas, logo precisamos mesmo de consumir/produzir menos destes produtos.

Mas ando eu em processo de destralhar quando chega o meu pai e diz "O B. deu-me um fato de mergulho e material de pesca submarina que ia deitar fora", respondo "Oh pai, mas para que tu queres isso?", "Então ele ia deitar fora e estava em bom estado. Mas o primo J. já meteu no olx à venda". Ao menos já está a venda.

Ponto positivo do meu pai: não gosta de mandar nada que esteja em bom estado para o lixo; ponto negativo: não se importa de acumular o "lixo" dos outros, porque pode dar jeito algum dia. Pelo menos neste caso foi logo posto à venda.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Prisão de ventre do bebé: os antigos é que sabem

Isto entra na categoria de coisas que por mais ecológicas e sustentáveis que sejam eu nunca pensei fazer. Mas fiz, e depois de o fazer vi a grande vantagem ambiental da coisa, não se produz lixo, porque não se usam embalagens.

Conhecem a maravilhosa couve galega, aquela que se usa para a melhor sopa do mundo, caldo verde, claro, conhecem, não conhecem?

Imagem retirada de http://plantidias.pt/index.php/couve-galega#item_0

O Luís quando começou com a alimentação complementar ficou muito preso dos intestinos e eu tive de recorrer ao bebegel (são uns tubinhos plásticos com glicerina, por vezes basta estimular com o tubo, mas no caso do Luís foi necessário usar a glicerina, a qual tem um efeito laxante). Mas mesmo com o bebegel, a coisa era complicada, então a minha sogra veio cá a casa e disse para fazermos com um talinho de couve e azeite (azeite extra virgem, claro!), o qual também tem efeito laxante. E ela fez, eu já estava por tudo, e não é que foi tiro certo, teve mais efeito que o bebegel.

Todavia, não aconselho ninguém a fazer isto, a não ser que alguém lhe explique a forma correcta de o fazer. Até porque convém terem couves vossas, já que o talo tem de estar rijo, não pode ser de uma couve apanhada há dias.


Talos de couve
Imagem retirada de http://come-se.blogspot.pt/2014/07/e-tudo-couve-neste-inverno.html

Segundo a minha sogra é muito melhor o talo da couve que o bebegel, porque este último cria habituação, isto é mito, quer dizer ambos criam habituação. As verdadeiras vantagens são a económica, não se gasta dinheiro e a ambiental, não se geram resíduos. É que usamos o talo para a prisão de ventre e a couve para a sopa, dois em um.

Mas se não tiverem couves, nem ninguém que vos explique como fazer, não tentem. Afinal não querem um talo de couve partido no rabiosque do vosso bebé. Mas não se esqueçam, os antigos tinham soluções muito mais amigas do ambiente que as nossas.


sexta-feira, 6 de maio de 2016

Limonada, refrescos e Coca-Cola

Claro que eu sei que não há nada melhor que beber água, já o tinha dito anteriormente. Sobretudo, desde a gravidez e consequentemente na amamentação que é o que mais bebo. Mas vou confessar-me, às vezes, quase nunca, mas ainda assim algumas vezes bebo refrigerantes e néctares (estes bebo mais vezes). Mas podemos beber bebidas refrescantes feitas em casa e é disso que vou falar hoje. São baratas, fáceis de fazer e não produzem resíduos (ou quase não produzem).

Limonada

Limonada, nada mais fácil e tenho imensos limões no quintal. Basta espremer uns quatro limões para um jarro de 2 litros e depois juntar água e açúcar q.b. Não custa mesmo nada, podemos completar com uma folhas de hortelã (também tenho no quintal). Quem fala em limonada, fala também em qualquer sumo natural.

Imagem própria

Refresco de Chá

Quando era pequena, a minha mãe fazia muito refresco de chá, entretanto apareceram os Ice Tea (bem menos saborosos que o refresco de chá) e começou a fazer menos e eu a beber mais coisas industrializadas. O refresco de chá é fácil também, faz-se chá preto junta-se umas cascas de limão (e açúcar q.b., se quiserem) e já está, deixa-se arrefecer e depois põe-se no frigorífico. No outro dia, fiz refresco de lúcia-lima, basicamente a mesma coisa, mas em fez de se fazer a infusão do chá, faz-se a infusão das folhas de lúcia-lima. Ultimamente não tenho feito refresco de chá para não abusar na teína.


Refresco de Café ou a Coca-Cola da Tia Laura


O refresco de café é igual ao refresco de chá, mas como o próprio nome indica é feito com café. Este quase nunca faço, mas é dos que bebia mais em criança. Aliás, acho que nem bebia refresco de café, penso que era refresco de cevada. Quando era criança costumava almoçar na minha tia-avó Laura, também almoçava lá a minha prima e às vezes a vizinha, éramos todas crianças e devíamos-lhe pedir Coca-Cola. Então ela dava-nos uma Coca-Cola especial que segundo ela era Coca-Cola verdadeira, mas a que ela tirava o gás. É óbvio que nós sabíamos bem que aquilo não era Coca-Cola, mas eu gostava bastante, aliás até acho que gostava mais que do refrigerante.

E nunca se esqueçam... se quem inventou a Coca-Cola não foi a minha tia Laura, certamente terá sido inventada num país socialista e depois copiada pelos norte-americanos... certamente, terá sido esta a realidade....


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