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terça-feira, 30 de maio de 2017

Pequenas mudanças, grandes soluções (Caparica)

E porque a vida não é só falar mal e criticar, hoje venho falar de uma medida positiva... Já há bastante tempo, falei dos problemas de lixo na minha área residencial, podem recordar aqui e aqui, na altura cheguei a enviar email à Câmara Municipal de Almada, o qual nunca foi respondido, nesse email entre outras coisas, escrevi o seguinte:

"Há um longo tempo que há uma situação que muito me desgosta, junto ao mercado municipal do Monte da Caparica. Neste local existe uma quinta, propriedade privada onde todos os anos fazem a festa popular local, para a qual estão sempre a voar plásticos vindos do mercado. Embora essa quinta seja propriedade privada, a sujidade que nela se acumula tem origem no mercado, não sei se por falta de limpeza, falta de contentores ou por preguiça dos vendedores."

Enfim, nunca pensei mais no assunto, até que dia após dia, comecei a reparar que a vila está mais limpa, tem-se acumulado menos lixo, e foi aí que percebi porquê. Fizeram obras no recinto do mercado, fechando com uma grade a parte onde se faz o mercado de rua, não sei se esta obra teve como objectivo solucionar o problema do lixo, mas a verdade é que reduziu em grande parte o lixo que se dispersa. Ao voar e a bater nas grades, o lixo cai e é mais facilmente recolhido pelos funcionários (espero sinceramente que também o separem, mas pelo menos já não voa com tanta facilidade).

Imagem própria
Imagem própria

Entretanto, ao passar lá reparei que além das grades foram postas estas mensagem que apelam para um maior cuidado por parte da população. Afinal, se calhar esta obra teve mesmo o propósito de reduzir o lixo que se espalha pela vila. Sei que é raro, mas desta vez dou os parabéns e acho que foi uma óptima iniciativa/solução, a qual demonstra que alterações simples, muitas vezes têm grande efeitos positivos no dia-a-dia.

Imagem própria


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Adeus calçado: shoe box do Sporting

Há uns anos atrás, quando eu ainda era uma anti-capitalista e ambientalista que consumia inconscientemente e por isso "injectava" dinheiro em grandes empresas multinacionais (ok, ainda o faço), tinha uma grande paixão por ténis All Star. Talvez um bocadinho porque acreditava que com All Star tinha um ar de ser anti-capitalista, ambientalista e alternativa ou então simplesmente porque gostava deles. Agora a sério, gostava mesmo deles independentemente da marca e de serem feitos na Ásia, provavelmente por mão-de-obra mal remunerada ou mesmo escrava. Adiante.

Gostava tanto deles e achava que ficavam bem nas minhas fotografias que transmitiam mensagens profundas ou talvez não. Como por exemplo, aqui.

Imagem própria

A verdade é que os anos foram passando e eu continuei apegada aos ténis e não só aos desta marca, mesmo que já os usasse muito, muito raramente. Eles ainda não estavam estragados para os mandar fora, mas usar uma vez de dois em dois anos não me parece um motivo válido para continuar a guardá-los. Mas também ainda não sabia o que lhes ia fazer, por isso guardei.

Mas foi o Sporting (blherg) que me deu a ideia, juntar todo o calçado que não se usa cá em casa e...

Imagem retirada de https://www.facebook.com/FundacaoSporting/photos/a.262841600502443.58418.176452279141376/1028782220575040/?type=3&theater

"A Fundação Sporting apresenta a Shoe Box, uma iniciativa solidária organizada pela Green Media - Agência de Comunicação em parceria com a organização HELPO ONGD. O objectivo é recolher calçado para crianças e jovens residentes em Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Trata-se de uma iniciativa que pretende promover a escolaridade nestes países, uma vez que, um dos motivos do abandono escolar é a carência de calçado!

Contamos com o vosso apoio!

Juntos vamos calçar Moçambique e São Tomé e Príncipe!"

Até dia 25 de Novembro já sabem, podem ajudar a calçar alguém que precisa mais que vocês. Entretanto estive a avaliar mesmo todo o meu calçado e andava a pensar que tinha de comprar uns ténis novos, mas não tenho. A verdade é que se quero ser verdadeiramente anti-capitalista e ambientalista, tenho de racionalizar completamente o uso de tudo, nomeadamente do calçado. Fiquei com o calçado suficiente até à Primavera, acho que depois apenas tenho de comprar umas sandálias.

Adeus sapatos, adeus abundância desnecessária, o menos é mais.

Adeus All Stars e outros sapatos de tantos bons momentos, mas a vida não se faz de bens materiais (foram mais do que estes que estão na fotografia).

Imagem própria

 

sábado, 22 de outubro de 2016

Trash me

Trash me é o nome de um dos projectos de Rob Greenfield, no qual o activista tinha como objectivo mostrar a quantidade de lixo que um americano médio faz num mês. Com esse intuito, a fazer uma vida de consumo de um americano médio (sim, porque Rob leva uma vida de lixo zero) foi juntando todo o lixo que fez no seu corpo. Isso mesmo, durante um mês Rob juntou todo o lixo em sacos à volta do seu corpo, o objectivo foi/é mostrar visualmente a quantidade que uma simples pessoa pode fazer de lixo num mês. O desafio acabou dia 20 de Outubro e Rob juntou mais de 84kg de lixo e o resultado foi este:

Imagem retirada de https://www.facebook.com/RobGreenfield/photos/a.278209438972808.66220.276444342482651/1008724265921318/?type=3&theater

Acho que é devastador, não acham? Em Portugal e na Europa em geral, a quantidade de lixo per capita é inferior à de um norte-americano, mas mesmo assim há-de ser enorme. Já imaginaram se cobrissem o vosso corpo com todo o lixo que fazem num mês? Acham que conseguiam aguentar o peso? Também não sei se a natureza aguenta o nosso peso.

Acho que esta imagem é poderosa e que devemos verdadeiramente reflectir sobre o que andamos a fazer ao mundo.

Deixo-vos também o filme de apresentação do projecto, podem saber mais sobre este projecto e outros de Rob Greenfield na sua página pessoal e/ou segui-lo no seu facebook.


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Movimento Lixo Zero

O mês passado foi editado em Portugal o livro Desperdício Zero da autora Bea Johnson, o qual pretende mostrar como uma vida com menos lixo pode ser uma vida melhor e o que devemos fazer para tal (ainda não li o livro). Inspirando-se neste caso, a Ana do blogue Ana, Go Slowly fez um maravilhoso ficheiro em excel com várias dicas sobre produtos e hábitos que podemos alterar para reduzirmos o nosso lixo. Podem consultar a publicação onde explica o que a fez tomar esta iniciativa ou consultar directamente o ficheiro excel, o qual está partilhado na rede e é editável por todos (podem incluir as vossas dicas).

Além do ficheiro, gostaria também de vos convidar a fazer parte do grupo de facebook Lixo Zero Portugal, no qual partilhamos dicas, conhecimentos e ideias sobre como reduzir o nosso lixo, pelo bem de todos.

Imagem retirada de https://plataformaituiutabalixozero.wordpress.com/category/plataforma-ituiutaba-lixo-zero-2/

Claro que nem todos temos de chegar ao objectivo de lixo zero, eu estou bem longe dele, no entanto é dia-a-dia que caminhamos para essa meta. É com pequenas acções que chegamos lá ou quase lá. Vamos começar hoje?

Pense: Quanto lixo consumiu hoje?

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Boas práticas: pastilhas elásticas e beatas de cigarros

Nas publicações mais recentes falei sobre questões relativas às pastilhas elásticas e às beatas dos cigarros, nomeadamente o problema de serem deixadas em meio natural ou em meio urbano. Mas hoje na página de  facebook Lisboa, capital europeia do lixo (convido-vos a gostarem da página, é sempre bom sabermos o que se passa nas nossas ruas) foi publicada uma fotografia da cidade de Guimarães, a qual pelos vistos tem Papa-Chicletes e EcoPontas.

Imagem retirada de https://www.facebook.com/lisboacapitaldolixo/photos/a.206767729400310.49860.206762056067544/1086916564718751/?type=3&theater

Entretanto fui pesquisar e encontrei esta notícia Guimarães instala Papa-Chicletes e EcoPontas para eliminar resíduos do chão que explica o seguinte:

" Câmara Municipal de Guimarães apresentou o “Papa-Chicletes” e o “EcoPontas”, duas novas estruturas de mobiliário urbano que pretendem contribuir para a redução de chicletes e pontas de cigarro atiradas para o chão, dois dos resíduos mais encontrados nas praças e ruas da cidade. O processo de reciclagem a que serão submetidos, posteriormente, permitirá a sua conversão e valorização científica, transformando-os em novos produtos disponíveis para a comunidade, desde a formação de novos plásticos ou de papel, passando pela energia ou agricultura."

Já é uma boa notícia saber que estes resíduos não vão para ao chão, ainda é melhor saber que vão ser valorizados e não simplesmente deitados no lixo comum e posteriormente em aterro. Uma excelente iniciativa que devia ser imitada por todos os municípios do país.

sábado, 1 de outubro de 2016

Uma segunda vida para os óculos

Hoje, dado que estava em Coimbra decidi ir procurar no Jumbo se tinham cotonetes biodegradáveis (isto porque há uns tempos me tinham dito que costumava haver destes cotonetes no Jumbo de Coimbra e Leiria), mas não encontrei. Mas estava a sair do Jumbo e algo chamou a minha atenção, junto aos contentores de recolha de diversos materiais, está este:

Imagem própria
 E lá dentro isto:

Imagem própria
Eu não sabia que existiam contentores de recolha de óculos usados. Sabia que eram reciclados porque numa visita a uma estação de triagem de resíduos mostraram-me um "produto" que pareciam umas aparas que é o resultado da transformação/reciclagem dos óculos. Eu não sei bem para que servem essas aparas. Mas pensava que apenas as lentes que ficam nos oculistas eram recicladas. Não conhecia este tipo de recolha de óculos usados.

Esta ideia é diferente, não é tanto a reciclagem, mas sim a reutilização. Basicamente os óculos recolhidos vão ser triados e os que estiverem em bom estado vão ser dados a pessoas em carência socioeconómica, sobretudo em países com populações mais empobrecidas. Os restantes óculos seguem para reciclagem propriamente dita.

Esta iniciativa é realizada pela organização Lions Club International e no site podem ver a seguinte informação:
"Mudando vidas, um par de cada vez 
Em quase toda casa é possível encontrar um par de óculos que não é mais usado. Esse mesmo par de óculos pode mudar a vida de outra pessoa.

Reciclagem em Prol da Visão do Lions
 
Foi por isso que iniciamos o programa Reciclagem em Prol da Visão do Lions. Todos podem ajudar.
Durante o ano, Leões, Leos e outros voluntários coletam óculos usados e os entregam aos Centros de Reciclagem de Óculos do Lions (LERC) regionais. Os voluntários do LERC limpam, classificam por prescrição e embalam os óculos. Os óculos reciclados são distribuídos a pessoas carentes em comunidades de baixa e média renda, onde terão o maior impacto."

É mesmo verdade, todos temos uns óculos perdidos no fundo da gaveta, eu tenho dois pares que permanecem lá, guardados porque eu não sabia o que lhes fazer. Agora já sei.

Entretanto andei à procura na internet, mas não encontrei uma lista dos sítios com contentores para recolha de óculos em Portugal. Por isso, só sei que existe este contentor no Alma Shopping em Coimbra (junto ao Jumbo), mas acredito que haja mais por aí espalhados. Alguém conhece mais algum sítio com estes contentores? Se sim partilhem. Talvez o mais fácil seja para quem tiver óculos para entregar enviar um email para o Lions Club International mais perto da sua casa a perguntar onde pode entregar os óculos. Eu já sei, da próxima vez que vier a Coimbra trago os que lá tenho.

Esta iniciativa ajuda a destralhar as nossas gavetas, ajuda alguém no mundo e claro, ajuda o ambiente.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Pastilhas elásticas, uma compra inconsciente e as caixas dos supermercados

Lembro-me de ver uns documentários, há uns anos, sobre consumo e como a nossa mente se modifica quando entramos em lugares de consumo. A necessidade de consumir e o consumo por impulso. Vi esses documentários na cadeira de Geografia do Comércio e do Consumo e confesso que foram muito importantes para me sentir mais fortalecida nesta luta Pessoa vs Consumo. A partir daí, fui aumentado o meu conhecimento e o meu controlo sobre o que compro, nomeadamente a decifrar se realmente devo aproveitar ou não uma promoção e a não me deixar levar por publicidade ou pela disposição dos artigos nas lojas. Quer dizer, isto achava eu!

Há uns tempos, fui fazer umas compras ao Continente e tinha um talão daqueles de desconto de 5€ em 20€ de compras. É de aproveitar não é? Ainda por cima são mesmo coisas que eu tinha de comprar. Logo se posso poupar 5€ devo aproveitar. Até acho que sim, mas...

Cheguei à caixa e tinha-me enganado a fazer as contas, o total não chegava a 20€, eram 19 euros e tal... e assim não podia passar o desconto... e naquela ânsia de supermercado, pensei "deixa estar não faço o desconto", "mas ainda são 5€", "mais vale não fazer", "mas", "MAS" "MAS"... A rapariga da caixa disse-me, "porque não leva uma caixa de pastilhas" e eu, "ah sim", peguei nas pastilhas e pronto já fazia 20€. E com o desconto que ficou em cartão, no fundo só paguei 15€. Mas na realidade, eu não queria as pastilhas e sim, elas só estão ali junto à caixa devido às compras por impulso. E eu que ando aqui contra o consumismo comprei as pastilhas, só para ter um desconto.

Comprei um produto que não queria, que não precisava, um produto que obviamente teve de ser feito e para tal tiveram de ser gastos recursos. Em vez das pastilhas, mais valia ter comprado um pacote de arroz ou massa, algo com utilidade e que não se estraga. Mas não! Foi logo ali, o primeiro produto que me apareceu à frente. Só quando cheguei ao carro é que pensei "Que estupidez! Quantos milhares de pacotes de pastilhas no mundo inteiro se vendem por impulso?".

Sobre estas armadilhas que os supermercados têm, encontrei esta publicação e cá está cai numa delas. Esta publicação refere-a como armadilha nº6, basicamente consiste nas guloseimas de baixo preço que estão perto da caixa (local onde as pessoas estão algum tempo paradas) e quando adicionadas às compras, não fazem com que a conta aumente muito e parece que nem gastámos dinheiro. Mas vejam aqui, Armadilhas do varejo elevam conta em 15%.


É! Isto são caixas "demoníacas", cheias de coisas que não precisamos...
Imagem retirada de http://umserpai.blogspot.pt/2016/02/jovem-delinquente.html

Depois de pensar e repensar nesta história das pastilhas (se calhar acham que estou a exagerar), o que mais me chateou é que comprei um produto que não necessitava, que não me apetecia, que não faz bem nenhum à minha saúde, que utilizou energia e água para ser feito, transportado, etc, etc., e que faz mal ao ambiente, uma vez que as pastilhas são feitas a partir de derivados do petróleo. E para completar que aumentam a quantidade de lixo e quando deixadas na natureza são perigosas para os animais, nomeadamente para os pássaros.

No meu caso, o pior é que eu depois de uma infância é que engolia pastilhas elásticas, já tive uma fase de não as consumir. Quando andava no 9º ano fui a uma visita de estudo à fábrica da Gorila e conheci os processos de fabrico, na altura achei aquilo tão nojento, aquela pasta peganhenta e gigantesca, que decidi nunca mais mascar daquilo. O nunca mais ainda durou uns anos, pois só voltei a mascar pastilhas já andava na faculdade e sinceramente não sei qual a razão para ter voltado a consumir o produto. Devo ter-me esquecido daquele cheiro horrivel, exageradamente doce, que inundava a fábrica das pastilhas. De qualquer modo, nunca fui uma consumidora assídua, mas volta e meia, lá iam umas pastilhas.

Mas agora acabou-se, depois de ter caído nas armadilhas dos supermercados e ter pensado novamente a sério nas pastilhas, já decidi que não as volto a mascar novamente (vamos ver se a decisão desta vez é para sempre).

Entretanto, e só por curiosidade, descobri que existe uma Gum Wall em Seattle e a Bubblegum Alley em San Luis Obispo, ambas nos Estados Unidos da América. Basicamente são paredes cobertas de pastilhas elásticas usadas que se tornaram em grandes atracções turísticas. A mim, devo confessar que só de pensar me mete nojo.


Bubblegum Alley
Imagem retirada de https://en.wikipedia.org/wiki/Bubblegum_Alley

Entretanto, a fazer esta publicação encontrei umas boas notícias, nomeadamente Suiça: chega de guloseimas nos caixas de supermercado. Frutas no lugar delas.. Basicamente, os conhecidos supermercado Lidl trocaram em várias caixas as guloseimas por fruta, na notícia fala dessa realidade na Suiça e Reino Unido. Já que é para comprar por impulso mais vale que seja fruta do que guloseimas. Acho que está na altura de falarmos com os supermercados que operam em Portugal a pedir uma medida idêntica.

Neste sentido redigi a seguinte mensagem:

"Bom dia

Estou a contactar-vos, uma vez que como vossa cliente gostaria de fazer uma sugestão, relativamente aos produtos que se encontram próximos das caixas dos vossos hiper e supermercados.
Os produtos que se encontram próximos das caixas são essencialmente guloseimas, pastilhas, chocolates e outros produtos pouco saudáveis. Este tipo de produto como vocês sabem melhor que eu são comprados sobretudo por impulso. As pessoas ao estarem paradas nas filas acabam por os comprar, não necessitando deles e dado as suas características não são muito recomendados. Isto piora como se sabe quando se tem crianças nas filas, as crianças são alvos mais fáceis destes produtos e estes só prejudicam a sua saúde.
Neste sentido, gostaria de sugerir que nos vossos hipermercados existam caixas de produtos saudáveis (todas ou algumas), caixas onde os produtos sejam, por exemplo, fruta em vez de chocolates, iogurtes em vez de refrigerantes, sumos naturais, snacks biológicos, etc, etc. A ideia como devem saber não é minha, já existe em alguns supermercados de alguns países.
Acredito que numa primeira fase, sintam alguma perda de vendas, mas seguramente terão clientes mais saudáveis. E nesse sentido, agradecemos todos, os clientes e numa última perpectiva também agradece o ambiente. Afinal produtos mais saudáveis são quase sempre produtos mais sustentáveis.
Obrigada pela atenção"

Enviei para o Continente, Jumbo, Lidl, Intermache, Aldi, Eleclerc, Minipreço, todos têm nos seus sites um formulário onde podemos deixar sugestões. Em contrapartida, no site do Pingo Doce nem encontrei formulário, nem email de contacto, tenho de voltar a procurar melhor. (editado posteriormente, também já encontrei o formulário).

Se alguém quiser enviar também mensagem com este propósito, pode se assim o entender, usar a minha mensagem.

sábado, 24 de setembro de 2016

Dinheiro local: mais comunidade, mais sustentabilidade

Desde que vi o documentário Amanhã (mencionei-o nesta publicação) que estou para falar sobre este assunto. Eu já sabia que havia comunidades locais que tinham o seu próprio dinheiro, mas nunca tinha pensado muito nisso. Mas quando vi o documentário pensei "Wow, é isto mesmo, isto é a solução".

No documentário referem o caso de Brixton. Brixton é um district que pertence ao borough de Lambeth na Grande Londres (uso as terminologias em inglês, porque não percebo nada das divisões administrativas inglesas e dá para perceber que district não é de todo a nossa ideia de distrito). Mas bem, o que interessa é que Brixton tem uma moeda local, a qual já está em circulação desde 2009.

Para conhecerem melhor a Brixton Pound pode visitar o seu site. No qual explicam "a missão" desta moeda local (o que se segue foi adaptado por mim):

  • Ajudar a proteger os empregos e meios de sobrevivência dos membros da comunidade, atravês do desenvolvimento de uma economia local forte;
  • Apoiar e construir uma economia diversa e resiliente que consegue lutar contra as dificuldades económicas e as grandes cadeias de comércio;
  • Consciencializar a comunidade para a importância da economia local;
  • Incentivar e facilitar um modelo de auto-ajuda com o fim de proteger os moradores;
  • Incentivar o abastecimento com produtos locais, diminuindo as emissões de CO2;
  • Contribuir para um percepção positiva de Brixton, chamando a atenção para a sua comunidade forte, economia e capacidade de inovação;
  • Valorizar Brixton regional e nacionalmente;

Basicamente as moedas locais têm como objectivo impulsionar as economias locais, para tal é construído um sistema entre os produtores locais, empresas locais e a comunidade. Este tipo de dinheiro funciona em circuitos fechados (todos os actores sociais que participam são locais), de forma a que o dinheiro seja constantemente investido na comunidade, não saindo sempre para as grandes empresas e grandes produtores. O dinheiro ao permanecer na comunidade, toda a comunidade ganha. Parece-me maravilhoso, não acham?

E como dizem no documentário, não é muito melhor ter o David Bowie do que a Rainha nas notas? É muito mais divertido!
Imagem retirada de http://brixton.atestserver.co.uk/library/Brixton-Pound-10.jpg




Em Inglaterra, este tipo de moeda local tem sido um sucesso, existindo em diversos sítios: BristolCardiffCornwallExeterKingstonLewesLiverpool, PlymouthStroudTotnes, and Worcester.

Em Portugal parece que este mês também está a ser recheado de boas novidades neste âmbito. Embora não seja bem a mesma coisa, a freguesia de Campolide em Lisboa decidiu fazer uma iniciativa de recolha de lixo em troca de dinheiro local, podem ver aqui. Adoro a iniciativa, uma vez que tem duas vertentes excelentes, incentiva a separação e colocação de lixo no sítio correcto, por outro lado ajuda o comércio local e consequentemente a vida da comunidade. Verdadeiramente magnífica a ideia.

Mas não para por aqui, a ideia parece ter agradado a mais pessoas e agora são os moradores do Areeiro em Lisboa que também querem criar a sua própria moeda.

Já há bastante tempo que falei de como acho importante incentivar o comércio local e estas são ideias excelentes. Vamos todos criar moedas locais, ajudam a comunidade, criam localidades com melhores vivências e ainda ajudam o ambiente. Fantástico!

sábado, 17 de setembro de 2016

Semana europeia da mobilidade e as pessoas de mobilidade reduzida

Começou ontem, dia 16 de Setembro a 15ª Semana Europeia da Mobilidade, a qual traz muitas actividades a diversos municípios portugueses. Este ano, o tema-chave é a mobilidade sustentável e inteligente, considerando que uma mobilidade inteligente promove uma economia forte (ler mais aqui). Quer dizer, eles consideram que uma mobilidade inteligente promove uma economia local forte e consequentemente um melhor ambiente urbano e melhor qualidade de vida, concordo completamente.

Todavia, eu pensei nos outros, aqueles que já de si têm uma mobilidade reduzida e era sobre esses que eu queria falar. Em Lisboa, ainda é difícil para algumas pessoas se movimentarem sem a ajuda de terceiros. E quem diz Lisboa, diz o país inteiro. Actividades simples como atravessar a rua, entrar num autocarro, apanhar o metro são quase impossíveis para pessoas com mobilidade reduzida. Quantas estações de metro em Lisboa têm acesso para cadeiras de rodas? Pouquíssimas.

Pensei para esta publicação fazer um percurso fotográfico dos obstáculos que as pessoas com mobilidade reduzida encontram desde de casa até ao trabalho (como exemplo usaria o meu percurso). Mas não tive oportunidade de o fazer, talvez o faça um dia com mais calma, Mas podem ter a certeza que são muitos degraus. Quando forem para o trabalho pensem nisso, nas escadas do metro, nos pilaretes dos passeios, na rampa do barco, entre outros tantos.

Entretanto lembrei-me de um vídeo que já vi há muitos anos, não concretamente sobre a mobilidade, mas sobre as dificuldades que as pessoas com as variadíssimas deficiências encontram diariamente. Neste vídeo, nós, "os normais" somos os "diferentes". Acho que dá que pensar.




Uma mobilidade inteligente é também uma mobilidade inclusiva e só isso faz sentido. Em Lisboa foi aprovado um Plano de acessibilidade pedonal que se encontra em fase de execução. É assim, pequenas acções aqui e acolá podem fazer a diferença na vida de muita gente.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

21ª campanha de reciclagem de radiografias

Começou ontem, dia 13 de Setembro, a 21ª campanha de reciclagem de radiografias promovida pela AMI (Assistência Médica Internacional). Nesta iniciativa pode entregar em qualquer farmácia as suas radiografias com mais de cinco anos ou sem valor de diagnóstico. Poderá entregar as radiografias até dia 4 de Outubro.

Ao entregar as suas radiografias estará a reciclar um material poluente, dando-lhe o destino adequado e salvando a prata que é um material valioso (ao reciclar estes materiais, não se esqueça que está a contribuir para a menor necessidade de extracção de novos minérios e consequentemente para uma maior sustentabilidade) e ainda ajuda a AMI na sua missão.

Imagem retirada de http://www.cm-arganil.pt/noticias/ambiente-e-saude/21a-campanha-reciclagem-radiografias-ami/

Já agora, se for à farmácia aproveite e deixei lá os seus medicamentos fora de validade, há imenso tempo que estou para referir isto, todos os medicamentos que não usa devem ser entregues na farmácia para que tenham o destino adequado, não devem ser colocados no lixo comum. Para mais informações sobre o tema consulte o site da valormed.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Câmara Municipal de Lisboa apoia o Aleitamento Materno

Com o lema  Aleitamento Materno: Presente Saudável, Futuro Sustentável, a Câmara Municipal de Lisboa em conjunto com a ACES - Lisboa Ocidental e Oeiras lançou no passado dia 10 de Setembro uma campanha de promoção do aleitamento materno (ver mais informações aqui e aqui).



Aleitamento Materno from Câmara Municipal de Lisboa on Vimeo.

No meu entender, uma entidade pública tomar uma posição de incentivo e divulgação ao aleitamento materno é algo bastante importante. Esta campanha terá a duração de dois meses e espero que seja muito enriquecedora e incentive muitas pessoas a seguir este caminho.
"Tendo como objetivo realçar a importância do aleitamento materno, tanto para o bebé como para a mãe, a campanha estará patente durante dois meses, integrando as comemorações da Semana Mundial dedicada a este tema (em Outubro).
O apoio da comunidade local e a participação de famílias envolvidas neste movimento de sensibilização para a prática do aleitamento materno foi fundamental para esta campanha pública, a primeira realizada no país e que, entre outras ações, contará com uma Conferência sobre aleitamento materno, destinada a profissionais de saúde e utentes, no dia 15 de outubro." (in http://www.cm-lisboa.pt/noticias/detalhe/article/campanha-aleitamento-materno-presente-saudavel-futuro-sustentavel).
E sem dúvida além de ser um presente saudável, contribui para uma maior sustentabilidade de todos.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Copos descartáveis: o rescaldo de uma festa de aldeia

Lembram-se das minhas publicações Verão: festas, festivais e lixo no chão e Super Bock Super Rock e o Ecocup? Hoje volto à temática dos copos descartáveis em festas de Verão, mais precisamente para fazer um espécie de balanço da festa da terra do meu marido, na qual ele foi festeiro este ano.

A festa começou na 6ªfeira, dia 12 de Agosto e acabou ontem, dia 16 de Agosto e como podem calcular foram gastos milhares de copos de plástico. Se não têm ideia de quantos, vejamos, foram vendidos 60 barris de cerveja, os quais têm uma capacidade de 50 litros cada. Cada copo leva 25cl, por isso por cada litro de cerveja são utilizados 4 copos. Então 60*50*4=12000.

Doze mil copos numa festa relativamente pequena, imaginem numa festa grande, e isto são só contas de copos de cerveja, não nos podemos esquecer que havia outras bebidas a vender, embora a sua venda seja quase residual.

Este ano, eles tiveram a ideia de incentivarem as pessoas a porem os copos à volta de um mastro. Claro que a ideia é um bocadinho naquele sentido de se gabarem do que se bebeu na festa (não gosto muito destas gabarolices), mas também para não terem tanto trabalho a varrerem e limparem o recinto da festa. Achei uma boa ideia, ao menos incentivaram as pessoas a não deixarem os copos no chão (embora claro que muitos ficaram no chão, nas ruas da aldeia e nos terrenos agrícolas). Todavia, passei agora por lá e já tinham tirado os copos e posto todos no caixote do lixo comum. Tipo!!! A sério???? Plástico tão bem separado e põem no lixo comum, mesmo com um plasticão à porta... A falta de consciência ambiental é algo que não compreendo. Do mal, o menos, acredito que este ano, pelo menos os copos que ficaram à deriva foram em muito menor número.

Imagem própria

Imagem própria

Sabem quantos resíduos foram separados nesta festa para a reciclagem? Nenhum! Foi tudo para o lixo comum. Há coisas incompreensíveis para mim, eu bem que tentei incentivar o meu marido para que tivessem contentores de separação do lixo, mas a resposta dele foi qualquer coisa como "ninguém está para isso". Cuidar do bem comum nunca é muito valorizado. A minha esperança é que alguns destes copos que já estão triados acabem por ser salvos antes de ir para aterro. Afinal há locais onde mesmo o lixo comum passa por uma triagem e ainda aproveitam alguns resíduos. Pelo menos estes copos não estão todos partidos no meio da natureza como costuma acontecer.

E quero relembrar novamente o número: 12 000 copos numa festa de aldeia. Imaginam quantos copos se deitam fora em todas as festas de aldeia por este país fora, por este mundo fora? Quando usarem um copo descartável, lembrem-se que o custo ambiental dele é muito superior aos cêntimos do seu preço (sim, os copos de café na minha loja também).

No meu caso pessoal, as duas garrafas de água e a lata de ice tea que bebi na festa trouxe-as comigo, pelo menos trato do meu lixo, e ainda, salvei umas quantas tampinhas.

E só mesmo para acabar:
  • Ponto 1 - se fizerem uma festa, sigam o exemplo deles e incentivem as pessoas a separar os copos, poupa trabalho e o ambiente, mas já agora, depois ponham-nos no contentor amarelo;
  • Ponto 2 - ao menos a loiça utilizada nada era descartável, foram sempre pratos de loiça ou inox, acho que agora estão a lavá-los.

domingo, 14 de agosto de 2016

Amanhã, Tomorrow, Morgen, Demain, Mañana, Domani

Amanhã, o dia depois de hoje. Amanhã pode ser também todos os dias depois de hoje, o futuro.

Se a nível individual acho que devemos centrar a nossa vida no presente, a nível global o nosso olhar tem de estar no futuro.

Nesse sentido e para partilhar convosco uma mensagem de esperança (mesmo quando o futuro parece catastrófico) quero sugerir-vos o documentário Amanhã ou no título original Tomorrow.


O documentário está em exibição no cinema, fui vê-lo na semana passada e é bastante interessante. Aborda os problemas de sustentabilidade do mundo, mas transmite sobretudo uma mensagem de esperança, uma vez que dá a conhecer acções e visões de várias pessoas pelo mundo que ajudam diariamente o ambiente e a comunidade. Acho que a mensagem que passa é a seguinte, o futuro irá ser catastrófico, mas antes disso há muito que podemos fazer.

Tenho pena que o documentário não foque tanto como eu gostaria o consumo excessivo, mas a verdade é que mostra formas de como podemos consumir menos e isso é essencial.

Infelizmente como tudo o que é bom e interessante não tem projecção, em Portugal, o filme apenas se encontra em exibição em Lisboa no Medeia Monumental (pelo menos foi o que conclui da minha pesquisa). Mas se conseguirem vejam, vale a pena, adorei sobretudo a parte da permacultura, da moeda local e do lixo, quer dizer, no fundo adorei tudo.


Se a palavra amanhã estiver mal escrita em alguma língua é culpa do google tradutor.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Super Bock Super Rock e o Ecocup

Não, este ano não vou ao Super Bock, Super Rock, e também não, eu não bebo cerveja... e ainda outro não, ninguém me pagou para fazer publicidade, eu gosto mesmo de fazer publicidade gratuita a coisas que não consumo. É tipo isso.

Mas bem, no outro dia fiz uma publicação, intitulada Verão: festas, festivais e lixo no chão e tal como referi na altura enviei email às duas maiores marcas de cerveja em Portugal (Sagres e Super Bock). No email referi a minha preocupação e dei algumas ideias de redução de resíduos que acho que podiam aproveitar. Da Sagres não obtive resposta, mas a Super Bock respondeu-me e foram simpáticos, disseram-me que já utilizam o Ecocup em alguns festivais e que algumas ideias que eu dei irão ser analisadas (a ver vamos).

Na sequência de não ter recebido resposta da Sagres até disse ao meu marido que ele devia passar só a comprar Super Bock porque são mais simpáticos. Mas ele relembrou-me que é mais sustentável comprar Sagres que é produzida no Sul do país, enquanto a Super Bock é produzida no Norte. Ele tem razão, de qualquer modo, ele costuma comprar a que está em promoção, essa é que é a realidade. Mas bem eu lá lhe disse: "Quando formos à tua terra compra Super Bock, a distância das duas fábricas é idêntica e a Super Bock é mais simpática."

Mas voltando ao Ecocup, nem de propósito (ou de propósito que isto dos algoritmos tem muito que se lhe diga - BIG BROTHER IS WATCHING YOU), ontem apareceu-me um anúncio patrocinado no facebook sobre o Ecocup. E aqui está ele.

Imagem retirada de https://www.facebook.com/sbsr/photos/a.113343035402950.15079.112908165446437/1135256459878264/?type=3&theater



Sobre o Ecocup:

"A sustentabilidade tem tido um lugar especial nas preocupações do Super Bock Super Rock e este ano não é exceção. Os novos copos ecológicos reutilizáveis Super Bock, fruto da parceria com a multinacional francesa Ecocup, serão personalizados para o Super Bock Super Rock com três temas diferentes, um para cada dia do Festival. Uma edição de colecionador que contribuirá para a diminuição significativa destes resíduos no recinto e para as quantidades enviadas para reciclagem.

No momento de consumo da primeira cerveja será solicitado o valor simbólico de 2€, não se tratando de uma venda, mas sim de uma “caução” que poderá ser recuperada no próprio evento, caso o consumidor queira devolver o copo “amigo do ambiente”. Ao longo das várias horas de música, a cerveja é sempre servida num copo reutilizável novo, devendo o consumidor preservar e entregar o copo utilizado nos bares e quiosques existentes no recinto, sendo que quem quiser os poderá guardar para a posteridade. Vão estar disponíveis nos dois formatos habituais (25 cl e 50 cl)." (in http://www.superbocksuperrock.pt/pt/pt/info-%C3%BAtil/#info-util/all?open=gi-1955)

Por isso, se forem ao Super Bock Super Rock, começa hoje, em vez de gastarem copos de plástico descartáveis, escolham o Ecocup. Mesmo em outros festivais em que a cerveja seja a Super Bock, procurem para ver se têm, pelo que me disseram no email, no Rock in Rio também havia destes copos.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Glifosato: assine a petição

As notícias sobre o herbicida glifosato têm andado na ordem do dia. Já anteriormente tinha falado deste herbicida na publicação As sementes, os herbicidas e as multinacionais. Onde referi alguns dos problemas associados ao glifosato, o qual é mais conhecido pelo nome Roundup (nome do glifosato da marca Monsanto).

O glifosato é potencialmente cancerígeno e está em todo o lado. É usado nas grandes explorações agrícolas, nas pequenas, pelos agricultores de fim-de-semana, pelas autarquias para controlo das ervas daninhas, etc, etc. Ou seja, está em todo o lado, nomeadamente na nossa alimentação. O que veio agora a ser confirmado por análises que foram feitas a 26 voluntários portugueses (li esta informação na publicação Glifosato: o herbicida que contamina Portugal no blogue Sustentabilidade é acção). Em todos os voluntários foram detectados níveis elevados de glisofato na urina. Podem-me dizer que 26 pessoas não é uma amostra fidedigna, é provável, mas acredito que espelhe bem a realidade. Afinal, fruta, vegetais, cereais todos estão em maior ou menor escala em contacto com este herbicida. E para quem acha que a comer carne ou peixe está livre dele, lembrem-se do que se alimentam os animais.

Imagem retirada de http://sustentabilidadenaoepalavraeaccao.blogspot.pt/2016/04/glifosato-o-herbicida-que-contamina.html


O glifosato é considerado potencialmente cancerígeno, tal como outros produtos como o tabaco ou a carne vermelha, os quais se consumem livremente sem que ninguém os queira proibir. A diferença reside na nossa consciência sobre o produto, as pessoas sabem que o tabaco faz mal, mas não sabem quais os produtos alimentares que estão contaminados com glifosato. Nem sabem quais os tratamentos feitos pelas câmaras municipais às ruas, caminhos e parques.

Por isto tudo, é importante que este herbicida seja banido. E isto é sobretudo uma decisão política. Já foi discutida e votada recentemente na Assembleia da República, mas parece que a saúde de todos conta menos que os interesses de alguns (se calhar esses só comem vegetais biológicos, pelo menos devem ter dinheiro para isso). Podem ler Parlamento português chumba interdição do glifosato em Portugal. Felizmente em alguns países, já reconheceram a realidade e o perigo deste herbicida, como por exemplo na França (se forem lá já podem comer azedas à vontade), também por cá algumas autarquias locais decidiram deixar de usar este herbicida em espaços públicos. Aqui podem ver quais, fico feliz de Góis onde costumo passar uns dias todos os anos, ser uma delas.



Imagem retirada de http://www.quercus.pt/campanhas/campanhas/autarquias-sem-glifosato/3947-mapa-de-autarquias-sem-herbicidas


Por favor, pelo bem de todos, e muito embora eu nunca tenha a certeza do proveito das petições, faça a sua parte assine a Petição Pública Proibição do Herbicida Glifosato em Portugal.

E já agora fica a imagem.

Imagem retirada de http://www.verdadeestampada.com/2015/07/franca-proibe-os-transgenicos-monsanto.html

sábado, 16 de abril de 2016

Roupa de bebé: já deixou de servir e agora?

A roupa que deixa de servir ao Luís, tenho dividido para duas caixas:

  • Caixa para um potencial segundo filho;
  • Caixa solidária dos ctt (que já tinha falado aqui).

Até agora não há nenhuma roupa que lhe tenha deixado de servir que esteja sem possibilidade de ser usada novamente. Então porque eu não guardo tudo para um segundo filho? Porque não há espaço para tudo e porque há algumas coisas que já achei pouco práticas, por exemplo camisolas interiores e casaquinhos fininhos de lã. Outras porque não gostei mesmo, camisolas com golas, um tipo de golinha específica. E ainda, uns casacos que foram para esta caixa porque os "colori", toda a gente me diz que não se nota, mas eu não consigo olhar para eles sem me lembrar da roupa toda verde a sair da máquina.

Basicamente são tudo coisas usáveis, mas que eu acho que mesmo que guardasse, quando tivesse outro filho não ia usar. Logo não vale a pena estar a guardar, deve haver quem precise e por isso mesmo, decidi enviar na caixa solidária.

Claro que na opinião do meu marido mesmo assim estou a guardar coisas demais. Também já ouvi um tio dizer: "Não vais guardar as coisas, pois não? Agora a roupa é tão barata para quê guardar?"

Primeiro, não acho que seja assim tão barata para quem tem de estar sempre a comprar. Em segundo lugar, mesmo que o preço fosse quase zero, eu não quero contribuir para o usa e deita fora.

Por isto tudo, já enviei a primeira caixa solidária com roupa do Luís. Até porque não tinha ninguém neste momento a quem dar, conheço bebés mais pequenos, mas já vão apanhar outra estação. Além disso, acredito que estas crianças precisem bastante.

Recorri a esta lista (data de 2011, espero que se mantenha actualizada) para ver quais as instituições que precisam de roupa de bebé. Existem apenas duas: o refúgio Aboim Ascensao e a Ajuda de Mãe. Decidi enviar para a primeira instituição, futuramente enviarei para a outra.

Imagem própria 

Imagem própria 

Se entretanto não tiver um segundo filho (espero bem que não), a roupa que estou a guardar pode sempre ser aproveitada. Até porque as minha amigas ainda deve pensar em ter filhos daqui a uns tempos. Mesmo que não tenham, há sempre crianças a nascer.

A roupa em segunda mão dá imenso jeito, tenho pena de ter recebido tão pouca, mas mesmo assim deu um jeitão. Os miúdos estão sempre a sujar-se, tal disparate.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Kid to Kid e Acreditar: saco solidário

Hoje fui pela primeira vez comprar roupa à Kid to Kid para o meu bebé, já falei anteriormente nesta loja de roupa em segunda mão, na qual podemos encontrar boas coisas a preços simpáticos. Aproveitei para comprar umas tshirts, camisolas e calções (sei que ainda falta para o Verão, mas não resisti).

Mas não é de compras em segunda mão que quero falar, embora claro seja muito mais sustentável comprar roupa em segunda mão que nova. Quero falar da campanha da loja Kid to Kid de recusa de sacos. A Kid to Kid por norma, oferece os sacos, mas por cada saco recusado doa 0,05€ à Associação Acreditar - Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro. Quando for atingido o valor de 12 000 euros, essa quantia será doada à Acreditar.

Recusar sacos já é algo meritório, ainda o é mais por uma boa causa. E para termos a ideia da quantidade de sacos, 12 000 euros significam 240 000 sacos recusados.

Imagem retirada de http://www.kidtokid.pt/campanha-saco-solidario-a-favor-da-acreditar/

Por isso, se forem à Kid to Kid não se esqueçam de recusar o vosso saco.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Resíduos orgânicos

Em sequência da minha última publicação:

Imagem própria

Diariamente, em quase todas as casas deste país, ou melhor, em quase todas as casas do mundo, resíduos como estes são deitados no lixo indiferenciado. Os resíduos orgânicos não são lixo, têm valor. No meu caso, deito-as às galinhas, o que elas não comem acaba por se degradar e misturar com o estrume que mais tarde é devolvido à terra. Outra solução é fazermos compostagem.

Claro que não quero obrigar todas as pessoas a terem galinhas ou a fazerem compostagem, até porque no actual modelo de sociedade é impensável. Talvez, por isso mesmo devessem ser as sociedades gestoras de resíduos a fazerem-no. Actualmente, alguns dos centros de triagem de resíduos já fazem alguma triagem aos resíduos indiferenciados, sendo que os restos orgânicos acabam por ser aproveitados para adubo. Todavia, como devem compreender isso é um processo difícil, já imaginaram o que é estar a separar cascas de bananas, de plásticos, de fraldas, pensos higiénicos, etc. Pois, há quem o faça, mas eu não gostaria.

Segundo este documento, Resíduos Orgânicos são:

"Restos de origem orgânica (também denominados resíduos verdes ou biodegradáveis). Em princípio, todos os resíduos orgânicos de origem biológica podem ser transformados em composto, o que inclui restos de comida, restaurantes e cantinas, resíduos verdes de composição vegetal provenientes de jardins e parques, papel e cartão. Apesar de poderem ser transformados em composto, o papel e cartão deverão ser reciclados."

No documento acima referido, estão várias iniciativas de recolha de lixo orgânico para compostagem. De notar que este documento já tem 16 anos, logo não quer dizer que estas iniciativas ainda existam.

De forma geral, as iniciativas que já existem passam pela existência de um sistema de recolha selectiva de lixo orgânico e de lixo inorgânico e em outros casos, por incentivar aos cidadãos a fazer a sua própria compostagem. Ambas são boas soluções. Embora, pessoalmente, acredito que a ideia de existir uma recolha de lixo orgânico e inorgânico fosse uma solução muito melhor quando nos mencionamos a áreas urbanas. Todavia, mais uma vez, no nosso país e no contexto que eu conheço, se ainda não conseguimos ensinar as pessoas a separar vidro, cartão e plástico, quando conseguiremos que separem o orgânico do inorgânico.

Se todos os resíduos que fazemos fossem separados quase nada iria para o inorgânico, não é verdade? Tudo teria o seu fim original, a transformação.

domingo, 3 de abril de 2016

Desafio: apanhar lixo do chão

A internet vive de desafios, devo confessar que nunca fui muito adepta destes, nunca me molhei com baldes de água, nem nunca tentei comer uma colher de canela para depois publicar o vídeo da situação. Aliás, acho mesmo que a maioria dos desafios são no mínimo parvos, mas já que as pessoas gostam de desafios que tal este: 1 piece of rubbish.

O desafio consiste em apanhar lixo da rua tirar uma fotografia e partilhar online com a hashtag #1pieceofrubbish, na partilha devemos mencionar cinco pessoas. Eu não sou muito adepta deste género de desafios, mas este acho interessante, afinal é para o bem de todos.

Obrigada ao blogue  O único planeta que temos, no qual tive conhecimento desta iniciativa.

quinta-feira, 31 de março de 2016

As praias dos saleiros

Há uns anos, num passeio pela praia do Portinho da Arrábida (para quem não conhece a praia referida e toda a Serra da Arrábida são na minha modesta opinião dos lugares mais bonitos de Portugal) reparamos na quantidade de saleiros espalhados pela praia. Na altura, não encontramos nenhuma explicação lógica para tanto lixo em forma de saleiro e se bem me lembro, éramos sete pessoas a falar sobre isso. Para mim, a praia ficou definitivamente baptizada como: A praia dos saleiros.

Mas a semana passada, saiu esta notícia e como podem constatar a explicação para tantos saleiros é simples: os mariscadores vão apanhar lingueirão, tarefa para a qual usam sal fino e "obviamente" deixam os saleiros vazios na praia. Alguns ficam no areal por uns tempos, outros com a subida e descida da maré vão parar ao meio do oceano.

Custa-me um bocado a acreditar que as pessoas ainda fazem estas coisas. Mas isto é porque ainda sou crédula, não sei como, porque o lixo está em todo o lado.

Imagem retirada de https://www.publico.pt/ecosfera/noticia/milhares-de-embalagens-de-sal-vao-invadir-o-sado-mas-ha-quem-queira-darlhes-luta-1727120

Entretanto, já depois de ter sido realizada a limpeza das praias, podem ver nesta notícia, parece que a iniciativa foi um sucesso e pelo que consta foram os próprios mariscadores a entregarem grande parte dos saleiros. Talvez com algum incentivo as pessoas mudem realmente, afinal ainda me mantenho crédula.

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